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Bad Bunny no Super Bowl
Bad Bunny foi a atração do Super Bowl 2026 (Edwin Rodriguez/Divulgação)

Bad Bunny: Qual é o ‘sermão’ que o cantor dá no Super Bowl?

Astro do reggaeton, e agora pop, fez uma dos shows mais marcantes e polêmicos da NFL

Agora, mais do que nunca, todos os olhos estão voltados para ele: Benito Antonio Martínez Ocasio, Bad Bunny. Fazendo história para a cultura latina, foi o primeiro cantor a se apresentar no Super Bowl cantando majoritariamente em espanhol.

Muito mais que um show memorável, o porto-riquenho deu um “sermão” ao vivo no maior evento de audiência da televisão internacional, no último domingo (8).

Como Bad Bunny vai ser o rei do pop com reggaeton e dembow?”. Esse é um dos versos de NUEVAYoL, parte do disco DeBÍ TiRAR MáS FOToS. A indagação da faixa, lançada no dia 5 de janeiro de 2025, parecia prever o que aconteceria um ano depois.

Para aqueles que não achavam suficiente ele ser o artista mais ouvido do globo por quatro anos seguidos, Bad Bunny mostrou, ao vivo e a cores, e fez muitos entenderem e engolirem o porquê de ser um fenômeno mundial.

Bad Bunny no Super Bowl
Bad Bunny fez história para a comunidade latina no Super Bowl (Edwin Rodriguez/divulgação)

Em um espetáculo cinematográfico de 13 minutos, o cantor mostrou, em diversos atos, o quanto a América Latina é rica não somente em belas paisagens naturais, mas também cultural e musicalmente.

Era impossível não se identificar como latino-brasileiro ao ver as meninas fazendo a unha ou trança, a criança dormindo na festa, as barraquinhas de coco e bebidas ou até a banca que vende ouro e prata.

Benito, mais uma vez, fez história com uma apresentação carregada não só de grandes sucessos, mas de simbolismo, identidade e reafirmação da potência latino-americana. Deixou claro que seus compatriotas e hermanos vizinhos são grandiosos e não precisam – nem devem – ter um sentimento de viralatismo ou dependência dos países do hemisfério norte.

Mas o recado mais importante, com a vitória no Grammy aliada ao Super Bowl, é que não dá mais para ignorar a potência dos gêneros latinos, sejam cantados em espanhol ou em português. A América Latina é um dos mercados mais rentáveis para a indústria fonográfica, visto que a música está no nosso DNA.

Ele poderia ser o mais afrontoso possível, vide a atual postura política dos Estados Unidos em relação aos outros países da América. Mas preferiu usar o amor para combater o ódio.

Bad Bunny e Lady Gaga no Super Bowl
Bad Bunny e Lady Gaga no Super Bowl (Edwin Rodriguez/Divulgação)

Ainda fazendo referência à própria discografia, como ele mesmo diz no álbum Nadie Sabe Lo Que Va a Pasar Mañana: “Ahora no estoy en mi peak, estoy en mi prime” (“Agora não estou no meu auge, estou no meu modo prime”).

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Texto revisado por Angela Maziero Santana

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