A multiartista Cynthia Aparecida fala sobre o formato inovador de sua série, a escrita de novos roteiros e revela detalhes da gravação do longa Nosso Lar 3
Texto escrito por Sussuca Alencar
Cynthia Aparecida, conhecida por sua marcante atuação como Krica na novela Malhação, tem uma carreira que transita por diversas produções de sucesso na TV, incluindo as séries 3% (2016) e A Dona do Pedaço (2019). Mais do que uma atriz, ela se estabeleceu como uma multiartista que agora mergulha em um novo e audacioso projeto, assumindo o controle total de sua narrativa.
Seu trabalho mais recente é a série de curtas autorais Monólogos de Autoreconhecimento, um projeto original. Cynthia não apenas atua, mas também assina o roteiro e a direção, com produção executiva de Zachary Levine.
Lançando um novo episódio toda terça-feira, a série chega com uma proposta divertida e reflexiva: “um episódio pra você rir, refletir e cancelar a terapia (ou marcar duas sessões a mais)”.
Em uma conversa exclusiva, a artista detalha a criação da série e também revela seus próximos passos na carreira, incluindo a gravação de um novo longa-metragem. Confira a entrevista:

Entretetizei: A série tem episódios supercurtos. Você pensou em como a Geração Z consome conteúdo no celular ao criar esse formato?
Cynthia Aparecida: Sim, o tempo de série é em função de um público que gosta de consumir conteúdos novos, mas não gosta de ficar muito tempo em uma coisa somente. Eu me considero um pouco assim, então pensei nesse formato mais dinâmico.
E: Monólogos de Autoreconhecimento usa humor e sarcasmo para falar de temas difíceis. Acha que essa pegada “sem filtro” é o que a galera mais nova busca hoje?
C Acho que essa pegada sem filtro que você fala é, na verdade, uma provocação. A série provoca e gera debates em torno dos temas que trago em cada episódio. São situações que aconteceram comigo, com amigas próximas, conhecidos… Ou seja, são situações que acontecem ou podem acontecer com todos. Por isso, acredito que vá tocar o público em geral.
E: Filmar em lugares como as Pirâmides e a Amazônia é demais! Como essas locações ajudam a mostrar as duas “vozes” da personagem na série?
C: Trazer esses cenários como pano de fundo ajuda a transportar o espectador para estes ambientes e toda a história que habita nesses lugares. Acho que isto deixa a série mais imagética e facilita uma compreensão do todo.
E: Ter um jogo e uma comunidade (CYNTHONIZAR) com a série é bem inovador. Como isso vai fazer a gente se conectar mais com o projeto?
C: Além do conhecimento e debate que os episódios despertam, a ideia do jogo é trazer mais entretenimento para quem quer se aprofundar nas histórias.
Assista ao primeiro episódio
E: A série não é de autoajuda, mas promete “surtos existenciais”. O que você quer que a Geração Z leve depois de assistir aos episódios?
C: Sim, não considero a série como autoajuda, mas a reconheço como autoconhecimento. Estamos em volta de uma enxurrada de informações, algumas que até confundem nossa cabeça… Achei legal trazer mais um ponto de vista para determinados temas que atravessam o nosso cotidiano.
E: Você acredita que esse formato de séries curtas, feitas para o celular, veio pra ficar e vai ser o futuro das produções para o público jovem?
C: Acho que ainda estamos na experimentação desse formato. Tudo indica que a praticidade desse modelo pode ser uma chave para a forma como vamos consumir os produtos audiovisuais daqui para a frente.
E: Você é uma multiartista. Quais outros trabalhos está fazendo ou que vêm para o segundo semestre de 2025 e você já pode nos contar?
Cynthia Aparecida: Por enquanto, estou filmando um longa, Nosso Lar 3, que está com previsão de estreia para o próximo ano. Além disso, estou escrevendo os roteiros da série e, quando possível, ainda gravo algumas cenas.
E aí, você está preparado para uma série sobre muitas verdades hilárias da vida? Conta pra gente nas redes sociais do Entretê — Instagram, Facebook, X — e nos sigam para mais novidades sobre o mundo do entretenimento.
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Texto revisado por Cristiane Amarante @cris_tiane_rj









