O longa que chega aos cinemas nesta quinta (21) não levanta grandes hipóteses sobre os próximos passos de Din Djarin e Grogu, mas sem dúvidas é uma história divertida de se assistir
Matéria por Mayara Pereira
Desde o seu lançamento em 2019, O Mandaloriano— série criada por Jon Favreau e distribuída pela Disney — foi bem recebida pela crítica especializada e pelo grande público. Logo, explorar novas histórias dos personagens Mandaloriano/Din Djarin (Pedro Pascal) e Grogu para as telonas torna-se um passo sólido e bem fundamentado da Lucasfilm. Mas o que o longa-metragem soma à narrativa da série e ao universo de Star Wars como um todo?
O Mandaloriano e Grogu acompanha os protagonistas em um cenário pós-queda do Império. Contudo, a ameaça ainda existe já que as forças imperiais seguem espalhadas por toda a galáxia. Nesse contexto, pai e filho passam a colaborar com as tropas da Nova República e são designados pela Coronel Ward (Sigourney Weaver) para nova missão: encontrar um lord imperial, mas o desafio está no fato deles não saberem como é o seu rosto.
Com isso, Mando e Grogu se veem praticamente obrigados a buscar pistas com os gêmeos Hutt – inimigos já conhecidos pelos fãs de Star Wars – que, visando tirar proveito pessoal da situação, impõem a condição de que só os ajudarão se eles encontrarem o seu sobrinho Rotta – The Hutt (dublado por Jeremy Allen White), filho de Jabba, que foi supostamente sequestrado quando criança.

O primeiro ato de O Mandaloriano e Grogu segue um ritmo semelhante ao da primeira temporada, com uma missão teoricamente pequena e de resolução rápida. Contudo, ao acessar as camadas do personagem Rotta, o público descobre que a busca incessante dos gêmeos Hutt pelo sobrinho carrega um interesse mais profundo do que proporcionar uma reunião de família.
Já no aspecto narrativo, um ponto negativo é a ambientação do personagem visto às similaridades com outras obras da cultura pop, como: Thor Ragnarok (2017) e Gladiador (2000).
Por sua vez, o segundo ato é um dos grandes acertos de O Mandaloriano e Grogu. Nele há a quebra de estereótipos de alguns personagens e o afeto de Mando por Grogu e vice-versa fica ainda mais palpável. Esse fato ganha força devido às consequências enfrentadas por não terem concluído sua missão seguindo as diretrizes determinadas pelos gêmeos.
Nessa versão para o cinema, a audiência se depara com um baby-yoda – talvez não tão baby assim – mais ativo e independente quando é preciso.

Por fim, o terceiro ato conclui a jornada da dupla de forma satisfatória e sem lacunas em aberto. Com uma história que contém início, meio e fim, O Mandaloriano e Grogu estreia nesta quinta (21), quase sete anos após o lançamento de Star Wars: A Ascensão Skywalker (2019), se apresentando como uma trama cativante e uma aposta segura para a introdução de um novo público ao universo cinematográfico de Star Wars.
Paralelamente, os fãs de longa data não sairão desapontados das salas de cinema. Apesar de ser considerado um “filler”quando se analisa o todo, O Mandaloriano e Grogu desperta um misto de nostalgia com familiaridade ao revisitar personagens do universo e ao aderir a trilha sonora característica da série – assinada pelo compositor e vencedor do Oscar, Ludwig Göransson.
Além disso, não faltarão cenas de ação envolventes – totalmente imersivas em salas IMAX – e curiosidade pela quarta temporada da série dado o amadurecimento dos personagens principais.
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Texto revisado por Crystal Ribeiro









