Equipe e elenco compartilharam com a imprensa os dilemas, expectativas e intenções por trás da nova novela das nove da Globo
Na coletiva de imprensa realizada nesta sexta (26), a produção de Três Graças reuniu autores, elenco e equipe artística para apresentar o universo da trama, que estreia em 20 de outubro. Criada por Aguinaldo Silva, com colaboração de Virgílio Silva e Zé Dassilva, e direção artística de Luiz Henrique Rios, a novela aposta na força de mulheres que atravessam gerações e conflitos sociais para oferecer entretenimento com reflexão.
Durante o evento, Grazi Massafera falou sobre o desafio de encarnar Arminda, sua primeira antagonista mais contundente. Segundo a atriz, houve um momento de crise para conciliar sua formação pessoal com as escolhas ruins da personagem, mas que, gradualmente, encontrou espaço para explorar a vilania com leveza e até humor. “É difícil ser gente ruim”, admitiu ela, ressaltando que os vilões da novela têm nuances de fantasia e ironia.

Outro destaque da coletiva foi o retorno de Fernanda Vasconcellos à Globo após quase dez anos. Na trama ela interpretará Samira Veiga e justificou sua volta pela admiração pelo autor e pela oportunidade de trabalhar com o diretor Luiz Henrique Rios. Ela descreveu o convite como “um prato cheio” para resgatar sua melhor versão artística.
Os autores aproveitaram para pontuar elementos centrais da narrativa: o protagonismo feminino, a realidade das mulheres urbanas e as contradições de uma sociedade que exige, mas não oferece possibilidades iguais. Aguinaldo Silva destacou que Três Graças será um retrato dessas mulheres anônimas e valoriza suas vidas sem glamourizar suas dores. Já ele e seus colaboradores indicaram que a novela dialoga com mecanismos contemporâneos de consumo, como memes e repercussão nas redes, inclusive afirmando que algumas falas da vilã Arminda podem se tornar virais.
Elenco comenta desafios e novidades sobre seus personagens
Durante a coletiva, Murilo Benício falou sobre seu personagem Santiago Ferette, um homem de prestígio que, por trás da aparência respeitável, esconde uma rede de segredos e alianças perigosas. Ele e Grazi Massafera formam o núcleo antagonista da trama. Benício afirmou que Ferette é traçado como alguém que consegue transitar entre a vida pública de benfeitor e o jogo privado de poder e manipulação.
Quem também estava presente no encontro era Daphne Bozaski. A atriz, que assume o papel de Lucélia “Lucy” Damatta, sua primeira vilã no horário das 21h, ressaltou a transformação visual e artística durante o processo de criação. Na novela, a personagem é órfã de mãe e, após perder o pai, vai morar com o tio Kasper (Miguel Falabella) e sua família, chegando com intenções ambíguas e disposta a criar conflitos com sua prima adotiva, Maggye (Mell Muzzillo). Daphne comentou que o novo visual loiro foi pensado para marcar a ruptura entre ela e personagens anteriores, reforçando os contrastes de caráter que Lucy vai encarnar.

Também presente na coletiva, Miguel Falabella revelou os motivos que o levaram a voltar às novelas após mais de duas décadas longe de papéis fixos no gênero. Ele interpretará Kasper Damatta, proprietário de uma galeria de arte que divide sociedade com seu marido João Rubens (Samuel de Assis). Falabella destacou que o que o atraiu ao projeto foi a possibilidade de explorar uma trama familiar moderna e representativa; ele define o núcleo que constrói com Kasper e João como “talvez a família mais funcional da novela”, justamente por exibir união, diferenças e tensões internas.
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Texto revisado por Alexia Friedmann @alexiafriedmann









