O cantor Tucker Pillsbury volta com seu novo álbum e sua aparente incansável busca por um verdadeiro romance
Role Model (Tucker Pillsbury) lançou na última sexta-feira (7) seu terceiro álbum de estúdio, Chuck Timely & The Hourglass. Após um longo período de espera para os fãs e muitas pistas sobre a nova era, inclusive o novo personagem Chuck do cantor, as 12 faixas do disco estão disponíveis para serem ouvidas em todas as plataformas digitais.
Os dois últimos singles de Role Model, High Hopes 3000 e Joy, prometiam batidas divertidas e ritmos energizantes em sua nova era, uma mudança para o cantor que é mais conhecido por seu último projeto, o melancólico e country-pop Kansas Anymore (2024).
O último trabalho de Role Model dedicou-se aos sentimentos conflitantes que habitam um término, especialmente quando ainda se existe amor. Mas seu single mais famoso, Sally, When the Wine Runs Out, lançado no deluxe de Kansas Anymore, trazia um momento quase como de transição entre este último e o mais novo projeto.

Essa metamorfose de sentimentos e intenções no som de Tucker já se expressa na primeira música do novo disco. Chuck’s Mantra inicia o álbum com a repetição “Eu sou merecedor. De algo real. Algo verdadeiro. Algum dia em breve”, literalmente um mantra em busca de dias melhores após o estado de coração partido que permeou seu último trabalho.
A partir disso, o álbum ganha energia com o single High Hopes 3000, que traz batidas dançantes enquanto Role Model, ou pode-se dizer Chuck (seu alter ego para este projeto) está na busca de manter a esperança em encontrar um amor.
Song Is All You Get, Chasing Midnight e Good Thing surpreendem com sua energia calma, inaugurando o momento mais melancólico do álbum. Ao mesmo tempo que seus ritmos de clássico country-pop relembram o trabalho anterior de Role Model, a delicadeza dos instrumentos e dos vocais, especialmente em Good Thing, introduzem um lado romântico, nível Ed Sheeran, para seu repertório.
Calmaria essa totalmente quebrada pela próxima faixa, o single Joy, no qual Tucker discute a saudade que sente da alegria, tão alcançável em sua juventude e tão distante ultimamente.
A energia contagiante da guitarra, do refrão e da ponte de Joy, apesar do tema destoante dessa busca por alegria, tornam ela uma fácil favorita, assim como Love I You, que surpreende com sua energia cativante, feita para ser cantada ao vivo junto de uma grande multidão, e a participação de Dakota Johnson (Amores Materialistas, 2025), atriz e atual namorada do cantor, no fim da faixa.
Service Receipt é outro acerto de Role Model neste disco. Voltando mais uma vez à veia country-pop que o cantor executa com maestria, ele desabafa sobre o sentimento de ainda amar alguém que perdeu, tema já bastante usado por Tucker, mas sua sorte é que ele ainda lembra como o executar muito bem, escapando de ser uma faixa repetitiva ou descartável para seu terceiro álbum.

Honeydew e Stain abaixam um pouco a energia do disco, não conseguindo manter o mesmo interesse que outras faixas, com suas energias mais contagiantes ou a pegada clássica e sentimental como consegue a próxima, e penúltima, música do álbum: The Wedding.
Falando sobre a experiência real do cantor de ir à um casamento e se sentir movido pela cerimônia a ponto de mudar sua opinião pessoal sobre o matrimônio, The Wedding conquista o ouvinte com seu refrão romântico e cativante.

Harmony é a faixa que termina Chuck Timely & The Hourglass, e é também a verdadeira cereja do bolo do projeto. Com batidas esperançosas e letras de superação, Role Model canta sobre finalmente reaprender o que é o amor e a sensação do fim de uma longa procura.
Com direito até a um coral de apoio, Harmony leva o ouvinte ao fim dessa experiência musical. Com a mesma resiliência de Tucker, que parece que superou suas dúvidas e medos acerca do amor, os fãs terminam esse álbum sabendo que a busca não é mais necessária, porque tudo ficará bem.
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Texto revisado por Sabrina Borges de Moura










