Best-seller da Amazon, livro acaba de receber primeira versão física
G. B. Baldassari é o pseudônimo de Gisele e Bruna, casal que, lado a lado, já escreveu mais de 10 livros. Após 30 milhões de páginas lidas na Amazon, sua obra Pink Lemonade, sucesso como ebook, acaba de ganhar uma versão física publicada pela Editora Euphoria.
Na obra, o leitor será apresentado à icônica banda Pink Lemonade, que, nos anos 2000, fez um sucesso estrondoso ao redor do mundo. A narrativa explora os bastidores do universo musical, o encanto dos palcos e os bastidores recheados de segredos. O grupo é composto por cinco integrantes: “PJ” (Paige Joaquim), Dani Garcia, Hollie Derrick, Chloe Jacobs e Jenna Milano.
A trama se alterna entre passado e presente, passando pelo início da banda em Los Angeles e, anos depois, pelo surpreendente convite para um comeback. No entanto, o que ninguém sabe é que PJ e Jenna tinham um romance secreto, que terminou com feridas mal cicatrizadas, assim como a banda.
Aqui, acompanharemos uma trajetória sobre amor, música, amadurecimento e segundas chances. Além disso, temas sensíveis como abuso psicológico, dependência química, luto e conflitos emocionais são abordados no romance, não sendo recomendado para menores de 16 anos.
G. B. Baldassari também são autoras de Amor Fati (2024), Uma Pitada de Sorte (2024) e Tinha Tudo pra Dar Errado (2024). Em entrevista ao Entretetizei, elas discorrem sobre como é escrever em dupla, além de revelarem detalhes da escrita de Pink Lemonade e a importância da literatura LGBTQIAPN+. Confira!

Entretetizei: Como foi acompanhar a transição de Pink Lemonade do universo virtual para o físico?
Gisele e Bruna Baldassari: Foi uma delícia. Especialmente porque já era o nosso segundo lançamento com a Editora Euphoria e tínhamos uma boa relação. Mas desde que começamos a escrever Pink Lemonade, imaginávamos tudo que era possível fazer para a versão física (tanto no projeto gráfico quanto nos brindes), então quando a Euphoria nos propôs lançar o físico, ficamos bem animadas, já que os projetos deles são sempre maximalistas e cheios de detalhes, exatamente como a gente achava que era preciso para essa história.
E: Qual foi a maior inspiração para escrever sobre o mundo da indústria musical?
G. B. B: A maior inspiração foi Spice Girls e o comeback delas em 2007. Mas também teve alguma influência das bandas de pop rock e pop punk dos anos 2000 como Linkin Park, Blink-182 e Avril Lavigne. No fim, foi uma mistura de tudo isso.
E: Como foi o processo de escrever em dupla? Quais foram os maiores desafios e descobertas?
G. B. B: É sempre maravilhoso o processo de escrever juntas, porque sabemos que podemos confiar totalmente uma na outra e, como temos gostos muito parecidos, na maior parte do tempo estamos de acordo com a evolução da história. Esse foi nosso oitavo livro, acho que estamos tão bem adaptadas a escrever em dupla que os desafios iniciais já foram todos superados, então hoje só vemos vantagens.
E: Que tipo de cuidado vocês tiveram ao construir o relacionamento de PJ e Jenna ao longo da história?
G. B. B: Queríamos que todo o relacionamento delas fosse pautado na vontade de proteger uma à outra, mesmo que isso custasse a própria felicidade. Então precisávamos que a relação entre elas fosse de muita confiança, para que o choque e a confusão durante o término fosse plausível.
E: Segundas chances é um tema presente no livro. Qual o significado de abordar o assunto, como autoras e como pessoas?
G. B. B: É aquele tipo de tema que provavelmente funciona bem mais na ficção do que na vida, já que na vida real as coisas costumam ser mais complicadas. Mas é um tema que geralmente funciona bem na ficção e sempre causa curiosidade, porque a maioria das pessoas tiveram algum relacionamento na adolescência ou começo da vida adulta que não deu certo e sempre se perguntam “e se…”.
E: Vocês já escreveram diversas histórias juntas. Existem semelhanças entre elas e Pink Lemonade?
G. B. B: Pink Lemonade é, de certa forma, uma mistura de tudo que já escrevemos. Tem o glamour das turnês e viagens de Diário de Bordo de uma Impostora, uma relação de família entre as integrantes da banda como a das irmãs Lancellotti em De Repente, Namoradas e uma pitada de drama como em Amor Fati.
E: O livro aborda temas delicados, como abuso psicológico e dependência química. Que caminhos vocês decidiram trilhar para trazer tais assuntos de maneira sensível?
G. B. B: Essa era uma grande preocupação para a gente e queríamos fazer direito. A Bruna é psicóloga de formação e trabalhou por algum tempo em um CAPS AD (Centro de Atenção Psicossocial – Álcool e Drogas) e boa parte da pesquisa veio, na verdade, da experiência dela. Mas pesquisamos muito e lemos bastante sobre o tema antes de escrever. Além disso, o livro passou pela leitura crítica de uma médica.
E: Como vocês enxergam o papel da literatura LGBTQIA+ no cenário literário atual?
G. B. B: Cada vez mais importante. Acho que todo mundo notou a volta do conservadorismo e como as pautas das minorias estão sendo cada vez mais escanteadas. Só que representatividade não é uma pauta ou tendência, é uma necessidade. As pessoas não vão deixar de ser o que são porque não está mais na moda, e não vão deixar de ler sobre aquilo que faz sentido para elas. Por isso, continuaremos escrevendo sobre quem somos.
E: O que levou vocês para a carreira como escritoras?
G. B. B: Na verdade, foi acidental. Começamos a escrever por hobby e acabamos nos apaixonando por isso. Hoje, sete anos depois de começarmos a escrever nosso primeiro livro, não nos vemos fazendo outra coisa.
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Texto revisado por Alexia Friedmann









