A data celebra o audiovisual do Brasil
O cinema brasileiro está cada vez ganhando mais destaque no cenário internacional, fato comprovado com o recente sucesso do longa-metragem Ainda Estou Aqui (2024), dirigido por Walter Salles. O filme foi indicado ao Oscar na categoria de Melhor Filme e Melhor Filme Internacional, campeão nesta categoria, além disso, a atriz Fernanda Torres foi indicada para a estatueta de melhor atriz, mas acabou perdendo para Mikey Madison, de Anora (2024).
O sucesso de Ainda Estou Aqui comoveu o público brasileiro e incentivou a população a consumir e valorizar o audiovisual local. O filme Agente Secreto, estrelado por Wagner Moura e dirigido por Kleber Mendonça Filho, tem surfado da nova onda de patriotismo que envolve o cinema brasileiro e já se consolidou como uma grande aposta para o próximo Oscar, depois de ser ovacionado no Festival de Cannes.
Antes do filme sobre Rubens Paiva e sua família chegarem ao Oscar, outras produções já chamavam a atenção internacional, é o caso de Bacurau, que foi cotado para a premiação em 2021. Anteriormente, o documentário Democracia em Vertigem, de Petra Costa, foi indicado em 2020.

Este movimento é importante porque demonstra que, pelo menos alguns, sintomas da síndrome de vira lata, que envolve o imaginário de grande parte dos brasileiros, que acreditam que o país é inferior, estão sendo curados.
O maior reconhecimento das produções brasileiras, contudo, parece não abranger toda a complexidade do audiovisual. Os curta metragens, por exemplo, seguem invisibilizados e fora dos holofotes das premiações internacionais e da boca do brasileiro.
Pensando nisso, o Entretê preparou uma seleção de curta metragens para você conhecer melhor estas produções no dia do cinema!
Alma no Olho (1974)

O curta é dirigido, produzido, roteirizado e estrelado por Zózimo Bulbu, considerado o pai do cinema negro brasileiro. A obra conta com uma pegada experimental e vanguardista.
Ambientado em um fundo branco, Alma nos Olhos se utiliza de metáforas para representar a escravização e busca por liberdade por meio da transformação do ser.
A produção pode ser assistida no Youtube.
Ilha das Flores (1989)

Muito conhecido pelos apreciadores, o curta é dirigido por Jorge Furtado e propõe uma reflexão sobre o mundo capitalista ao apresentar a vida de pessoas que sobrevivem se alimentando da sobra de alimentos de animais.
A obra faz com que tenhamos uma nova percepção sobre o mundo, proporcionando uma análise das diferenças de classe e injustiças sociais por meio de outras perspectivas.
O curta pode ser assistido no Amazon Prime Video.
Contra Filé (2019)
O curta de Pedro Luá foge do óbvio, trata-se de uma produção animada em Stop Motion. Na obra, o personagem descobre que está prestes a morrer e, a partir disso, inicia-se uma corrida contra o tempo para se salvar, mas para isso ele precisa de contra-filé. Para seu desespero, apenas dois açougueiros inexperientes podem o ajudar.
Assista a seguir:
Fantasmas (2010)
De André Novais, o curta acontece em um único plano. A câmera posicionada no topo de uma laje, foca no movimento de uma esquina. Fora do enquadramento, dois amigos conversam.
Produzido de maneira simples e brilhante, a produção conta com diálogos que nos cativam mesmo que não possamos ver os personagens.
Recife Frio (2009)

Dirigido por Kleber Mendonça Filho, o curta é mockumentary, ou seja, um documentário falso. Nele, a calorosa cidade nordestina, Recife, as temperaturas caem de maneira drástica, deixando os habitantes aflitos.
A obra aborda temas como desigualdade social, o crescimento urbano e a crise climática.
Recife Frio integra o catálogo da Amazon Prime Video.
Gostou da nossa seleção? Conta pra gente em nossas redes sociais – Facebook, Instagram e X – e não perca as novidades do mundo do entretenimento.
Leia também: Clássicos do horror para ler no Halloween
Texto revisado por Larissa Couto









