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Vera Fischer: elegância, polêmica e poder. A trajetória de uma estrela indomável!

Ela nunca deixou de brilhar! Conheça a vida e a obra da incrível atriz Vera Fischer

Vera Fischer, atriz e modelo, é um dos ícones atemporais da televisão brasileira. Desde 1970, ela se tornou um dos maiores símbolos de beleza e sensualidade do país, mas também é reconhecida por sua força cênica e sensibilidade. A atriz completou 74 anos nesta última quinta feira e o Entretetizei preparou um especial para homenagear essa mulher que com seu talento, presença e beleza atravessa gerações.

O início 
Foto: divulgação/Acervo/Globo

Nascida em Blumenau, Santa Catarina, em uma família de classe média de origem alemã, Vera é filha de Hildegard Berndt, uma brasileira neta de alemães, e de Emil Fischer, alemão natural de Karlsruhe. Em sua autobiografia, ela classificou seu pai como um nazista convicto, agressivo, rígido, que a obrigava a ler o Mein Kampf, obra do ditador Adolf Hitler. Segundo ela, a relação entre os dois era tumultuada, marcada  por conflitos, embora ela o admirasse. “Meu pai morreu de câncer, foi duro para mim. Minha vida sempre foi muito dura, tive que encarar coisas com muita energia, muita coragem, desde a infância. Meus pais não tinham tempo para mim, tive que aprender a crescer sozinha. Não guardo mágoa, aprendi e cresci com isso”, disse ela em entrevista à revista Quem. 

Até os cinco anos, falava apenas alemão, aprendeu português na escola. Seu pai era comerciante e sua mãe era uma costureira que trabalhava em uma fábrica de tecidos. Estudou em um colégio católico, frequentava cultos luteranos aos domingos e missas na igreja católica às sextas feiras, experiência que moldou sua vida espiritual. “Comigo aconteceu uma coisa muito interessante, porque meus pais eram protestantes luteranos, mas, aos cinco anos, me colocaram numa escola de freiras católicas. Então, às sextas eu frequentava as missas católicas e, aos domingos, o culto protestante. Aprendi duas religiões e fiquei craque, tirava dez em tudo, as freiras me adoravam e eu gostava. Para mim, religião sempre foi uma matéria humana, de estudar o ser humano”, contou em entrevista ao Altas Horas, programa da TV Globo.

 Aos dezessete anos, Vera participou do concurso de modelo Miss Blumenau, do qual foi vencedora, e, em seguida, foi coroada Miss Brasil 1969, no Rio de Janeiro. Por outro lado, Fischer ainda não podia ser participante do Miss Universo, pois ainda não tinha dezoito anos. Ela mesma decidiu falsificar seus documentos para participar do concurso. “Durante muitos anos, o meu passaporte e a carteira de identidade tiveram um ano a mais. Atualizei há pouco tempo. Foi divertido!”, contou ela em entrevista à Folha de S. Paulo.

A década de 70, porém, foi bastante controversa. Vera era uma criança em um mundo de adultos em uma época onde o machismo era escancarado e sem pudores e onde as mulheres eram vistas apenas como objetos ou julgadas pela forma que se vestiam. “Comecei no início dos anos 70, quando o machismo estava gritando. Acho que, mais psicologicamente, fui abusada, e isso me doeu, me deixou muito para dentro. Eu era muito tímida e não era moda falar ou reclamar sobre isso naquela época”, refletiu a atriz.

Ela fala em diversas entrevistas que embora não tenha sofrido nenhuma violência física, levou marcas psicológicas que sofreu naqueles anos, algo que a moldou e a deixou psicologicamente abalada pelos assédios e estereótipos sofridos. Ainda assim, nunca deixou que isso determinasse sua carreira: “Não foi nada traumático fisicamente, foi mais o meu psicológico, gente dizendo que eu era uma loira burra gostosa, então podiam tudo, que eu usava minissaia, shortinho e que podiam atacar. Isso não dá o direito de passar a mão em mim. Você pode se vestir como quiser, ter a idade que tiver, dizer o que dizer. É a sua vida. Isso mexeu comigo, com a minha mente”, contou ela em entrevista ao Altas Horas da Rede Globo, refletindo sobre o machismo e o estereótipo de loira burra que rondava sua carreira na época.

Ela foi transgressora e não se deixou abater, deu a cara à tapa e continuou sua transição de carreira de modelo para atriz, o que não foi fácil mas que ela conseguiu com êxito, garra e muita força, provando que a resiliência, a vontade e o talento nos levam mais longe do que possamos imaginar. “Quando comecei no cinema e na televisão, as pessoas me cantavam mesmo. Eu sempre fui muito inteligente, graças a Deus, e tive muita criatividade para sair disso sem me mandarem embora. Porque muita atriz e ator cedeu a isso naquela época por ter medo da demissão”, contou ela sobre seu início na televisão.

Seus primeiros trabalhos como atriz foram no cinema, na época de ouro da pornochanchada. Essas obras a moldaram como atriz e reverberaram como grandes clássicos nacionais, destacando sua beleza e talento. “Me sinto privilegiada, porque o cinema novo, o da Atlântida e a pornochanchada são movimentos de cinema brasileiro, então me sinto orgulhosa”, contou ela em entrevista ao Gshow.

Nas telinhas da tv, estreou na telenovela Espelho Mágico (1977), interpretando Diana e Débora. Não foi fácil, a atriz enfrentou preconceito por vir das pornochanchadas e de concursos de beleza. Mesmo assim, consolidou-se rapidamente. “Eu ganhava bem, me impunha. Quando protagonista, eu ia conversar com o cara do dinheiro. Graças a Deus, minha família sempre foi muito forte, muito severa e humana. Então isso me deu um norte, fez com que eu me tornasse uma pessoa, aos poucos, mais compreensiva, corajosa e forte”, contou ela em entrevista ao Altas Horas da Rede Globo.

Carreira  consolidada
Foto: reprodução/Nelson Di Rago/Globo

Nos dois anos seguintes, deu vida às personagens Sula Montenegro e Helena Porto em Sinal de Alerta (1978) e Os Gigantes (1979). Em 1980, foi Vivian Ribas em Coração Alado. No ano seguinte, fez uma participação especial na série Obrigado, Doutor. Mas foi como Luiza, em Brilhante (1981), que recebeu sua primeira indicação no Troféu Imprensa e parou o país com sua elegância, seus lenços no pescoço, seus olhos verdes e beleza marcante. A ideia dos lenços veio como uma solução da figurinista Marília Carneiro para disfarçar o cabelo curto da atriz, que não agradava o público e que foi palco de polêmica, pois Tom Jobim escreveu uma música para a personagem enfatizando seus longos cabelos e ela apareceu com eles curtos. “Foi uma febre, todas as pessoas quiseram usar esse lencinho”, contou a figurinista ao Memória Globo.

Em 1987, interpretou Jocasta na polêmica Mandala, de Dias Gomes, personagem que marcou a década. A trama tinha a tragédia grega Édipo Rei como ponto de partida e explorava vários tabus como bissexualidade, misticismo, incesto e vicio em drogas. A novela ficou marcada também pelo início do conturbado romance entre Vera e Felipe Camargo. Os dois se conheceram nas gravações da trama e a paixão foi avassaladora, ganhando as manchetes com repercussão nacional dos jornais e revistas da época. O casamento ocorreu em 1988 e foi conturbado e polêmico até a separação ocorrida em 1994. Na época, ambos atuavam em Pátria Minha (1994), Vera vivia a protagonista Lídia Laport na trama e chegou a ser afastada duas vezes devido a constantes atrasos e outros motivos relacionados a comportamento, além das brigas constantes entre ela e Felipe, que resultaram inclusive em um antebraço quebrado. Ambos os personagens acabaram morrendo na história. Recheada de polêmicas, Mandala nunca foi reprisada pela Globo e não tem previsão de entrada no Globoplay.

Em 1990, deu vida a Eduarda na minissérie Riacho Doce e logo em seguida encarnou Anna de Assis em Desejo (1990). Em 1992, viveu Cidinha em Perigosas Peruas. Entre 1993 e 1996, interpretou Alice na minissérie Agosto (1991), Lídia Laport em Pátria Minha (1994) e Nena Mezenga em O Rei do Gado (1996). Encerrando a década, esteve no programa Você Decide (1997), em Pecado Capital (1998) como Laura e em O Belo e as Feras (1999) no episódio Casa de Malandro, Espeto de Chifre.

Foto: reprodução/Roberto Steinberger/Globo

Ela já começou a década de 2000 com tudo! Interpretando Helena em Laços de Família, um dos seus papéis mais emblemáticos e lembrados pelo público brasileiro, Vera fez história.  Helena é uma mulher firme, amorosa, doce, capaz de abdicar do amor de sua vida pela sua filha, Camila (Carolina Dieckmann). A história é repleta de sacrifícios, dilemas morais e revelações dolorosas. “Helena não se importava com o preconceito de nada, é culta, viajada, livre, bonita. O que mais posso querer em uma personagem. Foi a grande glória da minha vida”, lembrou em entrevista ao documentário O Leblon de Manoel Carlos. Por esse papel, ela venceu o prêmio Melhores do Ano de 2000, na categoria Melhor Atriz de Novela. No ano seguinte, brilhou como Yvete no hit global O Clone (2001), papel que lhe rendeu mais uma indicação no Troféu Imprensa. Em 2003, foi Antônia em Agora É que São Elas e, em seguida, viveu Vera Robinson em Senhora do Destino (2004) e Úrsula em América (2005).

Em 2007, participou de Amazônia – De Galvez a Chico Mendes, como Lola. Em 2008, atuou como a fotógrafa Dolores em Duas Caras e logo em seguida, fez uma participação como Vera em Casos e Acasos. Em 2009, foi Chiara em Caminhos das Índias e fez uma participação como Celeste na série Afinal, O que Querem as Mulheres (2010).

Em 2011, deu vida a Catarina Diniz em Insensato Coração e, em 2012, foi Irina em Salve Jorge. Voltou à televisão em 2018 como Ana Tanquerey em Malhação Vidas Brasileiras, como Haydée em Assédio e em Espelho da Vida, sua ultima novela, viveu Maria do Carmo e Gertrudes, a novela foi exibida até 2019.

Cinema
Foto: divulgação/Acervo/Globo

No cinema, estreou em 1972 como Ângela em Sinal Vermelho – As Fêmeas. No ano seguinte participou de três filmes: A Super Fêmea como Eva, Laura em Anjo Loiro (1973) e Fernanda em As Delícias da Vida (1973). Em 1974, interpretou Lígia em Essa Gostosa Brincadeira a Dois e Juliana na comédia Macho e Fêmea. Seu primeiro papel de destaque no cinema foi em 1976 no filme Intimidade, com a sua personagem Tânia Velasco, que roubou a cena com profundidade em dilemas emocionais, revelando uma atuação potente de Vera, que passou a ser enxergada além de sua beleza. A produção lhe rendeu um prêmio de melhor atriz no Troféu APCA. “Eu tinha muitas dúvidas em relação a ser atriz. Só depois dos 25 anos, que fiz Intimidade e que ganhei alguns prêmios, que tive noção de agora, sim, podia dizer: eu sou uma atriz”, disse a atriz em entrevista no Festival de Gramado de 2024.

Cinco anos depois, foi Judite em Perdoe-me por Me Traíres (1980). Em 1981, esteve em dois longas: viveu Ritinha em Bonitinha, mas Ordinária e Barbára Bergman em Eu te Amo. No filme ousado e controverso Amor Estranho Amor (1982), interpretou a prostituta Anna, papel que lhe garantiu prêmios de melhor atriz no Prêmio Air France e no Festival de Cinema de Brasília. Naquele mesmo período, foi a protagonista de Dora Doralina (1982). Dois anos depois, participou de dois longas: Anna em Amor Voraz (1984) e Ana de Ferro em Quilombo (1984). Vera encerrou a década de 1980 como Letícia de Doida Demais (1987). Em 1990, foi Sra Watts em O Quinto Marcado e Cristina em Forever. Em 1993, participou do filme Fala Baixo, Senão Eu Grito e em 1997 foi Neusa Sueli em Navalha na Carne. Em 2002, foi a Rainha Dara em Xuxa e os Duendes 2: No Caminho das Fadas, retornando para o cinema somente em 2019 como Gilda em Quase Alguém.

Consagrada profissionalmente e pessoalmente
Foto: divulgação/Acervo/Globo

No teatro, Vera fez diversas produções ao longo das décadas de 80, 90 e 2000, incluindo Negócios de Estado, Macbeth, Desejo, A Primeira Noite de um Homem e Porcelana Fria. Em 2022, celebrou seus 55 anos de carreira nos palcos, lugar sagrado e de ofício onde se encontra, se derrama e deleita. “Eu comecei pelo cinema, fiz televisão e vim para o teatro. Geralmente, a ordem é teatro, cinema e TV. Gosto do jeito como conduzi minha vida profissional. Teve um período em que fiquei um pouco parada na TV por causa da idade, mas logo engrenei no teatro e não parei mais. As pessoas adoram me ver ao vivo, pertinho. E teatro você pode fazer com qualquer idade e sempre”, completou.

Foto: reprodução/Instagram @verafischer

Atualmente, ela brilha em cena com potência, luxo e elegância com sua peça O Casal Mais Sexy do Planeta que roda o Brasil em turnê. Peça escrita originalmente pelo norte americano Ken Levine, conta a história do reencontro de um casal de atores veteranos de Hollywood: Susan, vivida por Vera e Robert (Leonardo Franco), que se reconectam a partir do velório de um amigo em comum. O texto ganhou versão brasileira e direção de Tadeu Aguiar e está imperdível, com Vera mostrando mais uma vez  porque é  patrimônio da dramaturgia brasileira. Em entrevista ao site Heloísa Tolipan, a atriz destacou a prática da solitude, que ama ficar em paz consigo mesma e que isso é essencial para a sua vida. “Minha vida mudou muito. Eu era de festas, bares, boates, jantares. Hoje, moro em um apartamento menor, com meus gatinhos. Tenho poucos amigos e adoro ficar sozinha. Não é solidão, é solitude. Eu faço tudo no meu tempo, do meu jeito”, contou ela. Vera está solteira e afirma estar em seu melhor momento de vida pessoal, sexual e profissional: “paquero de vez em quando mas estar sozinha é melhor. Existe a masturbação que é saudável, estou em paz, cada idade tem sua beleza”, afirma ela destacando estar mais conectada consigo mesma e com seu prazer, provando que as mulheres podem ser livres, donas de si e que o amadurecer está cada vez mais bonito. “A maturidade traz leveza, você se livra do que não precisava”, concluiu Vera em entrevista ao Correio Braziliense

Vera é uma atriz fantástica, uma jóia rara, uma leveza, uma beleza que não se apaga com o tempo, um raio de sol que ilumina a todos, um verdadeiro diamante lapidado com um brilho único e inesquecível e que merece ser lembrada, amada e adorada com todas as homenagens possíveis. Sua arte sempre permanecerá viva e pulsante. Viva Vera!

 

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Leia também: Por que os brasileiros gostam tanto de novelas?

Com Vera Fischer, espetáculo O Casal Mais Sexy da América desembarca em São Paulo

 

Texto revisado por Angela Maziero Santana 

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Cultura Latina Música

Bad Bunny: Qual é o ‘sermão’ que o cantor dá no Super Bowl?

Astro do reggaeton, e agora pop, fez uma dos shows mais marcantes e polêmicos da NFL

Agora, mais do que nunca, todos os olhos estão voltados para ele: Benito Antonio Martínez Ocasio, Bad Bunny. Fazendo história para a cultura latina, foi o primeiro cantor a se apresentar no Super Bowl cantando majoritariamente em espanhol.

Muito mais que um show memorável, o porto-riquenho deu um “sermão” ao vivo no maior evento de audiência da televisão internacional, no último domingo (8).

Como Bad Bunny vai ser o rei do pop com reggaeton e dembow?”. Esse é um dos versos de NUEVAYoL, parte do disco DeBÍ TiRAR MáS FOToS. A indagação da faixa, lançada no dia 5 de janeiro de 2025, parecia prever o que aconteceria um ano depois.

Para aqueles que não achavam suficiente ele ser o artista mais ouvido do globo por quatro anos seguidos, Bad Bunny mostrou, ao vivo e a cores, e fez muitos entenderem e engolirem o porquê de ser um fenômeno mundial.

Bad Bunny no Super Bowl
Bad Bunny fez história para a comunidade latina no Super Bowl (Edwin Rodriguez/divulgação)

Em um espetáculo cinematográfico de 13 minutos, o cantor mostrou, em diversos atos, o quanto a América Latina é rica não somente em belas paisagens naturais, mas também cultural e musicalmente.

Era impossível não se identificar como latino-brasileiro ao ver as meninas fazendo a unha ou trança, a criança dormindo na festa, as barraquinhas de coco e bebidas ou até a banca que vende ouro e prata.

Benito, mais uma vez, fez história com uma apresentação carregada não só de grandes sucessos, mas de simbolismo, identidade e reafirmação da potência latino-americana. Deixou claro que seus compatriotas e hermanos vizinhos são grandiosos e não precisam – nem devem – ter um sentimento de viralatismo ou dependência dos países do hemisfério norte.

Mas o recado mais importante, com a vitória no Grammy aliada ao Super Bowl, é que não dá mais para ignorar a potência dos gêneros latinos, sejam cantados em espanhol ou em português. A América Latina é um dos mercados mais rentáveis para a indústria fonográfica, visto que a música está no nosso DNA.

Ele poderia ser o mais afrontoso possível, vide a atual postura política dos Estados Unidos em relação aos outros países da América. Mas preferiu usar o amor para combater o ódio.

Bad Bunny e Lady Gaga no Super Bowl
Bad Bunny e Lady Gaga no Super Bowl (Edwin Rodriguez/Divulgação)

Ainda fazendo referência à própria discografia, como ele mesmo diz no álbum Nadie Sabe Lo Que Va a Pasar Mañana: “Ahora no estoy en mi peak, estoy en mi prime” (“Agora não estou no meu auge, estou no meu modo prime”).

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Leia também: Female rage: livros para abraçar a fúria feminina

Texto revisado por Angela Maziero Santana

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Cultura turca Notícias Séries

Notícias da semana no mundo turco – 9/2 a 14/2

Confira as atualizações do entretenimento no mundo turco durante esta semana 

Por Ana Matos, Anna Mellado, Débora Lima e Gisélia Oliveira

Novo personagem na dizi Abi

A.B.İ. (Aile Bir İmtihandır. Tradução livre: A família é um teste), protagonizada por Kenan İmirzalıoğlu e Afra Saraçoğlu, continua dominando as noites de terça-feira, e a produção da OGM Pictures vai agitar ainda mais a trama com a chegada de um novo personagem chamado Şimşek. Behram (Diren Polatoğulları) conhece o misterioso personagem do passado e a tensão na história promete aumentar a partir do 8º episódio, embora o intérprete de Şimşek ainda não tenha sido revelado.

Foto mundo turco.
Foto: reprodução/Birsen Altuntaş

Antes de Şimşek, veremos sua versão jovem, que será interpretada por Halil İbrahim Kaçmaz. Com experiência no Diyarbakır Devlet Tiyatrosu e participação recente na série İmam Gazali da TRT, Kaçmaz já gera curiosidade entre os fãs sobre como dará vida ao novo personagem.

Foto mundo turco.
Foto: reprodução/Birsen Altuntaş
Simay Barlas é a parceira de Bilal Yiğit Koçak em nova dizi

A série İstanbul Hatırası (tradução livre: Memórias de Istambul), baseada nos populares livros policiais de Ahmet Ümit, está em preparação para a Netflix Turquia. A direção e produção ficam por conta do experiente Abdullah Oğuz e a primeira temporada terá 8 episódios. O veterano Nejat İşler dará vida ao icônico Nevzat Komser, enquanto o jovem Bilal Yiğit Koçak interpretará o comissário Ali.

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Foto: reprodução/Birsen Altuntaş

A parceira de Ali, Zeynep, será interpretada pela estrela Simay Barlas, escolhida após um processo cuidadoso de seleção. A trama promete começar com um caso fora do comum: um corpo encontrado com uma antiga moeda na mão coloca o comissário Nevzat em ação, gerando expectativa entre os fãs desde já.

Rüya Gibi: Celil Nalçakan se despede e Kerem Can entra no elenco + futuro da dizi

A dizi Rüya Gibi (tradução livre: Como um Sonho), que tem 13 episódios garantidos nesta temporada, traz mudanças importantes no elenco. O ator Celil Nalçakan, que interpreta o cabeleireiro Tarık, se despede da trama no episódio 10, após uma emocionante cena com sua filha Çiğdem (Ahsen Eroğlu). O momento da despedida reforça o drama da personagem e promete comover os fãs.

Foto mundo turco.
Foto: reprodução/Dizilah

Ao mesmo tempo, Kerem Can se junta à série como Eralp, irmão de Aydan, trazendo novos mistérios e reviravoltas. Eralp passou 20 anos na prisão e chega com um grande segredo que promete agitar a história. Os índices de audiência do episódio 10 serão decisivos para o futuro da série e possíveis mudanças na produção.

Nova dizi pode reunir Kıvanç Tatlıtuğ e Pınar Deniz

O ator Kıvanç Tatlıtuğ se prepara para a nova dizi, intitulada Dönence (tradução livre: Círculo), produzida pela Bozdağ Film para a Disney Plus Turquia. Ele dará vida ao agente Ali, enquanto Pınar Deniz está em fase de assinatura para interpretar sua parceira Yasemin. A expectativa cresce entre os fãs, que já aguardam o reencontro dos atores com a premiada diretora Hilal Saral, responsável por sucessos como Aşkın Kıyameti, Kurt Seyit ve Şura, Kuzey Güney e Aşk-ı Memnu.

Foto mundo turco.
Foto: reprodução/Dizilah

O projeto só pôde avançar após o adiamento da dizi Ömür Usta para a temporada de setembro, também dirigida por Hilal Saral. Com isso, Tatlıtuğ e Pınar Deniz se encontrarão na dizi, reunindo ambos com a premiada diretora e prometendo química e emoção para a trama de 8 episódios de Dönence.

Novo filme de Serenay Sarıkaya

A atriz Serenay Sarıkaya, que em 2026 também terá a 3ª temporada da dizi Kimler Geldi Kimler Geçti (Próximo!) na Netflix, anunciou seu próximo projeto cinematográfico: o filme independente Sevdiğim İnsanlar (tradução livre: As Pessoas Que Amo). A artista se mostrou muito animada com o novo trabalho, que promete explorar uma história intensa ambientada em uma pequena cidade.

Foto mundo turco.
Foto: reprodução/Birsen Altuntaş

O filme será dirigido por Doğuş Algün, conhecido pelo longa Ölü Mevsim (tradução livre: Estação da Morte). Serenay e o diretor se  conheceram no Festival de Cinema de Adana (Altın Koza), onde o mesmo recebeu diversos prêmios por seu trabalho. Após as filmagens, Sevdiğim İnsanlar seguirá para o circuito de festivais, marcando o início da trajetória do longa no cinema.

Novidades e novos atores na dizi Delikanlı

A nova dizi Delikanlı (tradução livre: O Valente), produção da OGM Pictures que ainda negocia canal de exibição, segue acelerando seus preparativos e anunciando um elenco de destaque. Dirigida por Zeynep Günay e Recai Karagöz, a trama terá como eixo central uma intensa história de vingança. Mert Ramazan Demir interpretará Yusuf, enquanto Salih Bademci dará vida a Pars e Mina Demirtaş será Dila. A protagonista feminina, Hazan, será interpretada por Melis Sezen, formando o par romântico de Yusuf e ocupando posição-chave na narrativa.

Foto mundo turco.
Foto: reprodução/Birsen Altuntaş
Foto mundo turco.
Foto: reprodução/Birsen Altuntaş

Entre os novos nomes confirmados, estão Erdem Adilce como Remzi, primo ambicioso de Yusuf; Velatnu Aydın no papel de Murat, irmão impulsivo do protagonista; e Zehra Barto como Elmas, irmã de Yusuf. Com um elenco forte, Delikanlı mistura romance, conflitos familiares e vingança, prometendo conquistar o público.

O que mais aconteceu essa semana:

Sahipsizler será encerrada no episódio 51: apesar de registrar boa audiência ao longo de duas temporadas e manter um público fiel na Star TV, a série Sahipsizler (tradução livre: Os Desamparados), da OGM Pictures, e protagonizada por Hazal Subaşı e Kaan Mirac Sezen, chegará ao fim no episódio 51. Mesmo com reforços no elenco e a continuidade da trama, os elevados custos por capítulo vinham superando o retorno financeiro, levando a produção a optar pelo encerramento antecipado. Com o 48º episódio exibido recentemente, restam apenas três capítulos para a despedida oficial da história.

Novos atores em Sahtekârlar: a dizi Sahtekârlar (tardução livre: Os Golpistas), que reúne Burak Deniz e Hilal Altınbilek nos papéis principais e vai ao ar aos domingos no NOW, acaba de receber dois novos nomes no elenco. O ator Enes Bay, conhecido por Yalı Çapkını e Rüya Gibi, interpretará Ahmet, cujo caminho se cruza com Asya (Hilal Altınbilek) e Ertan (Burak Deniz) enquanto tentam desvendar uma rede de golpes. Já Şeyma Gökçe Cengiz aparecerá a partir do 18º episódio como Şerife, uma mulher com passado na prisão e várias cirurgias estéticas para se parecer com Asya, além de ser parceira de İbrahim (Yiğit Kirazcı) na trama.

Dizi Avlu ainda não foi vendida a nenhum canal: a dizi Avlu (tradução livre: Prisão de Mulheres), que teve teaser lançado pela Limon Film em 12 de abril com a promessa de “o retorno de uma série lendária”, ainda não foi oficialmente vendida a nenhum canal. Apesar de acordos prévios com atores como Ceren Moray, Nergis Öztürk, Su Burcu Yazgı Coşkun, Esra Dermancıoğlu, Ümmü Putgül, Ayça Damgacı e Alican Yücesoy, e do envio do roteiro para a veterana Vahide Perçin, a assinatura com a Show TV não foi concluída após mudanças na emissora. Com isso, o projeto foi colocado em espera e os atores começaram a avaliar outros trabalhos, repetindo o que aconteceu com a dizi Kızgın Topraklar (tradução livre: Terras Férteis), que também não foi ao ar por falta de canal.

Hatice Deniz e Erol Babaoğlu no elenco de Eşref Rüya: a dizi Eşref Rüya (tradução livre: O Sonho de Eşref), que reúne Çağatay Ulusoy e Demet Özdemir nos papéis principais e vai ao ar às quartas-feiras na Kanal D, recebe a jovem atriz Hatice Deniz como convidada especial. Ela interpretará Melek, personagem que terá seu caminho cruzado com Eşref e Nisan na nova temporada, prometendo trazer novidades e dinamismo à trama da TimsBi. Erol Babaoğlu também se juntará ao elenco com um personagem surpresa.

Estreia da dizi Aynı Yağmur Altında: a nova dizi Aynı Yağmur Altında (tradução livre: Debaixo da Mesma Chuva), estrelada por Nilsu Berfin Aktaş e Burak Tozkoparan e um elenco forte que inclui Hülya Avşar, Fikret Kuşkan, Deniz Uğur, Levent Ülgen, Erkan Can, Mine Çayıroğlu, Taro Emir Tekin e Bahar Şahin, estreou na segunda‑feira, 9 de fevereiro, na ATV e entrou no ranking de audiência com: 3,12 de rating no Total, 2,24 no AB e 2,88 no ABC1 na sua primeira exibição, ficando entre os 10 primeiros nas categorias AB e ABC1. 

Ecem Sena Bayır será Meliha em Canvermezler: A atriz Ecem Sena Bayır foi confirmada como protagonista feminina da série Canvermezler (tradução livre: Os que Não se Rendem), nova produção do TRT tabii assinada pela Akli Film e Adenz Yapım, ambientada na Istambul dos anos 1930 e dirigida por Murat Zaloğlu. Após o anúncio de Burak Dakak como o protagonista Ali Nail, um respeitado comerciante, havia expectativa sobre quem interpretaria Meliha, papel que agora ficará com Bayır. Na trama, enquanto Ali Nail se prepara para se casar com sua noiva Seyyan (Lidya Atlik), uma carta inesperada enviada por Meliha ressurge do passado e muda completamente o rumo de seus planos.

Dizi Ömür Usta é adiada para próxima temporada: a dizi Ömür Usta (tradução livre: Chefe Ömür), que estava programada para ir ao ar no canal NOW nesta temporada, foi adiada para a próxima temporada, que começa em setembro de 2026, devido à queda na receita publicitária. Dirigida por Hilal Saral e com elenco formado por Nurgül Yeşilçay, Gonca Vuslateri, Cemre Arda, Pınar Çağlar Gençtürk e Gülçin Kültür, a produção da Ay Yapım conta a história dramática de Ömür Usta e sua família que vivem em um bairro pobre. A decisão, tomada no fim de janeiro, foi comunicada aos atores.

Estreia da dizi Sevdiğim Sensin: a segunda dizi a estrear nesta semana, Sevdiğim Sensin (tradução livre: Você É Quem Eu Amo), marcou ótimos índices em seu primeiro capítulo. Com Aytaç Şaşmaz (Erkan) e Helin Kandemir (Dicle) nos papéis principais, a produção da Ay Yapım para o canal Star TV, ainda tem no elenco Hüseyin Avni Danyal, Umutcan Ütebay, Özlem Conker, Yılmaz Kunt, Barış Baktaş, Cihat Süvarioğlu, Elçin Zehra İrem, Deniz Işın, Deniz Karaoğlu e Nihan Büyükağaç. Apresentando uma trama dramática e emocionante, a audiência marcou segundo lugar em todas as categorias (6,24 de rating no Total, 4,63 no AB e 5,84 no ABC1).

TV Globo pode exibir novelas turcas em breve: alguns rumores apontam que a emissora tem planos de testar novelas turcas na faixa da tarde. Com o sucesso das produções turcas no streaming Globoplay, como Leyla: Sombras do Passado (Leyla: Hayat… Aşk… Adalet…, 2024) e Armadilha do Amor (Afili Aşk, 2019), que estão entre as mais vistas da plataforma, superando novelas atuais da própria Globo, caso se concretize, será algo pioneiro na grade da emissora.

Noite de estreia da dizi O Museu da Inocência: protagonizada por Selahattin Paşalı e Eylül Lize Kandemir, a nova dizi da Netflix, O Museu da Inocência (Masumiyet Müzesi, 2025), teve um evento para marcar sua estreia na Turquia. A noite de gala contou com a presença dos atores e da equipe. A produção da Ay Yapım, inspirada na obra homônima do escritor turco Orhan Pamuk, já está disponível no streaming com nove episódios, inclusive no Brasil.

İnci Taneleri chega ao fim no episódio 51: a dizi İnci Taneleri (tradução livre: Grãos de Pérola), criada e protagonizada por Yılmaz Erdoğan, se despede do público após dois anos de grande sucesso. Marcando seu aguardado retorno à televisão, o artista conquistou audiência e crítica com a história de Azem e Dilber, personagens que viraram fenômeno antes mesmo da estreia. Em decisão conjunta entre o canal e a produtora, a trama será encerrada no episódio 51, colocando ponto final em uma jornada que marcou a indústria televisiva turca com seus diálogos impactantes, trilha sonora forte e direção elogiada. Hazar Ergüçlü, Selma Ergeç e Kubilay Aka também estão no elenco.

Rapidinhas:

– A terceira temporada de O Canto do Pássaro (Yalı Çapkanı, 2022) já está disponível no Brasil, no streaming HBO Max;

– O ator turco, Tansu Biçer, que interpreta o personagem Vezir na dizi Veliaht (tradução livre: O Herdeiro, 2025), foi indicado ao Urso de Prata de Melhor Ator no Festival de Cinema de Berlim por seu papel no filme Sarı Zarflar (tradução livre: Envelopes Amarelos);

– O filme Olay Para (tradução livre: Dinheiro do Evento), estrelado por Kadir Polatcı e Kıvanç Baran Arslan, foi lançado nesta sexta-feira (13) na Turquia;

– As gravações do filme Deccal 3 (tradução livre: Anticristo), produzido pela Kirpi Medya, com direção de Özgür Bakar começaram. O elenco conta com İlayda Mine Çopur, Birhan Tut, Buket Dereoğlu e mais atores.

 

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Leia também: Notícias da semana no mundo turco – 2/2 a 7/2

 

Texto revisado por Larissa Couto

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