O artista falou sobre Histórias Arriscadas, sua nova série documental, e o que mais o surpreendeu durante as filmagens
Seja através de personagens como Fonzie, de Happy Days (1974–1984), Gene Cousineau, de Barry (2018–2023), pelo qual ganhou um Emmy, ou mesmo no papel do pai de Adam Sandler, no icônico Click (2006), Henry Winkler conquistou o seu lugar como um dos artistas mais queridos do audiovisual.
Com mais de 50 anos de carreira na televisão, no cinema e até na literatura infantil, é difícil encontrar um formato de contar histórias que Henry Winkler já não tenha explorado – mas o ator, produtor, diretor e escritor estadunidense segue buscando novos desafios que o tirem de sua zona de conforto.

“Eu não quero me aposentar, eu nem penso em me aposentar.” Henry, agora com 80 anos, revelou ao Entretê em uma coletiva de imprensa para divulgar seu próximo projeto, Histórias Arriscadas, que chega ao Brasil esse ano. “Acho que [o trabalho] te mantém jovem, te força a usar o seu cérebro, e eu gosto muito.”
A série documental, que já está confirmada para mais uma temporada, é produzida pela History, apresentada por Henry e contando com oito episódios que exploram práticas e produtos inusitados que existiam e eram comercializados nos Estados Unidos no passado. “Eu fico espantado com como, pelo menos no Ocidente, o dinheiro parece ser sempre o fator motivante, em detrimento das pessoas. Não acho que segurança passou pela cabeça [das pessoas que faziam esses produtos].”
Como exemplo, Henry diz que, há alguns anos, mães e pais compravam uma solução com morfina para fazer seus bebês dormirem, assim como heroína era vendida para combater dores de cabeça e enxaquecas. Além disso, Winkler conta, era permitido enviar crianças pelo correio para distâncias de até 80 km.
“Nós, como seres humanos, sempre achamos que somos tão evoluídos, mas somos exatamente iguais a como éramos nas cavernas, apenas nos vestimos diferente”, comentou Henry, respondendo sobre o que o deixou mais surpreso durante as filmagens. “Nós repetimos a história o tempo inteiro. Fico chocado, mas então penso que isso é ser humano.”
Henry também comentou sobre a experiência de ser apresentador pela primeira vez e comparou com seu trabalho na ficção: “como personagem, você tem que absorver toda a informação no roteiro: o que outros personagens dizem sobre você, o que você sente e sua imaginação diz, o que o diretor e o produtor querem… E você tem que pegar todas essas partes e juntar, como um quebra-cabeças, até criar um ser humano que seja identificável para a maioria das pessoas”.
Já em uma série documental, por outro lado, sua maior preocupação é “ser cuidadoso para apresentar os fatos de forma exata e ser claro na minha comunicação com a audiência”.

O Entretê também teve a oportunidade de fazer uma pergunta a Henry durante a conversa. Em toda a sua carreira, Winkler contou muitas histórias através de variados meios – desde livros infantis, a séries de ficção, filmes, séries de variedade… como todas essas experiências em diferentes contextos o impactaram?
Henry nos contou que buscou se formar e se educar em diferentes especialidades, inclusive conquistando um Mestrado na Universidade de Yale, para poder aproveitar da melhor forma tudo o que aparecesse em seu caminho.
“Eu fico maravilhado quando olho para trás e vejo todas as experiências tão diferentes que tive. Algumas incríveis, outras nem tanto, mas eu amei cada uma delas como se fossem meus filhos, não tenho um favorito. Cada uma me impulsionou para frente. Sou muito grato por ainda poder fazer isso até hoje.”

Histórias Arriscadas estreia no dia 22 de fevereiro, sábado, às 22h10, no History.
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Texto revisado por Cristiane Amarante










