Livro de autora escocesa é uma instigante narrativa sobre poder e resistência
Gliff, distopia da escritora escocesa Ali Smith, chega às livrarias brasileiras no dia 29 de junho. Entre os assuntos abordados no romance, estão temas atuais como tecnologia, supervigilância, gentrificação, intolerância de gênero e degradação do meio ambiente. Publicada pela Amarcord, a obra narra a história de uma família que se encontra em uma grande ameaça causada pela tecnologia.
Sobre o enredo de Gliff, de Ali Smith
Briar e sua irmã Rose vivem em um futuro próximo, no qual existe uma extrema categorização de cada indivíduo, realizada por equipamentos tecnológicos. A vida é aparentemente pacífica, até que, em determinado dia, aparece uma linha vermelha ao redor da casa de Briar e Rose. Agora, as crianças serão obrigadas a separar-se da mãe e do padrasto, uma vez que uma família de inverificáveis é inconcebível em uma sociedade onde reina a supervigilância e o controle.
De uma hora para outra, a corajosa dupla precisa encontrar meios para sobreviver, fugindo em uma área praticamente abandonada da cidade. É aí então que encontram uma companhia inesperada: um cavalo que decidem nomear de Gliff. Gliff, na verdade, carrega vários significados – um momento fugaz, um vislumbre, uma sugestão tênue ou uma intuição, mas que também pode substituir qualquer outra palavra.
Refletindo sobre o valor da nossa humanidade e individualidade, Smith constrói um enredo essencialmente político, mas repleto de esperança. Nesta distopia, o domínio da tecnologia, o autoritarismo, a repressão e a intolerância aparecem como uma forma de denúncia para a realidade na qual estamos inseridos hoje.
Conheça a autora

Ali Smith é uma premiada escritora nascida em Inverness, na Escócia, mas hoje mora em Cambridge, na Inglaterra. Sendo quatro vezes finalista do Booker Prize, é também detentora dos prêmios Goldsmiths, Orwell, Costa de Melhor Romance e do Women’s Prize. Em 2007, foi eleita membro da Royal Society of Literature e hoje colabora com importantes periódicos como The Guardian, The Scotsman e o Times Literary Supplement. Além dos romances, ainda é autora de livros de contos e peças de teatro.
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Revisado por Crystal Ribeiro e Sabrina Borges de Moura









