Longa sul-coreano mistura romance e fantasia ao explorar conexões entre tempos diferentes e os caminhos do coração nos cinemas
Por Luise Krüger
Lançado originalmente em 2022 e com roteiro e direção de Seo Eun-young, Ditto: Conexões do Amor chegou aos cinemas brasileiros no dia 26 de março, com distribuição da Sato Company. Com uma proposta sensível e envolvente, o remake do clássico de mesmo nome, lançado em 2000, constrói uma narrativa que mistura romance, amizade e o atravessamento do tempo de forma leve e acolhedora.
A história acompanha Kim Yong (Yeo Jin-goo), em 1999, e Kim Mu-nee (Cho Yi-hyun), em 2021. Eles passam a se comunicar através de um rádio amador, criando uma conexão improvável entre as duas épocas. A partir dessa premissa, o longa se desenvolve em torno de temas universais como amor, escolhas e sonhos, conduzindo o espectador por uma jornada simples, mas carregada de intenção.

A conexão entre os protagonistas é um dos pontos mais interessantes do filme, especialmente por não se limitar ao romance. Existe ali um cuidado, uma escuta e uma construção de vínculo que também passa pela amizade, o que traz uma camada sensível para a narrativa. Em alguns momentos, fica a sensação de que os personagens poderiam ter sido mais explorados, mas ainda assim há uma sinceridade na forma como se relacionam que sustenta a experiência.
Visualmente, o filme aposta em uma estética já conhecida das comédias românticas coreanas. As cores vibrantes, ambientação universitária e uma atmosfera jovem acompanham bem o tom da história. As cenas de chuva se destacam ao traduzirem, de maneira simbólica, os sentimentos dos personagens. Enquanto os momentos mais iluminados ajudam a reforçar a leveza presente na narrativa.

A trilha sonora acompanha o longa de forma harmoniosa (sem grandes destaques), enquanto os diálogos se mostram naturais e delicados. Pequenas reflexões aparecem ao longo da história, especialmente nas entrelinhas, trazendo uma sensação de proximidade com o espectador. E a ideia de que a sinceridade tem um papel importante nas relações é reforçada.
Por fim, Ditto: Conexões do Amor é um filme que nos convida a desacelerar e a nos reconectar com sentimentos simples, mas essenciais. Existe uma certa expectativa criada pela sua premissa que poderia levar a caminhos mais profundos, mas o longa encontra seu espaço justamente na leveza e no conforto que entrega.

Entre momentos de reflexão e acolhimento, o filme funciona como aquele filme conforto. Sendo assim, ele é ideal para quando tudo o que a gente precisa é de uma pausa (e de um lembrete gentil sobre sonhos, escolhas e as conexões que construímos ao longo do caminho).
Assista ao trailer:
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