O ranking reúne obras de diferentes países e estilos, a partir da votação de mais de 500 profissionais da indústria do cinema
O The New York Times divulgou sua aguardada lista com os 100 melhores filmes do século 21. A seleção foi feita com base na opinião de mais de 500 diretores, roteiristas, atores e outros nomes importantes da indústria cinematográfica global, como Pedro Almodóvar, Sofia Coppola, Guillermo del Toro e Julianne Moore. O resultado é um panorama diverso, que mistura produções de diferentes gêneros, idiomas e contextos culturais. Confira:
1 a 5
- Parasita (2019) – Coreia do Sul – Dir. Bong Joon-ho
- Cidade dos Sonhos (2001) – Estados Unidos – Dir. David Lynch
- Sangue Negro (2007) – Estados Unidos – Dir. Paul Thomas Anderson
- Amor à Flor da Pele (2000) – Hong Kong – Dir. Wong Kar-Wai
- Moonlight (2016) – Estados Unidos – Dir. Barry Jenkins

O Top 5 mostra bem o espírito da lista: uma mistura de cinema independente, autoral e produções que romperam barreiras culturais. Parasita, da Coreia do Sul, é um marco mundial após sua histórica vitória no Oscar. Já Cidade dos Sonhos, de David Lynch, é um exemplo clássico de cinema onírico e experimental.
Sangue Negro traz a potência dramática de Paul Thomas Anderson e a atuação monumental de Daniel Day-Lewis. Representando a Ásia, Amor à Flor da Pele encanta com sua estética delicada e poética. Já Moonlight é um símbolo de representatividade LGBTQIA+ e racial no cinema norte-americano, ganhador do Oscar de Melhor Filme em 2017.
6 a 10
- Onde os Fracos Não Têm Vez (2007) – Estados Unidos – Dir. Joel e Ethan Coen
- Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças (2004) – França / EUA – Dir. Michel Gondry
- Corra! (2017) – Estados Unidos – Dir. Jordan Peele
- A Viagem de Chihiro (2001) – Japão – Dir. Hayao Miyazaki
- A Rede Social (2010) – Estados Unidos – Dir. David Fincher

Esse segundo bloco mantém o equilíbrio entre cinema de grande alcance e propostas mais autorais. Os irmãos Coen entregam em Onde os Fracos Não Têm Vez um western moderno violento e filosófico. Brilho Eterno mistura o surrealismo europeu com o existencialismo americano em um roteiro brilhante de Charlie Kaufman.
Corra! inovou ao inserir o terror psicológico como crítica social, um feito notável de estreia de Jordan Peele. A Viagem de Chihiro, do mestre japonês Hayao Miyazaki, é um clássico da animação mundial. E A Rede Social, sob direção precisa de Fincher e roteiro de Aaron Sorkin, dramatiza a criação do Facebook como um thriller de ambição.
11 a 15
- Mad Max: Estrada da Fúria (2015) – Austrália – Dir. George Miller
- Zona de Interesse (2023) – Reino Unido – Dir. Jonathan Glazer
- Filhos da Esperança (2006) – Reino Unido / México – Dir. Alfonso Cuarón
- Bastardos Inglórios (2009) – Estados Unidos – Dir. Quentin Tarantino
- Cidade de Deus (2002) – Brasil – Dir. Fernando Meirelles e Kátia Lund

Foto: reprodução/mubi
A ação e a crítica política são os grandes eixos deste bloco. Mad Max atualizou a franquia com estética explosiva e empoderamento feminino. Zona de Interesse, recente destaque europeu, oferece uma visão fria e impactante do horror nazista.
Filhos da Esperança traz um futuro distópico com crítica social afiada e impressionante técnica cinematográfica. Tarantino aparece com sua abordagem estilizada e violenta da Segunda Guerra em Bastardos Inglórios. E o Brasil ganha protagonismo com Cidade de Deus, uma narrativa crua sobre o crime nas favelas cariocas, celebrada internacionalmente.
16 a 20
- O Tigre e o Dragão (2000) – Taiwan / China / Hong Kong / EUA – Dir. Ang Lee
- O Segredo de Brokeback Mountain (2005) – EUA / Canadá – Dir. Ang Lee
- E Sua Mãe Também (2001) – México – Dir. Alfonso Cuarón
- Zodíaco (2007) – Estados Unidos – Dir. David Fincher
- O Lobo de Wall Street (2013) – Estados Unidos – Dir. Martin Scorsese

Foto: reprodução/Plano Crítico
Ang Lee aparece duas vezes neste bloco, demonstrando sua versatilidade: O Tigre e o Dragão, um épico wuxia com coreografias belíssimas, e O Segredo de Brokeback Mountain, que abriu caminho para uma nova representatividade LGBTQIA+ em Hollywood. Ambas são obras tecnicamente impecáveis e emocionalmente poderosas.
E Sua Mãe Também revelou ao mundo a força do cinema mexicano moderno, com Cuarón combinando política, sexualidade e juventude em um road movie íntimo. Já Zodíaco, de David Fincher, é um thriller investigativo denso, obsessivo e meticulosamente construído, explorando a paranoia em torno do assassino do Zodíaco.
Fechando o bloco, O Lobo de Wall Street apresenta Scorsese em sua versão mais frenética e irreverente, com Leonardo DiCaprio em uma atuação icônica. O filme satiriza a ganância no capitalismo moderno com humor ácido e ritmo alucinante.
21 a 25
- Os Excêntricos Tenenbaums (2001) – Estados Unidos – Dir. Wes Anderson
- O Grande Hotel Budapeste (2014) – Reino Unido / Alemanha / EUA – Dir. Wes Anderson
- Boyhood (2014) – Estados Unidos – Dir. Richard Linklater
- Ela (2013) – Estados Unidos – Dir. Spike Jonze
- Trama Fantasma (2017) – Estados Unidos / Reino Unido – Dir. Paul Thomas Anderson

Foto: reprodução/elle brasil
Wes Anderson mostra sua assinatura visual em duas produções que marcaram o século: Os Excêntricos Tenenbaums traz humor melancólico e personagens excêntricos, enquanto O Grande Hotel Budapeste é um exercício de estilo narrativo e estético, com tons de nostalgia e crítica histórica.
Boyhood é um feito cinematográfico singular: filmado ao longo de 12 anos, acompanha o amadurecimento real de seu protagonista, um marco na carreira de Linklater. Ela, de Spike Jonze, é uma das ficções científicas mais emocionais da década, questionando a natureza do amor na era da inteligência artificial.
Fechando esse bloco está Trama Fantasma, um mergulho denso no relacionamento entre um estilista obsessivo e sua musa. A direção de Paul Thomas Anderson mais uma vez destaca o poder das performances (especialmente de Daniel Day-Lewis) e do subtexto emocional.
26 a 30
- Anatomia de uma Queda (2023) – França – Dir. Justine Triet
- Adaptação (2002) – Estados Unidos – Dir. Spike Jonze
- Batman: O Cavaleiro das Trevas (2008) – Estados Unidos / Reino Unido – Dir. Christopher Nolan
- A Chegada (2016) – Canadá / EUA – Dir. Denis Villeneuve
- Encontros e Desencontros (2003) – Estados Unidos / Japão – Dir. Sofia Coppola

Foto: reprodução/uol
Anatomia de uma Queda, filme francês vencedor da Palma de Ouro, explora os limites entre justiça, verdade e performance, com roteiro e atuações afiadas. Adaptação, novamente com roteiro de Charlie Kaufman, brinca com as convenções do próprio processo criativo em um metafilme engenhoso.
Batman: O Cavaleiro das Trevas elevou os filmes de super-heróis a um novo patamar, com uma abordagem sombria, realista e a icônica atuação de Heath Ledger como Coringa. Já A Chegada, do canadense Denis Villeneuve, traz uma ficção científica intimista e filosófica sobre tempo, linguagem e luto.
Encerrando esse bloco, Encontros e Desencontros é um retrato sensível da solidão e da busca por conexão em meio ao anonimato urbano. Sofia Coppola usa Tóquio como pano de fundo para uma das mais delicadas histórias de não-romance do cinema recente.
31 a 35
- Os Infiltrados (2006) – Estados Unidos – Dir. Martin Scorsese
- Missão Madrinha de Casamento (2011) – Estados Unidos – Dir. Paul Feig
- A Separação (2011) – Irã – Dir. Asghar Farhadi
- Wall-E (2008) – Estados Unidos – Dir. Andrew Stanton
- O Profeta (2010) – França – Dir. Jacques Audiard

Foto: reprodução/plano crítico
Os Infiltrados é o filme que finalmente rendeu o Oscar de Melhor Diretor a Martin Scorsese. Trata-se de um thriller policial tenso e imprevisível, marcado por grandes atuações e um roteiro cheio de reviravoltas. Já Missão Madrinha de Casamento revitalizou a comédia feminina em Hollywood com inteligência e performances hilárias.
A Separação trouxe o cinema iraniano para o centro das atenções internacionais. O drama moral de Asghar Farhadi é poderoso, explorando questões de classe, religião e relações familiares com profundidade e ambiguidade emocional. Wall-E, da Pixar, é uma ficção científica delicada e quase silenciosa que critica o consumismo e a degradação ambiental com lirismo.
Fechando o grupo, O Profeta é um filme de prisão francês que subverte os clichês do gênero. Com sua narrativa intensa e crua, Jacques Audiard oferece um retrato duro de sobrevivência, poder e assimilação dentro e fora das grades.
36 a 40
- Um Homem Sério (2009) – Estados Unidos – Dir. Ethan Coen e Joel Coen
- Me Chame Pelo Seu Nome (2017) – Itália / França / Brasil / EUA – Dir. Luca Guadagnino
- Retrato de uma Jovem em Chamas (2019) – França – Dir. Céline Sciamma
- Lady Bird (2017) – Estados Unidos – Dir. Greta Gerwig
- Yi Yi (2000) – Taiwan – Dir. Edward Yang

Foto: reprodução/imdb
Os irmãos Coen exploram o existencialismo judeu em Um Homem Sério, um dos seus filmes mais densos e simbólicos. A comédia melancólica mistura ironia com temas espirituais, em um retrato inquietante da vida suburbana.
Me Chame Pelo Seu Nome, ambientado na Itália, é um romance de verão sensível e sofisticado, abordando o despertar do desejo com uma atmosfera quase literária. Retrato de uma Jovem em Chamas, da França, é uma poderosa história de amor lésbico no século XVIII, com direção precisa e imagens inesquecíveis.
Greta Gerwig estreia com força na direção em Lady Bird, um filme de amadurecimento com diálogos autênticos e empatia juvenil. Já Yi Yi, um clássico do cinema taiwanês, oferece um panorama lírico da vida em Taipei por meio de múltiplas gerações de uma família — uma meditação sobre o tempo, a memória e a perda.
41 a 45
- O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (2001) – França – Dir. Jean-Pierre Jeunet
- O Mestre (2012) – Estados Unidos – Dir. Paul Thomas Anderson
- Oldboy (2005) – Coreia do Sul – Dir. Park Chan-wook
- Era uma vez em… Hollywood (2019) – Estados Unidos – Dir. Quentin Tarantino
- O Homem que Mudou o Jogo (2011) – Estados Unidos – Dir. Bennett Miller

Foto: reprodução/mubi
O Fabuloso Destino de Amélie Poulain é um ícone do cinema francês contemporâneo. Com sua estética colorida, trilha memorável e protagonista encantadora, o filme conquistou o público global com uma visão otimista e poética da vida cotidiana em Paris.
O Mestre, mais uma obra densa de Paul Thomas Anderson, mergulha na psicologia de um veterano de guerra e seu envolvimento com um culto religioso, livremente inspirado na Cientologia. Com atuações intensas de Joaquin Phoenix e Philip Seymour Hoffman, é uma análise profunda sobre poder, fé e identidade.
Oldboy é um dos grandes marcos do cinema sul-coreano, com direção estilizada e uma trama chocante de vingança. Já Era uma vez em… Hollywood mistura nostalgia e revisionismo histórico em mais um exercício de metacinema por Tarantino. E O Homem que Mudou o Jogo, baseado em fatos reais, mostra como estatísticas e dados transformaram o beisebol e o cinema esportivo.
46 a 50
- Roma (2018) – México – Dir. Alfonso Cuarón
- Quase Famosos (2000) – Estados Unidos – Dir. Cameron Crowe
- A Vida dos Outros (2007) – Alemanha – Dir. Florian Henckel von Donnersmarck
- Antes do Pôr-do-Sol (2004) – Estados Unidos – Dir. Richard Linklater
- Up: Altas Aventuras (2009) – Estados Unidos – Dir. Pete Docter

Foto: reprodução/mubi
Roma é uma obra autobiográfica e contemplativa do diretor mexicano Alfonso Cuarón, que mistura realismo e lirismo para retratar a vida de uma empregada doméstica no México dos anos 1970. Com fotografia em preto e branco e um forte senso de intimidade, o filme ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e foi aclamado por sua sensibilidade social e estética.
Em Quase Famosos, Cameron Crowe transforma sua experiência como jovem jornalista da Rolling Stone em uma comédia dramática agridoce sobre amadurecimento e idolatria no mundo do rock dos anos 1970. É um retrato nostálgico da juventude e da cultura pop americana, com personagens carismáticos e uma trilha sonora marcante.
A Vida dos Outros representa o auge recente do cinema alemão. Ambientado na Berlim Oriental antes da queda do Muro de Berlim, o filme mostra um agente da Stasi vigiando um casal de artistas. A transformação silenciosa desse personagem se torna um poderoso comentário sobre vigilância, arte e empatia em tempos autoritários.
51 a 55
- 12 Anos de Escravidão (2013) – Reino Unido / Estados Unidos – Dir. Steve McQueen
- A Favorita (2018) – Reino Unido / Irlanda / EUA – Dir. Yorgos Lanthimos
- Borat: O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América (2006) – Reino Unido / EUA – Dir. Larry Charles
- O Labirinto do Fauno (2006) – México / Espanha – Dir. Guillermo del Toro
- A Origem (2010) – Estados Unidos / Reino Unido – Dir. Christopher Nolan

Foto: reprodução/imdb
12 Anos de Escravidão é um relato brutal e necessário sobre a escravidão nos Estados Unidos, baseado na autobiografia de Solomon Northup. Dirigido pelo britânico Steve McQueen, o filme venceu o Oscar de Melhor Filme e se destaca pela abordagem direta e visualmente poderosa de um dos capítulos mais sombrios da história americana.
A Favorita, de Yorgos Lanthimos, combina intriga política, relações homoafetivas e humor ácido no ambiente da corte britânica do século XVIII. É uma das obras mais ousadas do cinema histórico recente, com atuações premiadas e direção provocadora.
Borat, por sua vez, é uma sátira corrosiva disfarçada de documentário cômico. Com seu humor absurdo e desconfortável, o personagem de Sacha Baron Cohen expõe preconceitos e hipocrisias da sociedade americana — tudo sob o pretexto de ser um jornalista do Cazaquistão.
56 a 60
- Embriagado de Amor (2002) – Estados Unidos – Dir. Paul Thomas Anderson
- O Melhor do Show (2000) – Estados Unidos – Dir. Christopher Guest
- Jóias Brutas (2019) – Estados Unidos – Dir. Benny Safdie e Josh Safdie
- Toni Erdmann (2016) – Alemanha / Áustria – Dir. Maren Ade
- Whiplash (2014) – Estados Unidos – Dir. Damien Chazelle

Foto: reprodução/Plano Crítico
Embriagado de Amor marca um ponto de virada na carreira de Paul Thomas Anderson ao unir o experimentalismo visual ao romance excêntrico. Com uma atuação surpreendente de Adam Sandler, o filme mistura solidão, violência e ternura de forma única no cinema americano dos anos 2000.
O Melhor do Show é uma comédia em estilo mockumentary que satiriza o mundo das competições caninas. Dirigido por Christopher Guest, é um exemplo afiado do humor improvisado e do talento coletivo do elenco, que inclui Eugene Levy e Catherine O’Hara.
Jóias Brutas, dos irmãos Safdie, é um thriller frenético ambientado no submundo do comércio de jóias de Nova York. Com uma performance eletrizante de Adam Sandler, o filme capta a tensão e o caos da autodestruição com estilo e nervosismo, se tornando um cult instantâneo.
61 a 65
- Kill Bill: Vol. 1 (2003) – Estados Unidos – Dir. Quentin Tarantino
- Amnésia (2000) – Estados Unidos – Dir. Christopher Nolan
- Pequena Miss Sunshine (2006) – Estados Unidos – Dir. Jonathan Dayton e Valerie Faris
- Garota Exemplar (2014) – Estados Unidos – Dir. David Fincher
- Oppenheimer (2023) – Estados Unidos / Reino Unido – Dir. Christopher Nolan

Foto: reprodução/imdb
Kill Bill: Vol. 1 é uma homenagem estilizada aos filmes de artes marciais, faroeste spaghetti e exploitation, repleto de cenas icônicas de violência coreografada. Tarantino usa sua assinatura visual e narrativa para construir uma vingança épica com linguagem cinematográfica pulsante.
Amnésia consolidou Christopher Nolan como um dos mais inovadores diretores de sua geração. Com sua narrativa contada de trás para frente, o filme mergulha o espectador na mente fragmentada de seu protagonista, criando uma experiência única e desafiadora.
Pequena Miss Sunshine é uma comédia dramática sobre uma família disfuncional em uma viagem de carro para um concurso de beleza infantil. Com humor agridoce e atuações marcantes, o filme se tornou um dos grandes sucessos independentes dos anos 2000, representando bem o cinema alternativo americano.
66 a 70
- Spotlight (2015) – Estados Unidos – Dir. Tom McCarthy
- Tár (2022) – Estados Unidos / Alemanha – Dir. Todd Field
- Guerra ao Terror (2008) – Estados Unidos – Dir. Kathryn Bigelow
- Sob a Pele (2013) – Reino Unido – Dir. Jonathan Glazer
- Deixa Ela Entrar (2008) – Suécia – Dir. Tomas Alfredson

Spotlight reconstrói o trabalho investigativo do jornal The Boston Globe que expôs os escândalos de abuso sexual na Igreja Católica. Com uma abordagem sóbria e centrada no processo jornalístico, o filme venceu o Oscar de Melhor Filme e se tornou um símbolo da importância do jornalismo investigativo.
Tár, de Todd Field, é um drama psicológico que explora o poder, a arte e a reputação através da figura de uma regente fictícia em queda. Cate Blanchett entrega uma das performances mais elogiadas da década, e o filme provoca debates sobre cancelamento e autoridade no meio artístico.
Guerra ao Terror, dirigido por Kathryn Bigelow, retrata a tensão diária de um esquadrão anti bombas no Iraque. Com uma abordagem quase documental, o filme foi celebrado por sua intensidade e autenticidade, sendo o primeiro dirigido por uma mulher a vencer o Oscar de Melhor Filme e Direção.
71 a 75
- Onze Homens e Um Segredo (2001) – Estados Unidos – Dir. Steven Soderbergh
- Carol (2015) – Reino Unido / Estados Unidos – Dir. Todd Haynes
- Ratatouille (2007) – Estados Unidos – Dir. Brad Bird
- Projeto Flórida (2017) – Estados Unidos – Dir. Sean Baker
- Amor (2012) – França / Alemanha / Áustria – Dir. Michael Haneke

Foto: reprodução/imdb
Onze Homens e Um Segredo é uma releitura elegante do clássico dos anos 1960. Com direção estilosa de Soderbergh e um elenco estelar liderado por George Clooney e Brad Pitt, o filme combinou crime e comédia com ritmo impecável, marcando uma geração de blockbusters de assalto.
Carol, ambientado na Nova York dos anos 1950, é um romance sensível entre duas mulheres que enfrentam os limites sociais impostos à época. Com estética refinada e atuações comedidas, o filme de Todd Haynes foi amplamente celebrado por sua delicadeza e beleza emocional.
Ratatouille, da Pixar, é mais do que um filme infantil: é uma celebração da criatividade e do talento onde menos se espera, no caso, em um rato cozinheiro. Dirigido por Brad Bird, o filme é visualmente delicioso e reforça o lema de que “qualquer um pode cozinhar”.
76 a 80
- E Aí, Meu Irmão, Cadê Você? (2000) – Estados Unidos – Dir. Joel Coen e Ethan Coen
- Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo (2022) – Estados Unidos – Dir. Daniel Kwan e Daniel Scheinert
- Aftersun (2022) – Reino Unido – Dir. Charlotte Wells
- A Árvore da Vida (2011) – Estados Unidos – Dir. Terrence Malick
- Volver (2006) – Espanha – Dir. Pedro Almodóvar

Foto: reprodução/mubi
E Aí, Meu Irmão, Cadê Você? é uma comédia musical inspirada na Odisseia de Homero, transportada para o sul dos Estados Unidos na década de 1930. Com trilha sonora marcante e estética amarelada característica, o filme mostra o estilo irreverente e poético dos irmãos Coen.
Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo é uma explosão de criatividade e emoção. Misturando ficção científica, ação e drama familiar, os diretores conhecidos como “Daniels” criaram um fenômeno cultural que ganhou o Oscar de Melhor Filme, com destaque para a atuação de Michelle Yeoh.
Aftersun é uma obra intimista sobre memórias e vínculos afetivos, especialmente entre pai e filha. Charlotte Wells estreia com sensibilidade extrema, criando um filme delicado, repleto de subtexto e saudade, que conquistou a crítica internacional.
81 a 85
- Cisne Negro (2010) – Estados Unidos – Dir. Darren Aronofsky
- O Ato de Matar (2012) – Dinamarca / Noruega / Reino Unido – Dir. Joshua Oppenheimer
- Inside Llewyn Davis: Balada de Um Homem Comum (2013) – Estados Unidos – Dir. Joel Coen e Ethan Coen
- Melancolia (2011) – Dinamarca / Suécia / França / Alemanha – Dir. Lars von Trier
- O Âncora: A Lenda de Ron Burgundy (2004) – Estados Unidos – Dir. Adam McKay

Foto: reprodução/mubi
Cisne Negro mistura psicodrama, horror psicológico e balé em uma narrativa sobre obsessão e perfeição. Natalie Portman entrega uma performance intensa e premiada, enquanto Darren Aronofsky conduz o espectador por uma espiral de paranoia e auto aniquilação artística.
O Ato de Matar é um documentário chocante em que antigos líderes paramilitares da Indonésia reencenam seus próprios crimes de guerra. A abordagem surreal de Joshua Oppenheimer revela o impacto do genocídio na psique coletiva de um país, sendo uma das obras documentais mais perturbadoras e inovadoras do século.
Inside Llewyn Davis retrata a cena folk de Nova York nos anos 1960, focando em um músico frustrado e errante. Com estética melancólica e humor seco, os irmãos Coen entregam uma meditação sobre fracasso, identidade artística e resistência num mundo indiferente.
86 a 90
- Vidas Passadas (2023) – Estados Unidos / Coreia do Sul – Dir. Celine Song
- O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel (2001) – Nova Zelândia / Estados Unidos – Dir. Peter Jackson
- Os Catadores e Eu (2000) – França – Dir. Agnès Varda
- Interestelar (2014) – Estados Unidos / Reino Unido – Dir. Christopher Nolan
- Frances Ha (2013) – Estados Unidos – Dir. Noah Baumbach

Foto: reprodução/imdb
Vidas Passadas é um drama delicado sobre amor, destino e identidade, acompanhando dois amigos de infância sul-coreanos que se reencontram décadas depois. Dirigido por Celine Song em sua estreia, o filme se tornou um fenômeno entre críticos e festivais por sua sensibilidade e minimalismo emocional.
O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel é o início da aclamada trilogia baseada na obra de J.R.R. Tolkien. Comandado por Peter Jackson e filmado na Nova Zelândia, o longa redefiniu o cinema de fantasia épica, unindo inovação técnica com narrativa clássica.
Os Catadores e Eu é um documentário profundamente humano de Agnès Varda, que acompanha pessoas marginalizadas que vivem de restos e recicláveis. Com sua câmera sensível e subjetiva, Varda entrega uma reflexão social e poética sobre sobrevivência e dignidade.
91 a 95
- Aquário (2009) – Reino Unido – Dir. Andrea Arnold
- Gladiador (2000) – Estados Unidos / Reino Unido – Dir. Ridley Scott
- Conduta de Risco (2007) – Estados Unidos – Dir. Tony Gilroy
- Minority Report – A Nova Lei (2002) – Estados Unidos – Dir. Steven Spielberg
- A Pior Pessoa do Mundo (2021) – Noruega – Dir. Joachim Trier

Foto: reprodução/imdb
Aquário é um retrato cru da juventude periférica britânica, focando em uma adolescente em conflito com sua realidade familiar e social. Andrea Arnold emprega câmera nervosa e atuação naturalista para criar um filme de grande impacto emocional.
Gladiador, estrelado por Russell Crowe, é uma superprodução que revitalizou o gênero épico no cinema moderno. Dirigido por Ridley Scott, mistura drama pessoal e espetáculo visual em uma narrativa de vingança e honra na Roma Antiga.
A Pior Pessoa do Mundo explora os dilemas existenciais de uma jovem adulta em Oslo. Aclamado por sua abordagem sensível e moderna das relações e escolhas de vida, o filme solidificou Joachim Trier como uma das vozes mais importantes do cinema escandinavo contemporâneo.
96 a 100
- Pantera Negra (2018) – Estados Unidos – Dir. Ryan Coogler
- Gravidade (2013) – Estados Unidos / Reino Unido – Dir. Alfonso Cuarón
- O Homem Urso (2005) – Alemanha / Estados Unidos – Dir. Werner Herzog
- Memórias de um Assassino (2003) – Coreia do Sul – Dir. Bong Joon-ho
- Superbad: É Hoje (2007) – Estados Unidos – Dir. Greg Mottola

Foto: reprodução/gzh
Pantera Negra foi um marco na cultura pop ao levar um herói negro para o centro do universo cinematográfico da Marvel. Ryan Coogler combinou ação, mitologia africana e crítica social para criar um blockbuster com profundidade política e impacto global.
Gravidade é um thriller espacial dirigido por Alfonso Cuarón que levou os efeitos visuais e o som a novos patamares no cinema moderno. Com Sandra Bullock no papel principal, o filme impressiona pelo virtuosismo técnico e tensão dramática.
Memórias de um Assassino, baseado em crimes reais não resolvidos na Coreia do Sul, é um suspense policial sombrio e atmosférico. Bong Joon-ho mostra seu domínio na mistura de gêneros, criando uma obra instigante e melancólica que anteciparia o sucesso de Parasita anos depois.
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Texto revisado por Larissa Couto



























