Uma seleção de personagens que combinam com café, conversas longas e o charme de um espaço só delas

Sabe aquela protagonista que claramente seria dona de uma cafeteria? Ela é como um expresso sem açúcar quando precisa ser determinada, mas sensível e acolhedora como um chocolate quente com chantilly após um dia frio e chuvoso. Aquela protagonista tranquila, que conquista sem perceber os que estão ao seu redor, mas que, por dentro, carrega um turbilhão de sentimentos destoantes. Hoje, nós falaremos sobre essas protagonistas.
Trilogia Para Todos os Garotos

Na trilogia de Para Todos os Garotos, Lara Jean é uma garota caseira e responsável que leva uma vida pacata. Ela escreve cartas de amor para cada garoto por quem já se apaixonou, mas não as envia, é apenas uma maneira de se libertar desses sentimentos. Quando essas cartas são, surpreendentemente, enviadas, Lara Jean precisa enfrentar seus sentimentos e sair um pouco de sua zona de conforto, podendo encontrar a felicidade de diferentes maneiras.
Os leitores de carteirinha sabem que não é possível fazer essa lista sem citar Lara Jean. Nossa fã de dias calmos e filmes aconchegantes seria dona de uma cafeteria que mistura a variedade da culinária coreana com suas bebidas favoritas para um lanche da tarde. Além de suas receitas mais famosas, como os cupcakes para a escola da Kitty, o folheado de Dia dos Namorados para Peter e, é claro, seu cookie perfeito, Lara Jean teria no menu uma ótima escuta e companhia.
Clube de Leitura dos Corações Solitários

Sloane Parker, a protagonista de Clube de Leitura dos Corações Solitários, é uma bibliotecária que leva uma vida tranquila e sem grandes acontecimentos. O auge de seus dias (ou não) são os momentos em que o velho rabugento Arthur McLachlan vai à biblioteca provocá-la. Mas, em certo momento, isso para de acontecer e, por mais que não admita de primeira, a protagonista se preocupa com ele e vai à casa de Arthur entender o que está acontecendo. O cenário em que o encontra a assusta, e ela não pode deixá-lo assim. Então, cria um clube do livro improvisado para levar mais alegria à vida daquele que foi o ponto alto de seus dias por um bom tempo.
Nossa Sloane é acolhedora e sensível demais para não fazer questão de sempre caprichar no chantilly e nas caldas de seus clientes. Mesmo sem admitir, faria questão de sempre deixar as bebidas mais docinhas e aconchegantes para aqueles que parecem estar enfrentando um dia ruim. Um café comum por fora e um abraço por dentro.
O Café da Praia

Em O Café da Praia conhecemos Evie Flynn que já passou por muitas carreiras e, mesmo assim, não encontrou seu lugar no mundo, mas conquistou seu título de “ovelha negra” na família. A única pessoa que de fato chegou a entendê-la foi sua tia preferida, que infelizmente faleceu e, para sua surpresa, deixou um café à beira da praia de herança para ela. Contrariando tudo e todos, Evie decide não abandonar o café e, assim, sem saber, acaba descobrindo um novo rumo para sua vida. Apesar de todas as dificuldades que enfrenta nessa jornada, que acaba sendo mais sobre ela do que sobre o café, a protagonista entende o que realmente importa.
Colocar Evie nesta lista é uma maneira de reafirmar que este é o seu lugar. Apaixonada pelo encanto da calmaria da vida e pelo poder de saber viver, sua cafeteria é como um abrigo para corações agitados que buscam conexões. E existem feridas que somente uma boa canela, acompanhada de seus deliciosos e fofos bolos, pode curar.
O Pequeno Caderno das Coisas Não Ditas

Um artista excêntrico e solitário decide desabafar em um caderno e iniciar o Projeto Autenticidade, em que você escreve sobre o que te aflige e reconhece como é possível se conectar consigo mesmo. O projeto ganha outro intuito quando chega à Monica, dona de uma cafeteria, que resolve propor que os participantes encontrem um jeito de ajudar quem escreveu anteriormente. O caderno acaba unindo corações solitários que sentiam falta de algo que não era palpável nem descritível: amor, companhia e acolhimento.
Monica é, por dentro e por fora, como seu café. Num dia frio, ao olhar para a vitrine e ver as pessoas aquecidas e sorridentes, você é capaz de se sentir abraçado; ter Monica em seu convívio é a mesma coisa. Uma companhia que diminui as dores e aumenta o aconchego e o pertencimento, assim como um cappuccino com bastante chocolate, bem quentinho, que, acompanhado de biscoitos amanteigados, é como ler O Pequeno Caderno das Coisas Não Ditas.
Você tem outras sugestões para essa lista? Conta pra gente quais são os seus preferidos nas nossas redes sociais – Instagram, Facebook e X – e, se você gosta de trocar experiências literárias, venha participar do Clube do Livro do Entretê!
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Texto revisado por Angela Maziero Santana










