Às vésperas do novo projeto denominado Gêmeos em Gêmeos, Bruno Gadiol fala sobre parcerias, clipes intensos e as vozes femininas que moldaram seu som
Bruno Gadiol está vivendo um daqueles momentos em que tudo pulsa: o coração, a criação e a ansiedade boa de quem está prestes a colocar um novo álbum no mundo.
Gêmeos em Gêmeos (2025), que chega em agosto, é um mergulho em dualidades, desejos e narrativas. E se tem uma faixa que já entrega o tom do que vem por aí é Não era amor, foi só tesão, parceria intensa e cheia de camadas com Clau lançada por Bruno no dia 8 de julho.

Entre gravações em estúdio e em locações para videoclipe (gravado em tempo recorde, com direito a clima quente e direção do melhor amigo Luke Vidal), Gadiol mostra que está no controle de cada detalhe, da letra à luz.
Hoje, às 21h, ele lança Coisas triviais, nova faixa, em parceria com produtor Zain, que entrega Ato 3 – Saturno – do projeto, dando continuidade à narrativa estética e emocional de Gêmeos em Gêmeos.
Conversamos com Bruno Gadiol sobre essa fase sensível, sensual e cheia de vozes femininas que o inspiram. E ele, claro, respondeu como quem se conhece: com verdade, nuance e um toque de ansiedade geminiana. Confira!
Entretetizei: Bruno, Não era amor, foi só tesão fala sobre a divergência entre duas perspectivas afetivas dentro de uma relação. Como esse tema se conecta com as diferentes facetas que você explora no álbum Gêmeos em Gêmeos?
Bruno Gadiol: Eu acho que esse meu álbum é justamente sobre diferentes perspectivas e opiniões e eu, como geminiano, percebo que eu mudo bastante de opinião. Às vezes na mesma hora que estou falando uma opinião minha, no final da frase já estou talvez mudando de ideia. E eu me sinto uma pessoa aberta, assim, a enxergar de diferentes perspectivas. Então eu acho que essa música, como traz a versão da Clau e da minha, narrativamente falando, eu acho que se conecta dessa maneira com esse álbum, que também traz, só que dentro de mim mesmo, diferentes perspectivas e sonoridades.

E: A troca vocal entre você e a Clau constrói uma tensão emocional muito envolvente na faixa. Como foi trabalhar essa dinâmica no estúdio, buscando o equilíbrio entre interpretação, intensidade e conexão com a letra?
BG: A Clau já tinha participado de composições junto comigo e em outras faixas minhas, de outras épocas, enfim… Então a gente já tinha trabalhado junto e é sempre muito legal. Ela escreve muito bem, é muito rápido e muito fácil. Ela é muito boa! Então quando a gente se juntou para fazer a nossa música juntos, também fluiu muito. E uma curiosidade dessa música é que a gente fez a música praticamente toda em um dia. Mas depois ela pediu para fazer uma alteração na parte dela, isso meses depois, eu acho, e quando ela me devolveu a música, estava completamente diferente a parte dela. Ela deixou só algumas coisas da primeira versão e reescreveu muita coisa. Eu acho que (ela) não tinha, aparentemente, ficado satisfeita e fez essa versão que vocês ouviram.
E: O clipe também traduz essa tensão de forma visual forte. Como foi o processo de dirigir o videoclipe, ao lado do Luke Vidal, e transformar toda essa carga emocional da música em uma narrativa visual impactante?
BG: Bom, o Ato 2 do meu álbum é muito sensual, então a gente queria trazer isso assim como eu trouxe no clipe Na minha mente. Outra curiosidade é que Não era amor, foi só tesão e Na minha mente foram gravados no mesmo dia, dentro de seis horas. A gente alugou o espaço durante seis horas e, então, a gente tinha basicamente três horas para cada clipe. A gente gravou o clipe de Na minha mente e, em seguida, a gente já foi para esse outro cenário, que era de uma delegacia, né? Então a ideia foi trabalhar um pouco de fetiche, até porque esse álbum explora esse lado mais sensual também. Foi muito rápido, a gente inclusive terminou meia hora antes de dar seis horas de gravação e foi muito gostoso, sim. O Luke é meu melhor amigo, ele sabe do que eu gosto, ele sabe quando alguma coisa vai me incomodar. Então ele consegue ter essa visão que facilita muito nosso trabalho e a agilidade de tudo.

E: Com influências do pop, R&B contemporâneo e música urbana, como você enxerga sua trajetória dentro desse cenário? Quais artistas ou referências têm influenciado seu som atualmente e como elas se manifestam nas suas escolhas criativas?
BG: Eu sou um cara muito específico. Eu tava pensando isso esses dias, né? Quando diz respeito à música e à forma como eu consumo música, geralmente eu fico muito viciado em um artista e eu consumo muito, muito e fico um pouco fechado para outras coisas. E é algo que eu até quero mudar em mim e trabalhar para que eu ouça mais músicas, né? Atualmente, por exemplo, eu estou completamente obcecado pela Sabrina Carpenter; os lançamentos dela, o último álbum, o novo álbum que vai sair, enfim… Eu acho que sempre acabo ouvindo referências, né? Nem sempre eu vou para o estúdio já sabendo o que a gente vai fazer. Sonoramente falando ou artisticamente falando, nem sempre tem uma referência específica. Aqui no Brasil, eu também estou muito apaixonado por alguns artistas que eu consumo mais e admiro muito, né? Marina Sena, gosto muito da forma que ela se expressa, do que ela canta, o jeito que ela escreve e se empodera nas músicas. Luiza Sonsa… E eu tenho uma preferência por cantoras mulheres, como vocês podem observar, por essas que eu disse. E tem a minha preferida, que é a Ariana Grande. Desde os meus quinze anos, eu sou muito fã dela. Então, desde criança, eu sempre ouvi muitas mulheres cantando. Eu acho que elas são minhas maiores referências.
E: Estamos a poucas semanas do lançamento de Gêmeos em Gêmeos. Em que fase emocional e criativa você está agora, às vésperas desse nascimento artístico? O que você espera que o público sinta ou leve com ele ao ouvir o álbum?
BG: É, pois é, meu álbum sai agora em agosto e, na real, eu tô me sentindo muito ansioso. É um trabalho que eu tenho muito orgulho, artisticamente, do que eu fiz, do que eu tenho feito, do que ainda vai sair mesmo depois desse álbum e eu quero que as pessoas ouçam. Acho que o maior desejo é que a gente consiga chegar em um maior número de pessoas, é o que todo artista busca. Então, junto com esse desejo que as pessoas ouçam, também tem um receio de talvez não conseguir chegar onde ( eu possa) suprir as expectativas que eu tenho. Sendo bem honesto comigo e verdadeiro, como eu sempre busco. Então é isso. Espero ser surpreendido positivamente pela vida.
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Texto revisado por Ana Carolina Loçasso Luz @anadodll









