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Especial | Do Nordeste para o mundo: nomes que representam a cultura em filmes, séries e canções

Raízes nordestinas que inspiram música, literatura e atuação no Brasil e no exterior

Celebrado em 8 de outubro, o Dia do Nordestino homenageia a riqueza cultural de uma das regiões mais marcantes do Brasil. Seja na música, no cinema ou na literatura, artistas nordestinos conquistaram o país e levaram sua identidade para o mundo, mostrando a força de suas raízes.

Composto por nove estados (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe), o Nordeste é berço de histórias, tradições e talentos que atravessam gerações.

A data foi instituída em 2009 como forma de valorizar a cultura nordestina e suas manifestações. O dia escolhido é uma homenagem a Catulo da Paixão Cearense, poeta e compositor nascido em 8 de outubro de 1863, em São Luís (MA), lembrado por sua contribuição marcante à música e à literatura da região.

Entre os muitos legados nordestinos estão gêneros musicais como o forró, o baião, o frevo, o maracatu e o xaxado, além da tradicional literatura de cordel. O som da sanfona de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, segue como símbolo de identidade cultural até hoje. A poesia também ganha destaque em vozes como a de Bráulio Bessa, nascido no interior do Ceará, que ressignifica o cordel para novas gerações.

Na literatura, nomes como Jorge Amado, Clarice Lispector, Rachel de Queiroz e o educador Paulo Freire ultrapassaram fronteiras, levando histórias, ideias e reflexões para leitores do mundo inteiro. Já no cinema e na televisão, artistas como Sônia Braga e Wagner Moura consolidaram carreiras internacionais, sem nunca deixar de carregar suas origens nordestinas.

Mais do que uma data no calendário, o Dia do Nordestino é um convite a celebrar uma cultura plural, criativa e resistente, que segue encantando o Brasil e o mundo.

Nomes que representam o Nordeste na música:

Zé Ramalho

Foto: reprodução/Instagram @zeramalho

Cantor, compositor e poeta nascido na Paraíba, conhecido por unir rock, MPB e elementos da música nordestina. Suas canções marcaram gerações, com letras poéticas e metafóricas que transformam temas cotidianos, como o amor, em poesia musical. Entre seus sucessos estão Avôhai, uma homenagem ao avô que assumiu sua criação, e Chão de Giz.

Gilberto Gil

Foto: reprodução/Instagram @gilbertogil

Nascido em Salvador, Bahia, o cantor, compositor e ex-ministro da Cultura Gilberto Gil levou a música brasileira para o cenário mundial. Reconhecido como um dos maiores nomes da MPB, é autor de clássicos como Procissão, Domingo no Parque e Andar com Fé, e sempre uniu inovação musical com compromisso social.

Maria Bethânia

Foto: reprodução/Instagram @mariabethaniaoficial

Natural de Santo Amaro, Bahia, Maria Bethânia é uma das vozes mais respeitadas do Brasil e referência poética até hoje. Ao longo de sua carreira, que já ultrapassa cinco décadas, conquistou diversos prêmios e homenagens, e suas apresentações misturam música, teatro, literatura, folclore e religiosidade. Reconhecida por sua intensidade interpretativa, sua obra reflete a cultura nordestina com profundidade e elegância. 

Curiosidade: seu nome foi escolhido pelo irmão, Caetano Veloso, que também se tornaria um dos maiores nomes da música brasileira.

Ivete Sangalo

Foto: reprodução/Instagram @ivetesangalo

Cantora e compositora nascida em Juazeiro, Bahia, é uma das maiores representantes do axé. Com carisma e energia, conquistou multidões e levou a música baiana para festivais e shows internacionais. Vencedora de quatro prêmios no Grammy Latino, é autora de sucessos como Tempo de Alegria, Sorte Grande  e Se Eu Não Te Amasse Tanto Assim.

No cinema e TV:

Wagner Moura

Foto: reprodução/ Caio Lírio

Nascido em Salvador, Bahia, Wagner Moura é ator, diretor, produtor e roteirista, além de ter se formado em jornalismo. Desde muito jovem, demonstrou interesse pela atuação, iniciando sua carreira no teatro. Seu primeiro grande sucesso veio com a peça A Máquina (2000) e, no mesmo ano, estreou no cinema em Sabor da Paixão.

Moura construiu uma carreira sólida tanto no Brasil quanto internacionalmente, sendo reconhecido principalmente por interpretar o Capitão Nascimento em Tropa de Elite (2007), filme que ganhou o Urso de Ouro no Festival de Berlim em 2008 e o consagrou junto ao público.

Atualmente, Wagner segue em alta e é apontado pela pela revista americana Variety como uma das principais apostas para o Oscar de 2026 na categoria de Melhor Ator, por sua atuação em O Agente Secreto. A trama se passa na década de 1970 e acompanha Marcelo (Wagner Moura), um professor universitário que foge de São Paulo para Recife para escapar de agentes governamentais, mas logo percebe que está sendo espionado pelos vizinhos.

Lázaro Ramos

Foto: reprodução/Instagram @olazaroramos

Também nascido em Salvador, Bahia, Lázaro Ramos é ator, diretor, produtor, escritor e empresário. Conhecido por seus trabalhos no teatro, cinema e televisão, iniciou a carreira no Bando de Teatro Olodum, coletivo que se tornou símbolo de resistência e inovação nas artes brasileiras.

No cinema, estreou em Ó Paí Ó (2018), e na televisão conquistou o público com personagens marcantes, como Foguinho em Cobras & Lagartos (2006), que lhe rendeu uma indicação ao Emmy de Melhor Ator. Também se destacou em novelas como Duas Caras (2007), Insensato Coração (2011) e Lado a Lado (2012). Fora das telas, Lázaro é embaixador da UNICEF no Brasil e participa ativamente de projetos sociais.

Jesuíta Barbosa

Foto: reprodução/Instagram @fabioaudi

José Jesuíta Barbosa Neto nasceu em Salgueiro, Pernambuco. Aos 10 anos, mudou-se para Fortaleza, Ceará, onde iniciou sua trajetória artística em grupos de teatro escolar. Posteriormente, ingressou no curso de Licenciatura em Teatro do Instituto Federal do Ceará, consolidando sua formação na área.

Sua carreira profissional começou em 2008, quando se juntou ao coletivo As Travestidas, liderado por Silvero Pereira. Nesse grupo, Jesuíta desenvolveu seu alter ego, a travesti Monique Frazão, e enfrentou estereótipos do macho nordestino. Essa experiência foi fundamental para sua afirmação artística e identidade.

No cinema, destacou-se em filmes como Tatuagem (2013), onde interpreta um militar que vive um romance com o líder de uma trupe teatral, e Homem com H (2025), uma cinebiografia de Ney Matogrosso, na qual viveu o próprio cantor. Sua atuação em Homem com H foi amplamente elogiada pela crítica, sendo descrita como antológica e comovente.

Na televisão, Jesuíta ganhou notoriedade em 2014, com papéis em Amores Roubados e O Rebu, este último lhe rendeu uma indicação ao Troféu APCA de Melhor Ator de Televisão. Seguiram-se personagens marcantes em produções como Ligações Perigosas (2016), Justiça (2016), Onde Nascem os Fortes (2018), Verão 90 (2019) e Pantanal (2022), onde interpretou Jove, um dos protagonistas.

Além de seu trabalho artístico, Jesuíta é reconhecido por sua postura política e engajamento em causas sociais. Sua trajetória é um reflexo da riqueza cultural nordestina e da força de sua identidade.

Lucy Alves

Foto: reprodução/Instagram @lucyalves

Nascida em João Pessoa, Paraíba, Lucy Alves é uma das artistas mais versáteis do cenário brasileiro. Cantora, compositora e atriz, ela é formada em música pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), consolidando sua carreira com técnica e sensibilidade.

A projeção nacional veio em 2013, com sua participação no reality show The Voice Brasil. Na primeira apresentação, emocionou jurados e público ao cantar Que Nem Jiló, de Luiz Gonzaga, integrando o time de Carlinhos Brown. Na grande final, emocionou a todos ao levar sua família, o Clã Brasil, para tocar juntos De Volta Pro Aconchego, conquistando o segundo lugar na competição.

Lucy também se destacou como atriz na televisão. Em 2016, atuou na novela Velho Chico, recebendo atenção da crítica e do público. Em Tempo de Amar (2017), interpretou a empregada doméstica Eunice, abordando temas de preconceito social. Em Amor de Mãe (2019), deu vida a Lourdes em sua primeira fase, e em Travessia (2022), interpretou Brisa, um de seus papéis mais marcantes na TV.

Além de sua versatilidade como intérprete, Lucy Alves é reconhecida por levar a cultura nordestina para diferentes públicos, unindo tradição musical e talento artístico em sua carreira.

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Texto revisado por Larissa Couto

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