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Foto: divulgação/ Beija Flor Filmes

Representatividade: o primeiro longa-metragem protagonizado por uma atriz surda será exibido no Festival RIO LGBTQIA+

O longa é uma comédia dramática LGBTQIA+ que traz uma representatividade dentro e fora das telas se destacando pelo protagonismo de uma atriz surda. Ele será exibido no festival internacional de cinema que ocorre essa semana no Rio de Janeiro, sendo transmitido nesta segunda-feira (7).

Nem Toda História de Amor Acaba em Morte é um lançamento da Beija Flor Filmes, comandada por Gil Baroni e Andréa Tomeleri, produtora que há 20 anos atua como um catalisador de mudanças, buscando humanizar narrativas culturalmente marginalizadas, dando voz e espaço para histórias autênticas da comunidade LGBTQIA+ e para diversos grupos sub-representados.

Depois de estrear em grande estilo no Cine PE – Festival do Audiovisual e sair de lá com os prêmios de Melhor Longa-Metragem (votação do júri popular) e de Melhor Ator (Octávio Camargo), Nem Toda História de Amor Acaba em Morte também passou pelo renomado Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba. Agora, chega ao RIO LGBTQIA+ e poderá ser exibido nos cinemas em 2026.

                                          Foto: divulgação / Beija Flor Filmes

O evento, que está em sua 14ª edição, celebra as múltiplas cores do amor e as infinitas formas de contar história, reunindo, até o dia 9 de julho, 138 produções, sendo sete longas brasileiros.

Informações sobre o elenco

Sol, vivida pela atriz Chiris Gomes, é uma professora de meia idade que se vê infeliz com seu casamento e sua vida em geral. Ela comunica ao então marido, Miguel (Octávio Camargo), que a relação acabou. Eles seguem morando juntos na mesma residência, porém em quartos diferentes, até que as coisas se encaminhem para cada um.

Sol conhece Lola, interpretada por Gabriela Grigolom, mãe de uma de suas alunas, a pequena Maya (Sophia Grigolom), criando uma conexão única logo de início. Lola é uma jovem negra e surda, que se comunica por meio da língua de sinais e luta para manter sua companhia de teatro ativa.

Por sua vez, Sol, que tinha um irmão surdo, é uma das poucas pessoas da instituição que se comunica facilmente com Lola, criando um relacionamento que vai além dos muros da escola. Lola passa a frequentar a casa de Sol, criando uma inusitada convivência com o ex-casal, em que eles terão que aprender a se respeitar e superar o orgulho individual.

O longa contou com mais de 30 figurantes surdos e sete atores surdos que atuaram com Gabriela. Para que o set de filmagem se tornasse um lugar sem barreiras, o intérprete de Libras e consultor Jonatas Medeiros, que também atuou como assistente de direção, auxiliou no processo de construção de uma comunicação plural e inclusiva.

Medeiros é também um dos fundadores da Fluindo Libras, grupo de tradutores e ouvintes surdos que promove a Língua de Sinais Brasileira, a arte cinematográfica e o teatro, promovendo soluções de entretenimento ao público surdo, como a Mostra Surda do Festival de Teatro de Curitiba.

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Texto revisado por Larissa Couto

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