A atriz e diretora contou sobre como foi atuar ao lado da mãe e os sonhos que ainda tem vontade de realizar
Muitos podem conhecê-la apenas como a Marlene, de Garota do Momento, mas Ana Flávia Cavalcanti já encarnou muitas outras personagens, seja no teatro, na tv ou no cinema. Com mais de 25 anos de carreira, a atriz e diretora reencenou, no mês passado, a peça Conforto, na qual teve a oportunidade de contar a história de sua mãe, Val Cavalcanti, e contracenar com a mesma.
Em uma conversa super descontraída com o Entretetizei, Ana Flávia contou sobre o que gosta de fazer nos dias de folga, os sonhos que ainda tem vontade de realizar, a peça Conforto e, claro, Garota do Momento. Confira:
Entretetizei: Você tem uma carreira longeva como atriz e recentemente arriscou-se como diretora também. Tem alguma coisa que ainda sonhe fazer?
Ana Flávia Cavalcanti: Sonho em fazer muitas coisas. E, recentemente, Fernanda Montenegro gravou uma mensagem de apoio à Lina, na qual ela diz que nós precisamos sonhar, e diz daquele jeito só dela: toque sua alma, se desperte, acorde e cante. Isso me tocou muito. Tenho sonhos que envolvem diretamente minha carreira, minha vida familiar e amorosa. Estou com vontade de criar um trabalho que me aproxime do meu pai. Acho que esse é um novo sonho.
E: Como a Marlene chegou até você? Como foi o preparo para entrar na personagem?
AF: Eu recebi um convite para fazer um teste, uma selfie tape. Fiz e fui selecionada. Nos preparamos com Cristina Moura, nos estúdios Globo, e tivemos um workshop muito interessante no início da novela. Pesquisei sobre fragrâncias, aromas, óleos essenciais, um pouco desse mundo da Marlene.
E: Vamos falar sobre teatro? Você reencenou Conforto no mês passado, em São Paulo. Como foi pra você contar a sua história e a da sua mãe nos palcos?
AF: Eu amo esse espetáculo. É uma enorme boa sorte poder estar em cena com minha mãe. Estivemos em cartaz no CCSP e foram apresentações lindas, calorosas e com o teatro lotado.

E: Sua mãe atua na peça também, como foi tê-la como parceira de palco?
AF: Eu aprendo muito com minha mãe, sempre aprendi, e tê-la no palco ao meu lado foi uma maneira que encontrei em dividir toda essa sabedoria dela com mais gente. Eu empresto um pouquinho minha mamy pro público que vem nos assistir, e sinto que pra ela essa experiência também é muito potente.
E: Mudando do lado profissional para o pessoal, o que você gosta de fazer nos seus dias de folga? Tem algum livro que esteja lendo atualmente?
AF: Eu gosto de ficar em casa; quando posso, gosto de ir pra Bahia, onde tenho uma casa também. Gosto de fazer churrasquinho na minha laje com meus amigos e minhas cachorras; gosto de ir pro samba, adoro. E nesse momento só tenho lido roteiros e argumentos de filmes.
E: O Entretetizei é um portal feito somente por mulheres para todos os públicos. Quais conselhos você pode dar para as pessoas que estão aí fora e sonham em seguir a carreira artística?
AF: Eu poderia dividir um pouco da minha experiência de vida no campo do trabalho, né? Eu diria primeiro para procurarem uma boa escola de teatro, uma escola séria, pública de preferência, ou de ensaio amador ou técnico profissional. Existem várias. Tem muitos cursos de artes dramáticas oferecidos pelo SISU. Diria também para que vejam teatro, conheçam os artistas da cena e leiam as peças. Ler, de modo geral, é um ganho pra vida e principalmente pra quem quer ser atriz, porque muito do nosso trabalho tem a ver com interpretação de texto, né? Entender bem o que está sendo dito nos ajuda a desenhar as emoções das personagens. E , na medida do possível, não desistam; essa profissão é difícil, não tem uma receita pronta, mas posso garantir que também é uma escolha de muito prazer, de muitas descobertas. É um sonho poder viver do ofício de atriz.
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Texto revisado por Larissa Suellen
