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Foto: reprodução/Festival do Rio

Crítica | Festival do Rio: Leandra Leal produz e dirige documentário que celebra o reencontro com sua mãe

Leandra Leal dirige um retrato íntimo e sensível da relação com sua mãe, Ângela Leal, durante o confinamento da pandemia

Em Nada a Fazer, Leandra Leal apresenta um documentário que mergulha na relação entre mãe e filha durante o confinamento da pandemia de COVID-19. Através de uma abordagem íntima e sensível, o filme acompanha a transformação dessa relação, marcada por momentos de proximidade e reflexão. A decisão de estudar a peça Esperando Godot, de Samuel Beckett, serviu como ponto de partida para uma jornada de autodescoberta e conexão familiar.

A escolha de capturar o processo de leitura e estudo da peça de forma artesanal e íntima confere ao documentário uma autenticidade que ressoa com o espectador. As imagens de arquivo familiar entrelaçadas com as cenas atuais criam uma narrativa que transcende o tempo, celebrando a memória e a continuidade da arte no seio familiar. A direção de Leandra Leal é habilidosa ao equilibrar momentos de silêncio e diálogo, permitindo que a relação entre as duas se revele de maneira orgânica.

O elenco, composto por Leandra Leal, Ângela Leal e Júlia Leal Youssef, entrega performances comoventes que capturam a complexidade emocional da convivência forçada e do reencontro. A química entre mãe e filha é palpável, e a presença de Júlia adiciona uma camada de profundidade à dinâmica familiar. As atuações são naturais e despretensiosas, contribuindo para a autenticidade do filme.

Foto: reprodução/Festival do Rio

A fotografia de Guilherme Burgos e a direção de arte de Tati Bond complementam a narrativa, utilizando espaços domésticos e objetos cotidianos para criar uma atmosfera acolhedora e introspectiva. A iluminação suave e os planos fechados enfatizam a intimidade dos momentos compartilhados, enquanto a montagem de Marília Moraes mantém o ritmo do filme fluido e envolvente.

Nada a Fazer é um documentário que celebra a arte, a memória e os laços familiares. Leandra Leal consegue transformar um período de confinamento em uma oportunidade para explorar e fortalecer a relação com sua mãe, oferecendo ao público uma obra que é ao mesmo tempo pessoal e universal. O filme é uma homenagem ao teatro como espaço de transformação e à importância da conexão humana em tempos desafiadores.

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Texto revisado por Angela Maziero Santana 

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