A volta do novelão icônico ao Vale a Pena Ver de Novo promete parar o Brasil novamente
Avenida Brasil marcou toda uma década! A saga envolvente de vingança, amor e traição parou o país em 2012 e está de volta desde segunda-feira (30). Reexibida no Vale a Pena Ver de Novo, a trama escrita por João Emanuel Carneiro arrebatou o público e é considerada uma das novelas mais assistidas do mundo, com exibição em mais de 148 países.
A história de vingança da cozinheira Nina (Débora Falabella) contra a sua ex-madrasta Carminha (Adriana Esteves) é um verdadeiro deleite cênico, uma obra prima da teledramaturgia brasileira. O impacto foi tão grande que gerou até mesmo um plano de emergência feito pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) devido ao aumento no consumo de energia durante a exibição do seu capítulo final. Um fenômeno cultural e telenovelesco incontestável, é por isso que o Entretetizei preparou uma lista com 6 motivos para revisitar essa trama icônica!
Enredo cheio de reviravoltas

O enredo de Avenida Brasil é um novelão clássico repleto de reviravoltas, drama, ação e vingança na medida certa. É o tipo de história que te faz odiar com todas as suas forças e intensamente a vilã e amar a mocinha, torcendo fervorosamente por ela.
A trama acompanha Rita (Mel Maia), uma menina órfã de mãe, criada com muito amor pelo pai, Genésio (Tony Ramos). Tudo muda radicalmente quando ele se casa com Carmen Lúcia, a Carminha, uma mulher ambiciosa, dissimulada e capaz de tudo para se dar bem e subir na vida. Após aplicar um golpe no pai da moça e causar, indiretamente, a morte de Genésio, atropelado por Tufão (Murilo Benício), Carminha abandona Rita em um lixão com a ajuda de seu amante Max (Marcello Novaes).
Anos depois, já adulta e sob a identidade de Nina, a protagonista reconstrói sua vida no exterior e retorna ao Brasil determinada a se vingar, infiltrando-se na mansão da inimiga. No meio do caminho, Nina reencontra seu amor de infância, Jorginho (Cauã Reymond), agora filho adotivo de Carminha, casada com o ex-jogador de futebol Tufão (Murilo Benício).
É uma narrativa envolvente, que prende, instiga e convida o telespectador a embarcar na história, provocando emoções intensas a cada capítulo. Mesmo anos após sua exibição original, os temas continuam atuais: relações familiares, busca por justiça e superação são elementos que seguem ressoando com o público, um dos grandes trunfos da obra.
Vilã que conquistou o público

Um dos maiores destaques da novela é, sem dúvidas, a vilã Carminha. Com humor ácido e sagaz, ironia afiada e tiradas memoráveis, a personagem conquistou o público e deixou todos hipnotizados, fazendo com que amássemos odiar a megera. Adriana Esteves aqui estava em êxtase, entregando uma atuação arrebatadora, equilibrando carisma com requintes de crueldade e comédia. Seus bordões viraram memes, e a personagem se tornou referência imediata quando se trata de vilãs icônicas da teledramaturgia brasileira, protagonizando embates inesquecíveis com a protagonista Nina.
Segundo o autor João Emanuel Carneiro, Carminha foi inspirada em personagens do autor russo Dostoiévski, conhecidos por seus paradoxos e camadas psicológicas complexas. Não à toa, ela se tornou uma figura tão marcante, revolucionária e inesquecível.
Mocinha complexa

Débora Falabella não ficou para trás! Ela brilhou intensamente como Nina, dando nuances e camadas à sua heroína, que não era uma mocinha tradicional qualquer.
Nina era implacável, persuasiva, não abaixava a cabeça para ninguém e brigava de igual para igual com Carminha, sua principal rival e desafeto, alvo de sua vingança. Ela elaborava um plano voraz, adentrava a casa da vilã, conquistava sua simpatia e confiança e, depois, dava o bote em uma cena inesquecível, gerando uma virada na trama quando Carminha descobria que Nina é Rita.
A partir daí, a jovem inverte o jogo, transformando a ex-madrasta em sua empregada, uma disputa que deixava o telespectador fissurado e encantado,criando sequências avassaladoras.
Para viver Nina, Débora se entregou totalmente ao papel: fez aulas de culinária e chegou até a aprender a pilotar uma scooter.
Músicas inesquecíveis

Desde o passinho do baile charme do clube de futebol fictício Divino, que virou hit entre a galera, passando por músicas como Depois, de Marisa Monte, até Michel Teló com sua Humilde Residência, a trama é um retrato de sua época, recheada de hits que dominaram as paradas de todo o país, uma verdadeira mania nacional.
Bordões e memes memoráveis

A novela entregou de tudo um pouco! Avenida Brasil foi um verdadeiro marco nacional e rendeu diversos memes como nunca antes havia sido visto no país.
Os bordões dos personagens caíram na boca do povo e viralizaram de forma imediata e orgânica. Quem nunca ouviu a expressão “É tudo culpa da Rita” ou “Me Serve Vadia” ou o icônico grito de Carminha, “Infeerno“, que atire a primeira pedra.
As cenas renderam um verdadeiro espetáculo nas redes sociais, viralizando até hoje entre o público que assistiu, ou não, a trama. A partir das 21h, um grupo fiel de telespectadores sempre se reunia para comentar sobre a novela, principalmente no X, antigo Twitter. Diariamente, várias hashtags relacionadas a Avenida Brasil iam parar nos Trending Topics, assuntos mais comentados da plataforma e o famoso “oi-oi-oi” invadia a timeline com força na época.
Sucesso avassalador

O capítulo final de Avenida Brasil foi um dos maiores fenômenos de audiência da TV brasileira dos últimos anos. O sucesso foi tanto que literalmente parou o Brasil: ruas vazias, bares lotados e telões espalhados pelo país transmitindo o último capítulo.
Alguns dos principais veículos estrangeiros, como o The Guardian, chegaram a destacar a mudança de agenda da então presidente Dilma Rousseff para não coincidir com o desfecho da novela. Outros veículos, como a BBC, o Washington Post e a revista Forbes lembraram que a audiência espetacular da trama poderia até sobrecarregar o fornecimento de energia elétrica. Todos ressaltaram que o sucesso da trama se devia ao fato de ela ter conseguido retratar, de maneira fiel e crua a realidade da nova classe média brasileira. Em dezembro de 2012, a novela conquistou o Grande Prêmio da Crítica concedido pela Associação Paulista de Críticos da Arte (APCA). A APCA também premiou Adriana Esteves e José de Abreu como os melhores atores do ano.
Retrato da realidade brasileira

A novela conseguiu reproduzir com fidelidade o Brasil da época de 2012, a nova classe média brasileira, os chamados novos ricos. O estilo de vida e os personagens carismáticos do Divino, bairro fictício do subúrbio carioca, destacaram-se na trama.
Na história, as protagonistas não eram pessoas ricas de berço, donas de um padrão de vida inalcançável. Eram pessoas comuns que subiram na vida. Mal havia espaço para a Zona Sul ou bairros nobres. O foco estava na Zona Norte e na Avenida Brasil, no Brasil feito por pessoas de carne e osso e muito trabalho, nas pessoas humildes e divertidas, no recorte social.
Explorou-se o subúrbio, Monalisa (Heloísa Perissé) até chega a querer tentar se mudar para a Zona Sul, mas se sentiu um peixe fora d’água no local e logo voltou ao Divino. Até mesmo Tufão, que enriqueceu, não saiu do bairro pela falta de identificação cultural com as pessoas da Zona Sul reforçando a importância das suas raízes.
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Texto revisado por Kaylanne Faustino










