Trama disseca os limites da inteligência artificial e o poder da amizade feminina
Misturando ficção científica e crítica ao avanço das inteligências artificiais, Olivia Gatwood transforma inquietações contemporâneas em literatura em A Casa das Bonecas. Em sua obra de estreia, agora lançada no Brasil pela Editora Record, a autora explora o sentimento pessimista em relação à ascensão do Vale do Silício e à propagação em massa das inteligências artificiais.
Em 2024, o livro foi eleito como o melhor do ano pelas revistas Time e Vogue.
Qual a história de A Casa das Bonecas?

Há dez anos, a jovem Mitty, de 28 anos, (sobre)vive com Bethel, uma idosa de 79 anos, em uma casinha caindo aos pedaços à beira-mar, na Califórnia. Longe da mãe e Mitty, ela se vê presa ao passado, apegada a coisas antigas e a um segredo que a fez fugir, em uma cidade tomada pelo avanço tecnológico e ricaços do setor.
Na casa de vidro, apelidada de casa das bonecas por Mitty e Bethel, chegam novos moradores: o casal Lena e Sebastian, um milionário do ramo de tecnologia que vem tomando Santa Cruz como uma praga. Agora vizinhos das duas mulheres, o casal divide a bondade rotineira e o desafio de puxar conversa fiada com elas.
Depois de conhecer as vizinhas, Lena, que, à primeira vista, aparenta ser perfeita, passa a questionar as lacunas de sua memória e a monotonia da vida. É convivendo com Mitty e Bethel – seus passados, suas memórias, seus segredos e seus erros – que Lena entende que há algo de errado em sua vida e questiona: o que aquelas paredes de vidro escondem?
Ao mesmo tempo, no fim do verão, um engenheiro de tecnologia – que Sebastian conhecia – é sequestrado e morto por quatro dos seus próprios estagiários. O boato que corre na cidade é de que o crime tenha sido motivado pela descoberta de um projeto que tornava a IA consciente. Um robô criado pelo engenheiro estava se tornando uma pessoa.

Nessa ficção de estreia de Olivia Gatwood, a vida de cada um desses personagens esconde um segredo. A autora explora como o amor pode ir mais além do que o algoritmo. Em uma sociedade dominada por fome de poder e avanços tecnológicos, A Casa das Bonecas é a prova de que a nossa verdadeira humanidade ainda não pode ser copiada.
Sobre a autora

Olivia Gatwood é roteirista e autora de duas coletâneas de poesia, New American Best Friend e Life of the Party. Ela foi reconhecida internacionalmente por seus poemas, suas oficinas de escrita e seu trabalho como educadora de prevenção e recuperação pós-agressão sexual em conformidade com a Title IX.
Suas performances foram exibidas na HBO, MTV, VH1, BBC, entre outros. Seus poemas foram publicados em veículos como Party Magazine, The Lambda Literary Review e The Missouri Review, entre outros.
Gatwood cresceu em Albuquerque, Novo México, e hoje mora na Califórnia. A Casa das Bonecas é seu primeiro romance
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Texto revisado por Laura Maria Fernandes de Carvalho










