Cultura e entretenimento num só lugar!

Foto: reprodução/Teen Vogue

Você lembra deles? Nomes do indie e folk que deveriam voltar para sua playlist

Eles já embalaram trilhas e festivais e, mesmo longe do hype, seguem produzindo música com identidade e profundidade

 

Desde a década de 70, com a popularidade do movimento hippie diminuindo, novas questões passaram a ser levantadas, e um cenário de questionamentos deu lugar ao cenário underground nos Estados Unidos e na Inglaterra.

O indie surgiu desse movimento, quando bandas preferiram se afastar de grandes gravadoras que só pensavam no lucro e passaram a atuar de forma independente, que é de onde vem o nome: Indie é diminutivo de Independent. Os artistas queriam fazer música sem interferência de terceiros, então faziam todo o processo sozinhos, desde a produção até a venda de cada música, mas demorou para esse termo ser considerado um estilo musical.

No entanto, a música independente foi se popularizando e ganhou seu espaço, furando a barreira e se expandindo para o mundo, além de começar a despertar o interesse das gravadoras. Os anos se passaram e a internet fez com que esse movimento se torna-se muito comum para artistas em começo de carreira, em todos os gêneros musicais.

Já o folk chegou um pouco antes. Na década de 60, nomes como Bob Dylan levavam o gênero para o mundo. A palavra folk vem de folclore, ou seja, vem do conhecimento popular; prova disso é o gênero ser um dos que mais faz uso de instrumentos como flauta, bandolim e violoncelo.

Ambos os estilos se conectam, e de lá pra cá muita coisa mudou criativa e comercialmente nos gêneros, tendo uma ascensão no início dos anos de 2010, em especial por suas participações nas trilhas sonoras de filmes e séries, que ajudaram a furar a bolha e levar o trabalho dos músicos para novos públicos.

No entanto, a chegada de tantos artistas mainstream, entregando performances cada vez mais elaboradas, deixou estilos como esses menos em alta, por se tratarem de trabalhos muitas vezes mais introspectivos e experimentais, mas que trazem uma sonoridade única, com letras lindas e cativantes.

Relembre os artistas que mais se destacaram, e aproveite para montar uma playlist com eles!

Jake Bugg

O cantor surgiu como uma revelação do folk rock em 2012, aos 18 anos, com seu álbum de estreia e hits como Lightning Bolt e Two Fingers. Com uma voz rouca e estilo que lembrava Bob Dylan e Oasis, Jake conquistou o público. Desde então, explorou outras sonoridades em álbuns como Hearts That Strain (2017) e Saturday Night, Sunday Morning (2021). Embora menos presente na mídia, o cantor continua ativo, lançando singles e fazendo turnês.

Birdy

Birdy iniciou sua carreira aos 14 anos com uma versão melancólica de Skinny Love, de Bon Iver, que virou um sucesso mundial e apresentou sua linda voz ao grande público. Seu álbum de estreia, lançado em 2011, consolidou seu estilo sensível e introspectivo, seguido por trabalhos como Fire Within (2013) e Beautiful Lies (2016), nos quais mostrou sua evolução artística. A cantora se mantém longe dos holofotes, mas segue produzindo.

The Lumineers

 

A banda conquistou o mundo em 2012 com Ho Hey, um hit que trouxe o folk-pop de volta às paradas. O álbum de estreia colocou a banda entre os grandes nomes do indie folk daquela década e, em trabalhos seguintes, como Cleópatra (2016), III (2019) e Brightside (2022), o grupo explorou diferentes temas em suas canções. Mesmo que a repercussão de seus trabalhos tenha diminuído nos últimos anos, eles continuam firmes e fortes, fazendo turnês e mantendo seu som autêntico para uma base fiel de fãs, tendo feito shows no Brasil em 2023.

Mumford & Sons

 

Uma dos grandes responsáveis pelo boom do indie folk nos anos 2010, com seu álbum de estreia Sigh No More (2009) e o hit Little Lion Man. A banda que traz banjos e refrões explosivos às suas produções é liderada por Marcus Mumford, e logo se tornou um fenômeno, assim como Babel (2012), vencedor do Grammy de Álbum do Ano. A partir de Wilder Mind (2015), o grupo abandonou os instrumentos acústicos e assumiu vertentes de rock alternativo e eletrônico, dividindo opiniões, mas ampliando horizontes. Desde então, os integrantes têm explorado projetos paralelos, e Marcus Mumford lançou seu primeiro trabalho solo em 2022.

Hozier

 

O cantor irlandês explodiu em 2013 com Take Me to Church, uma música que critica a intolerância. Seu álbum de estreia, Hozier (2014), mostrou seu estilo único, misturando folk e rock com uma profundidade rara. Wasteland, Baby! (2019) estreou no topo das paradas, e Unreal Unearth (2023) trouxe referências à mitologia de Dante. Seu novo estouro comercial veio na versão deluxe do álbum, que trouxe o single Too Sweet, um viral nas redes sociais. Hozier segue em turnês, e passou pelo Brasil pela primeira vez em 2024, onde se apresentou no festival Lollapalooza. Ele volta no final de maio deste ano, para mais um show na capital paulista.

Kodaline

A banda surgiu em 2012 como uma das grandes promessas do indie rock. Singles como All I Want e High Hopes ganharam destaque em trilhas sonoras, como do filme A Culpa é das Estrelas (2014). Conhecidos por letras sentimentais, os irlandeses consolidaram sua música ao longo dos álbuns In a Perfect World (2013) e Coming Up for Air (2015). Em 2020, lançaram One Day at a Time, produzido durante a pandemia, último álbum da banda até então, que mesmo em menor frequência, continua presente em shows e festivais.

Grouplove

 

O hit Tongue Tied fez a banda ganhar fama global em 2011, garantindo a presença dela em trilhas sonoras, comerciais e festas pelo mundo. Conhecidos por sua estética colorida e animada, consolidaram seu lugar na cena indie/alternativa com álbuns como Never Trust a Happy Song (2011) e Spreading Rumours (2013). Ainda que longe do hype de uma década atrás, Grouplove segue criativo e fiel à sua essência contagiante em novos trabalhos.

The Vaccines

 

A banda surgiu como uma das grandes apostas do indie rock britânico no início dos anos 2010, com o álbum What Did You Expect from The Vaccines? (2011), que trouxe faixas como If You Wanna e Post Break-Up Sex. A banda ganhou destaque por seus refrões que não saíam da cabeça. Ao longo da carreira, exploraram novos caminhos nos álbuns English Graffiti (2015) e Back in Love City (2021). Em 2024, lançaram Pick-Up Full of Pink Carnations, trazendo uma fase mais melancólica e mostrando que, mesmo longe do auge do início dos anos 2010, continuam relevantes, evoluindo com personalidade.

HAIM

 

A banda americana de indie rock é formada pelas irmãs Este, Danielle e Alana Haim. Elas ganharam destaque no início dos anos 2010, com o álbum Days Are Gone (2013), que foi aclamado pela crítica e consolidou o estilo das irmãs com sucessos como The Wire. Apesar de um início promissor e colaborações com artistas como Taylor Swift e Paul Thomas Anderson (responsável por dirigir alguns de seus clipes), a banda tem mantido um perfil mais discreto nos últimos anos; mas, recentemente, anunciaram o lançamento de seu novo álbum I quit, que chega às plataformas em 20 de junho deste ano. Alguns singles já estão disponíveis.

Faltou algum nome na lista? Conta para gente nas redes sociais do Entretê — Facebook, Instagram e X — e nos siga para mais novidades sobre o mundo do entretenimento.

 

Leia também: Especial | Confira 10 músicas da Lady Gaga que você talvez não conheça

Texto revisado por Larissa Suellen

Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência em nossos serviços, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao utilizar nossos serviços, você concorda com tal monitoramento. Acesse nossa política de privacidade atualizada e nossos termos de uso e qualquer dúvida fique à vontade para nos perguntar!