Cada uma das integrantes da equipe de redação do Clube do Entretê indicou um livro para comemorar o Mês do Orgulho
Junho é tempo de celebrar o orgulho, a resistência e, claro, a visibilidade e o poder das histórias LGBTQIAPN+ em todas as suas formas. O entretenimento também é lugar de representatividade, acolhimento e, principalmente, de protagonismo. Por isso, convidamos as integrantes da nossa equipe de redação para indicar livros que marcaram, emocionaram ou fizeram refletir. Vem conferir as recomendações para este Mês do Orgulho:
Os Sete Maridos de Evelyn Hugo (2019) – Taylor Jenkins Reid

Evelyn Hugo, uma lendária atriz de Hollywood já aposentada, decide finalmente contar sua verdadeira história para a jovem jornalista Monique Grant. Ao longo do livro, Evelyn revela os bastidores de sua vida glamourosa, marcada por sete casamentos, escândalos, ambição e sacrifícios.
Mas o verdadeiro amor da vida de Evelyn nunca foi um de seus maridos, e há um motivo profundo por trás da escolha de Monique para contar essa história.
Por que foi recomendado?
“É aquele tipo de obra que te tira do eixo. Extremamente divertida e atrativa, mostra uma personagem complexa e cheia de nuances, além de uma história de amor arrebatadora.” – Bia Neves
Vampiros Nunca Envelhecem (2022) – Natalie C. Parker e Zoraida Córdova (Org.)

Uma antologia com 11 contos de vampiros, organizada por Zoraida Córdova e Natalie C. Parker. A coletânea reúne algumas vozes importantes da literatura young adult, como V.E. Schwab e Julie Murphy, cada uma apresentando sua própria versão do mito vampírico, com representatividade LGBTQIAPN+, personagens diversos e ambientações que vão do clássico ao contemporâneo.
Por que foi recomendado?
“Vampiros sempre foram representados como homens brancos, héteros e padrão (e essa é uma palavra chatíssima), apesar de toda a energia LGBTQIAPN+ nas entrelinhas. Vampiros Nunca Envelhecem destrói essa ideia e reimagina tudo de uma forma muito mais inclusiva, verdadeira e, vamos ser sinceras, interessante.” – Bells Pontes
Girls Like Girls (2023) – Hayley Kiyoko

Coley, uma adolescente de 17 anos, se muda para uma pequena cidade no interior do Oregon após a morte da mãe e passa a morar com o pai, distante e ausente. Sozinha e vulnerável, ela conhece Sonya, a garota mais popular do colégio, que se mostra gentil, empática e acolhedora.
À medida que a amizade entre elas cresce, sentimentos mais profundos emergem: Coley não sabe se merece ser amada e Sonya, que nunca ficou com uma garota antes, também precisa lidar com suas inseguranças.
Por que foi recomendado?
“É uma história sobre autoconhecimento e descobertas. Fiquei encantada ao ler como Hayley retratou algo que acontece com muitas de nós, garotas sáficas: a confusão de perceber que somos diferentes de como a sociedade esperava que fôssemos. As camadas de insegurança, aceitação, medo e felicidade são muito comuns no processo de se descobrir e se entender e, sendo uma de nós, Kiyoko retratou esses sentimentos de forma leve e emocionante.” – Letícia Mendonça
Um Milhão de Finais Felizes (2018) – Vitor Martins

Jonas é um jovem apaixonado por livros e pela escrita, mas que enfrenta dificuldades com a família conservadora e os dilemas da vida adulta. Trabalhando como garçom em um café, ele tenta encontrar seu lugar no mundo enquanto escreve sua própria história. Ao se apaixonar por Arthur, Jonas embarca em uma jornada de amor, amizade, família e autoconhecimento.
Por que foi recomendado?
“Minha recomendação é Um Milhão de Finais Felizes porque, resumindo, o livro do Vitor quebra seu coração ao te fazer refletir sobre família, religião, escolhas, amizades e amadurecimento. Depois ele recolhe os pedaços e te reconstrói de forma carinhosa e divertida. E uma frase me marcou muito ‘(…) mesmo passando por tanta coisa ruim na vida, você ainda guarda um milhão de finais felizes aí dentro’.” – Letícia
O Mar Me Levou a Você (2023) – Pedro Rhuas

Matias Mendonza, filho de uma família de lendários surfistas, volta ao litoral cearense para um verão no hostel da família. Lá, conhece Júlio, um rapaz cheio de cicatrizes e segredos. Aos poucos, os dois se aproximam e vivem uma história de amor marcada por descobertas, curas e conexões profundas. Com o mar como pano de fundo e metáfora, o livro fala sobre identidade, afeto e recomeços.
Por que foi recomendado?
“É daqueles livros que aquecem o coração e fazem a gente acreditar no destino. A história tem uma vibe meio ‘o universo conspira a favor do amor’, com personagens que se encontram de um jeito tão especial que parece mágica. O mar quase vira um personagem também: traz saudade, mistério e uma conexão que nem sempre dá para explicar.” – Maria Eduarda
Uma Bebida e um Amor Sem Gelo, Por Favor (2006) – Liliane Prata

Marina é uma jovem publicitária cheia de inseguranças que, depois de uma série de decepções amorosas, conhece Rafaela em um chat online. O que começa como um namoro virtual vira um romance surpreendente, que a faz repensar o amor, os rótulos e a si mesma.
Por que foi recomendado?
“Um tipo de descoberta do amor que impressiona pela possibilidade de acontecer com qualquer um de nós. Um final surpreendente.” – Sussuca
Essas são só algumas das obras que atravessaram nossas vidas. E esperamos que possam chegar até vocês também, tendo o mesmo efeito que tiveram em cada uma de nós. Celebrar histórias LGBTQIAPN+ é também lembrar que cada vivência importa e que a literatura tem um poder transformador.
E você, o que anda consumindo no Mês do Orgulho? Conta pra gente nos comentários ou nas redes do Entretê — Instagram, X e Facebook — e venha fazer parte do nosso Clube do Livro.
Leia também: Entrevista | Mario Oshiro é autor de HQ com protagonismo amarelo e LGBTQIAP+
Texto revisado por Laura Maria Fernandes de Carvalho










