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Entrevista exclusiva | Big Ocean fala sobre crescimento, Brasil e a decisão de expandir o grupo

Em conversa exclusiva, o Big Ocean reflete sobre sua evolução desde o debut, a conexão com o público brasileiro, acessibilidade como linguagem artística e os planos para o futuro com a abertura de uma audição global

Desde o início, o Big Ocean deixou claro que seu caminho não seria convencional. O grupo surgiu com a proposta de desafiar expectativas, repensar estruturas e construir uma identidade própria dentro do K-pop, onde performance, intenção e acessibilidade caminham juntas. Com o passar do tempo, essa visão deixou de ser apenas conceitual e passou a se transformar em impacto real, alcançando públicos fora da Ásia e criando conexões que atravessam idioma, cultura e território.

Big Ocean
Foto: reprodução/kpopping

Nesta entrevista exclusiva, PJ, Chanyeon e Jiseok falam sobre as mudanças internas desde o debut, as diferenças entre o grupo que imaginaram e o que se tornaram hoje, a experiência marcante no Brasil durante o Anime Friends e o que os levou a abrir uma audição global em busca de um novo integrante. Entre reflexões sobre preconceito, amadurecimento artístico e futuro, o Big Ocean mostra que sua trajetória é construída em movimento, e que a expansão faz parte natural desse processo. Confira:

Entretetizei: O Big Ocean nasceu desafiando expectativas. Olhando para trás, de que forma vocês acham que o grupo mais mudou desde o debut?

PJ: Nós mudamos de provar que pertencíamos a decidir como pertencemos. No começo, tudo girava em torno de conseguir entrar e ser aceitos. Agora, nosso foco é construir algo estável, sólido e duradouro.

E: Depois de algum tempo ativos na indústria, qual é a maior diferença entre o Big Ocean que vocês imaginavam no início e o Big Ocean que existe hoje?

Chanyeon: Eu imaginava algo pequeno e simbólico. O que temos hoje carrega responsabilidade, impacto e expectativas muito maiores do que eu pensei no começo.

E: A experiência no Anime Friends, no Brasil, colocou vocês diante de um público muito diverso. O que esse momento fora da Ásia ensinou sobre como o Big Ocean é recebido ao redor do mundo?

Jiseok: Mostrou que as pessoas se conectam primeiro com a intenção, antes mesmo da linguagem. Mesmo longe de casa, o público conseguiu entender o que queríamos expressar por meio do movimento e da presença.

E: Vocês já falaram antes sobre enfrentar preconceito no início da carreira. Hoje, essa resistência mudou ou apenas assumiu outras formas?

PJ: Ela não desapareceu, só ficou mais silenciosa. Em vez de rejeição direta, às vezes surge como dúvida ou expectativas mais baixas.

E: Muitas pessoas conhecem o Big Ocean primeiro pelo impacto social, e nem sempre pela parte artística. Como vocês descreveriam seu som e performance hoje, sem usar rótulos?

Chanyeon: Nossa performance é física, intencional e emocional. Ela é construída a partir de ritmo, silêncio e da forma como o corpo comunica significado.

E: A abertura de uma audição global marca uma nova fase para o grupo. Quando essa ideia começou a ser discutida entre vocês?

Jiseok: Tudo começou quando percebemos que o crescimento não podia ficar apenas dentro do grupo. Quando a conversa passou a girar em torno do futuro, a expansão se tornou inevitável.

E: Por que escolher abrir essa seleção para o mundo agora? O que fez vocês sentirem que esse era o momento certo?

PJ: Porque finalmente temos estrutura e experiência para apoiar novos artistas da forma correta. O tempo é importante, e agora responsabilidade e oportunidade estão alinhadas.

E: A decisão de procurar um novo integrante veio mais de uma necessidade artística, de crescimento pessoal ou de uma visão de longo prazo para o grupo?

Chanyeon: Da visão de longo prazo. O crescimento artístico vem naturalmente quando a visão está clara.

E: O que vocês sentem que ainda falta no Big Ocean hoje, algo que um novo integrante poderia ajudar a construir?

Jiseok: Novas perspectivas. Um novo membro traz experiências diferentes, que podem desafiar nossos hábitos e expandir nossa forma de pensar.

E: Durante a passagem pelo Brasil, vocês se conectaram tanto com fãs surdos quanto ouvintes. Como essas interações influenciaram a forma como vocês pensam acessibilidade em suas performances?

PJ: Isso nos lembrou que acessibilidade não é apenas técnica. Ela é emocional. As pessoas se sentem incluídas quando percebem que foram consideradas.

E: Para quem sonha em participar dessa audição global, o que vocês acham mais importante entender sobre o Big Ocean antes mesmo de pensar em talento?

Chanyeon: O Big Ocean é uma equipe e um sistema. Comunicação, respeito e paciência são tão importantes quanto habilidade.

E: Existe algo que vocês aprenderam com os fãs brasileiros que fez vocês repensarem a escala ou o alcance global do grupo?

Jiseok: Sim. Isso nos mostrou que nossa mensagem alcança distâncias maiores do que imaginávamos, e que “global” não significa distante.

E: O K-pop vive um momento de expansão e redefinição. Onde vocês veem o Big Ocean dentro dessa transformação?

PJ: Como um modelo que mostra que acessibilidade e arte podem crescer juntas, sem competir entre si.

E: Com a possível chegada de um quarto integrante, o que vocês esperam que mude no palco, e o que precisa permanecer exatamente igual?

Chanyeon: Espero que a escala da coreografia cresça, com formações mais diversas e visuais mais fortes. O que precisa permanecer é a confiança e a intenção.

E: Para encerrar, quando vocês imaginam o Big Ocean daqui a alguns anos, qual é a imagem mais clara que vem à mente?

Jiseok: Uma plataforma que continua evoluindo, acolhendo mais artistas e que nunca se torna algo finalizado ou preso ao passado.

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Leia também: Big Ocean anuncia seleção global para novos integrantes surdos e com deficiência auditiva

 

Texto revisado por Larissa Couto 

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Crítica Livros Notícias

Crítica | A Melhor Surpresa e a delicadeza de recomeçar

Um romance que transforma a dor, o silêncio e a empatia em vínculo

[Contém spoiler] 

Há romances que não se contentam em contar uma história de amor: eles se propõem a investigar o que acontece quando duas pessoas feridas decidem, ainda assim, permanecer abertas ao amor. A Melhor Surpresa (2026), de Stefany Nunes, insere-se nesse território com precisão emocional. Desde a dedicatória e da epígrafe de Lord Byron, a narrativa anuncia seu eixo central – o recomeço – não como promessa fácil, mas como um processo delicado, atravessado por perdas, silêncios e escolhas conscientes.

Personagens marcados pelo excesso de sentir

Willow Hamilton é uma protagonista construída a partir do desgaste. Aos 31 anos, virginiana, controladora e profundamente ansiosa, ela carrega as marcas de um burnout e de uma vida que exigiu mais do que pôde oferecer por muito tempo. Engenheira de software, habituada a ambientes de alta cobrança e racionalidade extrema, Willow encontra-se emocionalmente exausta quando decide viajar para Peonyshire como uma resolução de Ano Novo em uma tentativa clara de reorganizar o próprio caos interno. Esse processo é atravessado, ainda, pelos ecos recentes do luto pela morte de seu pai.

Foto: reprodução/Instagram @stefanynunes_

Jake Ashton III surge como seu contraponto narrativo e emocional. Aos 35 anos, divorciado, solitário e leitor ávido, atua como professor de hóquei e faz-tudo de Peonyshire, apesar de ser herdeiro e formado em literatura. Sua escolha por uma vida simples e funcional não é casual: Jake vive à sombra de um trauma profundo, a morte da irmã em um acidente, aos 28 anos, dois anos antes do início da narrativa. 

Foto: reprodução/Instagram @stefanynunes_

O que torna essa dupla especialmente interessante não é apenas o passado doloroso de ambos, mas a forma como esses traumas moldam suas atitudes no presente. Stefany Nunes evita a romantização do sofrimento ao construir personagens que não se definem pela dor, mas pelas estratégias que desenvolveram para continuar existindo apesar dela. Willow e Jake seguem em frente de maneiras distintas, e é justamente nesse contraste que a narrativa encontra força.

Os personagens secundários – como Amanda, a irmã de Willow, a avó de Jake e os moradores de Peonyshire – conquistam o leitor de forma quase imediata. Mais do que figuras de apoio, eles funcionam como uma rede afetiva que sustenta e espelha os protagonistas, torcendo pelo relacionamento com a mesma intensidade do leitor. 

Ainda que ocupem um segundo plano, a autora lhes confere contornos próprios, permitindo que suas presenças ampliem o senso de comunidade e reforcem a atmosfera acolhedora da narrativa, contribuindo diretamente para a sensação de pertencimento e imersão que o livro constrói.

O afeto como espaço de acolhimento

A relação entre os protagonistas se constrói de maneira gradual, sustentada por gestos mínimos e observações silenciosas. A convivência forçada intensifica a atração, mas é nos detalhes cotidianos – como a posição dos óculos dele, o perfume floral dela, um sanduíche preparado por ele ou ela ler o livro favorito dele – que o vínculo se consolida. Há algo de profundamente significativo no fato de Willow não se sentir sozinha nem mesmo nos silêncios entre eles, pois ela sente que Jake a vê por inteiro, sem exigir explicações constantes.

Foto: reprodução/Instagram @stefanynunes_

Um dos maiores méritos do livro está na forma como a autora aborda temas sensíveis, como a depressão, a ansiedade, o luto, as crises de pânico e os relacionamentos tóxicos. Não há hierarquia da dor nem disputa por quem sofreu mais entre o casal, afinal ambos viveram o luto e lidaram com ele de maneiras distintas, e essa diferença é respeitada. 

Antes mesmo de reconhecerem o amor, Willow e Jake já oferecem um ao outro empatia, escuta e segurança emocional. O afeto, aqui, antecede a nomeação do sentimento e isso confere maturidade à narrativa.

Estratégias narrativas e ritmo emocional

A estrutura do texto reforça a caracterização dos personagens. Willow, mais emotiva e ansiosa, tem parágrafos mais longos, densos e  repletos de ideias que se sobrepõem, convidando o leitor a entrar em seu fluxo de pensamento. Jake, por outro lado, se expressa com mais contenção, refletindo seu modo de existir no mundo. Em alguns momentos, a narrativa insere o leitor diretamente nos pensamentos dos personagens, recurso que fortalece o vínculo com quem lê e aprofunda a imersão na história.

Foto: reprodução/Aqui Tem Literatura

A fluidez do texto é outro ponto forte. Os personagens estão sempre abertos ao diálogo, o que reflete uma fase da vida em que não há mais espaço para jogos emocionais ou prolongamentos desnecessários de conflitos. 

Os plots são bem construídos, com destaque para o arco envolvendo o ex de Willow – que adiciona camadas importantes à compreensão da trajetória emocional dos protagonistas – e, também, o da mãe de Jake. 

Um romance que conforta sem simplificar

A Melhor Surpresa se afirma como uma comédia romântica voltada para leitores adultos, consciente tanto de seus temas quanto de seu público. A recomendação para maiores de 18 anos não se deve apenas à complexidade emocional abordada, mas também à presença de cenas de intimidade que dialogam com a maturidade dos personagens e com a fase de vida que ambos atravessam, reforçando o caráter adulto da narrativa.

Além disso, a obra também investe em recursos que ampliam a experiência de leitura. A playlist que acompanha a narrativa estabelece um diálogo direto com os personagens e seus estados emocionais, funcionando como uma extensão sensível da história e intensificando seu tom afetivo.

Foto: divulgação/Instagram @stefanynunes_/Entretetizei

Nesse contexto, Stefany Nunes demonstra domínio na construção de personagens: sejam aqueles que despertam empatia imediata, sejam os que provocam incômodo, todos contribuem para um alto nível de imersão emocional, evidenciado pelo envolvimento constante do leitor com a trama.

Ao final, o livro entrega exatamente o que constrói ao longo do caminho: um desfecho acolhedor, honesto e emocionalmente coerente. É uma leitura que aquece o coração sem recorrer a soluções fáceis, ideal para quem busca sair de uma ressaca literária ou reencontrar, na ficção, a possibilidade de recomeçar com mais gentileza consigo mesmo.

Sobre a autora
Foto: divulgação/Lavanda Literária

Nascida em Sorocaba, em 1992, Stefany Nunes é formada em Letras e Direito. Leitora apaixonada desde a infância, sempre cultivou o hábito de criar histórias, ainda que por muito tempo não as colocasse no papel. A mudança para Londres foi decisiva para que transformasse esse sonho em realidade, impulsionada pela atmosfera criativa da cidade. 

Além de sua atuação no mercado brasileiro, a autora também é publicada no Reino Unido, com o romance Falling on a Duke (2025), lançado pela editora The Book Guild.

Foto: divulgação/Entretetizei

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Leia também: Stefany Nunes lança A Melhor Surpresa, comédia romântica ambientada no interior da Inglaterra

 

Texto revisado por Ana Carolina Loçasso Luz

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Coletiva de Imprensa Comportamento Notícias Séries

Coletiva | Henry Winkler: “repetimos a história o tempo inteiro. Penso que isso é ser humano”

O artista falou sobre Histórias Arriscadas, sua nova série documental, e o que mais o surpreendeu durante as filmagens 

Seja através de personagens como Fonzie, de Happy Days (1974–1984), Gene Cousineau, de Barry (2018–2023), pelo qual ganhou um Emmy, ou mesmo no papel do pai de Adam Sandler, no icônico Click (2006), Henry Winkler conquistou o seu lugar como um dos artistas mais queridos do audiovisual. 

Com mais de 50 anos de carreira na televisão, no cinema e até na literatura infantil, é difícil encontrar um formato de contar histórias que Henry Winkler já não tenha explorado – mas o ator, produtor, diretor e escritor estadunidense segue buscando novos desafios que o tirem de sua zona de conforto.

Foto: reprodução/TrueVisions Now

“Eu não quero me aposentar, eu nem penso em me aposentar.” Henry, agora com 80 anos, revelou ao Entretê em uma coletiva de imprensa para divulgar seu próximo projeto, Histórias Arriscadas, que chega ao Brasil esse ano. “Acho que [o trabalho] te mantém jovem, te força a usar o seu cérebro, e eu gosto muito.”

A série documental, que já está confirmada para mais uma temporada, é produzida pela History, apresentada por Henry e contando com oito episódios que exploram práticas e produtos inusitados que existiam e eram comercializados nos Estados Unidos no passado. “Eu fico espantado com como, pelo menos no Ocidente, o dinheiro parece ser sempre o fator motivante, em detrimento das pessoas. Não acho que segurança passou pela cabeça [das pessoas que faziam esses produtos].”

Como exemplo, Henry diz que, há alguns anos, mães e pais compravam uma solução com morfina para fazer seus bebês dormirem, assim como heroína era vendida para combater dores de cabeça e enxaquecas. Além disso, Winkler conta, era permitido enviar crianças pelo correio para distâncias de até 80 km. 

“Nós, como seres humanos, sempre achamos que somos tão evoluídos, mas somos exatamente iguais a como éramos nas cavernas, apenas nos vestimos diferente”, comentou Henry, respondendo sobre o que o deixou mais surpreso durante as filmagens. “Nós repetimos a história o tempo inteiro. Fico chocado, mas então penso que isso é ser humano.”

Henry também comentou sobre a experiência de ser apresentador pela primeira vez e comparou com seu trabalho na ficção: “como personagem, você tem que absorver toda a informação no roteiro: o que outros personagens dizem sobre você, o que você sente e sua imaginação diz, o que o diretor e o produtor querem… E você tem que pegar todas essas partes e juntar, como um quebra-cabeças, até criar um ser humano que seja identificável para a maioria das pessoas”.

Já em uma série documental, por outro lado, sua maior preocupação é “ser cuidadoso para apresentar os fatos de forma exata e ser claro na minha comunicação com a audiência”.

Foto: reprodução/CNBC

O Entretê também teve a oportunidade de fazer uma pergunta a Henry durante a conversa. Em toda a sua carreira, Winkler contou muitas histórias através de variados meios – desde livros infantis, a séries de ficção, filmes, séries de variedade… como todas essas experiências em diferentes contextos o impactaram?

Henry nos contou que buscou se formar e se educar em diferentes especialidades, inclusive conquistando um Mestrado na Universidade de Yale, para poder aproveitar da melhor forma tudo o que aparecesse em seu caminho.

“Eu fico maravilhado quando olho para trás e vejo todas as experiências tão diferentes que tive. Algumas incríveis, outras nem tanto, mas eu amei cada uma delas como se fossem meus filhos, não tenho um favorito. Cada uma me impulsionou para frente. Sou muito grato por ainda poder fazer isso até hoje.”

Foto: reprodução/Canal History

Histórias Arriscadas estreia no dia 22 de fevereiro, sábado, às 22h10, no History. 

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Leia também: De Closer ao filtro do cachorro no Snapchat: por que 2016 virou o ano mais lembrado da cultura pop, e por que a gente só percebeu isso agora?

 

Texto revisado por Cristiane Amarante 

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Música Notícias

XG retorna com HYPNOTIZE e lança o 1° álbum completo THE CORE – 核

Novo projeto transita entre gêneros musicais e carrega essência do grupo

O grupo japonês XG retornou, na última sexta (23), com o single HYPNOTIZE e lançou o primeiro álbum completo da carreira, intitulado THE CORE – 核. O novo lançamento também veio acompanhado do videoclipe oficial da faixa principal. 

Assim como a energia de GALA, primeiro single da nova era lançado ainda em 2025, HYPNOTIZE é uma música house que combina paisagens sonoras etéreas com linhas rítmicas de piano. A canção aborda os temas de fascinação e hipnose, conduzindo os ouvintes a uma experiência imersiva que flutua entre a realidade e os sonhos.

Com um total de dez faixas, THE CORE – 核 é o primeiro álbum completo da carreira do grupo e inclui canções lançadas anteriormente, como GALA e 4 SEASONS. O novo projeto transita entre gêneros, conectando eras e espaços em uma única jornada musical, ainda carregando a identidade e energia do grupo japonês.

O novo trabalho vem após a redefinição no nome, de Xtraordinary Girls para Xtraordinary Genes. Em dezembro, Cocona, integrante do grupo, revelou ser uma pessoa transmasculina não-binária em um comunicado nas redes sociais. O artista de 20 anos também compartilhou que realizou uma cirurgia de mastectomia no início de 2025.

Neste mês, o XG também foi oficialmente nomeado embaixador da Copa do Mundo da FIFA Japão. Em fevereiro, o grupo dará início à segunda turnê mundial, XG WORLD TOUR: THE CORE, começando com três shows na K-Arena Yokohama, no Japão, no dia 6 de fevereiro. Além do país japonês, a tour passará por outros pontos da Ásia, América do Norte, Reino Unido, Europa, Austrália e América Latina.

 

E aí, o que acharam do novo álbum do grupo? Contem para a gente nas redes sociais do Entretê! E nos sigam no X, Facebook e Instagram para não perder nenhuma novidade do mundo do entretenimento.

Leia também: Catch The Young lança EVOLVE, seu primeiro álbum completo, e amplia o discurso sobre juventude

 

Texto revisado por Kalylle Isse

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Música Notícias Séries

Não dá pra resistir ao Rouge: grupo ganhará série documental

Produção sobre o grupo criado em reality da TV aberta está em fase de produção e ainda não tem data de lançamento

Adolescentes de 30/40 anos já podem surtar. Pra você que viveu o fenômeno Rouge, temos uma notícia: a HBO anunciou nesta segunda (26) a produção de uma série documental do grupo que foi sucesso no Brasil no começo dos anos 2000, e que vai revisitar, de forma inédita, a trajetória de um dos maiores girl groups nacionais.

A produção reúne as integrantes Aline Wirley, Fantine Thó, Karin Hils e Lu Andrade para compartilharem, pela primeira vez, sua própria versão da história. Da audição para o reality show Popstars (SBT, 2002) ao estrelato, passando pelo rompimento e pelas carreiras individuais, a série promete revelar memórias, afetos e bastidores nunca antes contados. A docussérie é dirigida por Tatiana Issa que também assina a produção executiva ao lado de Guto Barra, os mesmos responsáveis por Pacto Brutal: O Assassinato de Daniella Perez (2022), Bateau Mouche: O Naufrágio da Justiça (2025) e Um Tanto Familiar com Pedro Andrade (2025) e 12 vezes indicados ao Emmy – vencendo três vezes a premiação. 

O grupo foi formado em 2002 em parceria com a Sony Music, em um momento em que a indústria fonográfica mundial era dominada por grupos de jovens talentos como Spice Girls, Destiny’s Child, Backstreet Boys e N’Sync. No Brasil, o Rouge se tornou um marco: vendeu cerca de seis milhões de cópias, conquistou três discos de ouro, três de platina e um de platina dupla pela Pro-Música Brasil. Chique demais!

Ao longo da trajetória, o grupo lotou turnês, estrelou campanhas publicitárias, participou de produções audiovisuais e lançou uma linha de produtos licenciados. Em 2006, a banda chegou ao fim em meio a polêmicas e desentendimentos. Agora, quase 20 anos depois, são as próprias artistas que retomam a narrativa, revelando dores, aprendizados e vitórias.  

A série documental é uma coprodução da Producing Partners com a Warner Bros. Discovery. Por parte da Warner Bros. Discovery, a supervisão é de Mariano César, Sergio Nakasone, Adriana Cechetti e Marina Pedral. As gravações ainda estão rolando e a data de estreia ainda não foi divulgada, mas vem muito aí!

 

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Leia também: Manoel Carlos: entre Helenas, Leblon e silêncios; a arte de um autor inesquecível

 

Texto revisado por Alexia Friedmann

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