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Entre o hábito e a fome: a trajetória do consumo de carne de cães e gatos na península coreana

Apesar de ser uma prática historicamente associada à escassez e ao trauma, o consumo de carne de cães e gatos levanta sérias questões éticas e precisa ser superado com respeito à cultura, mas com firme compromisso com os direitos dos animais

[Este texto pode conter conteúdo sensível]

Quando se fala em Ásia, principalmente em Coreia do Sul e Coreia do Norte, um dos tópicos que mais gera polêmica fora do continente é o consumo de carne de cachorro e, em casos mais raros, de gato. Vídeos circulam na internet mostrando animais em jaulas, pratos com nomes diferentes e mercados de rua que, para o olhar ocidental, beiram o insuportável. Rapidamente, a indignação toma conta: pedidos de boicote, hashtags exigindo proibições, petições online em defesa dos animais. Mas, por trás da imagem chocante, existe um enredo muito mais complexo,que envolve guerra, fome, trauma histórico, desigualdade e transformações culturais em andamento.

Ignorar esse passado e tratar a prática exclusivamente como aberração cultural é uma forma de desumanizar populações inteiras, reduzindo suas escolhas alimentares ao exotismo e à repulsa. Em um mundo globalizado, onde hábitos culturais se entrelaçam com história e estrutura social, é fundamental entender que nem todas as práticas nascem de livre arbítrio. Muitas vezes, o que parece ser uma “tradição cruel” foi, na verdade, uma medida de sobrevivência forçada, nascida do colapso político e da escassez absoluta.

Falar sobre isso não significa normalizar ou defender uma prática que, aos olhos de muitos, é moralmente inaceitável. Mas também não se pode abordar o tema de forma rasa, limitada ao choque ou à raiva. A carne de cachorro e gato foi, por muito tempo, um recurso de sobrevivência em momentos extremos. Ignorar esse passado, ou usá-lo como munição para discursos racistas, só atrasa as mudanças que já estão acontecendo, e que precisam continuar.

É nesse ponto que a crítica perde sua eficácia: quando deixa de ser ferramenta de transformação e vira instrumento de julgamento. Se queremos ver mudanças reais, precisamos compreender de onde vêm essas práticas, quem as sustenta e, principalmente, quem já está tentando transformá-las por dentro. A mudança cultural é sempre mais lenta do que gostaríamos, mas ela acontece, especialmente quando há escuta, empatia e contexto.

Essa escuta começa entendendo que o consumo de carne de cachorro não surgiu como escolha cultural deliberada. Ele foi, sobretudo, uma consequência brutal de um passado violento e faminto. 

Foto: reprodução/superinteressante
Comer carne de cachorro não foi uma escolha: foi uma consequência de guerra, fome e ocupação

A península coreana tem uma história profundamente marcada por conflitos e ocupações. Sob o domínio japonês entre 1910 e 1945, a Coreia enfrentou forte repressão cultural e escassez alimentar. Com a eclosão da Guerra da Coreia (1950–1953), o país foi ainda mais devastado. Milhões de pessoas morreram, famílias foram separadas e a península foi dividida ao meio, dando origem à Coreia do Sul e à Coreia do Norte. A fome generalizada se estendeu por anos, e comer qualquer fonte de proteína possível, inclusive carne de cachorro, não era uma opção exótica: era necessidade.

Esse passado traumático moldou as decisões alimentares de uma geração inteira. Em tempos em que não havia acesso a carne bovina, suína ou frango, cães e gatos, por mais difícil que pareça, foram incluídos na dieta como último recurso. Esse tipo de prática não foi exclusividade coreana: em contextos de guerra, fome extrema e colapso econômico, populações em diversas partes do mundo recorreram a fontes alternativas de proteína. A diferença é que, no caso coreano, parte dessas práticas permaneceram por mais tempo, alimentadas por fatores culturais, sociais e, sobretudo, econômicos.

A prática acabou sendo perpetuada como parte da cultura alimentar tradicional, especialmente entre gerações mais velhas. Na Coreia do Sul, pratos como boshintang (uma sopa apimentada feita com carne de cachorro) eram associados à vitalidade e resistência física, principalmente nos dias mais quentes do verão. Já na Coreia do Norte, onde a fome ainda é uma realidade crua para milhões de pessoas, o consumo de carne de cachorro continua existindo de maneira não oficial, como um reflexo da falta de acesso à carne bovina, suína ou frango em larga escala.

Entender essa herança é crucial para avaliar o presente com honestidade. A crítica válida à crueldade animal não precisa ignorar o contexto histórico em que esses hábitos se desenvolveram. Pelo contrário, é justamente ao reconhecer esse contexto que conseguimos propor alternativas eficazes, que respeitam o processo de reconstrução social e cultural de um país que passou por múltiplas feridas, muitas das quais ainda não cicatrizaram.

E, se na Coreia do Norte a prática persiste como reflexo da escassez, na Coreia do Sul o cenário vem se transformando rapidamente. Um novo ethos social está emergindo, puxado por uma geração que cresceu com acesso à informação, à internet e a uma nova forma de se relacionar com os animais.

Foto: reprodução/bbc news
A Coreia do Sul mudou — e continua mudando — graças à juventude, à mídia e aos animais que agora são parte da família

O país que um dia precisou lidar com racionamento de arroz e fome hoje é uma potência tecnológica, cultural e econômica. A juventude cresceu em uma realidade completamente diferente de seus avós e bisavós. Os animais, antes vistos como recurso alimentar em tempos extremos, passaram a ser tratados como membros da família. Gatos e cachorros invadiram apartamentos, cafés temáticos, comerciais de TV e, claro, os k-dramas e os realities de celebridades.

A ascensão da chamada hallyu (a onda coreana) teve um papel decisivo nesta mudança de percepção. Celebridades do K-pop, como membros do BTS, EXO, BLACKPINK e TWICE, têm cachorros e gatos famosos nas redes sociais, resgatados de abrigos ou adotados como forma de dar visibilidade ao abandono animal. Esses pets se tornam tão conhecidos quanto seus tutores, sendo tratados como parte do personagem público dessas estrelas. O vínculo entre humano e animal passa a ser reforçado como algo moderno, sensível e desejável.

O impacto dessa transformação cultural não se limita à esfera simbólica. Como reflexo direto da pressão pública e da nova  mentalidade, o governo sul-coreano anunciou em 2024 um plano para proibir completamente a criação, abate e venda de carne de cachorro até 2027. A medida é histórica e sinaliza uma virada profunda na forma como a sociedade enxerga os animais de companhia. Muitos restaurantes tradicionais já fecharam ou se adaptaram, e a prática, que antes era vista como normal por grande parte da população, hoje encontra resistência até mesmo entre as camadas mais conservadoras.

Essa mudança, no entanto, não teria sido possível sem a mobilização popular, especialmente entre jovens e mulheres, que lideram boa parte das ONGs de proteção animal no país. A internet desempenhou um papel decisivo, permitindo que histórias de resgate, adoção e maus-tratos ganhassem visibilidade e mobilizassem solidariedade. A mudança não foi imposta de fora, mas construída internamente, com base em novos afetos e valores emergentes.

Porém, enquanto a Coreia do Sul avança em direção a uma nova relação com os animais, a Coreia do Norte permanece mergulhada em outra realidade, uma em que a fome ainda é diária, e onde os dilemas éticos perdem a força diante da sobrevivência.

Foto: reprodução/viki
Entretanto, na Coreia do Norte, a realidade é outra: onde não há liberdade, há fome, e onde há fome, há silêncio

A Coreia do Norte segue sendo um dos países mais fechados do mundo. Poucas informações saem de lá, e as que chegam geralmente vêm de desertores ou de agências de direitos humanos. O que se sabe é que o país sofre com desnutrição crônica, racionamento e escassez alimentar há décadas.

As sanções econômicas, a má gestão do governo e a ausência de acesso a alimentos básicos fazem com que o consumo de qualquer carne seja um privilégio e, quando possível, inclui animais que são vistos como inaceitáveis em outros contextos.

Nessa realidade de constante escassez, a carne de cachorro não é vista como escolha, mas como recurso de emergência. Há registros de criação doméstica de cães, não para companhia, mas para consumo eventual. A situação é agravada por um regime autoritário que silencia qualquer forma de dissidência, inclusive nas esferas alimentares. Enquanto no Sul há debate público, protestos e legislação, no Norte há silêncio, e onde há silêncio, raramente há mudança.

Muitos relatos indicam que a carne de cachorro ainda é consumida, mas não como parte de uma tradição, e sim como consequência direta da sobrevivência. Em regiões mais isoladas, onde não há acesso à carne bovina ou à suína, os moradores recorrem a meios alternativos. É cruel? Sim. É injustificável? Talvez. Mas é impossível ignorar que, em lugares onde a fome é diária, os dilemas éticos não têm o mesmo peso. O que falta na Coreia do Norte não é compaixão, é comida.

Não se pode exigir empatia ética plena de uma população que mal tem energia para sobreviver. E é por isso que as mudanças que vemos no Sul ainda não chegaram ao Norte: as condições básicas de vida ainda não estão garantidas. Criticar o consumo de carne de cachorro sem olhar para essa realidade é tão eficaz quanto culpar alguém por roubar pão enquanto passa fome.

E mesmo que boa parte do debate internacional se concentre na Coreia, o fenômeno da mudança não está restrito à península. Outros países asiáticos também estão passando por um momento de reavaliação cultural, algo que, infelizmente, o Ocidente ainda costuma ver com preconceito e simplificação extrema.

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Vídeos chocantes e reações extremas: como o Ocidente ainda reforça preconceitos ao tratar esse assunto

Basta um vídeo viral mostrando um mercado na Ásia com cães enjaulados para que o ciclo comece: indignação, acusações, campanhas de boicote, falas xenofóbicas disfarçadas de ativismo animal. O problema não está em se importar com os animais, está em usar essa causa como justificativa para reforçar estereótipos sobre países asiáticos, pintando-os como bárbaros ou atrasados. É o que estudiosos chamam de orientalismo moralista: uma forma disfarçada de racismo que se esconde sob a bandeira dos direitos dos animais.

Essa postura simplista ignora o fato de que o sofrimento animal não é exclusivo da Ásia. O mesmo Ocidente que se diz horrorizado com o consumo de carne de cachorro, muitas vezes fecha os olhos para os horrores das suas próprias indústrias: confinamento de galinhas e porcos em espaços minúsculos, matadouros industriais com práticas brutais, experimentos com animais, rodeios, caça esportiva e a produção de foie gras. O sofrimento está em todo lugar, mas a indignação seletiva revela mais sobre quem julga do que sobre o julgado.

Além disso, o impacto dessas campanhas de raiva costuma ser contraproducente. Ao invés de fomentar diálogos construtivos, elas reforçam ressentimentos, estimulam o nacionalismo defensivo e dificultam o trabalho de ativistas locais. Organizações que lutam dentro desses países para mudar práticas cruéis muitas vezes enfrentam mais resistência quando o assunto vira uma pauta internacional carregada de preconceito. A transformação real exige aliança, não imposição.

Também é preciso considerar que, para muitas pessoas na Ásia, especialmente as gerações mais jovens, o amor pelos animais não é uma novidade importada. Ele está enraizado em histórias pessoais, vínculos familiares e em movimentos sociais autônomos. Quando o Ocidente reduz tudo isso a uma pressão externa ou se coloca como superior moralmente, apaga a complexidade da mudança em curso.

E é exatamente essa mudança, que vem de dentro, que tem mostrado mais eficácia do que qualquer hashtag furiosa, sobretudo quando impulsionada por algo que a Coreia exporta com perfeição: sua cultura pop.

consumo de carne de cães
Foto: reprodução/amino
Cultura pop como ferramenta de transformação: quando um idol adota um cachorro, ele move multidões

Hoje, uma das maiores ferramentas de mudança sobre o consumo de carne de cachorro e gato na Ásia é a própria cultura pop. Dramas coreanos mostram a relação afetiva entre humanos e animais como algo central para o bem-estar emocional. Idols que adotam pets se tornam referência. Atores que participam de campanhas contra o abandono animal geram engajamento, não apenas entre coreanos, mas entre fãs ao redor do mundo.

Essa influência é particularmente eficaz porque é orgânica: surge do desejo genuíno de figuras públicas em se alinhar com valores que ressoam com suas próprias gerações. Quando um membro do BTS posta uma foto com seu cachorro, ele não está apenas mostrando um animal fofo, está legitimando um novo modelo de vínculo. Está dizendo, de forma implícita, que carinho, responsabilidade e empatia são atitudes desejáveis, modernas e alinhadas ao futuro.

A conexão emocional promovida por esses ídolos supera barreiras culturais e políticas. Jovens que antes viam animais apenas como utilidade passam a vê-los como companhia. E quando esses mesmos jovens crescem e assumem posições de poder,seja como consumidores, políticos ou educadores, eles carregam esses valores consigo. A mudança estrutural começa no afeto, e a cultura pop está se tornando uma ferramenta de politização silenciosa, porém potente.

Além disso, há algo de estratégico nesse modelo de mudança. Ele evita confrontos diretos com gerações mais velhas, respeitando o contexto e oferecendo alternativas ao invés de condenações. O diálogo intergeracional se torna possível quando há reconhecimento mútuo: os mais velhos entendem que os tempos mudaram, e os mais jovens compreendem de onde vieram essas práticas.

Essa força cultural não se limita à Coreia do Sul. Ela inspira movimentos em outras partes da Ásia, e nos leva ao próximo ponto: o movimento de transformação sobre o consumo de carne de cães e gatos é regional, diversificado e vem sendo liderado, em grande parte, por asiáticos comuns, não por vozes externas.

Foto: reprodução/K4US
O movimento não é só coreano: outras regiões da Ásia também estão repensando a relação entre animais e alimentação, com foco na juventude e na resistência local

Embora a Coreia do Sul esteja no centro do debate por conta de sua visibilidade internacional e da força da cultura pop, ela está longe de ser o único país asiático passando por transformações nessa área. Em lugares como China, Vietnã, Taiwan e Tailândia, os movimentos pelos direitos dos animais estão crescendo, muitas vezes liderados por jovens ativistas, artistas locais e organizações comunitárias que desafiam costumes enraizados com coragem e informação.

Na China, por exemplo, o tradicional Festival de Yulin — onde carne de cachorro é vendida abertamente — tem sido alvo de protestos há anos. Mas o que nem sempre se mostra nas reportagens sensacionalistas é que os maiores protestos vêm dos próprios chineses. ONGs como a Humane Society International e a Vshine atuam ao lado de voluntários locais que resgatam animais, pressionam autoridades e educam a população. Em 2020, o Ministério da Agricultura da China declarou oficialmente que cães não devem ser considerados gado ou animais de consumo, abrindo caminho para legislações municipais mais rígidas, como a de Shenzhen, primeira cidade chinesa a banir a venda e o consumo de carne de cachorro e gato.

No Vietnã, ativistas vêm desafiando o comércio ilegal de carne canina, especialmente nas áreas turísticas, onde a prática ganha visibilidade indesejada. A população urbana, principalmente nas gerações mais novas, começa a rejeitar o hábito, muitas vezes associado ao passado rural e à pobreza.

Já em Taiwan, o consumo de carne de cachorro já foi proibido por lei desde 2017, e o país é hoje um dos líderes na Ásia em políticas públicas voltadas ao bem-estar animal, incluindo punições severas para maus-tratos e incentivos à adoção.

Na Tailândia, embora o consumo de carne canina nunca tenha sido amplamente aceito, o país enfrentou por anos problemas relacionados ao tráfico de cães para países vizinhos. Graças à mobilização de ONGs e à pressão da sociedade civil, a prática diminuiu consideravelmente, e campanhas educacionais têm reforçado o papel dos cães como companheiros e não como mercadoria. A juventude tailandesa, cada vez mais conectada à internet e ao discurso dos direitos animais, tem desempenhado papel decisivo nessa virada cultural.

O que todas essas histórias têm em comum é que a mudança não parte do confronto externo, mas de dentro. Não são os choques culturais que têm feito as tradições alimentares mudarem, são as pessoas comuns, os jovens urbanos, os artistas locais e os movimentos de base que estão reconfigurando essas relações de forma mais sensível, afetiva e consciente. Quando um ator, um cantor ou uma influencer asiática adota um cachorro e fala sobre isso publicamente, ela está dialogando com o seu público de maneira direta, respeitosa e eficaz. E é esse tipo de influência (não a raiva internacional) que constrói pontes e transforma realidades de forma duradoura.

Foto: reprodução/folha
O que fazer, então? O caminho não é o ódio, é a escuta, o contexto e o apoio à mudança que já começou  

É possível — e necessário — criticar a prática do consumo de carne de cachorro e gato, especialmente quando ela envolve maus-tratos, comércio ilegal e sofrimento animal. Porém, a crítica precisa vir com contexto, e não com raiva cega. A fome ainda existe. A desigualdade ainda existe. E a mudança real não vem da vergonha pública, mas da transformação interna, cultural, política e afetiva.

A Coreia do Sul está mudando, e rápido. A Coreia do Norte ainda vive no silêncio da fome. E a Ásia, como um todo, é muito mais diversa do que qualquer vídeo viral pode mostrar. O debate precisa abandonar o simplismo maniqueísta de civilizados versus bárbaros e abraçar a complexidade de um continente que vive processos históricos profundos, ainda em andamento, e que não se dobram à força do julgamento externo.

A pergunta que devemos fazer não é apenas “por que eles ainda comem carne de cachorro?”, mas “como podemos apoiar quem já está mudando isso por dentro?”. Porque, se de fato acreditamos nos direitos dos animais, precisamos reconhecer que eles andam de mãos dadas com os direitos humanos e que não há ética animal possível sem justiça social e soberania cultural.

Enquanto parte do Ocidente ainda insiste em resumir esse debate a barbárie x civilização, milhões de asiáticos estão, diariamente, reescrevendo essa história com ações práticas, afetos reais e muito trabalho invisível. O que precisamos fazer, do lado de cá, é parar de gritar e começar a ouvir. Porque o mundo não muda com ódio, ele muda com contexto, com respeito e com quem está disposto a transformar, de dentro para fora, aquilo que o resto do mundo insiste em olhar apenas com nojo.

 

Essa mudança já começou. E não será o escândalo que a acelerará, mas a escuta ativa, o apoio aos movimentos locais e o compromisso em construir um mundo em que todas as vidas importem: humanas e não-humanas.

 

 

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Leia também: conheça as Dinastias da Coreia – Entretetizei

 

Texto revisado por Kaylanne Faustino

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5 anos sem Naya Rivera | Relembre a trajetória da atriz que marcou gerações

Talento, carisma, representatividade e um legado deixado na cultura pop

Em 8 de julho de 2020, o mundo se despedia de Naya Rivera, atriz, cantora e dançarina norte-americana que marcou gerações ao dar vida à inesquecível Santana Lopez, em Glee (2009). Cinco anos após sua morte trágica, seu legado permanece vivo dentro e fora das telas. 

Apesar de ter conquistado fama internacional com o uniforme das Cheerios, Naya já tinha marcos importantes em sua carreira desde a infância e cresceu diante das câmeras, conquistando seu espaço em comerciais e séries populares da TV estadunidense. 

Primeiros passos

Imagem: reprodução/X @mlrgot

Naya iniciou sua carreira com apenas 8 meses, participando de comerciais de fraldas, tendo sua mãe, Yolanda, como agente. Desde então, a artista cresceu diante dos holofotes e devido às dificuldades financeiras enfrentadas por sua família, recebeu muito cedo a missão de “levar o dinheiro para casa”. A rotina de audições, gravações e sessões de foto fizeram com que ela não tivesse muito tempo para viver experiências comuns entre crianças. 

Imagem: reprodução/Instagram @nayarivera

A infância e adolescência de Naya também foram marcadas por inseguranças com sua aparência. Inserida em uma indústria que desvaloriza pessoas não-brancas, a artista sofreu rejeições e preconceitos raciais que mudaram a visão que tinha sobre o próprio corpo.

Embora tenha enfrentado pressões estéticas, instabilidade financeira, racismo e muitos outros desafios impostos socialmente, Naya não apenas sobreviveu à indústria do entretenimento, como construiu uma carreira sólida, inspiradora e admirável.

The Royal Family (1991)

Imagem: reprodução/Pinterest @arnealia19

Seu primeiro papel na televisão foi Hillary Winston na sitcom The Royal Family, exibida pela CBS. 

Criada por Eddy Murphy e estrelada pelos lendários Redd Foxx e Della Reese, a comédia tinha como foco o dia a dia de uma típica família afro-americana de classe média. Mesmo sendo a mais jovem do elenco, Naya destacou-se por seu carisma, expressões espontâneas, timing para comédia e ótima presença diante das câmeras. 

Confira algumas cenas:

Com apenas 15 episódios produzidos, a série precisou ser interrompida após o falecimento de Redd Foxx, em outubro de 1991. A breve experiência da atriz abriu portas para participações em outras produções famosas dos anos 90.

Family Matters (1989 – 1998)

Imagem: reprodução/Pinterest @hiphopurbanpop

Em 1992, Naya participou de alguns episódios da sitcom Family Matters, interpretando Gwendolyn, nova vizinha dos Winslow, família central da série. Com cinco anos, a artista conquistou o público com sua desenvoltura e naturalidade.

Confira algumas cenas:

Fresh Prince of Bel-Air (1990 – 1996)

Imagem: reprodução/Looper

Outra aparição de Naya em séries aconteceu em 1993, na icônica Fresh Prince of Bel-Air, estrelada por Will Smith. A atriz fez uma pequena participação no episódio Bundle of Joy, onde interpretou Cindy, personagem fruto da imaginação de Hillary Banks (Karyn Parsons).

Veja a cena completa:

Adolescência

Imagem: reprodução/X @mlrgot

Durante a adolescência, Naya fez participações em séries como: Baywatch (1996), Even Stevens (2002), Soul Food (2003) e The Bernie Mac Show (2002 – 2006). Mas foi sua aparição no clipe da canção Why I Love You (2002), do grupo B2K, que deu destaque para a artista nesta fase. 

A faixa musical é uma das mais famosas do grupo e está em seu primeiro álbum de estúdio, lançado em 2002. No videoclipe, Naya interpreta a garota principal e é cortejada pelo vocalista Omarion. A produção contribuiu para a popularização da música, combinando romantismo e clima de conquista com cenários comuns do cotidiano de jovens daquela década.

Why I Love You consolidou o B2K como um dos principais nomes do R&B adolescente nos anos 2000.

Assista:

Glee (2009 – 2015)

Imagem: reprodução/Pinterest @renatamaria97

Quando Glee estreou, Naya não fazia parte do elenco principal da série. Santana Lopez, sua personagem, era apenas uma das fieis seguidoras de Quinn Fabray (Dianna Agron). Mas, bastaram alguns episódios para que a jovem líder de torcida ganhasse mais tempo de tela. Suas expressões faciais marcantes e carisma natural, garantiram à personagem o destaque que merecia.

Inicialmente, Santana era só mais uma integrante do Glee Club do colégio McKinley, mas aos poucos ganhou sua própria história, cheia de conflitos internos e descobertas. A revelação de sua sexualidade fez toda a diferença no caminho que ela percorreria. Toda a dificuldade antes enfrentada pela personagem em se aceitar como uma mulher lésbica deu lugar a certeza e coragem para lutar por si mesma e pelo relacionamento, até então escondido, que mantinha com Brittany S. Pierce (Heather Morris).

Imagem: reprodução/CinePOP

Em uma época em que personagens sáficas ainda não eram vistas nas produções com frequência e, quando retratadas, eram exageradamente estereotipadas, Santana Lopez foi revolucionária. Esse espaço aberto pela personagem deu lugar e visibilidade para pessoas LGBTQIAPN+s dentro e fora das telinhas.

Naya, atriz negra e latina, ocupou um espaço que geralmente é negado para mulheres como ela e transformou Santana em um ícone atemporal, dando voz a milhares de meninas que conseguiram, finalmente, se enxergar em uma personagem.

O impacto de Santana foi tão grande, que até hoje sua existência é lembrada e celebrada. Em recente entrevista para a MTV UK, a atriz e cantora Reneé Rapp destacou a importância da personagem.

Confira:
Reneé Rapp citou a Santana Lopez em uma entrevista concedida para MTV 

Além do impacto narrativo, Santana entregou performances inesquecíveis que imortalizaram músicas a ponto da frase “eles cantam essa em Glee” ser repetida quando as originais tocam. Todas as canções interpretadas por Naya na série foram importantes ferramentas para a construção da história da personagem.

Entre suas apresentações mais marcantes e populares estão Valerie (Amy Winehouse), I Kissed a Girl (Katy Perry), Girl On Fire (Alicia Keys), Smooth Criminal (Michael Jackson), If I Die Young (The Band Perry) e Cold Hearted (Paula Abdul).

Confira a primeira performance de Valerie:

Sorry (2013)

Imagem: reprodução/Purepeople

Em setembro de 2013 Naya lançou seu primeiro single solo em parceria com seu então noivo, o rapper Big Sean. A faixa marcou sua entrada na indústria musical fora do universo de Glee. 

A música gerou grande repercussão na mídia por ter um tom provocativo, sensual e livre, mostrando uma face mais adulta da artista. 

Confira o lyric video:

Josey Hollis Dorsey

Imagem: reprodução/Instagram @nayarivera

Em 17 de setembro de 2015, Naya deu à luz a Josey, seu primeiro e único filho, fruto do relacionamento com o ator Ryan Dorsey. A maternidade deu uma nova camada à identidade da artista, que longe das câmeras considerava viver a melhor fase de sua vida. 

Naya sentia orgulho de ter seu filho como prioridade absoluta em sua rotina e compartilhava momentos do cotidiano com ele. Josey sempre aparecia nas redes sociais com sorrisos no rosto, brincando e se divertindo ao lado da mãe. 

A artista exerceu, até seu último dia de vida, aquele que considerava ser seu papel mais importante: o de mãe. Em um gesto heróico de amor, salvou o filho de um afogamento no Lago Piru e, ao fazer isso, se afogou e foi encontrada sem vida cinco dias depois.

Josey é o meu maior sucesso e eu nunca irei fazer nada melhor do que eleNaya Rivera

Hoje, com nove anos, seguindo os passos da mãe, o menino já estrelou dois musicais infantis: Seussical Jr (2024) e Willy Wonka (2024), ambos produzidos pelo Children’s Theatre of Charleston.

Sorry Not Sorry: Dreams, Mistakes, and Growing Up (2016)

Imagem: reprodução/Vulture

Com algumas doses de humor e coragem, em 2016 Naya lançou sua autobiografia, intitulada: Sorry Not Sorry: Dreams, Mistakes, and Growing Up. Mais do que um livro de memórias, a obra retrata de forma honesta todas as vulnerabilidades, imperfeições e inseguranças da artista. 

Ela narra sua vida em detalhes, desde a infância até os bastidores de Glee e os altos e baixos da vida adulta. Indo direto ao ponto, ela abordou temas como: relações abusivas, aborto, racismo e rivalidades na indústria do entretenimento. 

Após sua partida precoce, o livro ganhou um novo significado na vida dos fãs, passando a ser lido como uma despedida cheia de sentido e amor.

Step Up: High Water (2018)

Imagem: reprodução/flickr Mike Ownby

Com o fim de Glee, em março de 2015, Naya fez pequenas participações em programas de TV e integrou o elenco da comédia familiar Mad Families (2017). Mas foi em 2018 que a atriz deu um novo passo em sua carreira, interpretando Collette Jones na série Step Up: High Water

A produção inspirada na franquia de filmes Step Up, conhecida no Brasil como Ela Dança, Eu Danço (2006), foi a última grande atuação adulta de Naya. Sua personagem, uma ex-dançarina, gerencia a High Water, escola de dança para jovens, majoritariamente negros, de baixa renda. Ao longo dos episódios, a série apresenta temas relevantes como representatividade negra, privilégio branco e aponta a arte como uma ferramenta de transformação social.

Collette carregava um tom dramático e profundo, rendendo elogios à atriz que, mesmo sem saber, se despedia entregando uma atuação madura e marcante.

Engajamento social e beneficência

Imagem: reprodução/Instagram @alexandriahousela

Naya era uma voz ativa por justiça, equidade e representatividade. Ao longo da vida, esteve atenta e presente à luta antirracista, atuou continuamente na proteção de mulheres, crianças e jovens em situação de vulnerabilidade e na defesa da comunidade LGBTQIAPN+. Aqui, teve papel fundamental na representatividade sáfica na televisão e abraçou a responsabilidade de apresentar essa vivência de forma respeitosa, lutando também nos bastidores para que Santana fosse representada com dignidade.

Em 2019, Naya transformou sua festa anual de natal em um projeto beneficente. O Snixxmas tinha como objetivo arrecadar doações para Alexandria House, organização sem fins lucrativos que oferece acolhimento e moradia para mulheres e crianças em vulnerabilidade social. Após o falecimento da atriz, seus amigos do elenco de Glee se reuniram para manter a tradição solidária. 

Em 2023, com autorização da mãe de Naya e dos compositores, nomes como Kevin McHale, Jenna Ushkowitz, Amber Riley, Heather Morris, colocaram voz na música Prayer for the Broken, originalmente gravada por Naya em 2012 e nunca lançada oficialmente. A canção foi adicionada nas plataformas digitais e toda a renda arrecadada com as reproduções foi doada para Alexandria House.

“A conexão que sinto com esta organização e as pessoas que residem e trabalham lá tem sido a maior benção e fez um impacto tão grande e positivo em mim e no meu filho.” — Naya Rivera 

O legado

Imagem: reprodução/Instagram @nayarivera

Naya Rivera deixou marcas na cultura pop que ultrapassaram as barreiras geracionais. Seja através de sua voz, personagens, ativismo ou postura diante da responsabilidade de representar tantas pessoas, a artista se tornou sinônimo de autenticidade, empatia e força.

Cinco anos após sua partida, seu legado continua vivo e presente na vida de fãs e admiradores. A seguir, confira alguns relatos sensíveis de mulheres que foram profundamente impactadas pela trajetória inspiradora de Naya.

“Minha história com a Naya é sobre minha auto aceitação. Pode ser clichê, mas a influência da Santana e da própria Naya na comunidade LGBTQIA+ me ajudou e até hoje ajuda. Eu nasci e fui criada em uma família totalmente cristã — assim como a da Santana, com sua avó. E eu tinha muito medo de me aceitar como uma garota lésbica. Minha mãe, filha de pastor, sempre deu a entender que não aceitava ter filhos gays ou dentro da comunidade, e eu me prendia muito a isso. Mas depois de assistir toda a trajetória da Santana, acabei percebendo quem eu era de verdade. Naya/Santana foi e é inspiração para mim e para várias meninas que não conseguem se entender como sáfica.”Maria Eduarda

Imagem: reprodução/X @rossracheIs

“Minha história com a Naya começou em 2021, infelizmente ela já não estava mais entre nós, mas especialmente no final de 2021, eu estava terminando a escola, indo me formar no terceiro ano do ensino médio, e eu não tinha a menor ideia do que fazer na faculdade, mas eu falava para todo mundo o que era mais seguro para eu fazer era psicóloga, mas eu nunca me senti muito feliz com essa decisão de fazer psicologia e decide ver glee ao mesmo tempo, indicação de uma amiga de escola e quando eu fui mais a fundo para saber sobre os atores, vi muito a luta da Naya, como uma mulher que começou na indústria muito pequenininha, até glee e o fato q ela ter trabalhado com outras coisas me mexeu muito comigo. Ela em nenhum momento desistiu da sua carreira e lutou até a Santana brilhar. Eu não posso falar muito como a Santana me fez descobrir porque eu sou hétero, mas tem uma cena especifica da quarta temporada onde ela se vê criança e ela criança fala ‘não se esqueça de mim de novo, ok?’ e ela responde ‘não vou, eu prometo’ e quando elas se abraçam, ela diz: ‘eu peguei você agora”, me marcou muito porque eu estava fazendo um curso para outras pessoas e não pra mim mesma, que eu não iria  ser feliz de verdade e na época do vestibular eu contei aos meus pais que eu não iria fazer o vestibular pra psicologia porque não era aquilo o que eu queria fazer e sim cinema e artes cênicas. No começo, por medo, eles não deixaram fazer faculdade de cinema porque infelizmente sabemos como é o trabalho aqui no Brasil, mas eles deixaram eu fazer uma outra paixão que era a publicidade. Esse ano, de tanto lutar, eles finalmente deixaram eu fazer um curso de teatro, então eu posso dizer que a importância da Naya e Santana na minha vida é lutar pelo meus sonhos e felicidade, tipo lutar pelo o que é meu.” — Bella Perfeito

Imagem: reprodução/X @klaineRperfect

Conheci a Naya Rivera pela personagem Santana em Glee. No começo, ela não era exatamente a minha favorita, nem com quem eu mais me identificava, mas isso foi mudando completamente ao decorrer da série. Foi especial acompanhar o crescimento da Santana e perceber o quanto ela era autêntica, forte, cheia de atitude… mas também cheia de sentimentos e muito verdadeira. Ela tinha um humor ácido que me fazia rir, não levava desaforo pra casa, mas aos poucos a gente via o quanto ela era sensível também. Tinha suas inseguranças, suas dores, um amor pela melhor amiga, e era super talentosa. Tudo isso foi me tocando de um jeito que eu não esperava. Acabei vendo muito dela em mim. Ela me ajudou a entender meus próprios sentimentos, a aceitar partes de mim que eu ainda estava descobrindo, e me fez criar uma conexão ainda mais forte com a música. Lembro que eu me apaixonei de fato pela personagem quando vi ela cantando Valerie, da Amy Winehouse. Ver ela no palco me dava uma sensação de liberdade. Foi uma das coisas que me ajudaram a encarar alguns medos e a ter coragem pra ir atrás do que eu amava. Fora da série, eu não acompanhava tanto a vida dela, mas sempre senti que ela era alguém verdadeira e intensa. Claro que teve polêmicas e momentos difíceis, como todo mundo, mas a verdade é que dava pra ver o quanto ela era talentosa. Quando veio a notícia da morte dela, eu fiquei semanas tentando entender o porquê e o que realmente tinha acontecido, mas entendi que seja como Santana ou como ela mesma, ela deixou uma marca que não vai ser esquecida.”Yasmim Ellen

Imagem: divulgação/Fox

“Costumava dizer que conheci a Naya tarde demais, hoje diante das circunstância que já vivi, penso que foi no tempo certo. A Naya me salvou de um lugar triste e obscuro, de pensamentos infelizes de querer tirar a minha própria vida e tudo mudou por causa dela! Ela é a parte mais bonita do meu coração, me deu esperanças e forças pra continuar em busca dos meus sonhos, me ensinou que o amanhã não está prometido mas o amor é a evidência que precisamos e ela plantou esse amor no meu coração. Eu realmente sinto que tenho a missão de manter o legado da Naya aceso, quando assumi a página prometi pra mim mesma que sempre iriam lembrar dela, lembrar como ela mudou a vida de muitas pessoas, inclusive a minha.”  — Administradora da página NRBR

Imagem: reprodução/X @nayanoticiasbr

“Conheci a Naya através de Glee, e me apaixonei pela vida que ela deu à Santana, e, consequentemente, por ela também. Ela interpretou uma jovem queer com tanta intensidade, verdade e carinho. Ela criou um novo caminho para a representatividade LGBTQIA+ e me fez enxergar como posso lutar por este amor, como mereço ser amada. Sempre senti uma conexão forte com a Naya, mas quando li o livro dela, era como se o vínculo tivesse ganhado outro significado. A leitura parecia uma conversa íntima, eu tive a sensação que estávamos sentadas lado a lado, bebendo café, e ela me dizia exatamente o que eu precisava ouvir. Me vi nas inseguranças dela, nas decisões impulsivas de adolescente. Na forma de falar sobre família, identidade, relacionamentos. Tudo me atingiu. Passamos por tantas coisas similares, e ver como ela lidou com tudo me fez querer lutar, crescer, me curar. É difícil explicar a perda, eu posso nunca tê-la visto, mas ela fez parte de incontáveis momentos meus, que não dividi com ninguém além dela. Ela vive em mim, quando olho a foto dela que deixo na parede, quando escuto sua voz nas músicas, ou relendo sua autobiografia procurando abrigo nas palavras. O impacto que a Naya deixou na minha vida é tão grande que virou parte do meu eu. É natural, é rotineiro.”Laura (@yusukesgf)

Imagem: reprodução/Instagram @nayanoticiasbr

“Aos 6 anos de idade altamente inspirada por minha irmã mais velha, olhei a série Glee pela primeira vez e os meus olhinhos infantis brilharam tanto ao ver a Naya vivendo a Santana, que foi como se tivessem visto o maior chocolate do mundo, mas na verdade o que meus olhos viram foi a porta de entrada para um sonho que nem sabia que tinha, o sonho de atuar e saber que pessoas com o meu fenótipo poderiam ser algo a mais. Mesmo indo para outro plano e se despedindo dessa terra, ela sempre viverá nos meus olhos e na minha alma e tenho certeza que na alma de muitas meninas pelo mundo inteiro. Naya Rivera é arte e tudo que a arte toca, se renova e frutifica! Eu te amo eternamente, minha doce naynay.”Lise Nascimento

Imagem: reprodução/Pinterest @briannaloveseddie

“Quando penso em como comecei a me enxergar de verdade, o primeiro rosto que me vem à cabeça é o da Naya Rivera. Foi através dela que descobri que representatividade não é um luxo: é um espelho que salva. Ver uma jovem latina, tão ferozmente leal à própria identidade e, ao mesmo tempo, apavorada por perder o amor da avó que venerava, foi como assistir à minha própria história ganhar voz. A cada episódio eu me sentia sentada ao lado da Santana, tentando explicar por que o meu coração batia mais rápido quando eu via outra garota passar. Quando a Abuela a expulsou, era como se o meu próprio medo de rejeição familiar se materializasse na tela, mas, ainda assim, ela seguiu em frente.  Ela me ensinou que a vulnerabilidade pode ser a maior demonstração de força. A Naya foi uma atriz excepcional, daquelas que aparecem uma vez por geração. Ela tinha a habilidade rara de dizer tanto com um olhar quanto com uma fala afiada — conseguia transitar entre o humor, a dor e a ternura com uma naturalidade impressionante. Sua entrega como Santana Lopez foi tão intensa e verdadeira que ultrapassou a tela e tocou diretamente o coração de quem assistia. Sinto imensamente a falta dela, da sua presença, do seu talento e da força que ela transmitia em cada cena. Naya é insubstituível, não só pelo que fez como artista, mas pelo impacto profundo e duradouro que deixou em tantas vidas, inclusive na minha. Ela me ensinou que amor próprio é um ato de resistência, que família pode doer mas também pode aprender, e que não vale a pena viver eternamente em guerra consigo mesmo. Obrigada, Naya, por personificar a tempestade e o abrigo ao mesmo tempo. Obrigada, Santana, por me mostrar que a probabilidade de sermos amadas aumenta drasticamente quando passamos a nos amar primeiro. Hoje eu carrego seu legado no peito, e cada passo que dou mais livre é um aplauso silencioso à sua coragem. Toda vez que vejo uma abelha ou uma borboleta passando, eu penso em você. “As borboletas não conseguem ver as próprias asas. Elas não conseguem ver o quão verdadeiramente belas elas são, mas todos os outros conseguem. As pessoas também são assim.” Bárbara de Castro Stemberg

Imagem: reprodução/IGN Brasil

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Leia também: Do subtexto ao protagonismo: 9 GLs para se apaixonar no Dia dos Namorados – Entretetizei 

Texto revisado por Simone Tesser

 

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Cinema Notícias

De um universo mágico a um discurso polêmico: o que aconteceu com J.K. Rowling?

A autora possui diversas falas transfóbicas, e chegou a ficar de fora do reencontro de 20 anos de Harry Potter após desaprovação do elenco

Durante mais de uma década, o nome J.K. Rowling foi sinônimo de magia, esperança e representatividade. A autora da saga Harry Potter, que marcou uma geração, escreveu sobre um dos universos literários mais amados do século. Seus livros venderam mais de 500 milhões de cópias, foram traduzidos para dezenas de idiomas e ganharam adaptações para o cinema que também se tornaram sucesso de público.

Mas, a partir de 2019, o brilho da imagem de J.K., que era adorada de forma quase unânime, começou a ser ofuscado por um novo capítulo, que transformou a autora em uma das figuras mais controversas do debate público: suas declarações envolvendo identidade de gênero, consideradas transfóbicas por muitas pessoas, fizeram com que ela construísse uma nova imagem e movimentasse um diálogo entre arte, autor e público.

A ascensão de Harry Potter

Rowling tornou-se um símbolo clássico de superação. Escrevendo Harry Potter e a Pedra Filosofal em cafés enquanto enfrentava dificuldades financeiras e pessoais, lançou o primeiro livro em 1997 e a saga se tornou um sucesso instantâneo. Ao longo dos sete livros seguintes, acompanhados de adaptações para o cinema, peças de teatro, parques temáticos e produtos licenciados, a história se tornou um produto extremamente lucrativo.

Um dos motivos da saga manter um legado tão sólido se deve ao fato de que a obra não se restringe apenas ao entretenimento: amizade, o enfrentamento de regimes autoritários e o direito de ser diferente sempre estiveram presentes na obra.

Sendo assim, quando, em 2019, J.K. Rowling começou a publicar em suas redes sociais uma série de comentários criticando o uso de linguagem neutra e o reconhecimento de mulheres trans como mulheres, chocou todos os Potterheads. Uma de suas primeiras grandes polêmicas foi a defesa pública de Maya Forstater, uma pesquisadora britânica que perdeu o emprego após fazer declarações discriminatórias contra pessoas trans. Desde então, a autora passou a se posicionar com frequência sobre o tema, afirmando defender os direitos das mulheres cis e a definição biológica de sexo.

Em uma de suas declarações mais recentes a escritora celebrou a decisão da Suprema Corte do Reino Unido que estabeleceu que ser mulher é definido pelo sexo biológico, chegando a postar uma foto no X bebendo e fumando um charuto. Na legenda ela escreveu: “Adoro quando um plano dá certo. 

Foto: reprodução/X

Suas postagens especialmente no X (antigo Twitter) geram uma onda de críticas. Grupos LGBTQIAPN+ acusam a autora de usar sua influencia para promover ideias que reforçam discriminação e exclusão de pessoas trans, comunidade que já enfrenta altos índices de violência e vulnerabilidade.

Reações dentro e fora do mundo de Harry Potter

As reações vieram de todos os lados, inclusive de dentro da própria franquia que ela criou. Diversos atores dos filmes se manifestaram publicamente contra as opiniões da autora. Emma Watson (Hermione) e Rupert Grint (Rony) expressaram solidariedade à comunidade trans e se distanciaram das opiniões de Rowling, assim como Daniel Radcliffe, que publicou um comunicado afirmando:

As mulheres trans são mulheres. Qualquer declaração em contrário apaga a identidade e a dignidade das pessoas trans e vai contra os conselhos dados pelas associações de profissionais de saúde, disse o ator que deu vida a Harry Potter nos cinemas.

Após as declarações dos protagonistas da saga, Rowling chegou a dizer nas redes sociais que possuía “três grandes arrependimentos”, o que levou o público a interpretar que ela falava sobre os três atores.

Apesar das críticas, a escritora manteve sua postura, publicou um ensaio em seu site, e escreveu sobre esses temas em suas obras, como no romance Troubled Blood (2020), que lançou com o pseudônimo Robert Galbraith, livro que também gerou polêmica por retratar um assassino que se disfarça de mulher.

Foto: reprodução/Veja
Separar a obra do autor?

O debate em torno de J.K. Rowling evidencia uma das discussões mais difíceis da cultura atual: é possível ou ético separar a obra do autor? Milhares de fãs cresceram com Harry Potter, e muitos fazem parte justamente das comunidades que se sentiram mais atingidas pelas declarações da autora. Assim, surge um dilema que mistura memória afetiva e ideais.

Alguns fãs tentam ressignificar o universo de Hogwarts, se distanciando da figura da autora; outros preferem se afastar completamente do legado da série, enquanto há ainda quem continue consumindo os produtos da franquia, mesmo desaprovando as opiniões pessoais de Rowling.

Suas falas e atitudes são amplamente desaprovadas, algo que ficou ainda mais claro quando ela não foi convidada para o reencontro do elenco promovido pela MAX, que celebrava os 20 anos da estreia da franquia nos cinemas em 2022.

Toda a polêmica também levanta questões sobre liberdade de expressão e a responsabilidade de figuras públicas. No entanto, para muitos as declarações da autora não são simples opiniões pessoais, mas contribuem para discursos de ódio que tem impacto real e direto na vida de pessoas trans. 

Hoje, J.K. Rowling permanece uma das autoras mais lidas e conhecidas do mundo, mas seu nome deixou de ser visto com bons olhos por muitos. O universo mágico que construiu continua vivo na cultura pop, com novas produções ganhando vida até hoje, como a série Harry Potter baseada em seus livros que tem estreia prevista para 2026. 

 

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Leia também: Harry Potter: elenco principal da série é divulgado

Texto revisado por Alexia Friedmann

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Música Notícias

Hoshi e Woozi, do SEVENTEEN, anunciam data de alistamento militar

Artistas se alistam em datas consecutivas, segundo comunicado oficial

Os membros do SEVENTEEN Hoshi e Woozi já têm data para o início do serviço militar obrigatório. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (7) pela PLEDIS Entertainment, por meio de um comunicado oficial publicado no Weverse, plataforma voltada para fãs.

De acordo com a agência, Woozi se alistará em 15 de setembro, enquanto Hoshi dará entrada no exército no dia seguinte, 16 de setembro. Ambos nasceram em 1996 e seguirão para o serviço ativo, como parte do cronograma obrigatório para cidadãos sul-coreanos.

Últimos compromissos antes do alistamento

Antes de partirem, os dois ainda cumprirão algumas atividades finais. Eles estarão no evento HOSHI X WOOZI FAN CONCERT [WARNING], além de participarem de uma videochamada de autógrafos do quintoálbum de estúdio do grupo. Após isso, se afastam temporariamente das promoções com o SEVENTEEN.

Confira parte da nota oficial da PLEDIS:

“Woozi se alistará para o serviço ativo em 15 de setembro, e Hoshi, em 16 de setembro. Após o início do serviço militar, eles não poderão participar das atividades em grupo do SEVENTEEN. No entanto, continuarão conectados com o CARAT por meio de uma variedade de conteúdo pré-gravado.”

A empresa também pediu aos fãs que não compareçam às cerimônias de alistamento, por respeito à privacidade dos artistas e suas famílias.

Outros membros também estão servindo

Atualmente, dois integrantes do SEVENTEEN estão cumprindo o serviço militar alternativo: Jeonghan, que se alistou em 26 de setembro de 2024, e Wonwoo, que iniciou o serviço em 3 de abril de 2025.

Lançamentos recentes

A notícia chega após um período de intensa atividade dos dois artistas. Em março, Hoshi e Woozi estrearam oficialmente a unit H×W, com o single álbum BEAM. Já com o grupo completo, participaram do lançamento especial do álbum HAPPY BURSTDAY, celebrando o décimo aniversário do SEVENTEEN.

Desejamos a Hoshi e Woozi um serviço militar seguro e saudável.

Já na contagem regressiva para a dispensa deles? Comente nas redes sociais do Entretetizei — Insta, Face e X — e siga a gente para não perder as notícias do mundo do entretenimento e da cultura.

Leia também: Cha Eun-woo, do ASTRO, confirma alistamento para julho e vai servir na Banda Militar

Texto revisado por Gabriela Fachin

 

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Cultura Cultura asiática Entretenimento Entrevistas Livros Sem categoria

Entrevista | Monge Han reflete sobre identidade racial, processo criativo e carreira de ilustrador

Autor utiliza a sua arte para abordar temas complexos e sensíveis

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Cinema Notícias

Representatividade: o primeiro longa-metragem protagonizado por uma atriz surda será exibido no Festival RIO LGBTQIA+

O longa é uma comédia dramática LGBTQIA+ que traz uma representatividade dentro e fora das telas se destacando pelo protagonismo de uma atriz surda. Ele será exibido no festival internacional de cinema que ocorre essa semana no Rio de Janeiro, sendo transmitido nesta segunda-feira (7).

Nem Toda História de Amor Acaba em Morte é um lançamento da Beija Flor Filmes, comandada por Gil Baroni e Andréa Tomeleri, produtora que há 20 anos atua como um catalisador de mudanças, buscando humanizar narrativas culturalmente marginalizadas, dando voz e espaço para histórias autênticas da comunidade LGBTQIA+ e para diversos grupos sub-representados.

Depois de estrear em grande estilo no Cine PE – Festival do Audiovisual e sair de lá com os prêmios de Melhor Longa-Metragem (votação do júri popular) e de Melhor Ator (Octávio Camargo), Nem Toda História de Amor Acaba em Morte também passou pelo renomado Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba. Agora, chega ao RIO LGBTQIA+ e poderá ser exibido nos cinemas em 2026.

                                          Foto: divulgação / Beija Flor Filmes

O evento, que está em sua 14ª edição, celebra as múltiplas cores do amor e as infinitas formas de contar história, reunindo, até o dia 9 de julho, 138 produções, sendo sete longas brasileiros.

Informações sobre o elenco

Sol, vivida pela atriz Chiris Gomes, é uma professora de meia idade que se vê infeliz com seu casamento e sua vida em geral. Ela comunica ao então marido, Miguel (Octávio Camargo), que a relação acabou. Eles seguem morando juntos na mesma residência, porém em quartos diferentes, até que as coisas se encaminhem para cada um.

Sol conhece Lola, interpretada por Gabriela Grigolom, mãe de uma de suas alunas, a pequena Maya (Sophia Grigolom), criando uma conexão única logo de início. Lola é uma jovem negra e surda, que se comunica por meio da língua de sinais e luta para manter sua companhia de teatro ativa.

Por sua vez, Sol, que tinha um irmão surdo, é uma das poucas pessoas da instituição que se comunica facilmente com Lola, criando um relacionamento que vai além dos muros da escola. Lola passa a frequentar a casa de Sol, criando uma inusitada convivência com o ex-casal, em que eles terão que aprender a se respeitar e superar o orgulho individual.

O longa contou com mais de 30 figurantes surdos e sete atores surdos que atuaram com Gabriela. Para que o set de filmagem se tornasse um lugar sem barreiras, o intérprete de Libras e consultor Jonatas Medeiros, que também atuou como assistente de direção, auxiliou no processo de construção de uma comunicação plural e inclusiva.

Medeiros é também um dos fundadores da Fluindo Libras, grupo de tradutores e ouvintes surdos que promove a Língua de Sinais Brasileira, a arte cinematográfica e o teatro, promovendo soluções de entretenimento ao público surdo, como a Mostra Surda do Festival de Teatro de Curitiba.

Espetáculos assim merecem toda a nossa apreciação, não é mesmo? Nos conta em nossas redes sociais se você gosta de longa-metragens Insta, Face e Xe não esqueça de nos seguir!


Leia Também: Turquia: qual a relação da moda com a política e a cultura turca?


Texto revisado por Larissa Couto

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Cultura turca Notícias Séries

Çarpıntı: a nova produção turca estrelada por Kerem Bürsin

Muito popular na dizi-land, o ator está prestes a voltar às telinhas

[Atualizado]

O talentoso ator, muito conhecido dentro e fora da Turquia, está prestes a retornar às dizis na próxima temporada! De acordo com a jornalista Birsen Altuntaş, Kerem Bürsin irá participar da série Çarpıntı (tradução livre: Palpitação). Na trama, ele interpretará Aras Alkan, e será parceiro da atriz Lizge Cömert (Aslı Güneş).

O personagem será parte importante da história, na qual Aslı é uma jovem que aguarda um transplante de coração e vive com um dispositivo cardíaco artificial. Na série, as vidas de Hülya Güneş (Deniz Çakır) e Tülin Alkan (Sibel Taşçıoğlu) se cruzarão após uma tragédia e o transplante, unindo o destino de suas famílias, que pertencem a classes sociais diferentes.

Foto atores de Çarpıntı.
Foto: reprodução/Instagram @thebursin/@lizgecomertt
A nova dizi

A produção da OGM Pictures, escrita por Deniz Dargı, Cem Görgeç e Mevsim Yenice, terá direção de Burcu Alptekin e deve ir ao ar a partir de setembro na Star TV. A leitura do roteiro aconteceu na segunda (14) e os planos são começar as gravações na próxima quinta (17). Uma vez que Bürsin se juntou à equipe recentemente, ele não compareceu à reunião, pois tirou férias antes do início do projeto. 

No elenco, além dos atores já citados, estarão Helin Elveren (Sezin Güneş), Mehmet Fatih Obuz (Murat Güneş), Pınar Çağlar Gençtürk (Meryem Alkan), Okan Cabalar (Okan), Ogün Kaptanoğlu (Selim Alkan), Şerif Sezer (Figen Alkan), Asya Kasap (Biricik Alkan), Gürberk Polat (Emre), Ceren Taşçı (Emel Alkan), Reşit Berker Enhoş (Cahit) e Şevval Kaya (Melisa).

Quem é Aras Alkan?

Após Kerem Bürsin aceitar o papel de Aras, mudanças foram feitas no roteiro. Inicialmente, o personagem seria filho de Selim (Ogün Kaptanoğlu) e Meryem (Pınar Çağlar Gençtürk). Com a alteração, Aras foi colocado como o neto de Figen Alkan (Şerif Sezer), filho da filha mais velha, já falecida, da matriarca.

Assim, outra personagem foi adicionada à dizi. Biricik, que será interpretada por Asya Kasap (Piyasa, 2025), será a filha de Selim e Meryem.

Retorno às séries

A princípio, rumores apontaram que Kerem foi cotado para interpretar Karan na dizi Aşk (tradução livre: Amor), que deve ser filmada este mês para a Disney+. Porém, ele optou por outro projeto. Os atores Burak Yörük (Sustalı Ceylan, 2025) e Berk Bakioğlu (Leyla: Hayat… Aşk… Adalet…, 2024) foram os primeiros cogitados para o papel de Aras.

Muito conhecido por seu personagem Serkan Bolat em Será Isso Amor? (Sen Çal Kapımı, 2020), o último papel de Kerem Bürsin na televisão foi na dizi Ya Çok Seversen (If You Love, 2023), interpretando o personagem principal Ateş. Em 2024, ele estrelou os filmes A Caverna Azul (Mavi Mağara), do Prime Video, e Şımarık (tradução livre: Estragado), lançados nos cinemas turcos.

Foto Kerem em A Caverna Azul.
Foto: reprodução/Instagram @primevideotr
Os atores da OGM Pictures na nova temporada

A produtora OGM Pictures, comandada por Onur Güvenatam, terá grandes atores em seus projetos na nova temporada. Kenan İmirzalıoğlu atuará na série Abi (tradução: Irmão Mais Velho), da ATV, Kıvanç Tatlıtuğ estará na série Olasılıksız (tradução livre: Improvável) da plataforma digital Disney+ e Kerem Bürsin que recentemente mudou o visual se juntará aos dois após a confirmação de seu nome em Çarpıntı.

Foto atores nas produções da OGM.
Foto: reprodução/Birsen Altuntaş

 

Gostou de saber do possível retorno do ator? Conta pra gente e siga o Entretê nas redes sociais Facebook, Instagram e X para mais informações sobre as dizis.

 

Leia mais: Aytaç Şaşmaz e Helin Kandemir protagonizarão a nova dizi Sevdiğim Sensin

 

Texto revisado por Sabrina Borges de Moura

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