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Além de Wicked: 35 filmes musicais para você se apaixonar

Com a parte 2 de Wicked recém-lançada, reunimos uma lista caprichada de musicais clássicos que marcaram gerações, e que merecem entrar no seu radar (ou ser revisitados!)

Se a estreia de Wicked: Parte 2 te deixou com aquela vontade de mergulhar de cabeça no universo dos musicais, você chegou ao lugar certo. O gênero já atravessou quase um século de cinema, passando por revoluções tecnológicas, fases douradas de Hollywood, adaptações grandiosas da Broadway e até renascimentos recentes que provaram que cantar e dançar ainda têm muito espaço na tela grande. Para muita gente, musicais são mais que filmes: são sensação, espetáculo, memória afetiva.

E como musical bom nunca vem sozinho, montamos uma lista com 35 clássicos essenciais, daqueles que não só marcaram época, mas ajudaram a definir o que significa fazer cinema cantado. Tem filme que nasceu nos palcos e virou fenômeno mundial, tem história criada diretamente para as telonas e até obras que só depois ganharam vida no teatro. É o guia perfeito para quem quer conhecer melhor o gênero,  ou simplesmente embarcar em uma maratona vibrante e nostálgica.

Cantando na Chuva (1952)

Considerado por muita gente o melhor musical de todos os tempos, Cantando na Chuva é pura magia cinematográfica. Gene Kelly literalmente sapateia sob a chuva em uma das cenas mais famosas da história do cinema, enquanto o filme faz uma homenagem apaixonada à chegada do som em Hollywood. O charme está na mistura de humor, romance e uma celebração irresistível da era dourada da MGM, quando os estúdios respiravam música e glamour.

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Foto: reprodução/imdb

O filme também funciona como uma sátira divertida aos bastidores de Hollywood, mostrando como muitos atores da era do cinema mudo se desesperaram com o surgimento do áudio sincronizado. Além disso, Debbie Reynolds brilha, mesmo tendo apenas 19 anos, e o número Good Morning continua sendo um dos mais energéticos e perfeitos já gravados. Uma obra-prima que não envelhece.

Baseado em peça? Não. O roteiro foi criado diretamente para o cinema, usando canções populares da MGM. É um musical 100% hollywoodiano, construído especialmente para o formato cinematográfico.

 West Side Story (1961)

Um dos musicais mais impactantes já feitos, West Side Story reinventa Romeu e Julieta em meio a gangues de Nova York. A união entre drama, dança e romance cria uma energia única, com coreografias que parecem explodir da tela. Rita Moreno e Natalie Wood marcam presença em performances emocionantes e cada número musical é praticamente uma obra-prima de construção visual e narrativa.

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Foto: reprodução/imdb

A força do filme vem da sensibilidade com que retrata temas como preconceito, violência e pertencimento, ainda tão atuais. America e Tonight continuam emocionando novos espectadores, geração após geração, e a direção dividida entre Robert Wise e Jerome Robbins criou um estilo inconfundível, metade cinema clássico, metade balé urbano.

Baseado em peça? Sim. É uma adaptação direta do musical da Broadway, que por sua vez é inspirado em Romeu e Julieta.

A Noviça Rebelde (1965)

Julie Andrews ilumina A Noviça Rebelde com um carisma que simplesmente não tem igual. As montanhas da Áustria, a família Von Trapp e músicas como Do-Re-Mi e My Favorite Things criam aquele clima aconchegante de clássico perfeito para rever sempre. É o tipo de musical que abraça o espectador em um ritmo leve, esperto e cheio de vida.

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Foto: reprodução/imdb

Além disso, o filme equilibra momentos divertidos com uma história real marcada pela Segunda Guerra Mundial, o que dá profundidade ao encanto. O elenco inteiro tem uma química notável e Andrews brilha tanto nos solos quanto nas cenas com as crianças. Um espetáculo visual e emocional que nunca perde relevância.

Baseado em peça? Sim. Adapta o musical da Broadway, inspirado nas memórias reais da família Von Trapp.

 My Fair Lady (1964)

Audrey Hepburn está impecável como Eliza Doolittle em My Fair Lady, um musical grandioso, elegante e cheio de humor. A transformação da florista pobre em uma dama da sociedade é contada com ironia e charme, e Rex Harrison completa a dupla com um Professor Higgins impossível de esquecer. Visualmente, o filme impressiona com figurinos icônicos e cenários luxuosos.

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Foto: reprodução/prime video

Por trás do brilho, há uma crítica social afiada sobre classe e educação, que o diretor George Cukor equilibra com leveza. As músicas, especialmente I Could Have Danced All Night, atravessam gerações e mostram por que o filme levou uma avalanche de Oscars. É aquele musical clássico que parece sempre mais bonito cada vez que é revisitado.

Baseado em peça? Sim. Adaptação do musical da Broadway, que por sua vez foi inspirado na peça Pygmalion, de George Bernard Shaw.

O Mágico de Oz (1939)

O Mágico de Oz é pura fantasia e cinema clássico em sua forma mais icônica. Judy Garland entrega uma Dorothy inesquecível, cantando Somewhere Over the Rainbow com uma doçura que atravessa décadas. O salto do sépia para o Technicolor ainda é um dos momentos mais mágicos da história do cinema.

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Foto: reprodução/prime video

Os personagens que Dorothy encontra pelo caminho – Espantalho, Homem de Lata, Leão Covarde – se tornaram figuras eternas da cultura pop. É um filme que mistura aventura, humor, emoção e uma estética meticulosamente construída. Um daqueles clássicos que parecem feitos para todas as idades, em todas as épocas.

Baseado em peça? Não. É baseado no livro de L. Frank Baum, mas não em uma peça teatral.

Cabaret (1972)

Liza Minnelli simplesmente redefine o gênero musical em Cabaret, interpretando Sally Bowles com intensidade, charme e um toque de decadência irresistível. Ambientado na Berlim pré-nazismo, o filme mistura sensualidade e política de um jeito único, onde cada número musical funciona como comentário social. É ousado, provocante e muito moderno para seu tempo.

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Foto: reprodução/imdb

A direção de Bob Fosse traz seu estilo inconfundível: cortes rápidos, coreografias afiadíssimas e uma atmosfera densa que contrasta com o glamour do Kit Kat Club. Entre o riso e o desconforto, o filme deixa claro que o espetáculo não consegue esconder a realidade  e é isso que o torna tão marcante.

Baseado em peça? Sim. Adaptação do musical da Broadway, inspirado na peça I Am a Camera, que por sua vez veio dos contos de Christopher Isherwood.

Chicago (2002)

Com brilho, ironia e um ritmo impecável, Chicago trouxe os musicais de volta para o cinema nos anos 2000. A narrativa contada através das fantasias teatrais de Roxie Hart funciona como um truque narrativo certeiro: tudo é exagerado, afiado e deliciosamente teatral. Catherine Zeta-Jones e Renée Zellweger estão elétricas, entregando performances afiadas e cheias de personalidade.

Foto: reprodução/rolling stone brasil

A montagem pulsante deixa cada número com cara de show ao vivo, e a trilha é um desfile de hits  de All That Jazz a Cell Block Tango. É glamouroso, sarcástico e irresistível, com aquela energia de espetáculo da Broadway filtrada pela linguagem do cinema.

Baseado em peça? Sim. Adapta o musical da Broadway, que por sua vez se baseou na peça original de 1926 escrita por Maurine Dallas Watkins.

Os Miseráveis (2012)

Os Miseráveis é pura emoção do início ao fim. O diferencial aqui é que os atores cantaram ao vivo no set e isso dá uma verdade enorme ao drama de cada personagem. Anne Hathaway, por exemplo, fez história com I Dreamed a Dream, o que lhe garantiu o Oscar e deixou muita gente arrepiada no cinema. É um musical épico, imenso e profundamente humano.

Foto: reprodução/imdb

Além de ser tecnicamente grandioso, o filme abraça a dor e a esperança do romance de Victor Hugo com intensidade. Hugh Jackman e Russell Crowe formam um duelo moral poderoso, enquanto o visual sombrio e as melodias dramáticas completam a imersão. É daqueles musicais que fazem o público sair devastado  e apaixonado.

Baseado em peça? Sim. Adapta o musical do West End/Broadway, que por sua vez é inspirado no livro de Victor Hugo.

Funny Girl (1968)

Barbra Streisand brilha como Fanny Brice em Funny Girl, combinando humor, força e vulnerabilidade de um jeito que só ela consegue. É uma estreia tão poderosa que parece feita sob medida, e realmente foi. Seus números musicais, especialmente Don’t Rain on My Parade, são explosões de carisma puro. Streisand domina a tela do primeiro ao último segundo.

Foto: reprodução/imdb

O filme equilibra a ascensão artística de Fanny com sua vida pessoal complicada, criando um retrato emocional que vai além do típico musical glamouroso. A produção capricha nos figurinos, na atmosfera da Broadway antiga e nos momentos cômicos. Um clássico que ainda serve como masterclass de atuação e presença de palco.

Baseado em peça? Sim. Adaptação do musical da Broadway, estrelado pela própria Streisand antes do filme.

Amor, Sublime Amor (2021)

A nova versão dirigida por Steven Spielberg não tenta substituir o clássico de 1961 — ela o complementa. Com uma abordagem mais realista, elenco diverso e uma direção que une tradição e modernidade, o remake entrega uma experiência visual arrebatadora. Ariana DeBose brilha como Anita, rendendo-lhe um Oscar, e Spielberg usa a câmera com uma fluidez que transforma cada número em um espetáculo cinematográfico.

Foto: reprodução/imdb

O filme aprofunda conflitos sociais e dá mais voz aos personagens porto-riquenhos, enriquecendo temas que sempre estiveram presentes, mas nunca foram explorados com tanta sensibilidade. Musicalmente, é uma homenagem respeitosa ao original, mas com vigor renovado.

Baseado em peça? Sim. Assim como o filme clássico, adapta o musical da Broadway inspirado em Romeu e Julieta.

Grease – Nos Tempos da Brilhantina (1978)

Grease é sinônimo de diversão. John Travolta e Olivia Newton-John se tornaram ícones pop como Danny e Sandy, em uma história cheia de energia adolescente, carros envenenados, jaquetas de couro e romances de verão. A trilha sonora virou febre mundial com Summer Nights, Greased Lightnin e You’re the One That I Want, atravessando gerações.

Foto: reprodução/imdb

A estética retrô dos anos 1950, somada à coreografia contagiante e ao humor leve, faz do filme um clássico eterno das sessões da tarde e das festas temáticas. É impossível assistir e não querer cantar junto.

Baseado em peça? Sim. Adaptação do musical da Broadway de 1971.

O Fantasma da Ópera (2004)

A adaptação do fenômeno de Andrew Lloyd Webber é pura opulência: cenários teatrais gigantescos, figurinos luxuosos e números que soam grandiosos mesmo fora dos palcos. Gerard Butler entrega um Fantasma intenso e vulnerável, enquanto Emmy Rossum empresta leveza e doçura à Christine.

Foto: reprodução/imdb

O filme consegue transmitir a aura gótica e romântica do musical original, com sua mistura de melodrama, mistério e paixão. Para quem ama grandes produções e melodias marcantes, especialmente a canção-título, é um prato cheio.

Baseado em peça? Sim. Adaptação direta do musical da Broadway/West End baseado no clássico romance de Gaston Leroux.

Moulin Rouge! – Amor em Vermelho (2001)

Baz Luhrmann entregou um musical completamente diferente do que Hollywood estava acostumada. Vibrante, caótico, exagerado  e absolutamente irresistível. Com músicas pop rearranjadas em estilo teatral, Moulin Rouge! cria uma montanha-russa emocional protagonizada por Nicole Kidman e Ewan McGregor.

Foto: reprodução/imdb

Visualmente explosivo e narrativamente ousado, o filme é quase uma ópera pop moderna, onde o melodrama encontra a estética de videoclipe. Um marco que abriu caminho para os musicais dos anos 2000.

Baseado em peça? Não. A história é original para o cinema, embora tenha forte inspiração operística e teatral.

La La Land – Cantando Estações (2016)

Damien Chazelle revitalizou o musical moderno com uma mistura de nostalgia e frescor. Emma Stone e Ryan Gosling formam um casal cheio de química, vivendo um romance agridoce embalado por cores vibrantes e números coreografados com elegância.

Foto: reprodução/imdb

O filme presta homenagem aos clássicos da era de ouro de Hollywood, mas fala diretamente ao presente, tratando sonhos, sacrifícios e o preço de perseguir a carreira artística. City of Stars se tornou um hit mundial  e o final é daqueles que ficam com você.

Baseado em peça? Não. É uma criação original para o cinema.

A Bela e a Fera (1991)

Primeira animação indicada ao Oscar de Melhor Filme, A Bela e a Fera é um dos pontos altos da era da Disney conhecida como Renascença. As músicas de Alan Menken e Howard Ashman elevaram a narrativa a outro nível.  Beauty and the Beast e Be Our Guest são números impecáveis.

Foto: reprodução/imdb

O filme mistura féerie, romance e humor de um jeito que encantou crianças e adultos por décadas. O visual é riquíssimo e o arco de transformação da Fera continua sendo um dos mais bonitos do estúdio.

Baseado em peça? Não. Baseia-se no conto francês, mas o musical da Broadway veio depois, inspirado pelo filme.

O Rei do Show (2017)

Um dos musicais mais populares dos últimos anos, O Rei do Show conquistou o público com canções pop vibrantes e mensagens sobre identidade, inclusão e espetáculo. Hugh Jackman lidera um elenco carismático, e This Is Me virou um hino global.

Foto: reprodução/imdb

O tom é abertamente fantasioso, quase um grande clipe contínuo e é justamente isso que conquista tanta gente. É um musical para sentir, cantar e dançar junto.

Baseado em peça? Não. É original para o cinema, inspirado livremente na figura de P. T. Barnum.

Hair (1979)

Hair é um retrato vibrante e libertário da contracultura dos anos 60. Dirigido por Milos Forman, mistura idealismo, protesto, psicodelia e melodias icônicas como Let the Sunshine In e Aquarius. O elenco jovem e energético dá ao filme um frescor que ainda pulsa.

Foto: reprodução/imdb

Com humor ácido e crítica social afiada, o filme captura a mistura de desilusão e entusiasmo político da época. Uma obra que é ao mesmo tempo documentário, poesia e espetáculo musical.

Baseado em peça? Sim. Adapta o musical da Broadway que marcou a história do teatro.

O Violinista no Telhado (1971)

Clássico absoluto, o filme acompanha Tevye, um leiteiro judeu que precisa conciliar tradição, fé e mudança em uma pequena aldeia no Império Russo. É um musical profundamente humano, com canções inesquecíveis como If I Were a Rich Man.

Foto: reprodução/imdb

A produção é grandiosa, mas é a intimidade dos dramas familiares que realmente toca o público. A combinação entre humor e melancolia faz deste um musical raro, com alma genuína.

Baseado em peça? Sim. Adaptação do musical da Broadway baseado nos contos de Sholem Aleichem.

Mary Poppins (1964)

Misturando live-action e animação com criatividade impressionante, Mary Poppins é pura fantasia. Julie Andrews entrega uma performance mágica, carregada de leveza e charme, enquanto Dick Van Dyke completa a parceria com energia inesgotável.

Foto: reprodução/disney

As músicas são atemporais – A Spoonful of Sugar e Supercalifragilisticexpialidocious – e a atmosfera é de um encantamento constante. Um musical que parece feito para durar para sempre.

Baseado em peça? Não. É baseado nos livros de P. L. Travers; a versão teatral veio décadas depois.

 O Rocky Horror Picture Show (1975)

O Rocky Horror Picture Show é um dos maiores fenômenos cult do cinema. A história absurda, cheia de humor provocativo e estética glam-rock, criou uma comunidade global de fãs que celebra o musical até hoje com sessões interativas, fantasias e performances ao vivo. Tim Curry domina cada cena como Dr. Frank-N-Furter, entregando uma das atuações mais icônicas, e ousadas, do gênero.

Foto: reprodução/imdb

Misturando ficção científica, terror e paródia, o filme brinca com normas de gênero, sexualidade e estilo narrativo, criando algo que era radical nos anos 70 e ainda soa surpreendentemente atual. As músicas são contagiantes e a estética exagerada se tornou símbolo de liberdade criativa. É um musical que transcende o cinema e se transforma em ritual cultural.

Baseado em peça? Sim. Adaptação do musical teatral The Rocky Horror Show.

Hairspray (2007)

Hairspray é um musical vibrante que celebra inclusão, diversidade e liberdade de expressão, ambientado em um programa de TV dos anos 60. A protagonista Tracy Turnblad conquista todos com sua energia e seu desejo genuíno de quebrar barreiras sociais. O elenco, que inclui John Travolta, Queen Latifah e Michelle Pfeiffer, entrega performances divertidas e cheias de personalidade.

Foto: reprodução/imdb

Além do colorido e do humor contagiante, o filme aborda temas sociais importantes como segregação racial e padrões de beleza, tudo com leveza e ritmo dançante. Cada número musical é um festival de coreografias e carisma, e You Can’t Stop the Beat é daqueles finais que deixam o público com vontade de dançar.

Baseado em peça? Sim. Adapta o musical da Broadway, inspirado no filme original de 1988.

Mamma Mia! (2008)

Mamma Mia! é um musical solar, leve e cheio de boas vibrações, embalado pelos maiores sucessos do ABBA. Ambientado em uma ilha grega paradisíaca, o filme acompanha a jovem Sophie em sua busca por descobrir quem é seu pai, enquanto sua mãe, interpretada com carisma total por Meryl Streep, confronta lembranças do passado.

Foto: reprodução/lazy boy popcorn

O filme conquista pelo espírito despreocupado e pela forma emocional como as músicas são incorporadas à trama. O elenco parece estar se divertindo genuinamente  e isso contagia o público. É daqueles musicais perfeitos para assistir quando se busca alegria pura, risadas e muita cantoria.

Baseado em peça? Sim. Adaptação do musical da Broadway construído ao redor das canções do ABBA.

Encantada (2007)

Encantada é uma deliciosa metalinguagem dos contos de fadas da Disney, misturando animação e live-action com charme e humor afiado. Amy Adams brilha como a princesa Giselle, interpretando a ingenuidade e o romantismo clássico com uma doçura irresistível. O filme diverte ao brincar com as próprias convenções do estúdio, mas sem perder o encanto tradicional.

Foto: reprodução/disney

Musicalmente encantador, o filme apresenta números que vão desde homenagens aos clássicos até canções modernas, tudo com uma energia leve e vibrante. A cena no Central Park, com dezenas de figurantes cantando e dançando, é um dos momentos mais memoráveis dos musicais recentes.

Baseado em peça? Não. A história é original do cinema, embora inspirada pela tradição dos contos de fadas.

Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet (2007)

Tim Burton transforma o musical sombrio de Stephen Sondheim em uma obra gótica visualmente arrebatadora. Johnny Depp interpreta Sweeney Todd com fúria contida, enquanto Helena Bonham Carter dá vida à peculiar Mrs. Lovett, formando uma dupla mórbida e fascinante. A atmosfera densa cria um musical único, onde sangue e poesia se misturam.

Foto: reprodução/imdb

Apesar do tom macabro, o filme é profundamente teatral, com canções afiadas e uma narrativa que explora obsessão, vingança e tragédia. Burton mantém o espírito da peça sem perder seu estilo pessoal  e isso torna cada escolha estética marcante. É um musical para quem gosta de histórias sombrias e intensas.

Baseado em peça? Sim. Adaptação do musical de Stephen Sondheim encenado na Broadway.

Rent (2005)

Rent é um musical essencial dos anos 90 que ganhou versão cinematográfica mantendo boa parte do elenco original da Broadway. Ambientado em Nova York, o filme acompanha um grupo de jovens artistas lidando com amor, criação, dificuldades financeiras e a crise da AIDS. É um retrato sensível e honesto sobre comunidade e sobrevivência.

Foto: reprodução/imdb

Musicalmente, Rent traz uma mistura poderosa de rock, baladas emocionantes e letras que capturam a intensidade da juventude. Seasons of Love se tornou um hino sobre o valor do tempo e da vida. O filme emociona porque trata de temas duros com humanidade e esperança.

Baseado em peça? Sim. Adaptação do musical de Jonathan Larson.

Annie (1982)

Annie é um musical otimista que acompanha a história da pequena órfã que sonha em encontrar sua família. Carol Burnett brilha como a vilanesca Miss Hannigan, enquanto Aileen Quinn entrega uma protagonista cheia de energia e carisma. O tom é leve e caloroso, com ambientação nostálgica da Nova York dos anos 1930.

Foto: reprodução/imdb

As canções – especialmente Tomorrow – são clássicos do gênero e ajudam a construir o clima de esperança e superação que move o filme. Annie mostra que musicais infantis também podem ter grande coração e apelo emocional duradouro, conquistando gerações.

Baseado em peça? Sim. Adaptação do musical da Broadway inspirado nas tirinhas Little Orphan Annie.

Dreamgirls (2006)

Dreamgirls dramatiza a ascensão de um grupo musical feminino inspirado nas Supremes, trazendo glamour, emoção e conflitos de bastidores da indústria fonográfica. Jennifer Hudson entrega uma performance monumental como Effie White,  sua interpretação de And I Am Telling You I’m Not Going entrou para a história e rendeu um Oscar merecido.

Foto: reprodução/imdb

O filme explora ambições, rivalidades, injustiças e transformações da música negra americana. Com figurinos luxuosos e uma evolução sonora que acompanha décadas de soul, R&B e pop, Dreamgirls se destaca como um musical brilhante e emocionalmente carregado.

Baseado em peça? Sim. Adaptação do musical da Broadway.

Into the Woods (2014)

Into the Woods reinventa contos de fadas clássicos com humor, ironia e uma camada inesperada de melancolia, tudo embalado por Stephen Sondheim. O filme reúne um elenco forte – Meryl Streep, Emily Blunt, Anna Kendrick e Chris Pine – que abraça o tom teatral e autorreferente da obra.

Foto: reprodução/imdb

A primeira metade brinca com expectativas e paródias, enquanto a segunda mergulha em reflexões adultas sobre responsabilidade, perda e amadurecimento. Visualmente caprichado, o filme revela as sombras escondidas nos contos que parecem inocentes.

Baseado em peça? Sim. Adaptação do famoso musical de Sondheim.

O Expresso Polar (2004)

Embora seja lembrado principalmente como animação natalina, O Expresso Polar é também um musical suave, com números discretos que reforçam o clima mágico da viagem ao Polo Norte. A captura de movimento e o visual estilizado criam uma atmosfera de sonho que encantou o público.

Foto: reprodução/imdb

O filme explora fé, imaginação com a magia interior do Natal, conduzido por um Tom Hanks multifacetado em vários papéis. As músicas ajudam a criar a sensação de jornada emocional, tornando o filme uma experiência acolhedora para todas as idades.

Baseado em peça? Não. Baseia-se no livro infantil de Chris Van Allsburg.

Anastasia (1997)

Anastasia mistura fantasia, romance e história com canções cheias de emoção, como Once Upon a December. A animação traz uma protagonista forte e determinada que busca descobrir seu passado, enquanto enfrenta memórias dolorosas e perigos reais.

Foto: reprodução/imdb

O filme impressiona com visual elegante e atmosfera russa estilizada, além de um vilão memorável na figura de Rasputin. É um musical que cresceu com o tempo e conquistou gerações pela mistura de aventura e delicadeza.

Baseado em peça? Não. O musical da Broadway veio anos depois inspirado no filme.

Jesus Christ Superstar (1973)

Jesus Christ Superstar leva para o cinema a ópera rock de Andrew Lloyd Webber e Tim Rice, interpretando os últimos dias de Jesus com estética anos 70 e uma trilha elétrica. A energia dos atores e do cenário desértico cria um contraste marcante entre o antigo e o moderno.

Foto: reprodução/imdb

O filme surpreende pela intensidade emocional e pela abordagem humanizada das figuras bíblicas. As músicas são poderosas e o estilo quase teatral transforma a experiência em algo único e provocador.

Baseado em peça? Sim. Adaptação da ópera Rock, originalmente lançada como álbum e depois encenada.

Evita (1996)

Com Madonna no papel de Eva Perón, Evita combina grandiosidade política e melodrama musical. Dirigido por Alan Parker, o filme adapta o musical de Andrew Lloyd Webber com números potentes e visual épico, destacando a ascensão meteórica da figura histórica argentina.

Foto: reprodução/imdb

A abordagem quase operística transforma a narrativa em um fluxo musical contínuo, no qual emotividade e espetáculo caminham juntos. Madonna surpreende pela entrega dramática e vocal, enquanto Antonio Banderas completa o trio central com intensidade.

Baseado em peça? Sim. Adaptação do musical da Broadway/West End.

Os Produtores (2005)

Os Produtores é uma comédia musical sobre um fracasso que vira sucesso por acidente. Nathan Lane e Matthew Broderick reprisam seus papéis da Broadway, entregando um timing cômico impecável. A trama acompanha dois produtores que tentam montar o pior musical de todos os tempos  e acabam criando um hit involuntário.

Foto: reprodução/imdb

O filme é uma sátira deliciosa do universo teatral, exagerada e abertamente caricata. Os números musicais têm humor afiado, especialmente Springtime for Hitler, que virou símbolo da ousadia irreverente da obra.

Baseado em peça? Sim. Adaptação da versão musical da Broadway, inspirada no filme original de Mel Brooks.

Labirinto: A Magia do Tempo (1986)

Antes de se tornar um clássico cult, Labirinto: A Magia do Tempo ganhou um status definitivo entre fãs de fantasia por seu registro original, que captura a essência da imaginação de Jim Henson. A produção mantém a estética artesanal intacta, trazendo todo o humor, a inventividade e a ousadia visual que marcaram o filme.

Foto: reprodução/imdb

O material é uma joia para quem gosta de produções “puro estúdio”, preservando performances emblemáticas e o trabalho de marionetes e efeitos práticos que definiram uma geração. Mesmo sem os recursos digitais modernos, a força da história e do mundo criado fala por si.

Baseado em peça? Não. Trata-se de um filme original desenvolvido exclusivamente para o cinema.

High School Musical (2006)

Fenômeno cultural dos anos 2000, High School Musical conquistou uma geração inteira com canções pop contagiantes e a história do casal Troy e Gabriella tentando conciliar mundos e expectativas. Zac Efron e Vanessa Hudgens viraram ídolos instantâneos, enquanto a trilha dominou rádios, festas e coreografias escolares.

Foto: reprodução/disney

Apesar do clima leve e adolescente, o filme acerta na nostalgia, na energia e na mensagem sobre autenticidade. É um musical que definiu uma era para o público jovem e abriu portas para novas produções do gênero voltadas para TV e streaming.

Baseado em peça? Não. A história foi criada diretamente para o cinema/TV.

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Texto revisado por Angela Maziero Santana

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Música Notícias

Duda Ruas assume seu ‘eu popstar’ em nova fase da carreira

Com sonoridade moderna e estética marcante, artista dá vida a uma persona autêntica e confiante no single Legal demais pra vc

Duda Ruas inaugurou recentemente uma nova fase da carreira. Com Legal demais pra vc, seu novo single, a cantora e compositora abraça o que chama de seu eu popstar’, uma versão confiante, divertida e repleta de atitude. A faixa dá início a uma sequência de lançamentos que culminará no primeiro EP da artista, e reflete o amadurecimento de quem aprendeu a transformar vulnerabilidade em força criativa.

Essa música fala sobre se reconhecer, entender o próprio valor e perceber que não precisa se diminuir para caber em alguém. É sobre olhar no espelho e pensar: eu sou legal demais, e tá tudo bem se o outro não aguenta isso”, define Duda. A letra brinca com a autoconfiança e o deboche, revelando uma artista que sabe equilibrar humor e emoção com naturalidade.

A produção de Lucas Marmitt, realizada em São Paulo, reforça essa atmosfera de empoderamento e leveza. Mesmo em meio a um processo intenso e corrido, Duda conta que o resultado superou as expectativas. “Foi digno de uma grande popstar mesmo! Tivemos pouco tempo, mas muita entrega. O Lucas trouxe uma fluidez que deixou tudo mais leve e especial”, diz ela. O som pop e arejado traz referências de Ariana Grande, Sabrina Carpenter e Lola Young, mas sem perder o toque pessoal da artista.

Créditos: Toni Ferreira

Legal demais pra vc representa um marco estético e artístico. Duda revela que está construindo uma identidade cada vez mais coesa entre som, imagem e performance. “Quero consolidar minha persona e deixar mais claro o porquê estou aqui. Busco criar experiências que misturem música, atitude e verdade. Cada trabalho que vem agora vai mostrar um pouco mais de quem eu sou”, afirma.

Essa nova era chega para reafirmar a versatilidade e autenticidade da artista, que desponta como um dos nomes promissores da cena independente do pop nacional. Com uma mistura de carisma, ironia e presença, Duda Ruas mostra que ser pop é, antes de tudo, ser genuína e sim, “legal demais”.

E aí, gostaram do novo momento da carreira da Duda Ruas ? Conte para a gente e siga o Entretê nas redes sociais – Insta, Face e X – para ficar por dentro de outras notícias do mundo do entretenimento.

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Texto revisado por Larissa Couto

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Cultura Cultura Latina Eventos Música Notícias

IZA anuncia show no Rio de Janeiro

Apresentação reúne seus maiores sucessos, covers especiais e lançamentos recentes

Com uma trajetória consolidada e a segurança de quem já tem o seu lugar, IZA agora pede licença para entrar na cena do reggae com o lançamento recente dos singles, Caos e Sal e Tão Bonito. Para completar a imersão, as faixas chegaram acompanhadas de visualizers, cuja missão foi traduzir por meio de elementos imagéticos a energia e as mensagens de cada canção.

Para celebrar essa novo momento da carreira, IZA apresentará o show Caos e Sal na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro, em 31 de janeiro. Na mesma noite, sobe ao palco também, o grupo Maneva.

A incursão em um novo gênero não se trata de um desvio, mas a prova de que sua arte está em constante expansão. A artista, que busca sempre estar muito próxima de seu público a cada passo, carrega consigo a essência de enxergar e absorver o pulso das grandes cidades e levar para sua música.

IZA se mostra apta a explorar todos os lugares e sonoridades que desejar, porque cada um desses espaços e experiências faz parte de sua identidade e de seu processo criativo.

A performance vocal da cantora é um ponto alto da canção, destacando-se por uma interpretação carregada de sensualidade e confiança, cujo balanço e andamento favorecem plenamente a entrega lírica e a imersão na proposta do seu novo projeto.

Foto: reprodução/BreakTudo
Serviço
  • IZA + Maneva (dois shows completos)
  • Local: Fundição Progresso – Rua dos Arcos, 24 – Lapa
  • Data: 31 de janeiro (sábado)
  • Horário: 21h
  • Preço: De R$80 a R$360
  • Classificação etária: 16 anos. Menores de 16 anos somente acompanhados dos pais ou responsável legal.

Compre seu ingresso pelo site oficial da Fundição Progresso clicando aqui.

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Texto revisado por Larissa Couto @larscouto

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7 romances de época imperdíveis para se apaixonar hoje

Da Londres vitoriana à São Paulo do século XX, conheça narrativas que exploram amor, força e escolhas difíceis

Há algo de profundamente reconfortante e, ao mesmo tempo, arrebatador nos romances de época. Eles são capazes de transportar os leitores para bailes iluminados por velas, cartas secretas, juras sussurradas em jardins silenciosos e dilemas que parecem maiores do que a vida, tornando-os, desta forma, espectadores de grandes histórias de amor. 

Foto: reprodução/Netflix

Entretanto, para além do encanto sensorial, o gênero revela aspectos importantes de cada período histórico: o papel das mulheres, a construção social do amor, os limites impostos pela moralidade, a força das convenções e até os tabus que moldavam os comportamentos. Portanto, ler um romance de época é, de certa forma, uma fuga e um retorno: é uma maneira de sentir emoções intensas enquanto se observa como a história moldou o amor através dos séculos.

Foto: reprodução/Primeira Página

Pensando nisso, nesta seleção reunimos histórias únicas, perfeitas para quem quer uma leitura completa e fechada, sem continuações. Cada título apresenta atmosferas distintas, mas todos exploram, à sua maneira, as nuances do amor em diferentes períodos de tempo.

De Repente Uma Noite de Paixão
Foto: divulgação/Editora Arqueiro/Entretetizei

Publicado em 2020, o romance de Lisa Kleypas apresenta Amanda Briars, uma escritora londrina que afirma não precisar do amor para viver, desde que possa explorá-lo apenas em suas obras. Às vésperas de completar 30 anos, ela decide realizar um desejo íntimo e contrata um acompanhante para uma noite discreta. 

A visita termina antes do esperado e, dias depois, Amanda descobre que o homem em sua porta era Jack Devlin, seu novo editor. A partir desse reencontro, surgem conflitos entre a independência, o desejo e as feridas antigas, enquanto ambos enfrentam convicções que desafiam o futuro dessa relação.

Amor de Redenção
Foto: divulgação/Editora Verus/Entretetizei

Lançado em 2021, o livro de Francine Rivers é ambientado na Califórnia de 1850. A protagonista, Angel, foi vendida como prostituta ainda criança e cresceu acreditando que, dos homens, nada além de traição a esperava. 

Mantendo o ódio como escudo, ela sobrevive como pode até conhecer Michael Hosea, um homem guiado por valores espirituais que recebe o chamado para se casar com ela, oferecendo um afeto que ela não conhece. Dividida entre o medo, o autodesprezo e a possibilidade de cura, Angel tenta fugir dos sentimentos que a alcançam, em uma narrativa sobre trauma, fé e as muitas camadas do amor incondicional.

As Cavernas que Compartilhamos
Foto: divulgação/Editora The Books/Entretetizei

O romance de 2019 da autora Juliana Barbosa acompanha Isabela Gonçalves, que foi rejeitada pelo pai e considerada uma maldição por sua comunidade. A perspectiva de um futuro solitário muda quando um acontecimento inesperado a conduz a terras distantes, onde se envolve em uma viagem marcada por descobertas pessoais, um romance complexo e uma investigação criminal que revela segredos de múltiplos personagens. 

Inspirada em fatos reais, a trama aborda os limites do amor e da força que nasce em meio às adversidades.

Nicola e o Visconde
Foto: divulgação/Editora Galera/Entretetizei

Publicado em 2017, o romance de Meg Cabot apresenta Nicola Sparks, uma jovem órfã de 16 anos prestes a participar de sua primeira temporada na sociedade londrina. Seu sonho é receber um pedido de casamento do visconde Sebastian Bartholomew, conhecido pelo charme e pelos modos impecáveis. 

Quando Nathaniel Sheridan sugere que o futuro noivo pode não ser quem aparenta, Nicola começa a questionar suas certezas e a juntar pistas que apontam para outra verdade. A partir daí, ela passa a reconsiderar suas escolhas e o caminho para o qual o seu coração realmente aponta.

Um Estranho nos Meus Braços
Foto: divulgação/Editora Arqueiro/Entretetizei

O livro de 2023, da autora Lisa Kleypas, acompanha Lara Hawksworth, que acredita ter encerrado um casamento infeliz após a suposta morte do marido, Hunter, no mar. 

Um ano depois, um homem idêntico a ele aparece afirmando ser o conde e trazendo segredos que apenas o verdadeiro poderia conhecer. Embora mais gentil e atencioso do que antes, a sua transformação desperta dúvidas em Lara, que precisa decidir se confia nesse homem, enquanto um novo vínculo cresce entre os dois.

Edenbrooke
Foto: divulgação/Editora Universo dos Livros/Entretetizei

Lançado originalmente em 2017 e com nova edição em 2025, o romance de Julianne Donaldson conta a história de Marianne Daventry, que aceita o convite da irmã para passar um período no campo e fugir da monotonia de Bath. 

O que deveria ser uma temporada tranquila se transforma em uma sequência de encontros inesperados, desde um ataque na estrada até um flerte que se torna cada vez mais significativo. Entre intrigas e descobertas, Marianne tenta equilibrar razão e sentimento enquanto enfrenta situações que questionam suas expectativas.

Onde o Amor se Esconde
Foto: divulgação/Editora Verus/Entretetizei

Publicado em 2015, o romance de Veridiana Maenaka se passa na São Paulo do início do século XX e acompanha Glória, uma jovem criada em uma família tradicional que decide seu casamento com um homem ambicioso e emocionalmente distante. 

Incapaz de atender às expectativas do marido e presa a uma rotina de violência, ela observa sua amiga Marisa construir um caminho próprio e mais livre. Vulnerável e inquieta, Glória se envolve com outro homem e descobre novas sensações, enquanto tenta compreender se essa relação representa uma chance real de amor ou apenas mais uma consequência das circunstâncias.

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Leia também: Romance de época x Romance histórico: entenda as diferenças que dividem e enriquecem o gênero 

 

Texto revisado por Gabriela Fachin @gabrieladfachin

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Emmy Internacional 2025: vitória turca, presença asiática e prêmio honorário ao Brasil – veja lista completa

Premiação homenageia a Globo, premia a novela turca Deha e destaca produções asiáticas em categorias-chave

O Emmy Internacional 2025 anunciou, nesta terça (24), seus vencedores e celebrou produções e talentos de nove países em uma noite que reuniu profissionais do audiovisual de todo o mundo, em Nova York. A cerimônia, apresentada por Kelly Ripa e Mark Consuelos, premiou 16 categorias, além de entregar dois reconhecimentos honorários.

O Brasil teve um momento de destaque logo entre os homenageados da noite. João Roberto Marinho, presidente do Grupo Globo, recebeu o Directorate Award, prêmio que reconhece lideranças que fortalecem o impacto cultural e jornalístico da televisão mundial. A homenagem – entregue por William Bonner e Lilia Cabral – reforçou a relevância histórica da Globo no cenário global, especialmente em jornalismo, teledramaturgia e inovação no audiovisual.

Créditos: reprodução / International Academy

Já entre as categorias competitivas, a Turquia se destacou com a vitória de Deha (trad. livre: Deha – Entre o Bem e o Mal), que conquistou o prêmio de Melhor Telenovela. A produção da Ay Yapım superou títulos de diversos países (incluindo o Brasil) e reafirmou o crescente reconhecimento internacional das séries e novelas turcas. O resultado segue uma trajetória consistente: nos últimos anos, produções do país vêm acumulando conquistas de peso, como Yargı (Segredos de Família), vencedora em 2023, e Kara Sevda (Amor Eterno), que fez história ao se tornar a primeira novela turca a vencer o Emmy Internacional em 2017.

Créditos: reprodução / International Academy

Além disso, o continente asiático também teve presença marcante na premiação. O Japão levou o prêmio de Melhor Programa de Arte com Ryuichi Sakamoto: Last Days, enquanto o Qatar conquistou Melhor Telejornalismo com Gaza, Search for Life. Outro destaque foi Shaolin Heroes: Denmark, filmado com mestres de Kung Fu em um templo budista, vencedor na categoria de Entretenimento Não-Roteirizado – consolidando a influência e a diversidade das narrativas asiáticas no Emmy deste ano.

A fala de Bruce L. Paisner, presidente da International Academy, resumiu a diversidade e todo o conjunto da noite: “Em um mundo incerto, a televisão segue como força de conexão entre culturas e fronteiras”. Os vencedores do Emmy Internacional 2025, vindos de países como Japão, Alemanha, Austrália, Qatar e Turquia, comprovam isso.

Veja a lista oficial de vencedores a seguir:

Programa de Artes
Ryuichi Sakamoto: Last Days, NHK (Japan Broadcasting Corporation), Japão

Melhor Ator
Oriol Pla, por Yo, adicto [I, Addict] – Alea Media / Disney+, Espanha

Melhor Atriz
Anna Maxwell Martin, por Until I Kill You – World Productions, Reino Unido

Comédia
Ludwig – Big Talk Studios / That Mitchell & Webb Company, Reino Unido

Atualidades (Current Affairs)
Dispatches: Kill Zone: Inside Gaza – Basement Films, Reino Unido

Documentário
Hell Jumper – Expectation TV, Reino Unido

Série Dramática
Rivals – Happy Prince (ITV Studios) / Disney+, Reino Unido

Animação Infantil
Bluey – Ludo Studio, Austrália

Infantil: Factual e Entretenimento
Auf Fritzis Spuren – Wie War Das So In Der DDR?
[On Fritzi’s Traces – What Was It Like In The GDR?] – Balance Film / MDR / WDR, Alemanha

Infantil: Live-Action
Fallen – Night Train Media / Silver Reel / Hero Squared / UMedia, Reino Unido

Noticiário
Gaza, Search for Life – Al Jazeera Arabic Programs Directorate, Qatar

Entretenimento Não-Roteirizado
Shaolin Heroes: Denmark – Metronome Productions / Banijay / TV 2 Danmark, Dinamarca

Série de Curta Duração
La Médiatrice [The Mediator] – KOTV, Canadá

Documentário Esportivo
It’s All Over: The Kiss That Changed Spanish Football – Netflix Documentary / You First Originals Production, Espanha

Telenovela
Deha [The Good & The Bad] – Ay Yapım, Türkiye

Telefilme/Minissérie
Lost Boys & Fairies – Duck Soup Films, Reino Unido

 

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Texto revisado por Simone Tesser @simone_alleotti

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O Menino e o Panda | Novo cartaz e trailer dublado revelam a próxima grande aventura

 

Filme de Gilles de Maistre estreia nas férias de janeiro com versões dublada e legendado

 

A A2 Filmes divulgou o cartaz nacional e o trailer, nas versões dublada e legendada, da produção francesa O Menino e o Panda (Moon the Panda), dirigida por Gilles de Maistre. O longa estreia exclusivamente nos cinemas brasileiros em 22 de janeiro de 2026, com sessões dubladas e legendadas.

Estrelado por Noé Liu Martane, Sylvia Chang, Yé Liu, Nina Liu Martane e Alexandra Lamy em um grande elenco, o filme chega ao país com distribuição da A2 Filmes.

Assista o trailer aqui:

O Menino e o Panda (França–Bélgica, 2025), acompanha Tian, um garoto de 12 anos enviado para viver com a avó nas montanhas de Sichuan após tirar notas baixas. Longe da vida urbana, ele encontra um filhote de panda, ao qual dá o nome de Lua, e inicia com ele uma amizade transformadora. Juntos, vivem um verão de descobertas, coragem e reconciliação familiar, enquanto Tian aprende sobre autoconfiança, respeito e a conexão entre humanos e a natureza.

Foto: divulgação/A2 Filmes

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Texto revisado por Simone Tesser @simone_alleotti 

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Entrevista | Casal G. B. Baldassari fala sobre romance sáfico e escrita a quatro mãos

Best-seller da Amazon, livro acaba de receber primeira versão física

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Dublado ou legendado? Conheça Fabi Bang e Myra Ruiz, vozes de Wicked no Brasil

Entre palcos, estúdios e milhares de fãs, as duas atrizes enfrentam desafios, celebram conquistas e consolidam uma história de quase uma década como as versões brasileiras da amizade mais icônica de Oz

No debate eterno entre dublado ou legendado, algumas vozes se tornam tão marcantes que extrapolam a discussão técnica e passam a habitar o imaginário coletivo. No Brasil, isso acontece com Fabi Bang e Myra Ruiz, intérpretes de Glinda e Elphaba no musical Wicked desde sua estreia nacional, em 2016, e agora responsáveis por dublar Ariana Grande e Cynthia Erivo na versão cinematográfica do mesmo universo encantado. As duas atrizes, já consagradas no teatro musical, carregam quase uma década de identificação profunda com seus papéis e, com isso, também a responsabilidade emocional de representar personagens amadas por fãs no Brasil inteiro. Em um momento em que críticas e hate aparecem com força nas redes sociais, revisitamos suas trajetórias para lembrar o óbvio: estamos diante de duas das artistas mais competentes, versáteis e admiradas da nossa cena teatral, que seguem entregando excelência com generosidade, estudo e respeito ao público.

Fabi Bang e Myra Ruiz
Foto: reprodução/annelize tozetto
O começo de tudo: duas trajetórias que já nasceram grandes

Antes mesmo de Wicked existir no Brasil, tanto Fabi Bang quanto Myra Ruiz já eram nomes sólidos e respeitados entre os profissionais do teatro musical. A formação das duas combina estudo formal, disciplina, atuações marcantes e escolhas de carreira que revelam uma maturidade artística acima da média. Cada uma delas percorreu um caminho próprio, mas ambas já demonstravam, desde o início, a mesma seriedade com que tratam sua arte ainda hoje.

Fabi Bang, conhecida pela técnica vocal cristalina e pela presença cênica precisa, se destacou em grandes produções como A Família Addams, O Fantasma da Ópera, A Pequena Sereia — onde encantou o público como Ariel — e o Kit Kat Club, da montagem brasileira de Cabaret. Nessas obras, consolidou uma assinatura como artista: a habilidade de unir leveza, humor, empatia e força dramática, qualidades que mais tarde se encaixariam perfeitamente em uma personagem tão multifacetada como Glinda. Sua voz doce, cheia de controle e nuances, já fazia dela uma das intérpretes mais promissoras do país.

Enquanto isso, Myra Ruiz se firmava como uma atriz de intensidade incomum, dona de uma profundidade interpretativa que a colocava naturalmente entre as profissionais mais potentes de sua geração. Antes de vestir o verde característico de Elphaba, ela já emocionava plateias com sua entrega visceral e sua capacidade de dar complexidade psicológica a papéis desafiadores.

Sua trajetória passou por produções que exigiam versatilidade, presença cênica e uma força emocional rara. Em Mamma Mia! — onde começou como ensemble e cover da Sophie — Myra já demonstrava uma naturalidade encantadora no palco. Em seguida, vieram trabalhos que ampliaram seu alcance artístico, como Fame, Shrek – O Musical (onde substituiu Fiona), Nas Alturas (In the Heights) interpretando Nina, Nine – Um Musical Felliniano como Saraghina, Rent dando vida à irreverente Maureen e Chaplin – O Musical.

Mais tarde, ela assumiria papéis de grande peso dramático, como Eva Perón em Evita Open Air, além de integrar o elenco de Meu Destino é Ser Star, Matilda (como Sra. Wormwood) e protagonizar Legalmente Loira como Elle Woods,  um desafio que reforçou sua habilidade de unir carisma, energia e técnica.

Em cada projeto, Myra deixava claro que não era apenas uma cantora excepcional, mas uma atriz completa, capaz de equilibrar vulnerabilidade e força com uma verdade cênica arrebatadora. Quando a ficha de Wicked foi anunciada no Brasil, já não restava dúvida: ela estava pronta para uma personagem tão complexa quanto Elphaba.

Wicked chega ao Brasil: a química perfeita

Com a estreia brasileira do musical, em 2016, um novo capítulo começou a ser escrito, não apenas para o teatro nacional, mas para a conexão entre público e artistas. Wicked é um dos maiores fenômenos do teatro musical mundial, exigindo protagonistas preparadas para lidar com números vocais complexos, cenas rápidas e emoções profundas. A expectativa era enorme – e Fabi e Myra não apenas atenderam a esse nível de exigência, como rapidamente superaram qualquer projeção inicial.

A química entre as duas em cena era surpreendente. O público via nascer ali uma parceria artística orgânica, afetuosa e totalmente comprometida com a narrativa das personagens. As performances de Fabi como Glinda eram ao mesmo tempo engraçadas, sensíveis e brilhantes, compondo uma personagem que transcendia o arquétipo da garota perfeita e revelava humanidade genuína. Já Myra, com sua potência vocal e emocional, entregava uma Elphaba inesquecível, carregada de força, fragilidade e revolta – uma personagem que, nas mãos dela, ganhava contornos ainda mais profundos.

Em pouco tempo, fã-clubes surgiram, vídeos viralizaram e uma legião de admiradores começou a acompanhar ambas em cada nova sessão. Elas não apenas interpretavam Glinda e Elphaba: elas se tornaram a definição brasileira dessas personagens.

A consagração: turnês, reestreias e a marca de uma década

O sucesso estrondoso da primeira temporada de Wicked no Brasil fez com que o musical retornasse ao país em novas oportunidades, sempre com público fiel e esgotando ingressos. E a presença de Fabi Bang e Myra Ruiz no elenco se tornou uma espécie de garantia emocional para os fãs, que ansiavam pela oportunidade de revê-las. A longevidade desse vínculo é rara no teatro musical, em que elencos costumam se renovar a cada nova montagem. O fato de Fabi e Myra permanecerem associadas aos papéis por tantos anos é mérito pessoal: elas mantiveram consistência vocal, maturidade artística e carisma constante, entregando performances sempre renovadas e profundamente honestas.

Ao longo desses anos, suas interpretações evoluíram. Não eram mais apenas as personagens da primeira temporada – eram versões mais completas, mais humanas, mais vividas. Essa maturidade só reforçou o quanto a presença das duas no musical se tornou um marco na história do teatro brasileiro. Em diversas entrevistas e relatos de fãs, fica evidente que o público reconhece esse comprometimento. Para muitos, Wicked no Brasil tem rosto e voz – e esses rostos e vozes são Fabi Bang e Myra Ruiz.

A conquista do cinema: as vozes de Ariana Grande e Cynthia Erivo

Com o anúncio da versão cinematográfica de Wicked, estrelada por Ariana Grande e Cynthia Erivo, uma pergunta começou a ecoar entre os fãs brasileiros: quem dublaria as protagonistas? A resposta veio com emoção e, para muitos, com um senso de justiça poética. Fabi Bang foi confirmada como a voz brasileira de Ariana Grande; Myra Ruiz, como a voz de Cynthia Erivo. Era o reconhecimento natural de uma trajetória construída com excelência.

Dublar um musical é um desafio técnico imenso. Não se trata apenas de cantar: é necessário interpretar, ajustar a respiração ao take original, sincronizar emoção, adaptar timbre e, ao mesmo tempo, preservar a própria identidade artística. Fabi e Myra trouxeram ao estúdio não apenas sua bagagem vocal, mas todo o histórico emocional construído ao longo de anos interpretando Glinda e Elphaba no palco. O cinema, assim, se torna um registro histórico desse legado.

Entre o amor e o hate: o peso de ser ícone

A popularização das redes sociais trouxe vantagens, como o contato mais direto entre artistas e público, mas também amplificou discursos agressivos. No debate entre dublado e legendado, que por si só já é polarizado, Fabi e Myra acabaram recebendo comentários injustos – algo que não condiz com a trajetória, o talento ou o profissionalismo de ambas. É importante reforçar que elas não tiraram o espaço de ninguém, não foram escolhas casuais e não chegaram ao filme por acaso. Elas foram convidadas por mérito, currículo, experiência e pela profunda conexão com essas personagens no Brasil.

Ainda assim, mesmo diante do hate, o carinho do público real – aquele que compra ingresso, retorna às sessões, acompanha as produções e se emociona de verdade – fala mais alto. A estreia do filme representa a consagração de duas carreiras íntegras e brilhantes, não uma batalha entre versões.

Fabi Bang e Myra Ruiz
Foto: reprodução/life fabi bang
O impacto delas para uma geração de fãs

Ao longo de quase uma década, Fabi Bang e Myra Ruiz se tornaram porta de entrada para muitos brasileiros conhecerem Wicked, teatro musical e até mesmo sua própria relação afetiva com a arte. Não é raro encontrar relatos de espectadores que descobriram o amor por musicais ao vê-las no palco, ou de jovens artistas que decidiram estudar canto, atuação ou dança inspirados pelas performances da dupla.

Esse impacto, profundo e duradouro, não pode ser medido apenas por números. Ele existe na memória emocional de quem viu uma Glinda radiante descer no globo ou uma Elphaba desafiando a gravidade com força e vulnerabilidade. Fabi e Myra não foram apenas intérpretes: foram referências, inspirações e vozes que marcaram a vida de muitas pessoas.

Fabi Bang e Myra Ruiz
Foto: reprodução/caio galucci
A importância de reconhecer e celebrar artistas nacionais

Ao ouvirmos Fabi e Myra no filme de Wicked, celebramos mais do que escolhas de dublagem – celebramos o talento brasileiro. É a prova de que nosso país forma artistas capazes de dialogar com produções internacionais, entregando performances tecnicamente impecáveis e emocionalmente verdadeiras. Em um momento em que elogios circulam menos do que críticas, é essencial reafirmar a importância dessas duas artistas para a cultura nacional.

Mais do que representar personagens, elas representam o Brasil. E fazem isso com excelência, profissionalismo e uma sensibilidade rara, que merece ser celebrada e reconhecida. Suas carreiras são exemplos de dedicação e amor pela arte, e suas vozes, agora registradas no cinema, permanecem como parte de um legado que seguirá encantando gerações.

Dublado ou legendado… o importante é reconhecer o talento

A discussão entre dublado e legendado sempre vai existir, e não há nada de errado nisso. Mas quando falamos de Fabi Bang e Myra Ruiz, falamos de um caso especial. Elas não são apenas dubladoras do filme: são parte essencial da história de Wicked no Brasil. Não é exagero dizer que marcaram uma geração inteira e que agora têm seu trabalho eternizado nas telas.

Ao revisitar suas trajetórias, o que se destaca é a beleza de duas carreiras construídas com estudo, coragem, entrega e respeito ao público. Fabi e Myra merecem ser celebradas,  não apenas como vozes de Glinda e Elphaba, mas como artistas completas que continuam engrandecendo o teatro musical brasileiro.

 

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Texto revisado por Alexia Friedmann

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