Inspirado em uma história real, o filme é baseado no livro de memórias da atriz Tetsuko Kuroyanagi e vendeu mais de 25 milhões de cópias ao redor do mundo
A história de Totto-Chan: A Menina na Janela, que se passa durante a Segunda Guerra Mundial, é a da infância da atriz e apresentadora de TV, Tetsuko Kuroyanagi, cujo livro de memórias virou um clássico instantâneo da literatura japonesa.
O longa levou o Prêmio Especial no Festival de Annecy, o mais importante do mundo no gênero, além de ter sido indicado ao Prêmio da Academia Japonesa de Cinema, na categoria de Melhor Animação do Ano, e acumular elogios pelos festivais que passou, incluindo a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.
O filme acompanha Totto-chan (Liliana Ôno), uma menina hiperativa, de sete anos, depois de ser expulsa de uma escola tradicional, por ser considerada problemática, e ser admitida na Tomoe Gakuen, cujo método de ensino permite que as crianças sejam mais independentes.
Em meio à atmosfera de insegurança provocada pela entrada no Japão na Segunda Guerra Mundial, o ambiente de liberdade e os fortes laços que ela desenvolve com o diretor da escola, interpretado por Kôji Yakusho, e com um colega com poliomielite, Totto-chan aprende valiosas lições sobre solidariedade, empatia e responsabilidade.

O longa é inspirado na vida de Tetsuko Kuroyanagi, uma personalidade da TV japonesa que, no fim dos anos 70, ficou preocupada com a notícia de que a evasão escolar aumentava muito no país. Assim, decidiu escrever as memórias de sua infância para tentar incentivar a volta dos alunos às instituições de ensino.
A história foi publicada em capítulos numa revista feminina e, em 1981, reunidas num livro que virou um fenômeno de vendas e passou a ser adotado em escolas de educação fundamental como material didático.

Adaptada para as telas sob direção de Shinnosuke Yakuwa, Totto-Chan: A Menina na Janela vai chegar aos cinemas brasileiros próximo ao dia das crianças, em nove de outubro.
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Texto revisado por Ketlen Saraiva @lapidando_palavras










