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Foto: reprodução/Ian Rassari

Especial | Doce Maravilha à vista: Melly comenta show com Rashid, novo single, Djavan e influências

Faltando poucos dias para o Festival Doce Maravilha, a cantora baiana revela o que o público pode esperar da sua apresentação e compartilha algumas influências que atravessam sua música

Com Amaríssima (2024), Melly não apenas se apresentou ao grande público, mas também cravou seu nome na nova cena da música brasileira. Em 2025, deu um passo além com Amaríssima Vol. 2 (2025). Ao lado de outros artistas, revisitou suas próprias faixas e trouxe novas camadas, numa troca que amplificou as experiências sonoras e de sentido de suas canções. No início de setembro, foi convidada especial do grupo Os Garotin no festival The Town, em uma performance que foi elogiada pelo público e pela crítica. Agora, no próximo domingo (28), no festival Doce Maravilha, no Rio de Janeiro, é ela quem convida: Rashid  se une à cantora em um show inédito que mistura a intensidade do rap com a sensibilidade da tradição brasileira presente em outros ritmos, criando um diálogo entre trajetórias que é ao mesmo tempo íntimo e coletivo.

Em conversa com o Entretetizei, Melly celebrou a música como espaço de encontros e conexões. Animada com sua primeira participação no festival Doce Maravilha, que chega à terceira edição na cidade maravilhosa, a cantora falou sobre o show com Rashid, destacando como diferentes trajetórias se encontram no palco e reforçando a importância de criar uma conexão verdadeira com o público.

Estou muito contente em poder participar ao lado do Rashid, que é um artista muito talentoso e que admiro muito.” Para a cantora e compositora, a principal mensagem do show é a de união e troca: mostrar como diferentes vozes, estilos e experiências podem dialogar e se fortalecer quando se encontram no palco. A ideia é que o público sinta essa energia de conexão verdadeira e saia transformado pela música.

Foto: reprodução/Ian Rassari

A artista baiana vê essa troca de forma ampla, não apenas no palco. “Eu acho incrível, e me sinto muito honrada em fazer parte dessa nova geração. Desde cedo, a música tem um papel fundamental na minha vida, não apenas como carreira, mas como ferramenta de transformação e de tradução do que eu vivo e aprendo todos os dias. Estamos cada vez mais próximos do público, e essa troca nos ajuda a moldar nosso trabalho de uma forma muito genuína e orgânica”, explica.

O novo single da artista, Despacha, que foi lançado em agosto, reforça essa busca por autenticidade. “É uma faixa de libertação. Estar à vontade com a própria vulnerabilidade, pra mim, é uma das maiores forças que existem. A música é uma resposta a essa lógica que diz que precisamos esconder o que sentimos. Aqui, o sentir é afirmado como única saída e isso faz toda diferença”, comenta a cantora, reforçando que ela considera a canção marcante para sua carreira e vida.

Foto: reprodução/Edgar Azevedo

As influências de Melly também atravessam sua música e visão de mundo, e são como pilares na construção dela como artista, e como pessoa. “Cada uma dessas referências – Ana Gonçalves, Evaristo Conceição, Elza Soares – me mostrou que a música pode ser mais do que entretenimento: pode ser força, memória e resistência. Cada uma me inspira de uma forma, seja pela coragem ou pelo trabalho que é tão lindo. Me ensinaram que ser artista é também assumir responsabilidade: carregar narrativas, abrir caminhos e se conectar com o mundo a partir de quem eu sou – uma mulher preta, nordestina, que encontra na música sua forma mais honesta de expressão”, afirma.

Outra referência fundamental é Djavan, cuja música Melly pôde homenagear recentemente ao regravar as canções Nem Um Dia e Tenha Calma para o álbum Canto Djavan (2025) promovido pelo selo Slap, da Som Livre. “Não foi uma escolha fácil, porque as músicas dele são muito únicas e carregam uma força imensa, e interpretar uma delas é sempre uma grande responsabilidade. Lembro da primeira vez que ouvi toda a discografia em uma longa viagem de carro pelo Nordeste com meu pai, e desde então algo mudou dentro de mim. Tenha Calma dialoga de forma muito especial com o meu momento atual. É uma música que traz serenidade, mas também profundidade, e pude encontrar nela um espaço para colocar minha própria verdade, criando uma interpretação única que não perdesse a essência”, diz.

Foto: reprodução/Ian Rassari

Ao longo do Doce Maravilha, Melly mostrará toda sua versatilidade: além de dividir o palco com Rashid, a cantora participa como convidada no show do BaianaSystem e brilha no espetáculo de comemoração de um ano do álbum CAJU (2024), de Liniker, ao lado de grandes nomes da música brasileira. Ao todo, a artista sobe três vezes no palco. Em cada apresentação, ela promete imprimir sua sensibilidade e talento, deixando sua marca como uma das vozes mais promissoras da nova geração.

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Texto revisado por Angela Maziero Santana 

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