A nova adaptação transforma um clássico da animação em uma experiência emocionante, visualmente deslumbrante e com identidade própria
Quando a Disney anunciou um live-action de Moana (2016), muita gente reagiu com desconfiança. Afinal, adaptar uma animação tão recente parecia um risco desnecessário. Mas bastam poucos minutos para perceber que essa nova versão não existe apenas para reproduzir o que a gente já conhece, também é um longa que encontra sua própria identidade e lembra por que os live-actions da Disney conquistaram tantas pessoas no passado.
Mesmo mantendo toda a essência da animação original, o filme aposta em novas interpretações, pequenas mudanças no ritmo das cenas e um elenco extremamente carismático para fazer a história parecer viva outra vez. O resultado é uma aventura que emociona tanto quem cresceu acompanhando Moana quanto quem conhecerá essa jornada pela primeira vez.
Uma dupla que faz toda a diferença

Grande parte do sucesso do longa está na química entre Catherine Laga’aia e Dwayne Johnson.
Trazer Maui para uma versão em carne e osso era um dos maiores desafios da produção, mas Dwayne prova, mais uma vez, que nasceu para interpretar o semideus polinésio. Seu carisma continua intacto, as piadas funcionam exatamente no momento certo e o personagem segue roubando a cena sem nunca ofuscar a protagonista.
Na coletiva de imprensa realizada no Rio de Janeiro, da qual o Entretetizei participou, o ator contou que entende o receio do público em relação aos live-actions. “Toda vez que há algo amado como a animação de Moana, os fãs ficam nervosos (…). Eu entendo totalmente essa preocupação”. Depois de assistir ao filme, fica difícil não concordar quando ele afirma que a equipe conseguiu fazer um bom trabalho.
Já Catherine Laga’aia entrega uma Moana extremamente humana. Em vez de tentar reproduzir todos os trejeitos da animação, a atriz constrói uma personagem com mais vulnerabilidade, sensível e próxima da realidade, tornando sua jornada de amadurecimento ainda mais emocionante. Sua coragem continua presente do início ao fim, mas agora é acompanhada por inseguranças, dúvidas e emoções que aproximam ainda mais o público da protagonista.
O próprio Dwayne Johnson fez questão de destacar a atuação da colega durante a coletiva. “Ela foi incrível”. E essa impressão fica evidente em praticamente todas as cenas divididas entre os dois.
Uma viagem que continua encantadora

Visualmente, Moana impressiona do início ao fim.
O oceano continua sendo praticamente um personagem da história, e as paisagens inspiradas na Polinésia ganham uma riqueza de detalhes capaz de transportar quem está assistindo para Motunui. Toda parte de direção de arte recria com muito primor a cultura, as ambientações, os figurinos e toda a atmosfera que fizeram da animação um dos maiores sucessos da Disney.
Os efeitos visuais também merecem destaque. Seja na presença de Te Fiti, nas sequências em alto-mar ou nas cenas de aventura, tudo contribui para ampliar a sensação de magia sem perder a beleza que marcou a obra original.
Até mesmo personagens queridos voltam a emocionar. Mais uma vez, a vovó Tala prova por que continua sendo um dos grandes corações da história.
A trilha sonora continua emocionante
Se existe um elemento que permanece indispensável em Moana, é sua música.
Além das canções que marcaram a animação, o live-action apresenta Along the Way, composição inédita do incrível Lin-Manuel Miranda, que se encaixa naturalmente na narrativa e reforça o sentimento de crescimento da protagonista, se tornando um dos momentos mais bonitos da adaptação.
Vale a pena assistir Moana?
Mais do que reproduzir uma animação de sucesso, Moana consegue justificar sua existência como live-action.
A produção respeita profundamente o material original, mas entende que uma nova linguagem pede novas interpretações. A direção encontra equilíbrio entre fidelidade e novidade, enquanto Catherine Laga’aia e Dwayne Johnson conduzem a aventura com uma química surpreendente.
Em tempos em que muitos live-actions parecem existir apenas pela nostalgia, Moana lembra que essas adaptações também podem emocionar, divertir e apresentar novas camadas para histórias que já fazem parte da memória do público. É, sem dúvida, um dos melhores live-actions da Disney dos últimos anos e um sinal de que o estúdio pode, finalmente, ter reencontrado o caminho que fez esse formato funcionar tão bem.
Moana estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta (9), levando às telonas uma aventura que honra o clássico animado de 2016 enquanto encontra sua própria identidade.
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Texto revisado por Angela Maziero Santana









