O coletivo sul-coreano, que já brilhou em festivais como Fuji Rock e Glastonbury, contou ao Entretetizei sobre a evolução do som, a missão de espalhar amor e a vontade de se conectar de perto com os fãs brasileiros
Quando o Balming Tiger lançou Sexy Nukim em parceria com RM do BTS, o mundo inteiro finalmente voltou os olhos para um coletivo que já vinha desafiando padrões e criando um som fora da caixinha desde 2017. A música explodiu, colocou o grupo no mapa global e virou tema da primeira entrevista exclusiva que eles deram ao Entretetizei, em 2023. Ali, já deixavam claro que cada integrante adiciona sua própria cor à identidade do Balming Tiger, uma soma de estilos, ideias e personalidades que nunca para de se reinventar.
Agora, em 2025, o coletivo vive uma nova fase. Depois de cravar presença em festivais gigantes, como Fuji Rock, Glastonbury, Primavera e Reading & Leeds, eles mostram que não apenas realizaram sonhos antigos, mas também abriram espaço para metas ainda maiores. O novo álbum vem mais íntimo e desafiador, a colaboração com o Atarashii Gakko! trouxe uma energia completamente diferente e a missão de espalhar amor segue firme como combustível criativo do grupo.
Em uma conversa com Unsinkable, sogumm, bj wnjn, Leesuho, Mudd the student e Omega Sapien, falamos sobre essa evolução, os dilemas e as conquistas de criar em coletivo, as novas cores que surgiram no som do Balming Tiger e, claro, a vontade de finalmente desembarcar no Brasil para sentir de perto a energia do público latino. Confira:
Entretetizei: Na primeira entrevista que vocês deram pra gente lá em 2023, vocês disseram que “cada integrante coloca a sua própria cor” na música. Um ano e meio depois, que novas cores apareceram dentro do Balming Tiger? Alguma se apagou ou ficou ainda mais forte?
Unsinkable: Falando de mim primeiro, nesse último ano e meio, eu fui juntando os sintetizadores e samplers que queria há muito tempo e montei um novo setup. Nesse processo, sinto que tô chegando mais perto do som que sempre persegui. O estilo de cada um ficou mais marcado, alguns estão tentando mostrar emoções delicadas de um jeito mais profundo, enquanto outros estão indo por um caminho mais honesto e direto.
Enquanto January Never Dies mostrava as várias vozes do time todo, esse álbum foca em destacar a voz de cada um individualmente, tipo um álbum solo. Talvez por isso esteja mais difícil, mas ao mesmo tempo é um desafio novo que tá vindo.
E: Naquela época, vocês falaram que o amor era a missão do grupo. Isso ainda faz sentido pra vocês ou o propósito mudou no caminho?
sogumm: Eu ainda acho que o amor é a nossa missão. Na real, acho que cada um de nós faz muitos esforços invisíveis pra manter isso vivo. Espero que continue assim pra sempre!

E: Agora sobre Narani Narani — eu amei a música, o clipe, tudo. A colaboração com o Atarashii Gakko! pareceu abrir uma energia totalmente nova. Foi mais difícil ou mais natural juntar dois coletivos com identidades tão fortes?
bj wnjn: Eu, pessoalmente, demoro um pouco pra me enturmar, mas as amigas do Atarashii Gakko! chegaram super animadas comigo. Graças a elas, acho que me diverti muito. Eles ouviram bem nossas ideias e as ideias que elas trouxeram eram frescas e combinaram muito, então foi uma experiência ótima trabalhar junto.
E: Vocês são 11 pessoas criando juntas. O que é mais difícil hoje em dia: manter o grupo unido emocionalmente ou segurar a visão artística no meio de tantas perspectivas e egos?
Leesuho: Manter uma visão artística não é problema pra mim porque eu não tento segurar algo fixo. Como eu vejo o trabalho do Balming Tiger com a mente aberta, a entrada de várias opiniões e perspectivas diferentes não é um grande problema. Já a conexão emocional entre a galera muda muito dependendo da situação, tem momentos bons e ruins.
Então, se eu tivesse que escolher, diria que é a parte emocional. Mas como isso é super natural na convivência humana, também não acho que seja um problemão.

E: O que o Balming Tiger de 2017 pensaria se visse vocês agora, tocando no Fuji Rock Festival e rodando o mundo? Vocês estão vivendo sonhos antigos ou já estão atrás de outros maiores?
Mudd the student: Quando eu fui em festivais tipo Fuji Rock, Glastonbury, Primavera e Reading & Leeds, eu senti que tinha realizado um sonho que parecia muito distante. Mas ao mesmo tempo isso me deu um sonho ainda maior pra correr atrás. Se o eu de 17 anos me visse agora, acho que ele ia ficar chocado e sem acreditar. Naquela época, eu acreditava no meu talento musical, mas nunca imaginei que pudesse ganhar dinheiro com isso.
E: Na última entrevista, vocês falaram que queriam vir pro Brasil. Depois de uma turnê global e da resposta internacional que tiveram, se conectar com o público latino-americano ainda tá nos planos? Como vocês imaginam que seria um show no Brasil?
Omega Sapien: Sim, eu sou muito fã da cultura brasileira. Na real, minha rashguard de jiu-jitsu é com o design da seleção brasileira. Também me chama atenção a cena musical incrível do Brasil (baile funk, bossa nova). Eu adoraria ir quando tiver a chance e me conectar com nossos fãs brasileiros.
O que acharam da entrevista? Compartilhe com a gente nas redes sociais do Entretê — Facebook, Instagram e X — e nos siga para ficar por dentro de todas as novidades do mundo do entretenimento e da cultura.
Leia também: Otoboke Beaver abre venda de ingressos para show no Cine Joia, em São Paulo
Texto revisado por Ana Carolina Loçasso Luz










