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Imagem: divulgação/Diamond Films

Crítica | Releitura de Natal Sangrento resgata o clássico com camadas mais profundas e sobrenaturais

Abordando temas sensíveis e com pitadas de sarcasmo, o slasher pode agradar até quem não é fã de terror

Dirigido por Mike P. Nelson (Pânico na Floresta: A Fundação, 2021), Natal Sangrento revisita o clássico de 1984, trazendo uma proposta mais madura que o original. Apesar do leve toque de humor em algumas de suas cenas, a obra apresenta dilemas pessoais, psicológicos e também os conflitos internos vividos pelos protagonistas, sem perder o ar de mistério característico do gênero. 

Após presenciar o assassinato dos próprios pais quando criança, Billy Chapman (Rohan Campbell) ganha a macabra companhia de Charlie (Mark Acheson), que age como um guia espiritual ao longo da trama, mas também o ensina a matar. Vestindo roupas de Papai Noel, o serial killer busca suas vítimas em uma espécie de contagem regressiva para o Natal.

Tendo que conviver com o trauma vivido na infância, Billy cumpre a missão anual de tornar o Natal uma caçada sangrenta. Entre uma morte e outra, o protagonista conhece Pamela Sims (Ruby Wylder Rivera Modine), jovem que trava uma luta diária contra seus demônios e se torna o principal motivo para mudanças na vida de Billy, que repensa suas decisões. 

Imagem: divulgação/Diamond Films

Em entrevista ao Collider, o diretor reflete sobre a luta dos dois personagens em lidar com um passado conturbado. De acordo com ele, “são duas pessoas que possuem e lutam contra seus próprios demônios internos e tendo, nisso, um ponto de encontro entre os dois”.

Sem perder as principais características de um slasher e garantindo as expectativas de suspense ao longo das cenas, Natal Sangrento tem um toque de humor ácido nos momentos certos e conta com uma trilha sonora brilhante. As canções natalinas associadas a momentos felizes em família despertam memórias afetivas positivas e dão o tom sombrio para os assassinatos e momentos de tensão.

A dupla protagonista é o ponto mais alto do filme, toda a construção do romance é baseada nas clássicas comédias românticas de Natal, mas carrega a obscuridade que conduz a trama perfeitamente. 

A releitura do clássico carrega também cenas mais fortes e explícitas dos assassinatos, vale o aviso para os mais sensíveis a esse tipo de violência. Contudo, a cena final do filme deixa um gostinho de quero mais, dando a entender que existe a chance de uma continuação.

Natal Sangrento estará nos cinemas a partir do dia 11 de dezembro.

 

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Texto revisado por Ana Carolina Loçasso Luz 

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