Coletiva apresentou parcerias com Queremos!, Tiny Desk Brasil e Som Livre para impulsionar a cena musical brasileira no exterior
A Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo) realizou, na tarde de segunda, (8/12), uma coletiva de imprensa online em parceria com Queremos!, Som Livre e Tiny Desk Brasil para apresentar a nova plataforma, Rio de Janeiro Sounds – iniciativa que integra programação cultural e identidade musical voltadas à promoção internacional da música brasileira. O encontro também detalhou projetos especiais e ações que já entram em vigor a partir desta sexta-feira.
Participaram da mesa virtual o presidente da Embratur, Marcelo Freixo; os diretores do Queremos!, Felipe Continentino e Pedro Seiler; e a porta-voz do Tiny Desk Brasil na Anonymous Content Brazil, Fernanda Couto. Também estiveram presentes Luciano Matos, do projeto baiano Radioca; o cantor, produtor e filósofo Felipe Cordeiro; e Vinicius Azevedo, representando a gravadora Som Livre.
Música como passaporte cultural
Durante a abertura, Marcelo Freixo destacou o crescimento do turismo internacional no país – de 6,77 milhões de visitantes no ano passado para os atuais 8 milhões, com expectativa de fechar 2025 com 9 milhões. Ele reforçou a importância estratégica de conectar música e turismo na construção da imagem do Brasil no exterior.
“O Brasil é um país único, mas que nunca foi um só. A música é uma das nossas carteiras de identidade mais importantes. Música não tem fronteira, mas tem identidade”, afirmou Freixo.
O que é a plataforma Rio de Janeiro Sounds?

A plataforma,www.riodejaneirosounds.com, que será lançada oficialmente na sexta-feira, dia 12, nasce com o objetivo de organizar e centralizar eventos artísticos e musicais da cidade. A proposta é tornar o acesso à cultura mais democrático, ao mesmo tempo em que impulsiona o turismo e movimenta a economia local.
Idealizada a partir da percepção da Embratur de que faltava um hub capaz de reunir tudo o que acontece na cena cultural, a ferramenta aposta em uma estratégia que combina promoção internacional com produção local de conteúdo.
No lançamento, a busca da plataforma não contará com curadoria: ela exibirá tudo o que estiver disponível online, ainda sem filtros específicos. Entre os destaques iniciais está a seção “Você tem que conhecer”, que apresenta espaços tradicionais como a Pedra do Sal, e será atualizada semanalmente às quintas-feiras.
A proposta privilegia a relevância cultural da cidade, mais do que a promoção de grandes shows. Para atender visitantes estrangeiros, o serviço será disponibilizado também em inglês e espanhol. O usuário poderá ainda personalizar sua experiência: criar perfis próprios, favoritar atrações, montar roteiros temáticos, registrar impressões em reviews e acompanhar todo o seu histórico cultural dentro da plataforma.
Lançamento da plataforma e expansão para Salvador
A Rio de Janeiro Sounds estreia nesta sexta-feira, 12 de dezembro. A expansão para Salvador está prevista para o fim de janeiro, replicando o modelo carioca e incluindo a programação musical da cidade, além de destacar a história de casas de show, artistas, produtores e tradições locais.
O curador Luciano Matos reforçou a relevância da iniciativa: “Salvador, ao lado de Recife, é uma das grandes cidades da música no Brasil. É importante impulsionar essa produção além do que já é conhecido. A cidade tem festejos que misturam religião, música e rua – é diversa, e isso precisa aparecer na plataforma.”

Identidade musical brasileira em foco
Durante o encontro virtual, o cantor e produtor Felipe Cordeiro reforçou a importância de ampliar as referências da música brasileira contemporânea. Para ele, “pensar a economia criativa e pensar a música como ferramenta para apresentar o Brasil coloca o turismo em um lugar de solução para o século XXI. Quando conectamos música, turismo e cultura, encontramos nossa maior força”.
Cordeiro também relacionou o tema à COP 30, destacando que “não dá para pensar em meio ambiente, sociedade e turismo sem cultura. A música é parte essencial da visão de mundo que queremos construir.”
Episódio especial do Tiny Desk Brasil

Atuando como parceiro da Embratur, o Tiny Desk Brasil – versão nacional do famoso programa musical da NPR (National Public Rádio), conhecido por apresentar performances intimistas gravadas em pequenos espaços – anunciou o lançamento de um episódio no dia 16 de dezembro, ainda sem atração divulgada. O especial será produzido pela Anonymous Content Brazil e encerrará a temporada de 2025 da versão brasileira do programa.
Representando as lideranças femininas do projeto na coletiva, Fernanda Couto, PR do Tiny Desk Brasil, apresentou detalhes sobre o episódio e enfatizou sua relevância para a promoção internacional da música brasileira. “Nossa parceria com a Embratur integra música e promoção turística internacional com olhar cuidadoso para a projeção internacional e a qualificação da forma que as nossas artísticas são conhecidas globalmente. Será mais episódio com alto valor simbólico cultural e com excelência artística, diversidade, pluralidade de gêneros musicais e representatividade territorial”, destacou a porta-voz.
Projeto Disco na Agulha, da Som Livre
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A Som Livre também apresentou sua participação na temporada de verão com a volta do projeto Disco na Agulha, que já fez sucesso em outros momentos e agora realizará, sessões gravadas de discotecagem em vinil, DJ sets gravados em pontos turísticos do Rio de Janeiro.
O coordenador artístico e de repertório da gravadora, Vinicius Azevedo, apresentou a proposta durante a coletiva. “O projeto promove a cultura do vinil, que está em alta, e mostra clássicos e pérolas da música brasileira — da bossa nova ao rock. O objetivo é promover a cultura brasileira, que sabemos que o Brasil tem, mas na nossa visão ainda tá subexplorada”, afirmou.
Música como ponte entre cultura, turismo e economia criativa
As iniciativas anunciadas mostraram a abertura de diálogo junto a população sobre o tema em conjunto de um compromisso conjunto da Embratur, Queremos!, Tiny Desk Brasil e Som Livre de ampliar a presença internacional da música brasileira e fortalecer o diálogo entre cultura, turismo e economia criativa. Foi abordada também a ideia de usar a música como soft power brasileiro, no sentido de construir uma nova imagem do Brasil para o mundo. Imagem além das praias e lindas paisagens.
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Texto revisado por Cristiane Amarante









