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Foto: divulgação/Entretetizei

Crítica | Lore Olympus e o slow burn dos deuses: uma nova visão dos mitos gregos

Entre romance e intrigas, a estética vibrante transforma as histórias antigas em uma experiência contemporânea

[Contém spoiler] 

A publicação em volume físico de Lore Olympus, criado pela artista neozelandesa Rachel Smythe, marca não apenas a materialização de um fenômeno digital da plataforma Webtoon, mas também a consolidação de um projeto estético que reposiciona a mitologia grega sob as lentes da modernidade. Traduzido por Érico Assis e publicado pela Companhia das Letras, sob o selo Suma, o primeiro volume revisita o mito de Hades e Perséfone, combinando tradição e ruptura, mito e cotidiano, em uma releitura alinhada às perspectivas do século XXI.

Foto: reprodução/Companhia das Letras

A narrativa acompanha o início da relação entre Hades, o empresário enigmático que é deus do Submundo, e Perséfone, a jovem deusa da Primavera que ainda está em processo de autodescoberta. O primeiro episódio se passa durante a festa da Panateneia, organizada por Zeus. Hades leva um fora de Minthe, sua amante, que se recusa a acompanhá-lo na festa tanto por conta de sua personalidade afrontosa — que encontra prazer em humilhá-lo — quanto pelo odor de Hades, constantemente associado à morte. Já Perséfone enfrenta o desconforto de seu primeiro evento social, vestindo-se literalmente à moda antiga, como uma verdadeira deusa grega em meio a um Olimpo de trajes modernos — situação que só melhora com a ajuda de sua amiga Ártemis.  

O encontro entre os dois acontece de maneira quase catártica para os românticos de plantão: Perséfone tropeça, molha o vestido e, nesse instante de vulnerabilidade, desperta a atenção imediata de Hades. A partir daí, a obra explora os primeiros sinais de atração entre eles e a lenta construção da intimidade em meio a um Olimpo moderno repleto de intrigas, fofocas, rivalidades e dilemas humanos.

O trabalho gráfico é um dos pontos mais fortes da HQ. O papel de alta qualidade da edição impressa valoriza a riqueza das cores da narrativa, e a arte de Smythe impressiona pelo traço expressivo, pelas nuances cromáticas e pelo uso simbólico das cores: elementos que tornam cada quadro mais do que uma ilustração, mas uma extensão emocional e psicológica da história.

Foto: reprodução/Companhia das Letras

Classificada para maiores de 16 anos, a obra contém nudez, linguagem explícita, humor adulto e o tratamento de temas delicados, como abuso físico e psicológico, traumas sexuais e relações tóxicas — pontos que a própria autora sinaliza. Essa maturidade temática reforça o caráter crítico da HQ e exige uma leitura consciente, que permita absorver a profundidade emocional e social dos conflitos apresentados. 

Por fim, a edição traz como epígrafe um trecho do Hino Homérico a Deméter, estabelecendo uma ponte direta entre a tradição mítica e a releitura contemporânea de Smythe. Essa escolha sintetiza a proposta da obra: revisitar o mito clássico enquanto o atualiza com questões psicológicas e sociais que ressoam no presente.

As cores e o simbolismo nos personagens

Rachel Smythe não utiliza as cores de forma aleatória. A escolha cromática é um recurso narrativo que permite ao leitor compreender traços de caráter, emoções, relações de poder e atmosferas de locais utilizados na obra, como o Olimpo e o Submundo.

Hades, representado pelo azul profundo, transmite introspecção, melancolia e a sua conexão com a morte. Apesar de sua aparência intimidadora — olhos vermelhos que se destacam em certos quadros, carranca constante e uma aura de morte que afasta outros deuses —, ele se mostra emocionalmente sensível, protetor, dono de sete cachorros fofos, viciado em carros e míope, características que conferem humanidade ao personagem.

Foto: reprodução/Companhia das Letras

A cor azul também reflete o reino de Hades, frequentemente retratado como um espaço frio e marcado pela ausência de vida. Esse simbolismo ecoa outras tradições literárias que repensaram o Submundo, como em A Divina Comédia, de Dante Alighieri. Ao contrário do inferno em chamas tão presente no imaginário coletivo, Dante descreve o Nono Círculo — situado no centro da Terra — como um lago congelado, onde os maiores traidores recebem sua punição máxima. O gelo, nesse caso, é ainda mais implacável do que o fogo: se este depende de uma faísca para existir, o outro simboliza a paralisação definitiva, o esvaziamento da vida. Esse detalhe é retomado no Episódio 7, na representação de Smythe, que apresenta o Submundo como um reino gélido, reforçando a associação cromática de Hades à introspecção, à morte e ao isolamento de seus domínios.

Além disso, o azul tem raízes mais profundas, pois descobertas arqueológicas recentes sugerem que Hades estava associado a essa cor nos cultos antigos e em sua representação. Como explica a pesquisadora e bruxa ctônica Obsidiyana em sua newsletter:

“[…] Posteriormente ele continuou sendo representado em azul na HQ Lore Olympus, onde é o protagonista ao lado de Perséfone. Tal escolha visual parece emanar de uma liberdade criativa dos autores, que optaram por trazer o azul por ser este um tom comumente associado ao inconsciente e a camada profunda das nossas emoções. No entanto, a descoberta da arqueóloga Serena Raffiotta, nos prova que Hades e o tom de azul em sua imagem têm uma ligação muito mais ancestral do que se poderia imaginar.

[…]

Essa informação curiosamente nos confirma a ligação ancestral de Hades com azul, uma cor rara de influência egípcia […] geralmente utilizada para evidenciar nas divindades atributos sobrenaturais, no caso de Hades, reforçando seu mistério e ligação com o submundo. O azul-claro também é atribuído, no orfismo, à cor de pele das Erínias, as três vinganças consideradas filhas de Hades e Perséfone”.

Foto: reprodução/Museu Arqueológico Nacional de Palermo

Portanto, mesmo que não haja confirmação de que Smythe tenha se inspirado diretamente nessas evidências históricas e tradições literárias, a escolha do azul reforça a conexão da obra com o mito e permite que os leitores façam diversas associações simbólicas.

Perséfone, por sua vez, é representada pela cor rosa, tonalidade que enfatiza sua inocência, delicadeza e vulnerabilidade. Esses atributos não são apenas visuais: o rosa acompanha a personagem em momentos que revelam a proteção excessiva por parte de sua mãe, Deméter, e a imaturidade resultante disso. Nesse sentido, a cor funciona como um marcador de identidade e de sua condição como Koré protegida nesse momento inicial.

Foto: reprodução/Companhia das Letras

Ao longo do volume, o rosa também assume um novo significado: deixa de ser apenas a cor da inocência para tornar-se símbolo de crescimento emocional e enfrentamento de experiências adultas, muitas vezes complexas e traumáticas. Essa tonalidade acompanha Perséfone em momentos decisivos — como no abuso cometido por Apolo ou nas manipulações de outros deuses —, funcionando como lembrete da pureza que ainda resiste dentro dela, mesmo em contextos de violência ou vulnerabilidade. O contraste entre delicadeza e dor amplia a tensão dramática da narrativa, evidenciando a transição da personagem: alguém que, ao mesmo tempo em que guarda vestígios de sua proteção passada, precisa aprender a se afirmar diante dos desafios emocionais e sociais impostos pelo Olimpo moderno.

O rosa, assim, não é apenas estético: é um elemento narrativo, que acompanha a evolução da personagem que tem apenas 19 anos, destacando o seu crescimento, as suas fragilidades e a sua resistência, ao mesmo tempo que dialoga com a simbologia clássica da juventude e da pureza, reinterpretada sob uma perspectiva contemporânea e crítica. Portanto, mesmo neste primeiro volume, o movimento de transição de Koré para Perséfone já é inserido na linha narrativa da protagonista.

Foto: reprodução/Companhia das Letras

A coloração também carrega significado em outros personagens. Zeus, representado pelo roxo, transmite poder e autoridade, mas também intimidação: o raio do rei do Olimpo, como em uma tempestade, pode calar até a chuva mais revolta. 

Foto: reprodução/Companhia das Letras

Hera, por sua vez, aparece em amarelo-dourado, simbolizando vigilância, energia dinâmica e presença marcante, além de refletir sua elegância e sofisticação. É interessante notar que, no círculo cromático, roxo e amarelo são cores opostas — uma escolha que reforça a tensão entre o casal. Apesar de sua boa dinâmica na HQ, Zeus e Hera mantêm um relacionamento tóxico: ele tem casos extraconjugais, enquanto ela permanece hipervigilante e, muitas vezes, excessivamente ciumenta.

Foto: reprodução/Companhia das Letras

Poseidon é representado pelo verde, cor que remete à natureza e aos mares, reforçando o seu papel como rei dos oceanos. Ao mesmo tempo, o tom combina com seu humor trapalhão e despretensioso, funcionando como um alívio cômico na narrativa. Contudo, o verde também carrega uma conotação negativa, associada à náusea e à repulsa, refletindo o sentimento de algumas personagens em relação às atitudes problemáticas do personagem, incluindo comportamentos de assédio que causam desconforto e desgosto, principalmente nas figuras femininas. 

Foto: reprodução/Companhia das Letras

Minthe, a ninfa amante de Hades, é representada em vermelho-escuro, cor que simboliza paixão, mas também raiva e agressividade. Sua sensualidade e elegância são marcantes — elementos evidenciados tanto pela paleta de cores quanto por suas roupas —, mas se mistura a um caráter oportunista, sobretudo em seu relacionamento com Hades. Essa aura de sedução agressiva fica ainda mais clara nos quadros em que os dois aparecem em momentos íntimos: ambos são retratados de olhos abertos, como se a desconfiança mútua exigisse também a demonstração de poder. A sombra que paira sobre eles não se limita ao contraste profundo entre azul e vermelho, mas reflete a própria violência e toxicidade da relação que compartilham.

Foto: reprodução/Companhia das Letras
A reinvenção dos mitos

Um dos pontos mais interessantes de Lore Olympus é a forma como Rachel Smythe se apropria dos mitos e os reinventa para gerar novas tensões narrativas. Esse recurso funciona como uma antecipação simbólica e como um easter egg para leitores que conhecem a tradição. 

No Episódio 2, Zeus convida Odisseu para a festa Panateneia no Olimpo, o que deixa Poseidon furioso. A cena pode soar apenas como um detalhe humorístico, porém o incômodo imediato do deus dos mares representa uma breve alusão ao mito clássico, no qual Poseidon nutre ódio contra o herói da Guerra de Troia e protagonista da Odisseia por ter cegado Polifemo, seu filho ciclope. 

Foto: reprodução/Companhia das Letras

Afrodite, cuja presença ganha força em cenas posteriores, é outro exemplo dessa reinvenção. Na mitologia, a deusa é frequentemente associada a episódios de rivalidade feminina e disputas de beleza, como no célebre Julgamento de Páris. Em Lore Olympus, contudo, a sua vaidade se transforma em motor narrativo: no Episódio 3, ao ouvir um comentário sobre a beleza de Perséfone, Afrodite não hesita em manipular Eros para criar uma situação desconfortável entre a jovem e Hades. Aqui, Smythe resgata a essência competitiva da deusa, mas a traduz em termos de intriga moderna, muito próxima da lógica das relações sociais contemporâneas.

Foto: reprodução/Companhia das Letras

No episódio 13, a autora também revisita o mito de Eros e Psiquê. Na versão clássica, Afrodite, enciumada pela beleza de Psiquê, ordena que o filho a faça se apaixonar por um monstro. Contudo, Eros acaba se apaixonando por ela, e os dois enfrentam uma série de provações até que a jovem conquiste a imortalidade.

Na HQ, esse núcleo mítico é preservado, mas ganha novas camadas. Após resgatar Psiquê de uma realidade brutal, Eros a acolhe em seu apartamento, onde procura reintegrá-la à vida social — chegando até a ensiná-la a ler e escrever —, sem, no entanto, deixá-la viver fora de casa, temendo o que pode acontecer com ela, já que Psiquê é uma mortal em um mundo de imortais. Essa relação de cuidado excessivo é tensionada pela presença de Afrodite que, ressentida com o filho e movida por sua vaidade, o obriga a executar tarefas em seu nome. Um exemplo disso ocorre quando ela o força a embebedar Perséfone para colocá-la em uma situação constrangedora, apenas porque Hades havia comentado que a jovem era mais bela do que a própria deusa.

Foto: reprodução/Companhia das Letras

Essa reinvenção reforça tanto o papel de Afrodite como instigadora de intrigas quanto a vulnerabilidade de Eros, dividido entre as pressões maternas e o amor por Psiquê — um conflito que atualiza o mito e o adapta à lógica relacional que permeia toda a narrativa de Lore Olympus. Vale destacar a reflexão do próprio Eros em relação à mãe: “Quando foi que você esqueceu o amor?”. A frase carrega uma ironia evidente, já que Afrodite, deusa desse sentimento, submete-o à sua vaidade.

Assim, a inserção dessas nuances demonstram como a autora equilibra tradição e invenção: ela preserva o núcleo mítico e narrativo das divindades, mas adapta às suas personalidades e relações para um contexto que mistura drama, humor e crítica social.

A capa como prenúncio: Arion e as passagens de Perséfone

A capa do primeiro volume funciona como um paratexto interpretativo. Perséfone aparece montada em um cavalo estilizado, identificado por muitos leitores como uma possível referência a Arion, o cavalo imortal nascido da união forçada entre Poseidon e Deméter, fruto de um episódio de violência sexual contra a deusa. Arion, marcado pela violência de sua origem, simboliza também transição, força e condução de destino — elementos que ressoam também na trajetória de Perséfone.

Foto: reprodução/Companhia das Letras

Na bruxaria ctônica e no mito, Perséfone é compreendida como aquela que realiza o movimento da descida ao Submundo. Essa jornada, longe de simbolizar queda ou atraso, marca o instante em que a deusa assume a sua realeza: torna-se senhora da morte e de suas próprias escolhas. Há, contudo, também o movimento de subida, associado à primavera, quando seu retorno faz brotar a vida no mundo humano. Perséfone, assim, encarna um equilíbrio raro e poderoso: vida e morte coexistem em sua figura, não em oposição ou hierarquia, mas em diálogo constante.

Foto: reprodução/Companhia das Letras

Na HQ, embora esse processo seja mais lento e gradual, ele já está em curso mesmo no primeiro volume. A capa antecipa essa jornada de passagem e transformação: da inocência à maturidade, do mundo humano ao Olimpo e, posteriormente, ao Submundo. O cavalo Arion, como símbolo, reforça o caráter inevitável e transformador dessa travessia, na qual Perséfone não apenas sofre o destino, mas aprende a reinar sobre ele.

Foto: reprodução/Companhia das Letras
O tempo do amor de Hades e Perséfone

O romance entre Hades e Perséfone é um slow burn cuidadosamente tecido, mas isso não significa ausência de momentos afetuosos. A autora entrega a construção do amor em gestos simples de carinho e situações fofas que, além de aquecerem o coração, reforçam a intimidade crescente entre os protagonistas e tornam a leitura envolvente. O vínculo floresce aos poucos, sustentado por confiança, respeito e gestos sutis — como a atenção de Hades ao encontrá-la dormindo embriagada no banco de seu carro, no Episódio 5, ou a preocupação com a segurança da deusa durante a sua breve estadia no Submundo, durante os Episódios 6, 7 e 8.

Foto: reprodução/Companhia das Letras

Nesse processo, enquanto o mundo enxerga apenas a imponência de Hades e o teme, Perséfone o humaniza, criando uma conexão cada vez mais íntima e sem receio. Mesmo sendo imortais e tendo todo o tempo do mundo, ela sente urgência em conhecê-lo a fundo — um desejo que poucos deuses demonstraram em relação a ele. Além disso, sua sensibilidade lhe permite enxergar beleza onde outros veem apenas trevas: quando declara gostar do Submundo, comparando os néons a estrelas no Episódio 10 não apenas surpreende, mas também encanta Hades.

Foto: reprodução/Companhia das Letras

Por sua vez, temos o rei dos mortos, inteiramente rendido à jovem deusa — embora ainda em conflito interno diante dos sentimentos novos. Diferente dos demais personagens, Hades não explora a imaturidade de Perséfone; ao contrário, injeta humor, respeito e uma adoração quase contida em suas interações, para que ela se sinta à vontade e nunca constrangida. Mesmo quando seus desejos começam a vir à tona, ele os contém, mantendo-se respeitoso e cuidadoso. A cada encontro, apaixona-se mais por sua delicadeza, pela forma gentil como ela percebe o mundo e pelo coração compassivo que a define. Curiosamente, qualidades que encantam Hades são vistas pelos demais personagens como fraquezas a explorar e manipular.

Dessa forma, a construção lenta da intimidade entre os dois torna o romance verossímil e emocionalmente profundo, sustentado por escolhas conscientes, consentimento e observação mútua. O slow burn transforma-se, então, em uma chama que aquece gradualmente, mas com intensidade duradoura, fazendo de Hades e Perséfone um dos casais mais cativantes da narrativa.

Desafios e limitações da versão física

A adaptação do formato digital para o impresso apresenta desafios evidentes. No Webtoon, a leitura vertical é fluida, permitindo que o leitor deslize de quadro em quadro sem interrupções. No impresso, no entanto, essa estrutura resulta em páginas com muitos espaços em branco e quebras frequentes, o que pode gerar uma sensação de fragmentação e impacto visual diferente do original. Embora essa escolha preserve a identidade estética da obra e mantenha a intenção narrativa da autora, ela também exige do leitor uma adaptação, já que a experiência de leitura não é tão contínua quanto no digital. Assim, o volume físico funciona melhor como uma extensão do universo original, oferecendo um objeto literário valioso, mas com um ritmo próprio que difere da experiência digital.

Foto: reprodução/Companhia das Letras
Considerações finais

O primeiro volume de Lore Olympus é mais do que uma simples adaptação do mito de Hades e Perséfone: é um mergulho visual e narrativo que dialoga com temas importantes através de uma linguagem acessível e contemporânea. A obra alia estética sofisticada, narrativa madura e reinvenção de personagens clássicos, utilizando cores, interações e simbolismo para aprofundar a compreensão do leitor sobre cada deus e sobre as tensões do Olimpo e do Submundo. Rachel Smythe constrói um romance que se revela tanto na delicadeza dos gestos quanto na intensidade dos conflitos, equilibrando tradição e inovação de forma instigante.

Foto: reprodução/Companhia das Letras

Mais do que revisitar um mito antigo, Lore Olympus propõe reflexões sobre poder feminino, autonomia, trauma e desejo, sem perder a atmosfera envolvente de um slow burn digno dos melhores romances. O resultado é uma experiência literária e visual que conquista tanto os leitores apaixonados por mitologia quanto aqueles em busca de narrativas contemporâneas com densidade emocional e estética marcante.

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Texto revisado por Gabriela Fachin @gabrieladfachin

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