Com sensibilidade e coragem, o filme revive a memória de Honestino Guimarães, líder estudantil desaparecido pela ditadura militar
Honestino, dirigido por Aurélio Michiles, é mais do que uma biografia cinematográfica, é um ato de memória e resistência. O filme revisita a trajetória de Honestino Guimarães, presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), sequestrado e desaparecido aos 25 anos durante a ditadura militar. A obra combina elementos de documentário e ficção para trazer à tona a luta e o legado desse jovem idealista.
Bruno Gagliasso interpreta Honestino com profundidade e sensibilidade, captando a essência de um líder que acreditava na transformação social por meio da educação e do engajamento político. Sua atuação é comovente, transmitindo a paixão e a coragem que marcaram a vida de Honestino.

A direção de Michiles é cuidadosa e respeitosa, utilizando imagens de arquivo, depoimentos de familiares e amigos, e cenas ficcionais para construir uma narrativa que não apenas informa, mas também emociona. A escolha de filmar nos mesmos locais onde Honestino viveu e lutou confere autenticidade à história e aproxima o público da realidade daquele período.
A trilha sonora, composta por Flavia Tygel, complementa a atmosfera do filme, alternando momentos de tensão com passagens de reflexão e esperança. A fotografia, assinada por André Michiles, é outro destaque, capturando a luz e as sombras de Brasília de forma poética e simbólica.
Honestino é uma obra cinematográfica que não só resgata a memória de um herói brasileiro, como também provoca uma reflexão sobre os valores de liberdade, justiça e democracia. Em tempos de crescente polarização, o filme serve como um lembrete da importância de preservar a memória histórica e de lutar por um país mais justo e igualitário.
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Texto revisado por Alexia Friedmann
