Astro do reggaeton, e agora pop, fez uma dos shows mais marcantes e polêmicos da NFL
Agora, mais do que nunca, todos os olhos estão voltados para ele: Benito Antonio Martínez Ocasio, Bad Bunny. Fazendo história para a cultura latina, foi o primeiro cantor a se apresentar no Super Bowl cantando majoritariamente em espanhol.
Muito mais que um show memorável, o porto-riquenho deu um “sermão” ao vivo no maior evento de audiência da televisão internacional, no último domingo (8).
“Como Bad Bunny vai ser o rei do pop com reggaeton e dembow?”. Esse é um dos versos de NUEVAYoL, parte do disco DeBÍ TiRAR MáS FOToS. A indagação da faixa, lançada no dia 5 de janeiro de 2025, parecia prever o que aconteceria um ano depois.
Para aqueles que não achavam suficiente ele ser o artista mais ouvido do globo por quatro anos seguidos, Bad Bunny mostrou, ao vivo e a cores, e fez muitos entenderem e engolirem o porquê de ser um fenômeno mundial.

Em um espetáculo cinematográfico de 13 minutos, o cantor mostrou, em diversos atos, o quanto a América Latina é rica não somente em belas paisagens naturais, mas também cultural e musicalmente.
Era impossível não se identificar como latino-brasileiro ao ver as meninas fazendo a unha ou trança, a criança dormindo na festa, as barraquinhas de coco e bebidas ou até a banca que vende ouro e prata.
Benito, mais uma vez, fez história com uma apresentação carregada não só de grandes sucessos, mas de simbolismo, identidade e reafirmação da potência latino-americana. Deixou claro que seus compatriotas e hermanos vizinhos são grandiosos e não precisam – nem devem – ter um sentimento de viralatismo ou dependência dos países do hemisfério norte.
Mas o recado mais importante, com a vitória no Grammy aliada ao Super Bowl, é que não dá mais para ignorar a potência dos gêneros latinos, sejam cantados em espanhol ou em português. A América Latina é um dos mercados mais rentáveis para a indústria fonográfica, visto que a música está no nosso DNA.
Ele poderia ser o mais afrontoso possível, vide a atual postura política dos Estados Unidos em relação aos outros países da América. Mas preferiu usar o amor para combater o ódio.

Ainda fazendo referência à própria discografia, como ele mesmo diz no álbum Nadie Sabe Lo Que Va a Pasar Mañana: “Ahora no estoy en mi peak, estoy en mi prime” (“Agora não estou no meu auge, estou no meu modo prime”).
Você também vibrou com Bad Bunny? Conta pra gente nas redes sociais do Entretetizei (Facebook, Instagram e X) e nos siga para não perder nenhuma novidade!
Leia também: Female rage: livros para abraçar a fúria feminina
Texto revisado por Angela Maziero Santana









