Filmado em locações históricas de Sergipe, o longa une romance e memória para reviver um dos capítulos mais esquecidos da história brasileira.
As gravações do longa-metragem Corações Naufragados começaram no último sábado, 4 de outubro, em Sergipe. A produção é da WG Produções e tem estreia prevista para meados de 2026 nos cinemas brasileiros.
O filme revisita um episódio pouco explorado da história nacional: os ataques do submarino alemão U-507 à costa sergipana, em 1942, durante a Segunda Guerra Mundial. Evento que ceifou a vida de mais de 600 civis brasileiros e marcou para sempre a memória do povo nordestino.
O drama histórico é dirigido por Caco Souza, responsável por Atena (2025) e O Faixa Preta (2022), e conta com roteiro e produção executiva de Cacilda de Jesus, que produziu Velho Chico, a alma do povo Xokó (2024).

Na trama, Lucinda Camargo (Olivia Torres) é uma jovem jornalista que ousa revelar sua verdadeira identidade após anos escrevendo sob um pseudônimo masculino. Em meio à efervescência política e aos horrores da guerra, ela se envolve com o Capitão Francisco da Silva (William Nascimento), oficial sergipano da Marinha e líder clandestino antinazista. Entre o amor e a resistência, o casal enfrenta a repressão, o preconceito e a tragédia de um país em convulsão.
O elenco reúne nomes consagrados da televisão e do cinema brasileiro, como Dalton Vigh (O Clone, 2001), Daniel de Oliveira (Cazuza: O Tempo Não Pára, 2004), Wagner Santisteban (A Grande Família: O Filme, 2007), assim como Mina Nercessian, Leonardo Medeiros, Gabi Britto, Domingos Antonio e Anne Samara, além de mais de 40 atores sergipanos, reforçando o compromisso do projeto com o fomento à produção regional.
“Dirigir este projeto é uma responsabilidade e uma honra. Estamos contando uma parte fundamental e ainda pouco explorada da história recente do nosso país. É gratificante poder fazer isso ao lado de um elenco poderoso e de uma equipe técnica extremamente talentosa”, declarou Caco Souza.
As filmagens acontecem em locações históricas de Sergipe, e parte da narrativa também se passa no Rio de Janeiro, retratando o contraste entre o litoral sergipano e o ambiente urbano do centro político da época.
Para a roteirista e produtora executiva Cacilda de Jesus, o longa é um ato de memória e resistência: “Corações Naufragados é mais do que um filme. É um tributo à memória, ao afeto e à resistência de um povo que testemunhou de perto os horrores da guerra. Nosso objetivo é transformar essa dor em reflexão e identidade cultural”, afirma.

Com recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA/BRDE), o filme deve circular em festivais nacionais e internacionais antes da estreia oficial, e já negocia futuras exibições em plataformas de streaming, ampliando o diálogo entre arte, história e sociedade.
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Texto revisado por Sabrina Borges de Moura









