Com uma narrativa envolvente e atuações marcantes, o filme de André Sturm mergulha nos mistérios das mortes de ex-presidentes nos anos 1970
Em A Conspiração Condor, o diretor André Sturm oferece uma visão instigante da história recente do Brasil, explorando as mortes suspeitas dos ex-presidentes Juscelino Kubitschek e João Goulart. O filme se destaca por sua abordagem cinematográfica precisa e pela construção de uma atmosfera de tensão que mantém o espectador atento do início ao fim.
Mel Lisboa, no papel da jornalista Silvana, entrega uma performance sólida, transmitindo a determinação e o ceticismo de sua personagem. A química com o elenco de apoio, incluindo Dan Stulbach, fortalece a narrativa e acrescenta profundidade à trama.

A direção de arte e a fotografia são notáveis, recriando com fidelidade o período dos anos 1970. Os detalhes visuais, como os cenários e o figurino, contribuem para a imersão na época e reforçam a credibilidade da história.
O roteiro, coescrito por Sturm e Victor Bonini, apresenta diálogos afiados e uma construção narrativa que equilibra bem o suspense com a exposição histórica. Embora o filme se baseie em eventos reais, ele consegue manter o mistério e a tensão, convidando o público a refletir sobre os acontecimentos retratados.
Em resumo, A Conspiração Condor é uma obra cinematográfica que não apenas entretém, mas também provoca reflexão sobre um período conturbado da história brasileira. Com uma direção habilidosa, atuações competentes e uma narrativa envolvente, o filme se destaca como uma produção de qualidade no cenário cinematográfico nacional.
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Texto revisado por Alexia Friedmann









