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Além de Wicked: 35 filmes musicais para você se apaixonar

Com a parte 2 de Wicked recém-lançada, reunimos uma lista caprichada de musicais clássicos que marcaram gerações, e que merecem entrar no seu radar (ou ser revisitados!)

Se a estreia de Wicked: Parte 2 te deixou com aquela vontade de mergulhar de cabeça no universo dos musicais, você chegou ao lugar certo. O gênero já atravessou quase um século de cinema, passando por revoluções tecnológicas, fases douradas de Hollywood, adaptações grandiosas da Broadway e até renascimentos recentes que provaram que cantar e dançar ainda têm muito espaço na tela grande. Para muita gente, musicais são mais que filmes: são sensação, espetáculo, memória afetiva.

E como musical bom nunca vem sozinho, montamos uma lista com 35 clássicos essenciais, daqueles que não só marcaram época, mas ajudaram a definir o que significa fazer cinema cantado. Tem filme que nasceu nos palcos e virou fenômeno mundial, tem história criada diretamente para as telonas e até obras que só depois ganharam vida no teatro. É o guia perfeito para quem quer conhecer melhor o gênero,  ou simplesmente embarcar em uma maratona vibrante e nostálgica.

Cantando na Chuva (1952)

Considerado por muita gente o melhor musical de todos os tempos, Cantando na Chuva é pura magia cinematográfica. Gene Kelly literalmente sapateia sob a chuva em uma das cenas mais famosas da história do cinema, enquanto o filme faz uma homenagem apaixonada à chegada do som em Hollywood. O charme está na mistura de humor, romance e uma celebração irresistível da era dourada da MGM, quando os estúdios respiravam música e glamour.

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O filme também funciona como uma sátira divertida aos bastidores de Hollywood, mostrando como muitos atores da era do cinema mudo se desesperaram com o surgimento do áudio sincronizado. Além disso, Debbie Reynolds brilha, mesmo tendo apenas 19 anos, e o número Good Morning continua sendo um dos mais energéticos e perfeitos já gravados. Uma obra-prima que não envelhece.

Baseado em peça? Não. O roteiro foi criado diretamente para o cinema, usando canções populares da MGM. É um musical 100% hollywoodiano, construído especialmente para o formato cinematográfico.

 West Side Story (1961)

Um dos musicais mais impactantes já feitos, West Side Story reinventa Romeu e Julieta em meio a gangues de Nova York. A união entre drama, dança e romance cria uma energia única, com coreografias que parecem explodir da tela. Rita Moreno e Natalie Wood marcam presença em performances emocionantes e cada número musical é praticamente uma obra-prima de construção visual e narrativa.

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A força do filme vem da sensibilidade com que retrata temas como preconceito, violência e pertencimento, ainda tão atuais. America e Tonight continuam emocionando novos espectadores, geração após geração, e a direção dividida entre Robert Wise e Jerome Robbins criou um estilo inconfundível, metade cinema clássico, metade balé urbano.

Baseado em peça? Sim. É uma adaptação direta do musical da Broadway, que por sua vez é inspirado em Romeu e Julieta.

A Noviça Rebelde (1965)

Julie Andrews ilumina A Noviça Rebelde com um carisma que simplesmente não tem igual. As montanhas da Áustria, a família Von Trapp e músicas como Do-Re-Mi e My Favorite Things criam aquele clima aconchegante de clássico perfeito para rever sempre. É o tipo de musical que abraça o espectador em um ritmo leve, esperto e cheio de vida.

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Além disso, o filme equilibra momentos divertidos com uma história real marcada pela Segunda Guerra Mundial, o que dá profundidade ao encanto. O elenco inteiro tem uma química notável e Andrews brilha tanto nos solos quanto nas cenas com as crianças. Um espetáculo visual e emocional que nunca perde relevância.

Baseado em peça? Sim. Adapta o musical da Broadway, inspirado nas memórias reais da família Von Trapp.

 My Fair Lady (1964)

Audrey Hepburn está impecável como Eliza Doolittle em My Fair Lady, um musical grandioso, elegante e cheio de humor. A transformação da florista pobre em uma dama da sociedade é contada com ironia e charme, e Rex Harrison completa a dupla com um Professor Higgins impossível de esquecer. Visualmente, o filme impressiona com figurinos icônicos e cenários luxuosos.

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Por trás do brilho, há uma crítica social afiada sobre classe e educação, que o diretor George Cukor equilibra com leveza. As músicas, especialmente I Could Have Danced All Night, atravessam gerações e mostram por que o filme levou uma avalanche de Oscars. É aquele musical clássico que parece sempre mais bonito cada vez que é revisitado.

Baseado em peça? Sim. Adaptação do musical da Broadway, que por sua vez foi inspirado na peça Pygmalion, de George Bernard Shaw.

O Mágico de Oz (1939)

O Mágico de Oz é pura fantasia e cinema clássico em sua forma mais icônica. Judy Garland entrega uma Dorothy inesquecível, cantando Somewhere Over the Rainbow com uma doçura que atravessa décadas. O salto do sépia para o Technicolor ainda é um dos momentos mais mágicos da história do cinema.

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Os personagens que Dorothy encontra pelo caminho – Espantalho, Homem de Lata, Leão Covarde – se tornaram figuras eternas da cultura pop. É um filme que mistura aventura, humor, emoção e uma estética meticulosamente construída. Um daqueles clássicos que parecem feitos para todas as idades, em todas as épocas.

Baseado em peça? Não. É baseado no livro de L. Frank Baum, mas não em uma peça teatral.

Cabaret (1972)

Liza Minnelli simplesmente redefine o gênero musical em Cabaret, interpretando Sally Bowles com intensidade, charme e um toque de decadência irresistível. Ambientado na Berlim pré-nazismo, o filme mistura sensualidade e política de um jeito único, onde cada número musical funciona como comentário social. É ousado, provocante e muito moderno para seu tempo.

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A direção de Bob Fosse traz seu estilo inconfundível: cortes rápidos, coreografias afiadíssimas e uma atmosfera densa que contrasta com o glamour do Kit Kat Club. Entre o riso e o desconforto, o filme deixa claro que o espetáculo não consegue esconder a realidade  e é isso que o torna tão marcante.

Baseado em peça? Sim. Adaptação do musical da Broadway, inspirado na peça I Am a Camera, que por sua vez veio dos contos de Christopher Isherwood.

Chicago (2002)

Com brilho, ironia e um ritmo impecável, Chicago trouxe os musicais de volta para o cinema nos anos 2000. A narrativa contada através das fantasias teatrais de Roxie Hart funciona como um truque narrativo certeiro: tudo é exagerado, afiado e deliciosamente teatral. Catherine Zeta-Jones e Renée Zellweger estão elétricas, entregando performances afiadas e cheias de personalidade.

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A montagem pulsante deixa cada número com cara de show ao vivo, e a trilha é um desfile de hits  de All That Jazz a Cell Block Tango. É glamouroso, sarcástico e irresistível, com aquela energia de espetáculo da Broadway filtrada pela linguagem do cinema.

Baseado em peça? Sim. Adapta o musical da Broadway, que por sua vez se baseou na peça original de 1926 escrita por Maurine Dallas Watkins.

Os Miseráveis (2012)

Os Miseráveis é pura emoção do início ao fim. O diferencial aqui é que os atores cantaram ao vivo no set e isso dá uma verdade enorme ao drama de cada personagem. Anne Hathaway, por exemplo, fez história com I Dreamed a Dream, o que lhe garantiu o Oscar e deixou muita gente arrepiada no cinema. É um musical épico, imenso e profundamente humano.

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Além de ser tecnicamente grandioso, o filme abraça a dor e a esperança do romance de Victor Hugo com intensidade. Hugh Jackman e Russell Crowe formam um duelo moral poderoso, enquanto o visual sombrio e as melodias dramáticas completam a imersão. É daqueles musicais que fazem o público sair devastado  e apaixonado.

Baseado em peça? Sim. Adapta o musical do West End/Broadway, que por sua vez é inspirado no livro de Victor Hugo.

Funny Girl (1968)

Barbra Streisand brilha como Fanny Brice em Funny Girl, combinando humor, força e vulnerabilidade de um jeito que só ela consegue. É uma estreia tão poderosa que parece feita sob medida, e realmente foi. Seus números musicais, especialmente Don’t Rain on My Parade, são explosões de carisma puro. Streisand domina a tela do primeiro ao último segundo.

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O filme equilibra a ascensão artística de Fanny com sua vida pessoal complicada, criando um retrato emocional que vai além do típico musical glamouroso. A produção capricha nos figurinos, na atmosfera da Broadway antiga e nos momentos cômicos. Um clássico que ainda serve como masterclass de atuação e presença de palco.

Baseado em peça? Sim. Adaptação do musical da Broadway, estrelado pela própria Streisand antes do filme.

Amor, Sublime Amor (2021)

A nova versão dirigida por Steven Spielberg não tenta substituir o clássico de 1961 — ela o complementa. Com uma abordagem mais realista, elenco diverso e uma direção que une tradição e modernidade, o remake entrega uma experiência visual arrebatadora. Ariana DeBose brilha como Anita, rendendo-lhe um Oscar, e Spielberg usa a câmera com uma fluidez que transforma cada número em um espetáculo cinematográfico.

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O filme aprofunda conflitos sociais e dá mais voz aos personagens porto-riquenhos, enriquecendo temas que sempre estiveram presentes, mas nunca foram explorados com tanta sensibilidade. Musicalmente, é uma homenagem respeitosa ao original, mas com vigor renovado.

Baseado em peça? Sim. Assim como o filme clássico, adapta o musical da Broadway inspirado em Romeu e Julieta.

Grease – Nos Tempos da Brilhantina (1978)

Grease é sinônimo de diversão. John Travolta e Olivia Newton-John se tornaram ícones pop como Danny e Sandy, em uma história cheia de energia adolescente, carros envenenados, jaquetas de couro e romances de verão. A trilha sonora virou febre mundial com Summer Nights, Greased Lightnin e You’re the One That I Want, atravessando gerações.

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A estética retrô dos anos 1950, somada à coreografia contagiante e ao humor leve, faz do filme um clássico eterno das sessões da tarde e das festas temáticas. É impossível assistir e não querer cantar junto.

Baseado em peça? Sim. Adaptação do musical da Broadway de 1971.

O Fantasma da Ópera (2004)

A adaptação do fenômeno de Andrew Lloyd Webber é pura opulência: cenários teatrais gigantescos, figurinos luxuosos e números que soam grandiosos mesmo fora dos palcos. Gerard Butler entrega um Fantasma intenso e vulnerável, enquanto Emmy Rossum empresta leveza e doçura à Christine.

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O filme consegue transmitir a aura gótica e romântica do musical original, com sua mistura de melodrama, mistério e paixão. Para quem ama grandes produções e melodias marcantes, especialmente a canção-título, é um prato cheio.

Baseado em peça? Sim. Adaptação direta do musical da Broadway/West End baseado no clássico romance de Gaston Leroux.

Moulin Rouge! – Amor em Vermelho (2001)

Baz Luhrmann entregou um musical completamente diferente do que Hollywood estava acostumada. Vibrante, caótico, exagerado  e absolutamente irresistível. Com músicas pop rearranjadas em estilo teatral, Moulin Rouge! cria uma montanha-russa emocional protagonizada por Nicole Kidman e Ewan McGregor.

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Visualmente explosivo e narrativamente ousado, o filme é quase uma ópera pop moderna, onde o melodrama encontra a estética de videoclipe. Um marco que abriu caminho para os musicais dos anos 2000.

Baseado em peça? Não. A história é original para o cinema, embora tenha forte inspiração operística e teatral.

La La Land – Cantando Estações (2016)

Damien Chazelle revitalizou o musical moderno com uma mistura de nostalgia e frescor. Emma Stone e Ryan Gosling formam um casal cheio de química, vivendo um romance agridoce embalado por cores vibrantes e números coreografados com elegância.

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O filme presta homenagem aos clássicos da era de ouro de Hollywood, mas fala diretamente ao presente, tratando sonhos, sacrifícios e o preço de perseguir a carreira artística. City of Stars se tornou um hit mundial  e o final é daqueles que ficam com você.

Baseado em peça? Não. É uma criação original para o cinema.

A Bela e a Fera (1991)

Primeira animação indicada ao Oscar de Melhor Filme, A Bela e a Fera é um dos pontos altos da era da Disney conhecida como Renascença. As músicas de Alan Menken e Howard Ashman elevaram a narrativa a outro nível.  Beauty and the Beast e Be Our Guest são números impecáveis.

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O filme mistura féerie, romance e humor de um jeito que encantou crianças e adultos por décadas. O visual é riquíssimo e o arco de transformação da Fera continua sendo um dos mais bonitos do estúdio.

Baseado em peça? Não. Baseia-se no conto francês, mas o musical da Broadway veio depois, inspirado pelo filme.

O Rei do Show (2017)

Um dos musicais mais populares dos últimos anos, O Rei do Show conquistou o público com canções pop vibrantes e mensagens sobre identidade, inclusão e espetáculo. Hugh Jackman lidera um elenco carismático, e This Is Me virou um hino global.

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O tom é abertamente fantasioso, quase um grande clipe contínuo e é justamente isso que conquista tanta gente. É um musical para sentir, cantar e dançar junto.

Baseado em peça? Não. É original para o cinema, inspirado livremente na figura de P. T. Barnum.

Hair (1979)

Hair é um retrato vibrante e libertário da contracultura dos anos 60. Dirigido por Milos Forman, mistura idealismo, protesto, psicodelia e melodias icônicas como Let the Sunshine In e Aquarius. O elenco jovem e energético dá ao filme um frescor que ainda pulsa.

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Com humor ácido e crítica social afiada, o filme captura a mistura de desilusão e entusiasmo político da época. Uma obra que é ao mesmo tempo documentário, poesia e espetáculo musical.

Baseado em peça? Sim. Adapta o musical da Broadway que marcou a história do teatro.

O Violinista no Telhado (1971)

Clássico absoluto, o filme acompanha Tevye, um leiteiro judeu que precisa conciliar tradição, fé e mudança em uma pequena aldeia no Império Russo. É um musical profundamente humano, com canções inesquecíveis como If I Were a Rich Man.

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A produção é grandiosa, mas é a intimidade dos dramas familiares que realmente toca o público. A combinação entre humor e melancolia faz deste um musical raro, com alma genuína.

Baseado em peça? Sim. Adaptação do musical da Broadway baseado nos contos de Sholem Aleichem.

Mary Poppins (1964)

Misturando live-action e animação com criatividade impressionante, Mary Poppins é pura fantasia. Julie Andrews entrega uma performance mágica, carregada de leveza e charme, enquanto Dick Van Dyke completa a parceria com energia inesgotável.

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As músicas são atemporais – A Spoonful of Sugar e Supercalifragilisticexpialidocious – e a atmosfera é de um encantamento constante. Um musical que parece feito para durar para sempre.

Baseado em peça? Não. É baseado nos livros de P. L. Travers; a versão teatral veio décadas depois.

 O Rocky Horror Picture Show (1975)

O Rocky Horror Picture Show é um dos maiores fenômenos cult do cinema. A história absurda, cheia de humor provocativo e estética glam-rock, criou uma comunidade global de fãs que celebra o musical até hoje com sessões interativas, fantasias e performances ao vivo. Tim Curry domina cada cena como Dr. Frank-N-Furter, entregando uma das atuações mais icônicas, e ousadas, do gênero.

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Misturando ficção científica, terror e paródia, o filme brinca com normas de gênero, sexualidade e estilo narrativo, criando algo que era radical nos anos 70 e ainda soa surpreendentemente atual. As músicas são contagiantes e a estética exagerada se tornou símbolo de liberdade criativa. É um musical que transcende o cinema e se transforma em ritual cultural.

Baseado em peça? Sim. Adaptação do musical teatral The Rocky Horror Show.

Hairspray (2007)

Hairspray é um musical vibrante que celebra inclusão, diversidade e liberdade de expressão, ambientado em um programa de TV dos anos 60. A protagonista Tracy Turnblad conquista todos com sua energia e seu desejo genuíno de quebrar barreiras sociais. O elenco, que inclui John Travolta, Queen Latifah e Michelle Pfeiffer, entrega performances divertidas e cheias de personalidade.

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Além do colorido e do humor contagiante, o filme aborda temas sociais importantes como segregação racial e padrões de beleza, tudo com leveza e ritmo dançante. Cada número musical é um festival de coreografias e carisma, e You Can’t Stop the Beat é daqueles finais que deixam o público com vontade de dançar.

Baseado em peça? Sim. Adapta o musical da Broadway, inspirado no filme original de 1988.

Mamma Mia! (2008)

Mamma Mia! é um musical solar, leve e cheio de boas vibrações, embalado pelos maiores sucessos do ABBA. Ambientado em uma ilha grega paradisíaca, o filme acompanha a jovem Sophie em sua busca por descobrir quem é seu pai, enquanto sua mãe, interpretada com carisma total por Meryl Streep, confronta lembranças do passado.

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O filme conquista pelo espírito despreocupado e pela forma emocional como as músicas são incorporadas à trama. O elenco parece estar se divertindo genuinamente  e isso contagia o público. É daqueles musicais perfeitos para assistir quando se busca alegria pura, risadas e muita cantoria.

Baseado em peça? Sim. Adaptação do musical da Broadway construído ao redor das canções do ABBA.

Encantada (2007)

Encantada é uma deliciosa metalinguagem dos contos de fadas da Disney, misturando animação e live-action com charme e humor afiado. Amy Adams brilha como a princesa Giselle, interpretando a ingenuidade e o romantismo clássico com uma doçura irresistível. O filme diverte ao brincar com as próprias convenções do estúdio, mas sem perder o encanto tradicional.

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Musicalmente encantador, o filme apresenta números que vão desde homenagens aos clássicos até canções modernas, tudo com uma energia leve e vibrante. A cena no Central Park, com dezenas de figurantes cantando e dançando, é um dos momentos mais memoráveis dos musicais recentes.

Baseado em peça? Não. A história é original do cinema, embora inspirada pela tradição dos contos de fadas.

Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet (2007)

Tim Burton transforma o musical sombrio de Stephen Sondheim em uma obra gótica visualmente arrebatadora. Johnny Depp interpreta Sweeney Todd com fúria contida, enquanto Helena Bonham Carter dá vida à peculiar Mrs. Lovett, formando uma dupla mórbida e fascinante. A atmosfera densa cria um musical único, onde sangue e poesia se misturam.

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Apesar do tom macabro, o filme é profundamente teatral, com canções afiadas e uma narrativa que explora obsessão, vingança e tragédia. Burton mantém o espírito da peça sem perder seu estilo pessoal  e isso torna cada escolha estética marcante. É um musical para quem gosta de histórias sombrias e intensas.

Baseado em peça? Sim. Adaptação do musical de Stephen Sondheim encenado na Broadway.

Rent (2005)

Rent é um musical essencial dos anos 90 que ganhou versão cinematográfica mantendo boa parte do elenco original da Broadway. Ambientado em Nova York, o filme acompanha um grupo de jovens artistas lidando com amor, criação, dificuldades financeiras e a crise da AIDS. É um retrato sensível e honesto sobre comunidade e sobrevivência.

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Musicalmente, Rent traz uma mistura poderosa de rock, baladas emocionantes e letras que capturam a intensidade da juventude. Seasons of Love se tornou um hino sobre o valor do tempo e da vida. O filme emociona porque trata de temas duros com humanidade e esperança.

Baseado em peça? Sim. Adaptação do musical de Jonathan Larson.

Annie (1982)

Annie é um musical otimista que acompanha a história da pequena órfã que sonha em encontrar sua família. Carol Burnett brilha como a vilanesca Miss Hannigan, enquanto Aileen Quinn entrega uma protagonista cheia de energia e carisma. O tom é leve e caloroso, com ambientação nostálgica da Nova York dos anos 1930.

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As canções – especialmente Tomorrow – são clássicos do gênero e ajudam a construir o clima de esperança e superação que move o filme. Annie mostra que musicais infantis também podem ter grande coração e apelo emocional duradouro, conquistando gerações.

Baseado em peça? Sim. Adaptação do musical da Broadway inspirado nas tirinhas Little Orphan Annie.

Dreamgirls (2006)

Dreamgirls dramatiza a ascensão de um grupo musical feminino inspirado nas Supremes, trazendo glamour, emoção e conflitos de bastidores da indústria fonográfica. Jennifer Hudson entrega uma performance monumental como Effie White,  sua interpretação de And I Am Telling You I’m Not Going entrou para a história e rendeu um Oscar merecido.

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O filme explora ambições, rivalidades, injustiças e transformações da música negra americana. Com figurinos luxuosos e uma evolução sonora que acompanha décadas de soul, R&B e pop, Dreamgirls se destaca como um musical brilhante e emocionalmente carregado.

Baseado em peça? Sim. Adaptação do musical da Broadway.

Into the Woods (2014)

Into the Woods reinventa contos de fadas clássicos com humor, ironia e uma camada inesperada de melancolia, tudo embalado por Stephen Sondheim. O filme reúne um elenco forte – Meryl Streep, Emily Blunt, Anna Kendrick e Chris Pine – que abraça o tom teatral e autorreferente da obra.

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A primeira metade brinca com expectativas e paródias, enquanto a segunda mergulha em reflexões adultas sobre responsabilidade, perda e amadurecimento. Visualmente caprichado, o filme revela as sombras escondidas nos contos que parecem inocentes.

Baseado em peça? Sim. Adaptação do famoso musical de Sondheim.

O Expresso Polar (2004)

Embora seja lembrado principalmente como animação natalina, O Expresso Polar é também um musical suave, com números discretos que reforçam o clima mágico da viagem ao Polo Norte. A captura de movimento e o visual estilizado criam uma atmosfera de sonho que encantou o público.

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O filme explora fé, imaginação com a magia interior do Natal, conduzido por um Tom Hanks multifacetado em vários papéis. As músicas ajudam a criar a sensação de jornada emocional, tornando o filme uma experiência acolhedora para todas as idades.

Baseado em peça? Não. Baseia-se no livro infantil de Chris Van Allsburg.

Anastasia (1997)

Anastasia mistura fantasia, romance e história com canções cheias de emoção, como Once Upon a December. A animação traz uma protagonista forte e determinada que busca descobrir seu passado, enquanto enfrenta memórias dolorosas e perigos reais.

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O filme impressiona com visual elegante e atmosfera russa estilizada, além de um vilão memorável na figura de Rasputin. É um musical que cresceu com o tempo e conquistou gerações pela mistura de aventura e delicadeza.

Baseado em peça? Não. O musical da Broadway veio anos depois inspirado no filme.

Jesus Christ Superstar (1973)

Jesus Christ Superstar leva para o cinema a ópera rock de Andrew Lloyd Webber e Tim Rice, interpretando os últimos dias de Jesus com estética anos 70 e uma trilha elétrica. A energia dos atores e do cenário desértico cria um contraste marcante entre o antigo e o moderno.

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O filme surpreende pela intensidade emocional e pela abordagem humanizada das figuras bíblicas. As músicas são poderosas e o estilo quase teatral transforma a experiência em algo único e provocador.

Baseado em peça? Sim. Adaptação da ópera Rock, originalmente lançada como álbum e depois encenada.

Evita (1996)

Com Madonna no papel de Eva Perón, Evita combina grandiosidade política e melodrama musical. Dirigido por Alan Parker, o filme adapta o musical de Andrew Lloyd Webber com números potentes e visual épico, destacando a ascensão meteórica da figura histórica argentina.

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A abordagem quase operística transforma a narrativa em um fluxo musical contínuo, no qual emotividade e espetáculo caminham juntos. Madonna surpreende pela entrega dramática e vocal, enquanto Antonio Banderas completa o trio central com intensidade.

Baseado em peça? Sim. Adaptação do musical da Broadway/West End.

Os Produtores (2005)

Os Produtores é uma comédia musical sobre um fracasso que vira sucesso por acidente. Nathan Lane e Matthew Broderick reprisam seus papéis da Broadway, entregando um timing cômico impecável. A trama acompanha dois produtores que tentam montar o pior musical de todos os tempos  e acabam criando um hit involuntário.

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O filme é uma sátira deliciosa do universo teatral, exagerada e abertamente caricata. Os números musicais têm humor afiado, especialmente Springtime for Hitler, que virou símbolo da ousadia irreverente da obra.

Baseado em peça? Sim. Adaptação da versão musical da Broadway, inspirada no filme original de Mel Brooks.

Labirinto: A Magia do Tempo (1986)

Antes de se tornar um clássico cult, Labirinto: A Magia do Tempo ganhou um status definitivo entre fãs de fantasia por seu registro original, que captura a essência da imaginação de Jim Henson. A produção mantém a estética artesanal intacta, trazendo todo o humor, a inventividade e a ousadia visual que marcaram o filme.

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O material é uma joia para quem gosta de produções “puro estúdio”, preservando performances emblemáticas e o trabalho de marionetes e efeitos práticos que definiram uma geração. Mesmo sem os recursos digitais modernos, a força da história e do mundo criado fala por si.

Baseado em peça? Não. Trata-se de um filme original desenvolvido exclusivamente para o cinema.

High School Musical (2006)

Fenômeno cultural dos anos 2000, High School Musical conquistou uma geração inteira com canções pop contagiantes e a história do casal Troy e Gabriella tentando conciliar mundos e expectativas. Zac Efron e Vanessa Hudgens viraram ídolos instantâneos, enquanto a trilha dominou rádios, festas e coreografias escolares.

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Apesar do clima leve e adolescente, o filme acerta na nostalgia, na energia e na mensagem sobre autenticidade. É um musical que definiu uma era para o público jovem e abriu portas para novas produções do gênero voltadas para TV e streaming.

Baseado em peça? Não. A história foi criada diretamente para o cinema/TV.

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Texto revisado por Angela Maziero Santana

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