Novo álbum de Taylor Swift prometeu muito e entregou pouco
O décimo segundo álbum de estúdio de Taylor Swift, The Life of a Showgirl, lançado nesta sexta-feira, 03 de outubro, é um retrato do showbusiness, mas foge dos estereótipos ao revelar o lado oculto desse trabalho.
O álbum conta com 12 faixas, escritas e produzidas em conjunto com Max Martin e Shellback, que já trabalharam com Swift em outros momentos. Os produtores estão por trás dos álbuns Red (2012) e 1989 (2014), que lançaram Taylor na cena da música pop, e Reputation (2017).
A parceria prometia muito, os fãs e a mídia internacional esperavam por um projeto mais pop, que lembrasse os sucessos anteriores. Contudo, o trabalho conta com menos hits e músicas menos memoráveis.
O tema principal é o que se passa por trás das cortinas e a desromantização da fama; o maior exemplo é Elizabeth Taylor. A faixa leva o nome da famosa atriz americana da década de 50, que foi assediada por paparazzi e teve sua vida pessoal exposta na mídia.
A composição aborda temas como a fugacidade da fama, exemplificada no trecho “You’re only as hot as your last hit, baby” (Você só é famosa quanto o seu último hit, querida). Além disso, também questiona se a fama vale o ódio e a pressão.
Outra música que aborda o tema é Opalite, que trata sobre amizades baseadas em interesse, relacionamentos frustrados e solidão, ofuscados pelas luzes do palco e rotina exuberante dos grandes shows. A música conta com um ritmo que lembra sucessos dos anos 1980 e é uma das mais divertidas do álbum.

Faixas como Father Figure e Eldest Daughter retomam temas como a traição de amizades e as dores causadas pela fama, mas decepcionam pela monotonia das melodias. Actually Romantic se destaca pelo riff de guitarra que dita o ritmo do refrão e pela letra irônica ao tratar dos haters. Alguns fãs acreditam que a faixa é uma indireta para a cantora Charli XCX.
Como o tema central do The Life of a Showgirl é o showbusiness, os fãs pouco se identificam com as letras das músicas. Em álbuns anteriores, Taylor tratava sobre seus relacionamentos frustrados e amores não correspondidos, o que gerava mais empatia do que o novo álbum.
Mas é claro que o álbum também conta com faixas que abordam o romance, já que Taylor o escreveu e produziu o álbum durante o começo de seu relacionamento com Travis Kelce, hoje seu noivo. A faixa Faith of Ophelia trata sobre o início do namoro, que, segundo a cantora, a salvou do destino de Ophelia, ou seja, a morte.
O amor também é o tema central de músicas como Wood, uma faixa animada; Honey, com batida monótona, mas refrão chiclete; e Wish List, uma balada romântica, que apesar de ser a favorita da loirinha dentro do álbum, não é das melhores.
A faixa mais esperada pelos fãs era The Life of a Showgirl, que conta com a colaboração de Sabrina Carpenter e dá nome ao álbum. Porém, a música se mostra fraca e pouco marcante. Destaca-se apenas a harmonização dos vocais, que soa quase como um canto angelical.
Taylor Swift já provou ser uma grande compositora, capaz de tratar temas diversos usando seu lirismo shakespeariano e talento musical para criar grandes hits memoráveis. Contudo, metáforas sofisticadas não são o suficiente para a construção de um álbum pop marcante. Entre tantas músicas que abordam o mesmo assunto, mudando apenas a fórmula, torna-se difícil a consolidar The Life of a Show como um favorito da cantora.
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Texto revisado por Kaylanne Faustino









