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Foto: divulgação/Thiago Gouveia

Companhia Ensaio Aberto abre temporada no Rio com O Dragão, de Eugène Schwartz

Espetáculo estreia dia 1° de maio, levando ao palco a crítica política à tirania e ao conformismo

Há 400 anos, uma cidade é dominada e enganada por um dragão de três cabeças. Um conto de fadas para adultos, uma fábula que narra a história de um povo que não conhece a verdadeira liberdade.

Não se conta um conto de fadas para esconder, mas para revelar”, diz o autor e escritor russo Eugène Schwartz, que iniciou a dramaturgia de O Dragão às vésperas da Segunda Guerra Mundial. Em 1939, Hitler e Stalin assinam o pacto germano-soviético, um pacto de não agressão (um pacto de “paz”). Era meia-noite no século. Em 1941, Hitler quebrou o pacto com a Operação Barbarossa, invadindo a Rússia e abrindo a segunda frente de batalha da Segunda Guerra Mundial. No final de 1941, Stalingrado é sitiada pelos alemães. O destino do mundo está sendo disputado nos vastos espaços da União Soviética. Schwartz retomou a ideia em 1943, quando foi banido, junto com toda a Companhia do Teatro de Comédia de Leningrado, para a hoje cidade de Duchambé, no Tajiquistão, e, em um ano, concluiu O Dragão.

A montagem da Companhia Ensaio Aberto, com direção de Luiz Fernando Lobo, leva à cena o encantamento e a imaginação dos contos fantásticos, as cores de Chagall e a potência histórica de uma memória de luta ancorada em nossa realidade. A estreia será no dia 1º de maio de 2026, sexta-feira, em um grande dispositivo cênico, criado pelo cenógrafo J. C. Serroni, no Armazém da Utopia. A temporada vai até 8 de junho, com sessões de sexta a segunda, sempre às 20h. 

“O Dragão é uma peça que, apesar de escrita em 1943, traz de volta as conquistas do teatro russo-soviético dos anos 20 e dos anos 30. Um texto profundamente político, no qual a fantasia tem um papel fundamental. O espetáculo é oportuno e necessário, especialmente quando nos encontramos na iminência de uma possível 3ª Guerra Mundial e assistimos passivamente ao assassinato de milhares de civis em Gaza, no Líbano e em outras partes do mundo”, afirma o diretor.

Foto: divulgação/Thiago Gouveia

Beth Filipecki e Renaldo Machado assinam os figurinos, Cesar de Ramires a iluminação e Felipe Radicetti a direção musical e trilha original. A preparação corporal é de Luiza Moraes, e a parte da acrobacia aérea leva a assinatura de Adelly Costantini e Lana Borges. O grande dragão, a máscara do gato e outros adereços foram confeccionados por Eduardo Andrade, enquanto Cláudio Baltar é o responsável por ter projetado a traquitana em que Lancelot e o Dragão de seis metros sobrevoam a plateia. Em cena, 24 atores se revezam, entre personagens e o coro operário, lanceiros e tropa de choque. O diretor Luiz Fernando Lobo faz o dragão, Leonardo Hinckel é Lancelot, Tuca Moraes, o gato; Luiza Moraes, Elsa; Gilberto Miranda, Carlos Magno; Claudio Serra, o burgomestre, e Mateus França, Henrique. 

A tradução da peça é da escritora Maria Julieta Drummond de Andrade. Tuca Moraes assina a direção de produção, Aninha Barros a produção executiva. O espetáculo é patrocinado pela Petrobras, via Lei Rouanet, Lei de Incentivo Fiscal à Cultura. Onde tem cultura, tem Governo do Brasil. O projeto tem o apoio da CSN – Companhia Siderúrgica Nacional, por meio da Lei de Incentivo à Cultura do Estado do Rio de Janeiro (ICMS), da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (Secec). 

Ficha Técnica

O Dragão, de Eugène Schwartz

Direção: Luiz Fernando Lobo

Direção de produção: Tuca Moraes

Conselheira Artística: Iná Camargo Costa

Cenografia e espaço cênico: J.C. Serroni

Iluminação: Cesar de Ramires

Figurino: Beth Filipecki e Renaldo Machado

Música original e direção musical: Felipe Radicetti

Preparação corporal: Luiza Moraes

Criação Dragão Alado, Máscara do gato e luva do dragão: Eduardo Andrade/Arte5

Desenho de som: Branco Ferreira

Efeito aéreo do dragão e Lancelot: Cláudio Baltar

Coordenação de Produção executiva: Aninha Barros

Assistente de direção: Paola de Paula

Assistente de produção: Gabriel Alvarenga, Kyara Zenga e Théo de Figueiredo

Produção de set: Fellipe Rodrigues

Operação de luz e técnico de luz: Pedro Passini

Operação de som: Branco Ferreira

Microfonista: Luiza Jacinto

Rigger Operação dragão (tirolesa) e técnico de segurança rapel: Tadeu Lima

Rigger eletricista e técnico de segurança Lancelot: Thiago Rocha Roldão

Técnico de Palco: Valdeir Baiano

Elenco

Luiz Fernando Lobo: Dragão

Leonardo Hinckel: Lancelot

Tuca Moraes: Gato

Gilberto Miranda: Carlos Magno

Claudio Serra: Burgomestre, Coro Operário

Luiza Moraes: Elsa, Coro Operário, Equilibrista, Dança Vertical

Matheus França: Henrique, Coro Operário

Grégori Eckert: Tecelão, Coro Operário, Pirofagia, Rapel, Lanceiro, Tropa de Choque

Anderson Primo: Tecelão, Coro Operário, Lanceiro, Tropa de Choque

Rossana Russia: Tecelã Cantora, Coro Operário, Lanceiro, Tropa de Choque

Ana Clara Assunção: Tecelã, Coro Operário, Pirofagia, Rapel, Lanceiro, Tropa de Choque

Du Machado: Violinista, Coro Operário, Lanceiro, Tropa de Choque

Gabriel Ribeiro: Ferreiro, Coro Operário, Rapel, Lanceiro, Tropa de Choque

Marcus Liberato: Chapeleiro, Coro Operário, Lanceiro, Tropa de Choque

Kyara Zenga: Coro Operário, Amiga da Elsa, Lacaia, Rapel

Bibi Dullens: Coro Operário, Amiga da Elsa, Lacaia

Mateus Pitanga: Coro Operário, Chefe da Prisão, Rapel, Lanceiro, Tropa de Choque

Rafael Telles: Coro Operário, Jardineiro, Lanceiro, Tropa de Choque

Lucas Menezes: Coro Operário, Lacaio, Pirofagia, Rapel, Lanceiro

Daniel De Mello: Coro Operário, Lanceiro, Tropa de Choque

Dani Arreguy: Coro Operário, Lanceiro, Tropa de Choque

Jorge Guerreiro: Coro Operário, Lanceiro, Tropa de Choque

Lua Vicentini: Coro Operário, Rapel, Lanceiro, Tropa de Choque

Thaise Oliveira: Coro Operário

Sinopse
A peça do dramaturgo russo Eugène Schwartz conta a história das batalhas contra os dragões que se espalham por todas as partes do mundo. Com as armas forjadas pela classe operária, Lancelot luta para cortar as três cabeças de um dragão que mantém uma cidade dominada há 400 anos.

Serviço

Estreia: 1º de maio de 2026

Local: Armazém da Utopia (Armazém 6, Cais do Porto, s/n)

Lotação: 300 lugares

Horário: Sextas, sábados, domingos e segundas, às 20h | Abertura da casa 1h antes do início do espetáculo

Temporada: 1º de maio a 8 de junho de 2026

Classificação indicativa: 12 anos

Duração: 105 minutos

Ingressos: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia) | Ingressos a valores sociais para grupos pelo Whatsapp (21) 97976-0046

Vendas: www.sympla.com/armazemdautopia ou pelo WhatsApp: (21) 97976-0046 

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Texto revisado por Sabrina Borges de Moura

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