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5 anos sem Naya Rivera | Relembre a trajetória da atriz que marcou gerações

Talento, carisma, representatividade e um legado deixado na cultura pop

Em 8 de julho de 2020, o mundo se despedia de Naya Rivera, atriz, cantora e dançarina norte-americana que marcou gerações ao dar vida à inesquecível Santana Lopez, em Glee (2009). Cinco anos após sua morte trágica, seu legado permanece vivo dentro e fora das telas. 

Apesar de ter conquistado fama internacional com o uniforme das Cheerios, Naya já tinha marcos importantes em sua carreira desde a infância e cresceu diante das câmeras, conquistando seu espaço em comerciais e séries populares da TV estadunidense. 

Primeiros passos

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Naya iniciou sua carreira com apenas 8 meses, participando de comerciais de fraldas, tendo sua mãe, Yolanda, como agente. Desde então, a artista cresceu diante dos holofotes e devido às dificuldades financeiras enfrentadas por sua família, recebeu muito cedo a missão de “levar o dinheiro para casa”. A rotina de audições, gravações e sessões de foto fizeram com que ela não tivesse muito tempo para viver experiências comuns entre crianças. 

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A infância e adolescência de Naya também foram marcadas por inseguranças com sua aparência. Inserida em uma indústria que desvaloriza pessoas não-brancas, a artista sofreu rejeições e preconceitos raciais que mudaram a visão que tinha sobre o próprio corpo.

Embora tenha enfrentado pressões estéticas, instabilidade financeira, racismo e muitos outros desafios impostos socialmente, Naya não apenas sobreviveu à indústria do entretenimento, como construiu uma carreira sólida, inspiradora e admirável.

The Royal Family (1991)

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Seu primeiro papel na televisão foi Hillary Winston na sitcom The Royal Family, exibida pela CBS. 

Criada por Eddy Murphy e estrelada pelos lendários Redd Foxx e Della Reese, a comédia tinha como foco o dia a dia de uma típica família afro-americana de classe média. Mesmo sendo a mais jovem do elenco, Naya destacou-se por seu carisma, expressões espontâneas, timing para comédia e ótima presença diante das câmeras. 

Confira algumas cenas:

Com apenas 15 episódios produzidos, a série precisou ser interrompida após o falecimento de Redd Foxx, em outubro de 1991. A breve experiência da atriz abriu portas para participações em outras produções famosas dos anos 90.

Family Matters (1989 – 1998)

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Em 1992, Naya participou de alguns episódios da sitcom Family Matters, interpretando Gwendolyn, nova vizinha dos Winslow, família central da série. Com cinco anos, a artista conquistou o público com sua desenvoltura e naturalidade.

Confira algumas cenas:

Fresh Prince of Bel-Air (1990 – 1996)

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Outra aparição de Naya em séries aconteceu em 1993, na icônica Fresh Prince of Bel-Air, estrelada por Will Smith. A atriz fez uma pequena participação no episódio Bundle of Joy, onde interpretou Cindy, personagem fruto da imaginação de Hillary Banks (Karyn Parsons).

Veja a cena completa:

Adolescência

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Durante a adolescência, Naya fez participações em séries como: Baywatch (1996), Even Stevens (2002), Soul Food (2003) e The Bernie Mac Show (2002 – 2006). Mas foi sua aparição no clipe da canção Why I Love You (2002), do grupo B2K, que deu destaque para a artista nesta fase. 

A faixa musical é uma das mais famosas do grupo e está em seu primeiro álbum de estúdio, lançado em 2002. No videoclipe, Naya interpreta a garota principal e é cortejada pelo vocalista Omarion. A produção contribuiu para a popularização da música, combinando romantismo e clima de conquista com cenários comuns do cotidiano de jovens daquela década.

Why I Love You consolidou o B2K como um dos principais nomes do R&B adolescente nos anos 2000.

Assista:

Glee (2009 – 2015)

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Quando Glee estreou, Naya não fazia parte do elenco principal da série. Santana Lopez, sua personagem, era apenas uma das fieis seguidoras de Quinn Fabray (Dianna Agron). Mas, bastaram alguns episódios para que a jovem líder de torcida ganhasse mais tempo de tela. Suas expressões faciais marcantes e carisma natural, garantiram à personagem o destaque que merecia.

Inicialmente, Santana era só mais uma integrante do Glee Club do colégio McKinley, mas aos poucos ganhou sua própria história, cheia de conflitos internos e descobertas. A revelação de sua sexualidade fez toda a diferença no caminho que ela percorreria. Toda a dificuldade antes enfrentada pela personagem em se aceitar como uma mulher lésbica deu lugar a certeza e coragem para lutar por si mesma e pelo relacionamento, até então escondido, que mantinha com Brittany S. Pierce (Heather Morris).

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Em uma época em que personagens sáficas ainda não eram vistas nas produções com frequência e, quando retratadas, eram exageradamente estereotipadas, Santana Lopez foi revolucionária. Esse espaço aberto pela personagem deu lugar e visibilidade para pessoas LGBTQIAPN+s dentro e fora das telinhas.

Naya, atriz negra e latina, ocupou um espaço que geralmente é negado para mulheres como ela e transformou Santana em um ícone atemporal, dando voz a milhares de meninas que conseguiram, finalmente, se enxergar em uma personagem.

O impacto de Santana foi tão grande, que até hoje sua existência é lembrada e celebrada. Em recente entrevista para a MTV UK, a atriz e cantora Reneé Rapp destacou a importância da personagem.

Confira:
Reneé Rapp citou a Santana Lopez em uma entrevista concedida para MTV 

Além do impacto narrativo, Santana entregou performances inesquecíveis que imortalizaram músicas a ponto da frase “eles cantam essa em Glee” ser repetida quando as originais tocam. Todas as canções interpretadas por Naya na série foram importantes ferramentas para a construção da história da personagem.

Entre suas apresentações mais marcantes e populares estão Valerie (Amy Winehouse), I Kissed a Girl (Katy Perry), Girl On Fire (Alicia Keys), Smooth Criminal (Michael Jackson), If I Die Young (The Band Perry) e Cold Hearted (Paula Abdul).

Confira a primeira performance de Valerie:

Sorry (2013)

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Em setembro de 2013 Naya lançou seu primeiro single solo em parceria com seu então noivo, o rapper Big Sean. A faixa marcou sua entrada na indústria musical fora do universo de Glee. 

A música gerou grande repercussão na mídia por ter um tom provocativo, sensual e livre, mostrando uma face mais adulta da artista. 

Confira o lyric video:

Josey Hollis Dorsey

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Em 17 de setembro de 2015, Naya deu à luz a Josey, seu primeiro e único filho, fruto do relacionamento com o ator Ryan Dorsey. A maternidade deu uma nova camada à identidade da artista, que longe das câmeras considerava viver a melhor fase de sua vida. 

Naya sentia orgulho de ter seu filho como prioridade absoluta em sua rotina e compartilhava momentos do cotidiano com ele. Josey sempre aparecia nas redes sociais com sorrisos no rosto, brincando e se divertindo ao lado da mãe. 

A artista exerceu, até seu último dia de vida, aquele que considerava ser seu papel mais importante: o de mãe. Em um gesto heróico de amor, salvou o filho de um afogamento no Lago Piru e, ao fazer isso, se afogou e foi encontrada sem vida cinco dias depois.

Josey é o meu maior sucesso e eu nunca irei fazer nada melhor do que eleNaya Rivera

Hoje, com nove anos, seguindo os passos da mãe, o menino já estrelou dois musicais infantis: Seussical Jr (2024) e Willy Wonka (2024), ambos produzidos pelo Children’s Theatre of Charleston.

Sorry Not Sorry: Dreams, Mistakes, and Growing Up (2016)

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Com algumas doses de humor e coragem, em 2016 Naya lançou sua autobiografia, intitulada: Sorry Not Sorry: Dreams, Mistakes, and Growing Up. Mais do que um livro de memórias, a obra retrata de forma honesta todas as vulnerabilidades, imperfeições e inseguranças da artista. 

Ela narra sua vida em detalhes, desde a infância até os bastidores de Glee e os altos e baixos da vida adulta. Indo direto ao ponto, ela abordou temas como: relações abusivas, aborto, racismo e rivalidades na indústria do entretenimento. 

Após sua partida precoce, o livro ganhou um novo significado na vida dos fãs, passando a ser lido como uma despedida cheia de sentido e amor.

Step Up: High Water (2018)

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Com o fim de Glee, em março de 2015, Naya fez pequenas participações em programas de TV e integrou o elenco da comédia familiar Mad Families (2017). Mas foi em 2018 que a atriz deu um novo passo em sua carreira, interpretando Collette Jones na série Step Up: High Water

A produção inspirada na franquia de filmes Step Up, conhecida no Brasil como Ela Dança, Eu Danço (2006), foi a última grande atuação adulta de Naya. Sua personagem, uma ex-dançarina, gerencia a High Water, escola de dança para jovens, majoritariamente negros, de baixa renda. Ao longo dos episódios, a série apresenta temas relevantes como representatividade negra, privilégio branco e aponta a arte como uma ferramenta de transformação social.

Collette carregava um tom dramático e profundo, rendendo elogios à atriz que, mesmo sem saber, se despedia entregando uma atuação madura e marcante.

Engajamento social e beneficência

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Naya era uma voz ativa por justiça, equidade e representatividade. Ao longo da vida, esteve atenta e presente à luta antirracista, atuou continuamente na proteção de mulheres, crianças e jovens em situação de vulnerabilidade e na defesa da comunidade LGBTQIAPN+. Aqui, teve papel fundamental na representatividade sáfica na televisão e abraçou a responsabilidade de apresentar essa vivência de forma respeitosa, lutando também nos bastidores para que Santana fosse representada com dignidade.

Em 2019, Naya transformou sua festa anual de natal em um projeto beneficente. O Snixxmas tinha como objetivo arrecadar doações para Alexandria House, organização sem fins lucrativos que oferece acolhimento e moradia para mulheres e crianças em vulnerabilidade social. Após o falecimento da atriz, seus amigos do elenco de Glee se reuniram para manter a tradição solidária. 

Em 2023, com autorização da mãe de Naya e dos compositores, nomes como Kevin McHale, Jenna Ushkowitz, Amber Riley, Heather Morris, colocaram voz na música Prayer for the Broken, originalmente gravada por Naya em 2012 e nunca lançada oficialmente. A canção foi adicionada nas plataformas digitais e toda a renda arrecadada com as reproduções foi doada para Alexandria House.

“A conexão que sinto com esta organização e as pessoas que residem e trabalham lá tem sido a maior benção e fez um impacto tão grande e positivo em mim e no meu filho.” — Naya Rivera 

O legado

Imagem: reprodução/Instagram @nayarivera

Naya Rivera deixou marcas na cultura pop que ultrapassaram as barreiras geracionais. Seja através de sua voz, personagens, ativismo ou postura diante da responsabilidade de representar tantas pessoas, a artista se tornou sinônimo de autenticidade, empatia e força.

Cinco anos após sua partida, seu legado continua vivo e presente na vida de fãs e admiradores. A seguir, confira alguns relatos sensíveis de mulheres que foram profundamente impactadas pela trajetória inspiradora de Naya.

“Minha história com a Naya é sobre minha auto aceitação. Pode ser clichê, mas a influência da Santana e da própria Naya na comunidade LGBTQIA+ me ajudou e até hoje ajuda. Eu nasci e fui criada em uma família totalmente cristã — assim como a da Santana, com sua avó. E eu tinha muito medo de me aceitar como uma garota lésbica. Minha mãe, filha de pastor, sempre deu a entender que não aceitava ter filhos gays ou dentro da comunidade, e eu me prendia muito a isso. Mas depois de assistir toda a trajetória da Santana, acabei percebendo quem eu era de verdade. Naya/Santana foi e é inspiração para mim e para várias meninas que não conseguem se entender como sáfica.”Maria Eduarda

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“Minha história com a Naya começou em 2021, infelizmente ela já não estava mais entre nós, mas especialmente no final de 2021, eu estava terminando a escola, indo me formar no terceiro ano do ensino médio, e eu não tinha a menor ideia do que fazer na faculdade, mas eu falava para todo mundo o que era mais seguro para eu fazer era psicóloga, mas eu nunca me senti muito feliz com essa decisão de fazer psicologia e decide ver glee ao mesmo tempo, indicação de uma amiga de escola e quando eu fui mais a fundo para saber sobre os atores, vi muito a luta da Naya, como uma mulher que começou na indústria muito pequenininha, até glee e o fato q ela ter trabalhado com outras coisas me mexeu muito comigo. Ela em nenhum momento desistiu da sua carreira e lutou até a Santana brilhar. Eu não posso falar muito como a Santana me fez descobrir porque eu sou hétero, mas tem uma cena especifica da quarta temporada onde ela se vê criança e ela criança fala ‘não se esqueça de mim de novo, ok?’ e ela responde ‘não vou, eu prometo’ e quando elas se abraçam, ela diz: ‘eu peguei você agora”, me marcou muito porque eu estava fazendo um curso para outras pessoas e não pra mim mesma, que eu não iria  ser feliz de verdade e na época do vestibular eu contei aos meus pais que eu não iria fazer o vestibular pra psicologia porque não era aquilo o que eu queria fazer e sim cinema e artes cênicas. No começo, por medo, eles não deixaram fazer faculdade de cinema porque infelizmente sabemos como é o trabalho aqui no Brasil, mas eles deixaram eu fazer uma outra paixão que era a publicidade. Esse ano, de tanto lutar, eles finalmente deixaram eu fazer um curso de teatro, então eu posso dizer que a importância da Naya e Santana na minha vida é lutar pelo meus sonhos e felicidade, tipo lutar pelo o que é meu.” — Bella Perfeito

Imagem: reprodução/X @klaineRperfect

Conheci a Naya Rivera pela personagem Santana em Glee. No começo, ela não era exatamente a minha favorita, nem com quem eu mais me identificava, mas isso foi mudando completamente ao decorrer da série. Foi especial acompanhar o crescimento da Santana e perceber o quanto ela era autêntica, forte, cheia de atitude… mas também cheia de sentimentos e muito verdadeira. Ela tinha um humor ácido que me fazia rir, não levava desaforo pra casa, mas aos poucos a gente via o quanto ela era sensível também. Tinha suas inseguranças, suas dores, um amor pela melhor amiga, e era super talentosa. Tudo isso foi me tocando de um jeito que eu não esperava. Acabei vendo muito dela em mim. Ela me ajudou a entender meus próprios sentimentos, a aceitar partes de mim que eu ainda estava descobrindo, e me fez criar uma conexão ainda mais forte com a música. Lembro que eu me apaixonei de fato pela personagem quando vi ela cantando Valerie, da Amy Winehouse. Ver ela no palco me dava uma sensação de liberdade. Foi uma das coisas que me ajudaram a encarar alguns medos e a ter coragem pra ir atrás do que eu amava. Fora da série, eu não acompanhava tanto a vida dela, mas sempre senti que ela era alguém verdadeira e intensa. Claro que teve polêmicas e momentos difíceis, como todo mundo, mas a verdade é que dava pra ver o quanto ela era talentosa. Quando veio a notícia da morte dela, eu fiquei semanas tentando entender o porquê e o que realmente tinha acontecido, mas entendi que seja como Santana ou como ela mesma, ela deixou uma marca que não vai ser esquecida.”Yasmim Ellen

Imagem: divulgação/Fox

“Costumava dizer que conheci a Naya tarde demais, hoje diante das circunstância que já vivi, penso que foi no tempo certo. A Naya me salvou de um lugar triste e obscuro, de pensamentos infelizes de querer tirar a minha própria vida e tudo mudou por causa dela! Ela é a parte mais bonita do meu coração, me deu esperanças e forças pra continuar em busca dos meus sonhos, me ensinou que o amanhã não está prometido mas o amor é a evidência que precisamos e ela plantou esse amor no meu coração. Eu realmente sinto que tenho a missão de manter o legado da Naya aceso, quando assumi a página prometi pra mim mesma que sempre iriam lembrar dela, lembrar como ela mudou a vida de muitas pessoas, inclusive a minha.”  — Administradora da página NRBR

Imagem: reprodução/X @nayanoticiasbr

“Conheci a Naya através de Glee, e me apaixonei pela vida que ela deu à Santana, e, consequentemente, por ela também. Ela interpretou uma jovem queer com tanta intensidade, verdade e carinho. Ela criou um novo caminho para a representatividade LGBTQIA+ e me fez enxergar como posso lutar por este amor, como mereço ser amada. Sempre senti uma conexão forte com a Naya, mas quando li o livro dela, era como se o vínculo tivesse ganhado outro significado. A leitura parecia uma conversa íntima, eu tive a sensação que estávamos sentadas lado a lado, bebendo café, e ela me dizia exatamente o que eu precisava ouvir. Me vi nas inseguranças dela, nas decisões impulsivas de adolescente. Na forma de falar sobre família, identidade, relacionamentos. Tudo me atingiu. Passamos por tantas coisas similares, e ver como ela lidou com tudo me fez querer lutar, crescer, me curar. É difícil explicar a perda, eu posso nunca tê-la visto, mas ela fez parte de incontáveis momentos meus, que não dividi com ninguém além dela. Ela vive em mim, quando olho a foto dela que deixo na parede, quando escuto sua voz nas músicas, ou relendo sua autobiografia procurando abrigo nas palavras. O impacto que a Naya deixou na minha vida é tão grande que virou parte do meu eu. É natural, é rotineiro.”Laura (@yusukesgf)

Imagem: reprodução/Instagram @nayanoticiasbr

“Aos 6 anos de idade altamente inspirada por minha irmã mais velha, olhei a série Glee pela primeira vez e os meus olhinhos infantis brilharam tanto ao ver a Naya vivendo a Santana, que foi como se tivessem visto o maior chocolate do mundo, mas na verdade o que meus olhos viram foi a porta de entrada para um sonho que nem sabia que tinha, o sonho de atuar e saber que pessoas com o meu fenótipo poderiam ser algo a mais. Mesmo indo para outro plano e se despedindo dessa terra, ela sempre viverá nos meus olhos e na minha alma e tenho certeza que na alma de muitas meninas pelo mundo inteiro. Naya Rivera é arte e tudo que a arte toca, se renova e frutifica! Eu te amo eternamente, minha doce naynay.”Lise Nascimento

Imagem: reprodução/Pinterest @briannaloveseddie

“Quando penso em como comecei a me enxergar de verdade, o primeiro rosto que me vem à cabeça é o da Naya Rivera. Foi através dela que descobri que representatividade não é um luxo: é um espelho que salva. Ver uma jovem latina, tão ferozmente leal à própria identidade e, ao mesmo tempo, apavorada por perder o amor da avó que venerava, foi como assistir à minha própria história ganhar voz. A cada episódio eu me sentia sentada ao lado da Santana, tentando explicar por que o meu coração batia mais rápido quando eu via outra garota passar. Quando a Abuela a expulsou, era como se o meu próprio medo de rejeição familiar se materializasse na tela, mas, ainda assim, ela seguiu em frente.  Ela me ensinou que a vulnerabilidade pode ser a maior demonstração de força. A Naya foi uma atriz excepcional, daquelas que aparecem uma vez por geração. Ela tinha a habilidade rara de dizer tanto com um olhar quanto com uma fala afiada — conseguia transitar entre o humor, a dor e a ternura com uma naturalidade impressionante. Sua entrega como Santana Lopez foi tão intensa e verdadeira que ultrapassou a tela e tocou diretamente o coração de quem assistia. Sinto imensamente a falta dela, da sua presença, do seu talento e da força que ela transmitia em cada cena. Naya é insubstituível, não só pelo que fez como artista, mas pelo impacto profundo e duradouro que deixou em tantas vidas, inclusive na minha. Ela me ensinou que amor próprio é um ato de resistência, que família pode doer mas também pode aprender, e que não vale a pena viver eternamente em guerra consigo mesmo. Obrigada, Naya, por personificar a tempestade e o abrigo ao mesmo tempo. Obrigada, Santana, por me mostrar que a probabilidade de sermos amadas aumenta drasticamente quando passamos a nos amar primeiro. Hoje eu carrego seu legado no peito, e cada passo que dou mais livre é um aplauso silencioso à sua coragem. Toda vez que vejo uma abelha ou uma borboleta passando, eu penso em você. “As borboletas não conseguem ver as próprias asas. Elas não conseguem ver o quão verdadeiramente belas elas são, mas todos os outros conseguem. As pessoas também são assim.” Bárbara de Castro Stemberg

Imagem: reprodução/IGN Brasil

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Texto revisado por Simone Tesser

 

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