Sexta temporada da série estreia nesta sexta (22) com novos pacientes, temas contemporâneos e a dupla função de Selton Mello como ator e diretor
Os novos episódios de Sessão de Terapia chegam ao Globoplay nesta sexta (22), trazendo conflitos e temas cada vez mais complexos e bem estruturados para o terapeuta Caio Barone, interpretado por Selton Mello, que também assina a direção. Cinco anos após a quinta temporada, a série retorna com um elenco renovado, temas urgentes e a promessa de aprofundar ainda mais a exploração da psicologia humana. “Hoje em dia, nós temos uma sociedade tão apressada, tão automatizada, que as pessoas estão precisando de alguém que diga o que elas tem que fazer. E o terapeuta não está aqui para dar conselho. Ele está aqui para fazer você escutar”, opinou a roteirista da produção, Jaqueline Vargas em entrevista coletiva à imprensa
A trama

O psicanalista Caio Barone, protagonista da série, amplia sua agenda de pacientes para tratar de questões complexas e contemporâneas delicadas. Nesta temporada encontramos um Caio mais ameno, maduro e sereno, mas, como todos nós, não menos vulnerável, sempre com novas camadas para descobrir e acessar.
Diante desse cenário, ele retoma os seus estudos, busca atualização e, pela primeira vez, aceita supervisionar colegas e passa a orientar Érica (Olívia Torres). O vínculo, no entanto, o desestabiliza: confuso com os seus próprios sentimentos, o protagonista acredita que possa estar vivendo um encontro romântico com ela, o que o faz buscar apoio externo.
Instigado pelo seu novo papel profissional, Caio recorre a Rosa Gabriel (Grace Passô) para sua própria supervisão. No entanto, o primeiro contato entre eles não será nada agradável, gerando rusgas ao longo das sessões, já que a terapeuta o desafia de formas que ele nunca enfrentou com outros profissionais.
Na vida pessoal, o psicanalista será surpreendido pela notícia de que será tio, e precisará lidar com a sua dificuldade em aceitar a falta de controle sobre a situação e em se colocar apenas no papel de irmão de Mariana (Bruna Chiaradia). A circunstância o fará revisitar memórias de perdas recentes em sua vida, gerando também conflitos com Guido (Angelo Paes Leme), pai do bebê.
Para a criadora Jaqueline Vargas, Sessão de Terapia é um assunto de fonte inesgotável. “O ser humano nunca para de produzir conflitos. Quando ele acha que conseguiu resolver, outra questão surge. Nesta nova fase, vemos pessoas ainda mais ansiosas, querendo correr atrás do tempo perdido.” Jaqueline ainda adiantou que Caio Barone trará conflitos antigos para a história: “Ele viverá um processo de fim do luto, no qual ainda sente muita falta da ex-mulher, e guarda uma nostalgia, uma melancolia em relação á filha. Então, ele começa a imaginar como a menina seria hoje e isso vai reabrindo feridas do passado”. Roberto d’Avila, produtor criativo da série, complementa: “tTodas as aflições do Caio Barone vêm à tona nessa temporada. Mostramos como isso afeta a maneira como ele atende seus pacientes e encara seus dilemas pessoais”. Entre os nomes inéditos que integram a história estão os novos pacientes de Caio Barone: Érica (Olivia Torres), Morena (Alice Carvalho), Ulisses (Paulo Gorgulho) e Ingrid (Bella Camero). O contexto em que a série retorna não poderia ser mais oportuno. O Brasil é o país com o maior número de pessoas ansiosas do mundo: cerca de 18,6 milhões de brasileiros, o que equivale a 9,3% da população, convivem com transtornos de ansiedade, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). O cenário se agravou nos últimos anos: de acordo com o Health Service Report 2024, 54% da população brasileira considera a saúde mental o principal problema de saúde do país. Apesar da crise, cresce também a busca por ajuda: consultas com psiquiatras aumentaram 44,5% nos últimos cinco anos, refletindo uma população cada vez mais preocupada com a saúde mental e em busca de uma melhor qualidade de vida psíquica. É nesse Brasil adoecido, mas também mais disposto a falar sobre suas dores e fragilidades que Sessão de Terapia encontra seu terreno fértil contribuindo para ampliar o debate e ajudando o público a lidar e a entender de forma mais consciente e empática as complexidades do ser humano e as emoções e questões psíquicas.
Novos personagens

Érica (Olivia Torres), Morena (Alice Carvalho), Ulisses (Paulo Gorgulho) e Ingrid (Bella Camero) são os novos pacientes de Caio na sexta temporada da série. Cada um chega com conflitos internos diferentes, com camadas pesadas e intensas, trazendo desafios para o terapeuta. Os novos episódios também contam com participações especiais de Bruna Chiaradia, como Mariana, irmã de Caio, Ângelo Paes Leme como Guido, cunhado do protagonista, e Danton Mello. O ator repete a parceria com o irmão na série, os dois interpretaram parentes na quinta temporada, a primeira vez que trabalharam como parentes em frente às câmeras.
A série vai abordar diversos assuntos e dilemas complexos, como a maternidade com uma mulher que não quer ser mãe, a inteligência artificial, o vício em trabalho, a obsessão masculina em se manter jovem a qualquer custo e o vício em drogas e entorpecentes.
Selton Mello e o orgulho de trabalhar mais uma vez neste formato

Diante de conflitos cada vez mais intensos em saúde mental e provocações que vão mexer diretamente em suas próprias feridas e revirarão seu passado, o psicanalista interpretado por Selton estará cercado por mulheres e será obrigado a encarar temas como maternidade, luto, envelhecimento, autocobrança e saúde mental. Mello não esconde a satisfação de retornar ao projeto e a ligação afetiva que existe entre ele e o formato: “Eu amo essa série, por isso que a gente faz ela há tanto tempo. Porque eu sei a importancia de falar desse tema, eu sei a importancia da terapia em minha vida. Então é uma resposta, através da arte, de algo que acho fundamental”, afirmou o ator e diretor da trama.
A temporada também fará Caio buscar uma supervisão própria com Rosa Gabriel (Grace Passô). A relação entre os dois será uma das grandes apostas da temporada: “Nesse Game Of Thrones, literalmente, porque é uma série sentada, a grande estrela está na sexta-feira, que é a pessoa que cuida da cabeça do protagonista. A sensação que eu tenho é que o Caio encontrou sua Dora. Para quem é fã da série, a gente tinha antes o Theo e Dora. Parece que agora rolou. Esperamos fazer mais temporadas“, reforçou Selton.
Além de atuar, Selton dirige a trama, um desafio que enfrenta com maestria: “Amo meus atores, porque sou um deles. Quando estou do outro lado, estou dirigindo um colega. Eu sei as dificuldades da profissão. Então, é muito bonito esse jogo, porque eu estou ali guiando e eles mal sabem que eu também estou aprendendo”, declarou Mello. O artista já havia assumido a função de diretor em outras produções, como O Palhaço (2011) e O Filme da Minha Vida (2017).
A série é criada e escrita por Jaqueline Vargas, que chegou até a se especializar como psicanalista após o projeto para se aprofundar e mergulhar ainda mais no tema de saúde mental. A roteirista define o sucesso da série como um reflexo do interesse do público pelo assunto: “Há 13 anos atrás não poderíamos imaginar que sessão de terapia chegaria numa sexta temporada. Isso denota não apenas que o público gosta de falar sobre saúde mental, da nossa saúde, afinal o nosso corpo é um organismo único, mas como ele carece dessas informações”, apontou Jaqueline. A criadora ainda aponta que a série seguirá explorando a ideia de que a terapia nunca termina: “O Caio sempre acha que a terapia dele terminou e, aí, ele percebe que não. Como na vida a gente acaba se repetindo e entendendo que a nossa vida é uma cebola, uma caixa que descobre outra coisa“.
Os novos casos da temporada trarão dilemas complexos. Érica, vivida por Olívia Torres, discutirá maternidade, pressão social e relógio biológico, tema bastante atual. A atriz aponta que a cobrança social está cada vez maior e que a discussão precisa vir à tona: “É um assunto muito complexo porque não tem nada na vida que eu não queira que eu tenho que pensar porque que eu não quero, tipo eu não sou médica, eu não tenho que ficar pensando porque eu não vou ser médica, tem várias coisas na vida que eu não desejo, a gente como mulher não tem que ficar pensando se não quer mesmo, o que há de errado com a gente, é muito complexo, um assunto que está nas rodas de conversas de minhas amigas, até mesmo com meus amigos homens, é uma matemática ainda muito pouco explorada, a gente descobre muita coisa escavando esse assunto. Nunca, a princípio desejei ser mãe e com ela comecei a pensar o que isso significaria na minha vida. E é doido, a gente pensa no que a gente deseja para o futuro, a troca com o personagem do Selton foi muito especial nesse sentido porque o Caio também tem um rasgo nesse assunto sobre maternidade, todo mundo tem, na verdade. O primeiro trauma da vida é a gente ter nascido“, explica. Já Morena, personagem de Alice Carvalho, enfrentará o cuidado familiar e a inversão de papéis entre pais e filhos diante do Alzheimer do pai. Ulisses, vivido por Paulo Gorgulho, abordará a negação do envelhecimento e a hipervalorização da juventude. Já Ingrid, personagem de Bella Camero, levará para o divã a autocobrança e a pressão no ambiente corporativo.
Adaptação de sucesso

Sessão de Terapia é adaptada do sucesso israelense Be Tipul, que também ganhou versões em mais 20 países. No Brasil, a série atinge um marco histórico com a chegada da sexta temporada tornando-se a versão internacional mais longa da obra até o momento, ultrapassando até mesmo a produção original.
Roberto D´Avila afirma que a longevidade da série se explica pela relevância do tema e pela sua capacidade constante de renovação, já que se tratam de conflitos inerentes ao ser humano. “A longevidade de uma série obviamente está em sua relevância, e o assunto de saúde mental naturalmente é mais relevante do que nunca. A série se destaca pelo seu formato inovador e pelo talento de atores excepcionais que dão vida a personagens únicos e comoventes. Elenco brilhante, personagens intensos e um roteiro que continua explorando as nuances da mente humana com sensibilidade e profundidade.“
A partir da terceira temporada, ainda no GNT, Jaqueline, Roberto e Selton desenvolveram temporadas inéditas independentes da série original israelente.
A quarta temporada trouxe o ínicio da parceria com o Globoplay, tornando-se uma das produções originais mais assistidas pelo público na plataforma. A cada semana, cinco novos episódios serão lançados no Globoplay sempre às sextas. Esta temporada está imperdível, com atuações fantásticas, roteiro super bem escrito, complexidades humanas, temas para debater e conflitos profundos. O primeiro episódio estará disponível gratuitamente para não assinantes. Não percam!
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Texto revisado por Angela Maziero Santana










