A primeira edição do festival trouxe nostalgia e novidades de diferentes lugares do mundo a São Paulo
A previsão de chuva não impediu centenas de pessoas de irem ao Parque Ibirapuera no último domingo (2) para conferir a primeira edição do Festival Índigo. Mas, se o risco de tempestade não se concretizou, é certo dizer que a expectativa de grandes performances e vozes nostálgicas se tornou realidade.
O destaque do Índigo foi a banda de rock alternativo Weezer, que retornou aos palcos brasileiros após seis anos, mas o festival também contou com Bloc Party, Mogwai, Judeline e Otoboke Beaver, que garantiram shows marcantes e roubaram a atenção do público. Confira mais abaixo:
Otoboke Beaver
A primeira a se apresentar, a banda de punk japonesa composta somente por mulheres conquistou imediatamente o público com suas músicas irreverentes e cores vibrantes.
Com interações divertidas e uma performance cheia de energia, foi uma pena que a maior parte do público ainda não tivesse chegado para aproveitar o show.
Judeline
Na sequência, a plateia conheceu a espanhola Judeline, artista pop com apenas cinco anos de carreira. A cantora entregou uma performance teatral muito cativante em parceria com o dançarino Héctor Fuertes, que age como sua sombra no palco. Para a música TU ÉT MOI, Judeline trouxe a mineira MC Morena para cantar ao seu lado no palco.
A cantora interagiu bastante com o público, disse que ama a música e a cultura brasileira e que Gal Gosta é uma de suas cantoras favoritas. Mas, apesar do carisma, a escolha da artista no Índigo pareceu destoar dos outros escolhidos para o dia. Esse distanciamento ficou evidente ao ser encaixada após o punk da Otoboke Beaver e o rock da Mogwai.
Mogwai

Uma das primeiras coisas que os veteranos da Mogwai fizeram ao subir ao palco do Índigo foi pendurar uma bandeira da Palestina na caixa de som.
A banda de pós-rock escocesa, formada há 30 anos em Glasgow, mostrou toda a sua experiência em um show cinematográfico, com experimentações vocais, músicas muito envolventes e um domínio do público, que assistiu à apresentação sob o pôr do sol.
Bloc Party
Já no final do dia, os britânicos do Bloc Party mostraram que eram responsáveis por grande parte da plateia quando muitas das suas músicas foram cantadas em conjunto. O grupo trouxe um show hipnotizante para a sua primeira vez no Brasil desde que foram formados em 1999, com letras sensíveis e políticas em melodias intensas conduzidas pela voz de Kele Okereke.
Durante o show, gritos para “aumentar o som”, que estava baixo para quem não estava imediatamente na frente das caixas, ocupavam cada silêncio da apresentação.
Weezer
Mas o maior nome da noite ainda foi o deles. Com mais de 30 anos de carreira, os Weezer dividiram o show com o público, que cantou cada palavra de cada música junto deles.
Ainda que tenha tido poucos momentos de interação – com destaque para o momento que Rivers Cuomo disse que estava feliz por estar de volta, porque amava o Brasil –, a setlist composta de grandes clássicos e favoritas da banda garantiu uma performance emocionante do início ao fim, com Island in the Sun e Buddy Holly encerrando a noite.
Superfãs
Outro destaque do Índigo foi a iniciativa dos Superfãs, idealizada por um dos patrocinadores do evento, a Deezer Brasil. A plataforma garantiu ingressos gratuitos e experiências exclusivas para os maiores ouvintes nacionais dos artistas convidados.
“Conseguimos criar uma experiência inesquecível para os nossos superfãs, que são os maiores ouvintes dos artistas na plataforma”, contou Yuri Valdevite, líder de Marketing da marca na América Latina. “Eles não só viram o show de pertinho, mas também fizeram um tour guiado pelo backstage do festival e puderam inclusive assistir ao início dos shows da lateral do palco. Tivemos inclusive um encontro super especial entre a Judeline e o seu maior ouvinte na Deezer!”

Assim, com um line-up de muita qualidade, ainda que destoante em certos momentos, a primeira edição do Festival Índigo entregou muita nostalgia e um dia de performances e momentos inesquecíveis para centenas de brasileiros em São Paulo, e o Entretê mal pode esperar pelo próximo!
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Texto revisado por Gabriela Fachin @gabrieladfachin










