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Foto: reprodução/Instagram @jesuitabarbosa

Jesuíta Barbosa: Conheça o ator por trás de Ney Matogrosso no filme Homem Com H

Jesuíta Barbosa é um talento visceral e vem conquistando cada vez mais espaço no coração dos brasileiros com sua atuação

Nascido em Salgueiro, no sertão de Pernambuco, Jesuíta Barbosa é um ator que vai além da atuação: ele atravessa a tela e abraça a alma do público cada vez que entra em cena. Com performances potentes e intensas, seus jogos cênicos hipnotizam e vêm encantando espectadores e críticos, especialmente com sua recente interpretação na impactante cinebiografia Homem Com H, sobre Ney Matogrosso. Pensando nisso, o Entretê preparou um especial para relembrar a trajetória do ator e mostrar o porquê ele merece todo o sucesso e o reconhecimento que tem conquistado. Vem com a gente

Formação e raízes no teatro

Foto: Reprodução/Canal Brasil

Jesuíta cresceu em Parnamirim, também em Pernambuco, cercado por referências nordestinas. Aos 10 anos, mudou-se com a família para Fortaleza, no Ceará. Criado em um lar católico, seu primeiro contato com a atuação veio através da igreja. “Era uma saída para mim do sistema de ensino em que não me encaixava. Procurava algum lugar para pertencer, e, na igreja, vi a oportunidade de dizer algo”, revelou em entrevista à Revista Veja São Paulo.
Apesar da vontade do pai de vê-lo cursando cursos tradicionais, como Direito ou Medicina, aos 17 anos, Jesuíta decidiu seguir seu chamado artístico. Matriculou-se no curso de atuação Princípios Básicos, no Theatro José de Alencar, e, depois, no curso de Licenciatura em Teatro, no Instituto Federal do Ceará, se formando ator, 4 anos depois. Essa base teatral sólida foi essencial para prepará-lo para seus diversos papéis que viriam depois.
Em 2008, entrou no coletivo As Travestidas, liderado pelo ator Silvero Pereira e composto por diversos artistas que se apresentavam como transformistas. Foi por lá que ele criou o seu alter ego, a travesti Monique Frazão, um arraso total! Em seguida, participou das peças Corpos aprisionados e Deserdados, do Centro de Experimentações em Movimentos. Em 2009, integrou a Cia Teatro do Improviso, estrelando o Rimprovisando, primeiro espetáculo de improviso do Nordeste.

Cinema e reconhecimento nacional

Foto: divulgação/TV Globo

Em 2012, fez sua estreia no cinema com o curta-metragem Dias em Cuba, seguido de O Melhor Amigo (2013), projetos em que Jesuíta obteve êxito e ganhou destaque no respeitado cinema de Pernambuco. Mas foi com o filme Serra Pelada (2013), no qual viveu um garimpeiro gay, que ele começou a chamar a atenção de todo o país.
O grande salto foi o filme Tatuagem (2013), em que interpretou Clécio, um militar que vive um romance homossexual com o líder de uma trupe teatral. O filme, que mescla ditadura, romance, rigidez e o mundo do cabaré e da arte, é uma ode à liberdade e à sensibilidade.
O encontro dos dois personagens principais é o que cria uma marca no futuro, uma tatuagem permanente na alma dos dois, uma coisa bonita e pura, algo que Jesuíta interpretou profundamente, com toda sua sensibilidade e potência. Um filme forte e bastante marcante, realmente como uma tatuagem, como diz o seu título.
A performance lhe rendeu seu primeiro prêmio, o Troféu Redentor de Melhor Ator no Festival do Rio, o que mudou a trajetória dele. O filme entrou na lista dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos! Não é à toa todo esse sucesso, né?
No ano seguinte, protagonizou o filme Praia do Futuro, ao lado de Wagner Moura, reforçando sua presença no cinema nacional. Ainda em 2014,foi convidado para dar vida ao personagem Fortunato Dias na minissérie Amores Roubados, da TV Globo. Logo depois, viveu o complexo Alain na supersérie O Rebu (2014), também na TV Globo. Por esse papel, recebeu uma indicação ao troféu APCA. Com uma carreira artística consolidada, marcada por escolhas ousadas, Jesuíta é sem dúvidas, um dos maiores atores brasileiros da nova geração.
Em 2015, Jesuíta viveu a versão jovem de João Miguel (Domingos Montagner) em sua primeira telenovela, Sete Vidas (2015).

Carreira consolidada

Foto: reprodução/TV Globo

Em 2016, viveu Felipe Labarte, personagem denso e dramático, na minissérie Ligações Perigosas, pela qual ganhou bastante destaque por ser um dos protagonistas da trama, que é inspirada no clássico francês As Ligações Perigosas, de Choderlos de Laclos.
Ainda no mesmo ano, protagonizou a série Justiça, como Vicente Menezes, um jovem que acaba assassinando a noiva, interpretada por Marina Ruy Barbosa. Por esse papel, ganhou o prêmio de melhor ator no Melhores do Ano, se consolidando como um ator de superséries nacionais.
Outros trabalhos importantes incluem Nada Será Como Antes (2016), O Fim Do Mundo (2016), e Onde Nascem os Fortes (2018), série em que interpretou um dos seus maiores papéis, o Ramirinho, filho de um juiz linha dura, que esconde sua outra identidade, a aclamada cantora drag queen Shakira do Sertão. Nesse trabalho, Jesuíta pôde se reaproximar de suas raízes nordestinas Enquanto isso, no cinema ele nunca parou. Seguiu em ritmo cada vez mais acelerado, com um papel atrás do outro! Em 2017, protagonizou Malasartes e o Duelo com a Morte e, em 2018, interpretou outro protagonista, o Celavi, no enigmático filme O Grande Circo Místico, um projeto inovador do cinema brasileiro, idealizado pelo diretor Cacá Diegues, filmado em Portugal e cheio de conceito artístico.
Depois desse tempo em superséries e no cinema, o ator voltou à TV como o vilão Jerônimo Guerreiro, da novela Verão 90 (2019), onde ficou ainda mais conhecido pelo grande público e recebeu outro prêmio como melhor ator, dessa vez de novelas, no Melhores do Ano de 2019.
Após esse sucesso, viveu Eduardo no filme Deslembro (2019) e protagonizou o musical Lazarus, em 2020, dando vida a Thomas Newton.

Do Pantanal á Homem com H

Foto: reprodução/TV Globo

Mas foi em 2022, com a novela Pantanal, que ele atingiu um sucesso que jamais imaginava, e nem ao menos almejava, ao interpretar Jove, o protagonista da trama que se apaixona por Juma, papel de Alanis Guillen, com quem teve bastante química, e arrebatou os corações dos telespectadores da trama com sua atuação repleta de sensibilidade, firmeza e autenticidade únicas.
Agora, com Homem com H, cinebiografia de Ney Matogrosso, estrelada por ele e lançada recentemente nos cinemas e na plataforma Netflix, Jesuíta alçou à fama de uma vez por todas, saindo do status cult e entrando de vez no imaginário popular, consolidando sua imagem como um artista versátil e hábil, que pode interpretar qualquer papel com veracidade e força cênica.
O sucesso porém não o atravessou: ”A repercussão de Homem Com H tem sido muito legal, mas estou mergulhando na sala de ensaio”, afirmou o ator em entrevista à revista Veja, demonstrando todo seu cuidado com os estudos ao direcionar suas forças ao teatro, na peça Sonho Elétrico, estreia do último sábado (28), no Teatro Antunes Filho, no Sesc Vila Mariana, em São Paulo. Na trama, Jesuita, dá vida a um músico que, após sair de um show, é atingido por um raio. O acidente o coloca em coma e ele acaba despertando em uma experiência psicológica, entre a vida e a morte.

Compromisso com a arte e a representatividade

Foto: reprodução/Veja São Paulo/Roberto Setton

Jesuíta possui uma ligação profunda com o teatro e participa constantemente de montagens e produções autorais brasileiras, sempre valorizando a cultura nacional e o contato direto com o público.
Discreto em sua vida pessoal, o ator se declarou bissexual durante entrevista à Vogue Digital, em 2019, afirmando que definir sua sexualidade seja algo limitador, só um rótulo, mas que, se isso o fizesse ser voz e trouxesse visibilidade para a causa LGBTQIA+, o faria se sentir melhor como ser humano.Hoje, ele é considerado uma das vozes mais importantes para a representatividade LGBTQIA+ na mídia brasileira, sempre entregando personagens potentes, sensíveis e humanos, que enchem a tela com a sua arte.
Com uma carreira consolidada no teatro, no cinema e na televisão nacional, Jesuíta Barbosa é um artista completo e ainda tem muito a nos mostrar. Suas atuações marcantes evidenciam sua força cênica e sua capacidade de emocionar. Versátil, cheio de camadas e profundamente entregue a cada papel, Jesuíta segue alçando voos cada vez mais altos, transformando e emocionando as telas e os palcos do país!
E aí? Já conhecia a trajetória desse maravilhoso ator brasileiro? Conte para a gente nas redes sociais do Entretê (Facebook, Instagram e X) e nos siga para não perder nenhuma novidade de cultura e entretenimento!

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Texto revisado por: Ketlen Saraiva

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