A mineira contou sobre desafios enfrentados e futuro da carreira
Ana de Santana iniciou sua carreira profissional aos 17 anos como modelo, trabalhando com grandes marcas, como Prada, Armani, Versace e Lacoste. Agora ela estreia como atriz na série Vermelho Sangue, que chegou ao Globoplay no dia 2 de outubro.
A atriz mineira, nascida em Uberaba, interpreta Juliana, filha do delegado Edgar (Che Moais) e que estuda no Instituto de Biologia da cidade. Inicialmente ela é apresentada como uma pessoa de mentalidade limitada, presa em padrões e preconceitos.
Hoje, aos 28 anos, Ana encontrou sua vocação e paixão na atuação e segue se aperfeiçoando em cursos artísticos. Recentemente, foi aprovada no Kingdom Drama School, instituição frequentada por grandes nomes do audiovisual britânico!
O Entretê conseguiu uma entrevista exclusiva com a atriz. Confira na íntegra:
Entretetizei: Ana, você vem de uma jornada como modelo de grandes marcas. Como foi o processo de migrar das passarelas para a TV?
Ana de Santana: Foi como aprender a andar de novo, só que descalça (risos). A moda me deu estrutura, disciplina, resiliência, mas atuar é completamente diferente. Na moda o olhar é de fora pra dentro, na atuação é o contrário… É sobre o que vem de dentro. Foi desafiador me desapegar de tudo o que eu já sabia, perder o controle do que é bonito ou certo e simplesmente me permitir ser humana. Foi libertador.
E: Como foi a preparação para o seu primeiro trabalho como atriz? Quais foram os maiores desafios que você encontrou?
A: O maior desafio foi desapegar da ideia de performance. Como atriz, o que importa é a verdade. Descobrir que o erro também pode ser bonito foi um aprendizado enorme. E lidar com o medo… porque quando é um sonho tão grande, a vontade de acertar às vezes sufoca.
E: A série Vermelho Sangue se passa em Minas Gerais, seu estado natal. Você conseguiu trazer traços da sua criação no interior de Minas para a construção de sua personagem?
A: Totalmente. Tem um jeitinho mineiro que eu não consigo (e nem quero) disfarçar, o sotaque que escapa, o jeito de olhar com calma antes de responder, a fé simples nas coisas. A Juliana tem isso, mesmo tentando se encaixar num mundo que às vezes parece não caber nela. Eu também fui essa menina que veio do interior com sonhos grandes demais pro tamanho da cidade. Tentei trazer essa mistura de ingenuidade e curiosidade, vamos ver no que deu…

E: Se você pudesse definir a sua personagem, Juliana, em poucas palavras, quais seriam?
A: Juliana é conflito, aceitação, sensibilidade e contradição. Ela quer pertencer, mas também quer ser o que é.
E: A série conta com um elenco de grandes nomes como Letícia Vieira, de Vale Tudo, e Alanis Guillen, que ficou conhecida pela sua performance como Juma na novela Pantanal. Como foi atuar ao lado de pessoas tão talentosas e experientes?
A: O elenco todo foi um presente, parece que cada um deveria se encontrar ali por algum motivo… Pantanal tinha sido a última novela que assisti, e eu era fissurada na personagem da Alanis. Quando eu vi ela na sala de preparação pela primeira vez foi como se uma ficha tivesse caído, tipo “Meu Deus, eu estou aqui também agora”. A Letícia tem uma generosidade enorme, me acolheu desde o primeiro dia. Ela também veio da moda e começou a se preparar um pouco antes de mim, acho que ela reconheceu meu desespero e segurou forte minha mão diversas vezes. Eu tive uma conexão diferente com ela desde o primeiro dia, é uma menina de coração bom, e nada importa mais que isso.
E: Vermelho Sangue estreou dia 2 de outubro no Globoplay. O que o público pode esperar da produção?
A: Pode esperar uma história intensa, envolvente e cheia de camadas. É uma série que fala sobre vampiros, lobos e mistério, mas, no fundo, é sobre humanidade também, sobre o que nos move, o que nos assusta e o que estamos dispostos a fazer para sermos aceitos. É visualmente linda, com atuações potentes e uma trilha sonora incrível. Acho que vai surpreender quem espera só o sobrenatural… Porque o real é o que mais pega!
E: Quais são os seus próximos passos após a estreia?
A: Continuar estudando, aprendendo e me desafiando. Essa estreia abriu uma porta que eu não quero fechar nunca mais. Tenho vontade de explorar cinema, séries, teatro, quero me colocar em lugares que me causam frio na barriga. E, claro, continuar com minha trajetória como modelo, mas agora com um novo propósito: usar tudo o que vivi até aqui pra contar histórias que toquem pessoas de verdade!
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Texto revisado por Gabriela Fachin @gabrieladfachin









