O Entretetizei teve a oportunidade de falar com as pessoas por trás da nova edição e entender os planos para conteúdos nacionais futuros
Cerca de dois anos após sua última temporada, em 2023, o The Voice Brasil retorna às casas brasileiras para contar novas histórias e revelar talentos que só a diversidade de uma produção nacional poderia encontrar. Produzido em parceria pelo Disney+ e pelo SBT, o reality show terá exibição simultânea dos seus 12 episódios no streaming e na TV aberta, além de oferecer conteúdos extras para os assinantes do Disney+.
Apesar das novidades, o público conta com a familiar condução de Tiago Leifert, que volta a apresentar o reality, e com Mumuzinho, que compõe novamente a equipe técnica, agora ao lado de Matheus & Kauan, Duda Beat e Péricles.
Há algumas semanas, o Entretê participou de uma coletiva com os produtores do Disney+ Jerome Merle e Cristiano Lima, que conversaram conosco sobre o retorno do The Voice Brasil.
Ambos falaram que o streaming enxergou o potencial de ampliar a experiência do programa para além da TV, e daí surgiram os 20 minutos adicionais exclusivos que “fogem dos tradicionais conteúdos de bastidores”.
Além disso, 13 anos após sua estreia em 2012, o The Voice Brasil hoje tem novas perspectivas com a crescente influência das redes sociais: “há uma oportunidade única de usar todo o ecossistema de ambas as empresas e ampliar essa experiência de todas as formas que a gente puder”, explica Cristiano.

Durante o roundtable, o Entretê teve a oportunidade de fazer uma pergunta aos produtores: considerando a preocupação crescente em representar a diversidade nacional, sobretudo na música, pedimos que explicassem o que levam em consideração para adaptar um programa global para o público brasileiro que, ainda que tenha tantas facetas diferentes, também é muito particular.
“A voz, a música, o canto… tudo isso está no DNA do brasileiro”, falou Jerome, “então nada mais justo do que representar essa capacidade, essa vontade e disponibilidade de cantar que existe em todos os estados brasileiros”.
Jerome explica que o processo de seleção se dá de forma extremamente democrática justamente para que seja possível contemplar a diversidade que existe no Brasil e representar todas as regiões do país.
“A Disney tem esse compromisso em todos os seus projetos”, complementa Cristiano. “Isso é natural e orgânico para nós.” O executivo também destacou a diversidade na escolha dos jurados, que além de representarem diferentes gêneros musicais, são de diferentes lugares do país.

Em outro momento, ainda pensando sobre a importância de entender o público nacional além do The Voice Brasil, o Entretê também perguntou qual é o processo de escolha das histórias brasileiras que são contadas no streaming, como Capoeiras (2025), Jogo Cruzado (2025) e Maria e o Cangaço (2025).
“Estou sempre buscando ouvir o assinante para entender como preencher uma lacuna, um gênero que seja importante”, revela Cristiano. “O conteúdo é um reflexo da nossa sociedade. O que a gente faz é valorizar a comunidade artística, contar as histórias da nossa cultura de modo que isso crie conexão com quem assina e traga essa diversidade que a gente tanto fala.”
Ainda sobre a nossa pergunta, Jerome explica que o Disney+ busca produções que “geram conversas, conexão natural e identificação imediata”, mas reforça que “não adianta fazer apenas um tipo de história. Temos uma diversidade enorme de público, então identificamos grupos e interesses em comum para trabalhar bem o conteúdo”. O produtor explica que é essa abordagem que faz o streaming trazer séries “tão diferentes, mas não divergentes”.

A nova temporada de The Voice Brasil estreia simultaneamente no Disney+ e no SBT dia 6 de outubro, às 22h30.
Quais são suas expectativas para a nova edição? Nos siga nas redes sociais do Entretetizei — Facebook, Instagram e X — e não perca as novidades do mundo do entretenimento!
Leia também: Tiago Leifert retorna para a nova temporada de The Voice Brasil
Texto revisado por Gabriela Fachin










