Em coletiva de imprensa, a artista falou sobre nova fase e seu mergulho em um gênero que dialoga com sua ancestralidade
Ontem (18), a cantora IZA lançou dois singles que marcam o início da nova era de sua carreira. Caos e Sal e Tão Bonito chegam acompanhados de visuais que reforçam a identidade da artista e fazem parte do projeto que explora o reggae, sonoridade já conhecida pelo público da cantora, mas que agora ganha protagonismo e dá espaço para um mergulho mais profundo no gênero.
“Sempre desejei explorar o reggae, um estilo que considero extremamente democrático por suas diversas vertentes, do R&B ao rap, do tradicional ao dancehall. Assim como o samba, o reggae oferece uma riqueza de sonoridades que me identificam profundamente. Além disso, a mensagem de paz, amor, liberdade e consciência política defendida pelos precursores do gênero ressoa muito comigo. É um estilo que eu namoro há muito tempo”, reflete a artista.
Resgatando sua afinidade com Kemet, nome original do antigo Egito, que significa terra preta, IZA traz para sua nova fase um conceito que viaja da Etiópia até o Maranhão, costurando ideias e simbologias dos Adinkras, ícones africanos que carregam saberes ancestrais, como o Sankofa. Esse conceito une memória, ancestralidade e inovação artística.

Durante a coletiva de imprensa realizada na última quarta-feira (17), IZA falou um pouco sobre o seu processo criativo, inspirações e referências para esta etapa da carreira.
Além de todo o trabalho de pesquisa e dedicação para o novo álbum, a cantora comentou o fato de alguns de seus trabalhos anteriores terem colaborado para que o novo conceito fosse amadurecido.
“Pesadão e Ginga tem tudo a ver com esse som de agora. Pesadão por causa dessa sonoridade reggae e Ginga por conta dessa questão esotérica, mística e profética da coisa. Por mais que sejam canções diferentes entre si, elas têm uma energia que é muito parecida e tem tudo a ver com o que eu estou fazendo agora. São trabalhos dos quais eu me orgulho muito e com certeza vão me acompanhar para o resto da minha vida. Tenho certeza que vou ficar ali revisitando eles de tempos em tempos. Também acredito que esse trabalho novo é uma versão aprimorada do meu último álbum, acho que é uma forma da gente falar sobre evolução também, sobre me sentir melhor na minha pele do que no meu processo anterior, que foi um processo muito bom também”, disse.
Por ser um gênero musical no qual está pedindo licença para chegar e explorar, a artista se inspirou em nomes fortes e da cena e também buscou referências que marcaram sua formação musical.
“Me inspirei em bastante gente, mas eu vou falar assim por cima: Gilberto Gil, Lauryn Hill, Erykah Badu, Bob Marley e Koffee. Eu tentei buscar ao máximo nessas referências aquilo que mais me deixava feliz e o que mais fazia sentido para mim nesse ambiente de criação”, contou.

IZA também falou sobre o que espera que seu público enxergue nesse novo trabalho, destacando a verdade que expressa em suas entregas artísticas.
“O que eu busco muito é que as pessoas sempre entendam que eu sempre tenho buscado ser feliz artisticamente. Eu sei que isso pode soar o maior clichê, mas é verdade, quanto mais verdadeiro você for, mais verdade as pessoas vão ver no seu trabalho e em consequência disso, mais pessoas vão se conectar com o que você está fazendo e eu acho que isso não tem preço. O que eu quero que as pessoas enxerguem quando elas olharem para trás é que mais uma vez eu estava me desafiando e fazendo algo que eu acredito muito, independente de números e de qualquer outra coisa, eu estava fazendo aquilo que alimenta minha alma e alimentar a sua alma é o que pode fazer com que tudo dê certo. Acho que essa é a única possibilidade”, refletiu.
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Texto revisado por Gabriela Fachin @gabrieladfachin









