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Entrevista | Marllos Silva e Prêmio Bibi Ferreira: a força que une o teatro musical brasileiro

Idealizador revela bastidores, desafios e sonhos de uma celebração que já se tornou referência nacional

Com uma trajetória marcada por emoção e reconhecimento, o Prêmio Bibi Ferreira segue fortalecendo o teatro musical no Brasil. Em entrevista ao Entretetizei, o idealizador Marllos Silva relembra momentos marcantes, revela os bastidores da produção e compartilha os próximos passos, incluindo o sonho de transmitir a cerimônia em TV aberta para aproximar ainda mais o público da magia do teatro.

Entretetizei: O Prêmio Bibi Ferreira se tornou a maior celebração do teatro musical brasileiro. O que mais te motiva a continuar fortalecendo esse projeto ano após ano? 

Marllos Silva: O amor às tábuas do teatro. Tudo que eu tenho foi o teatro quem me deu. Eu não saberia dizer o que eu estaria fazendo se não fosse pelo teatro. Manter o prêmio vivo é fortalecer a nossa comunidade. Manter tradições que existem há mais de 2000 anos vivas. 

E: Quais foram os maiores desafios que você enfrentou na criação do prêmio e como conseguiu superá-los? 

M:Todos os anos temos muitas dificuldades, não caracteres suficientes para listá-las, mas o Prêmio não é feito por mim, eu sou só a pessoa que agenda a data no teatro. 

O Prêmio é feito pela comunidade teatral, e isso não é uma frase clichê. Tem muita gente envolvida que se doa de várias formas para realizar o prêmio, alguns mais como Rafael Ramirez, que já está trabalhando na edição do ano que vem, até os artistas e produtores que trabalham no dia da cerimônia. 

São mais de 250 pessoas todos os anos trabalhando, algumas desde a primeira edição, outras foram se somando ano a ano. São pessoas da comunidade teatral, artistas, técnicos e produtores. 

Começamos com os musicais, mas a cada ano aumenta a galera do teatro que se junta a esta celebração.

E: O teatro musical no Brasil tem crescido muito nos últimos anos. Na sua visão, qual foi o papel do Prêmio Bibi Ferreira nesse movimento? 

M: De reconhecer os profissionais que foram responsáveis por este crescimento. Valorizar os profissionais e as produções. 

Foto: reprodução/Caio Gallucci

E: Há alguma história de bastidores ou momento marcante do prêmio que ficou guardado no coração e você nunca esquece? 

M: Vários. A cada ano tem histórias que foram emocionantes e que ficam gravadas na memória. Discursos, imagens, entregas, bastidores. Vou falar uma que pra mim é importante que foi proporcionar à Bibi Ferreira (a oportunidade de) se apresentar pela primeira vez no Theatro Municipal de São Paulo. 

Ainda com a Bibi, na segunda edição, era uma surpresa que ela iria estar na cerimônia, então os premiados quando saiam davam de cara com ela sentada na coxia e se emocionavam. A cada edição temos pelo menos dez  histórias que ficam guardadas com muito carinho. 

E: Olhando para o futuro, quais são os próximos passos ou sonhos que você ainda tem para o Prêmio Bibi Ferreira? 

M: Transmissão em TV aberta da cerimônia. Este seria um passo importante para toda a comunidade. Hoje fazemos a transmissão via youtube, mas o nosso alcance ainda pode crescer muito mais. 

Investir em teatro é investir no ser humano, na interação humana! E este é o futuro!

E: Além do reconhecimento, o prêmio também cria visibilidade para artistas e produções. Já percebeu algum impacto direto na carreira de vencedores ou indicados? 

M: Muitos! Os patrocinadores usam o prêmio como uma referência, os artistas ao mencionarem que foram indicados ou premiados tem um selo de que tiveram um grande trabalho reconhecido. 

Atores revelação que tiveram suas vidas impactadas de alguma forma, mas é importante a gente ter a clareza que o Prêmio apenas reconhece o trabalho que já vinha sendo feito pelo artista ou pela produção. 

O prêmio não é o maior responsável pelas mudanças, é apenas mais um tijolinho que contribui no castelo de cada produção e artista. 

E: Se pudesse definir em uma palavra o legado que deseja deixar para o teatro brasileiro com esse prêmio, qual seria?

M: União!

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Texto revisado por Karollyne de Lima @karollysl

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ALÊ celebra amores e dissabores em trabalho autoral e biográfico

O álbum chegou essa semana às plataformas digitais

O cantor e compositor carioca ALÊ estreou seu primeiro álbum autoral de estúdio. Intitulado Ama Eu, o trabalho lançado pela Altafonte Brasil materializa o grande esforço do artista que, com apenas um ano de estrada, coleciona grandes feitos, como o lançamento de diversos singles (três deles ficaram no top 10 das rádios pop  nacionais), visualizers e videoclipes, além da realização de shows pelos quatro cantos do país e parcerias com grandes personagens da indústria do pop nacional e internacional.

Esse álbum, apesar de super pop, tem um ‘Q’ de experimental. Ele é fruto do meu background artístico, mas, também, do encontro com grandes parceiros. TH4I é um dos que trouxeram referências de músicas regionais do Brasil, dentre elas, o piseiro. Ele e outros amigos, com os quais fiz alguns camps (encontros de produção) de composição, me abriram os olhos para experimentar e ousar. E, assim, nasceu, depois de anos sonhando, o Ama Eu”, conta ALÊ.


O álbum, que chegou às plataformas digitais no último dia 17, precisamente às 00h01, contém 12 faixas autorais, sendo cinco delas totalmente inéditas. Foi produzido por nomes como o de TH4I, responsável por assinar os trabalhos de Luísa Sonza, Kevin O Chris, Pocah e Rebecca, e mixado e masterizado por Matheus Braz, vencedor do último Grammy com Beyoncé, e João Milliet, que trabalhou com Sandy, Vitão, Manu Gavassi, Liniker, dentre outros.

Lançadas como singles ao longo de 2024 e 2025, Bailar, Te Deixar, Deixa Florescer, Caso Proibido, Seu, Furacão e a recente Espaço Sideral já fizeram a cabeça dos fãs, que, agora, são convidados a se reconhecerem em novas histórias, se perderem em outras batidas e se (re)encontrarem em palavras antes não ditas. 

Na primeira canção inédita do álbum, Carin (De ALÊ, TH4I, King, Timbó, Jamé e Bruna Souza), a paixão e o calor ganham corpo. “Beijos com sabor verão, eu gosto assim… Teu cheiro no meu travesseiro deixou saudades” é o que diz ALÊ nessa charmosa bossa dançante, que também convida: “Deita no meu colo que eu vou te dar ‘carin’!”.

Em Narnia, um caliente reggaeton composto ao lado de Jenni Mosello, Lucas Vaz e Renato Frei, o flerte com a fantasia e a ironia dos “quase amores” são nítidos. “Passei a noite toda pensando naquele quase beijo. Sobrou desejo. Só faltou confiar”, canta em tom biográfico.

Na dançante Como é que pode (ALÊ, TH4I, Jamé, Luana Costódio Berti e Renato Messas), o amor parece chegar sem pedir licença, feito um susto bom. “Como é que pode? Esse danadinho tá virando o meu love. Como é que pode? Quando você chega, meu coração explode”, dispara em mais um potente e despretensioso refrão.

Foto: reprodução/Matheus Albuquerque

E na sofrente e com acentos de piseiro, Veneno, do mesmo time de compositores (com a adição de Luana) de “Como é que pode”, outra face desse mesmo amor é apresentada pelo artista: o vício que arde e machuca, mas que também atrai. “Viciei no teu veneno e agora sempre dói”, canta, como se estivesse dançando entre a dor e o desejo.


Por fim, na faixa-título Ama Eu, escrita com Jenni, Lucas e Douggie, ALÊ mergulha fundo num delicado tom confessional, no qual a vulnerabilidade e autodescoberta se entrelaçam perfeitamente. “Nunca me ensinaram a amar… é tentativa e erro, e eu erro tentando te amar”, revela ele, expondo fragilidades emocionais em um registro íntimo e contemporâneo que puxa o álbum como single.

O legal deste trabalho é que ele tem, para cada uma das 12 canções, um visualizer. Estes conteúdos já estão disponíveis no YouTube”, diz ALÊ.

Ansioso, no melhor sentido, para mostrar as novas canções, o artista volta aos palcos dois dias depois de lançar Ama Eu. Na sexta-feira, 19, às 20h30, ele aporta no Manouche, charmosa casa noturna localizada no Jardim Botânico, Zona Sul do Rio, para um celebrar, em grande estilo, mais uma conquista. 

Estritamente fechado a convidados e profissionais da imprensa e da indústria do show business, o show, dirigido por Pablo Falcão e com desenho de luz de Cadu Fávero, contará com a participação dos músicos Vella, no baixo e na direção musical; Gê Fonseca, nos teclados; Gui Fonseca, nas guitarras; e Marcella Terra, na bateria.

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Texto revisado por Simone Tesser @simone_alleotti

 

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