Atriz fala sobre o mergulho na personagem, os desafios físicos no palco e como construiu sua própria versão de Alex Owens
À frente de um dos papéis mais icônicos da cultura pop, Marisol Marcondes assume o desafio de dar vida a Alex Owens em Flashdance – O Musical, em cartaz no Teatro Claro MAIS SP.
Marisol é uma atriz, cantora e dubladora brasileira. Recentemente integrou o elenco da peça O Mercador de Veneza, de Shakespeare, e dos musicais Clara Nunes – A Tal Guerreira (2025) e Cabaret-Kit Kat Club (2024).
Mais do que revisitar um clássico dos anos 1980, a atriz entrega uma versão própria da personagem – carregada de energia, personalidade e novas referências.
Marisol mantém a essência impulsiva e sonhadora de Alex, mas adiciona camadas contemporâneas que dialogam com o público atual. Em entrevista ao Entretê, ela detalha os bastidores dessa preparação e os desafios de sustentar um dos papéis mais exigentes do teatro musical.

Entretetizei: Como foi o seu processo de preparação para dar vida a essa personagem? Você assistiu ao filme antes? Se sim, quais elementos dela no filme você buscou trazer para os palcos e quais inovações sua interpretação trouxe?
Marisol: Gosto sempre de ir na origem da história, então fui realmente buscar no filme ao invés de procurar conhecer o musical. Busquei os elementos que julguei serem os principais e mais característicos da Alex, como sua energia impulsiva e às vezes explosiva e de inovação. Propus ela ser fã do Michael Jackson, pois certamente ela seria, uma vez que no filme mostra que ela aprecia a cultura hip-hop e também por ela dançar jazz (mesmo que sem se dar conta do estilo que dançava).
E: O filme, Flashdance, não é um musical, então, apesar de já ter sido encenado com sucesso em diversos países, houve alguma cena musical que você achou que não funcionaria no início, mas que te surpreendeu positivamente?
M: Não, não. Tudo me pareceu que funcionaria já de cara.

E: O que você acha que torna a produção de Flashdance única em comparação com outras que você já fez ou assistiu?
M: O clima lá é bem família.
E: Como foi sua preparação física para equilibrar os números musicais vocais com a coreografia exigente?
M: Tá sendo ainda, pois, como foi pouco tempo de ensaio, ainda me sinto adequando o fôlego. Mas tenho feito muito cardio para aumentar a resistência.
E: Qual foi seu maior desafio durante a preparação e quanto tempo levou pra você encontrar um pouco de Alex em você?
M: Certamente o maior desafio é o fôlego. Administrar a respiração das coreografias absolutamente velozes e incríveis do Tutu Morasi e as trocas insanamente rápidas para conseguir cantar as músicas é um dos maiores desafios artísticos que já passei. Acho que levei alguns minutos apenas para encontrar um pouco da Alex em mim, pois temos muito em comum.

E: O quanto de Alex você diria que existe em você hoje?
M: Eu diria que existe muito da Alex em mim hoje e isso me deixa bem feliz. Sempre aprendo muito com cada personagem que faço.
Entre fôlego, emoção e reinvenção, Marisol Marcondes transforma Alex Owens em algo que vai além da nostalgia. Sua interpretação não se limita a homenagear o passado, mas constrói uma ponte com o presente – onde a personagem ganha novas referências, novas camadas e ainda mais força.
No palco, isso se traduz em uma performance que exige técnica e entrega na mesma medida. Fora dele, revela uma atriz em constante evolução, que encontra em cada personagem uma oportunidade de se redescobrir. Em Flashdance – O Musical, essa troca é evidente: Marisol dá vida a Alex, mas também leva um pouco dela consigo – e é justamente nesse encontro que o espetáculo encontra sua maior potência.
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Texto revisado por Alexia Friedmann










