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Imagem: Breno da Matta

Entrevista | Monge Han reflete sobre identidade racial, processo criativo e carreira de ilustrador

Autor utiliza a sua arte para abordar temas complexos e sensíveis

Para escrever a HQ Daruma – Perseverança (2024), o designer e ilustrador brasileiro Monge Han se inspirou em figuras tradicionais japonesas, assim como na sua própria experiência como amarelo-brasileiro descendente de coreanos. 

A obra, que se desenrola em um tom bem-humorado, trará ao leitor um conto sobre luto, racismo e superação. Esse panorama nos é apresentado por meio da história de Yumi Gushiken, jovem nos seus 20 e poucos anos, moradora de São Paulo e que, muito cedo, se vê responsável pelos cuidados dos irmãos mais novos. 

Quando criança, Yumi se deparou com o símbolo do Daruma — boneco japonês de formato arredondado, sem olhos, que representa perseverança, sorte e realização de desejos. O totem funciona da seguinte maneira: você pinta um dos olhos, faz um pedido e, quando ele se realiza, pinta o outro. 

Desde então, ela faz sempre o mesmo pedido. Ao enfrentar uma tragédia pessoal, a garota se dirige uma vez mais ao amuleto, abrindo caminho para uma conexão singular. Agora, uma nova realidade se descortina para Yumi, levando-a para um mundo que ela não imaginava. A jovem ainda deve passar por situações complexas, como preconceito, fetichização e a luta para sobreviver, algo comum a muitos brasileiros. 

Idealizada para ser uma trilogia, a jornada de Yumi discute identidade racial, desigualdade social e busca por pertencimento. Em entrevista ao Entretetizei, Monge Han detalha aspectos da trama e do processo de criação dos quadrinhos. Confira!

Entretetizei: Você sempre quis ser ilustrador? 

Monge Han: Na verdade, antes do desenho, eu sempre tive essa coisa com histórias. Depois, comecei a me interessar muito por desenho ainda bem novinho, por causa de Dragon Ball, Cavaleiros do Zodíaco, Sailor Moon. E minha mãe é incrível, sempre incentivou muito, comprava muito material de desenho. 

Ela via que eu gostava, comprava para eu ver, para eu ler. Eu descobri os quadrinhos porque percebi que podia saber mais da história lendo o mangá, que era adiantado em relação à animação. Aí, eu comecei a ficar meio obcecado. Queria desenhar e fazer minhas próprias histórias, e isso começou quando eu tinha uns oito anos. 

E: De onde surgiu a ideia de misturar a história de uma jovem brasileira em São Paulo com a simbologia do Daruma — figura tradicional do Japão?

MH: Eu sempre tive um Daruma em casa. Minha mãe sempre gostou muito dessa figura, então eu sempre tive isso na mente. A figura dele é muito sobre determinação, mas ele não realiza o desejo por você, tipo um gênio da lâmpada. Sempre gostei disso, me marcou muito desde a infância. 

E quando comecei a falar sobre identidade amarela — lá por 2016 — eu fazia muitos quadrinhos autobiográficos, até como forma de me entender. Hoje em dia, as pessoas mais jovens têm um pouco mais de referência, talvez. Sobre o que é ser uma pessoa amarela no Brasil, o tratamento racial que a gente sofre.

Quando eu era mais novo, isso não era comentado. Então ficava aquela sensação de “não lugar”. Eu sofri esse tipo de tratamento racial, fui criado no Rio de Janeiro, onde isso acontecia muito. Lembro que, quando era criança, tinham muito poucos amarelos no colégio, era o único descendente coreano. Me sentia deslocado, me chamavam de “japa”, e eu sabia que não era japonês. Isso mexe muito com o psicológico de uma criança.

Eu tinha essa confusão: tentar entender o que era isso que eu vivia. Então fiquei alguns anos fazendo quadrinhos autobiográficos, que também foram muito importantes, para mim e para outras pessoas. Mas, no fundo, sempre fiquei com essa vontade de escrever uma história de ficção com começo, meio e fim, mesmo que misturando tudo isso — minha trajetória na arte, minhas vivências.

Os personagens são como eu: brasileiros amarelos. Porque tem isso — a gente que é racializado, sabe que isso é importante, entende o que isso significa, mas, ao mesmo tempo, é só uma parcela de quem a gente é. Tem gente que só olha para a gente e só vê isso, principalmente quando a gente fala sobre esse tema. A Yumi sofre com o tratamento racial, é fetichizada em alguns momentos, ela briga, é bem cabeça-dura e meio pavio curto também. Mas, ao mesmo tempo, tem muitas outras coisas acontecendo na vida dela que não têm necessariamente a ver com isso.

São questões mais universais, muito brasileiras mesmo. Tipo: ela tá tentando sobreviver com o trabalho, que não paga bem. Ela cuida dos dois irmãos mais novos, e sempre se coloca em segundo plano. Esse lado dela veio muito da minha mãe. Minha mãe é mãe solo, me criou sozinha. E isso, para mim, é uma realidade muito comum do brasileiro. 

E: Nos últimos anos, temos visto um crescimento de autores coreanos chegando no Brasil, sendo traduzidos, ganhando espaço. Você tem contato com algum? Tem algum que te inspire mais?

MH: Quando eu era criança a Coreia não tinha presença nenhuma no Brasil — tô falando como uma criança dos anos 90. Eu não tinha relação com a cultura, não chegava música, livro, série… O meu contato com o que significava ser coreano vinha da minha avó, da comida, das coisas de dentro de casa. E, sinceramente, às vezes tenho um pouco de dificuldade de me identificar. 

Hoje entendo que é porque eu sou brasileiro com uma raiz coreana. Não sou coreano, não nasci lá.  Então tem muitas coisas da cultura coreana que eu acho interessantes, mas nem sempre eu vejo minha família nelas. A última obra coreana que me marcou mesmo foi Parasita, o filme. Porque geralmente o que chega para a gente aqui é muito mais voltado para o glamour, para a estética. E Parasita mostrou outra realidade — uma que, de certa forma, também conversa com a nossa. Quando a cultura coreana chega aqui só pelo lado “bonitinho”, higienizado e romantizado, eu não me conecto tanto. 

Da cultura coreana, o que mais me encanta é a arte tradicional, Minhwa. Sou fascinado pelas pinturas de tigres — cheguei a desenhá‑las muito numa fase. No Daruma 2, que estou lançando agora, entra um personagem coreano ligado ao “espírito do tigre”; ele deve aparecer de fato no próximo volume. Gosto de explorar esse lado, principalmente a produção cultural da Dinastia Joseon, última dinastia coreana antes da invasão japonesa. Foi um período de efervescência artística: templos supercoloridos, pinturas de tigres vibrantes, artes marciais em alta… Nisso eu enxergo uma identidade cultural muito forte. Minha conexão fica mais nesses aspectos do que na literatura — embora eu saiba que há autores coreanos incríveis. 

E: Na HQ, você trata de luto, preconceito, pertencimento, mas mantém um tom bem‑humorado. Como equilibrar essas emoções na narrativa?

MH: Tem a ver com o que eu gosto de ler. Não vejo Daruma exatamente como um mangá, embora muita gente chame assim — o mangá é, claro, uma referência forte. Mas eu misturo tudo que curto: tem muito de Turma da Mônica, linguagem de mangá, cartoon.

Algo que admiro nos mangás é a mistura de gênero: num capítulo você tem ação, depois comédia, de repente um susto, mistério, romance… Em Daruma eu quis fazer isso. Confesso que não imaginava que sairia tão cômico, e a comédia acabou virando uma parte grande. As pessoas me mandam mensagens, tiram foto das páginas e marcam as cenas engraçadas. Muitas piadas surgiram no lápis, enquanto escrevia o diálogo direto na página, tentando imaginar conversa de gente real.

Outra preocupação minha é a experiência de leitura: quero que seja fluida, leve. Hoje todo mundo está acostumado a vídeo. Abrir um quadrinho já exige esforço inicial. Daruma tem mais de 200 páginas, quando alguém lê rápido, sinto que cumpri meu objetivo de tornar a narrativa fluida. Esse trabalho de ritmo é natural para quem lê, mas exige muito planejamento de quem faz.

E: Você mencionou que cresceu sofrendo preconceito contra pessoas amarelas. Essa vivência influenciou a escrita? Ela aparece mesclada à experiência da Yumi?

MH: Sim, aparece bastante. Meu objetivo em Daruma era mostrar personagens amarelos de forma mais profunda. No meu trabalho anterior, Vozes Amarelas, raça e identidade eram o tema principal, vistos em diferentes ângulos. Em Daruma eu queria que a questão racial estivesse lá, mas que não fosse tudo. Afinal, existem pessoas amarelas, pretas e indígenas que são 100% diferentes umas das outras. 

Os protagonistas — e até antagonistas — são brasileiros amarelos. Isso já questiona o lugar que normalmente reservam para a gente nas histórias. A Yumi sofre estereótipos e fetichização; ela reage de acordo com a personalidade explosiva, mas também é generosa, impulsiva e verdadeira. 

Nunca vi muita mídia brasileira mostrando uma menina amarela passando por essas coisas. Hoje isso até existe um pouco mais — tem filmes que retratam, mas em quadrinhos ainda é raríssimo. Eu queria trazer esse tema para o quadrinho brasileiro, e, ao mesmo tempo, apresentar a personagem além de qualquer marcador racial: mostrar como ela reage, qual é a personalidade dela.

Outros personagens da história também sofrem preconceito, mas reagem de formas bem diferentes. O antagonista do primeiro volume, por exemplo, é um menino amarelo‑brasileiro que não tem consciência do que isso significa. Ele vive num ambiente onde todo mundo tem muito dinheiro e todos os amigos são brancos. Então, quando chamam esse garoto de “japa” ou de “amarelo”, a reação dele é muito diferente da reação da Yumi. A Yumi tem um coração enorme, é muito carinhosa com os irmãos. Já esse menino é mais egoísta. Os dois passam por situações similares, mas respondem de formas diferentes — depende da índole, do caráter da pessoa. 

Imagem: reprodução/Editora Pitaya
E: Você tocou na questão da fetichização de pessoas amarelas — um tema delicado, inclusive nas artes. Como abordar assuntos densos de forma que o público entenda, principalmente os mais jovens?

MH: A arte tem esse poder de colocar a pessoa num lugar que não é o dela. A gente sabe que quadrinhos, filmes, séries são criações humanas, mas, mesmo sendo ficção, conseguimos sentir como se fosse de verdade, como se fosse um amigo contando. Essa capacidade de abstração é algo muito humano. E para mim isso é muito incrível. 

Quando fiz Hamoni — que conta o falecimento da minha avó coreana aqui no Brasil — escrevi sobre memórias pessoais, as barreiras linguísticas, o fato dela não ser brasileira. Imaginava que outras pessoas amarelas fossem se identificar. O que eu não esperava era que leitores não racializados também entendessem nosso sentimento. Muita gente veio dizer que viu na minha avó a própria avó, mesmo sem barreira linguística nenhuma. De repente, uma coisa que é tão longe da vida da pessoa, mas ela realmente entende como você se sentiu. 

Em Daruma, alguns sentimentos da Yumi são universais no Brasil: preocupação financeira, estudar, manter a casa, comemorar o vestibular, se preocupar com seus irmãos. E, além disso, quem não é amarelo vai ler e pensar que ela ainda passa por preconceitos na rua em relação ao rosto dela. A pessoa já está próxima do personagem: quando bem escrito, ele se torna meio amigo nosso. 

Eu evito tom de “escolinha”. Não coloco a personagem dizendo: “Sou uma pessoa amarela, por isso passo por isso”. As coisas simplesmente acontecem, e o leitor tira suas conclusões. Depois, no dia a dia, se ouvir um amigo fazendo um comentário racista, ele já tem repertório para se posicionar.

E: Você escolheu São Paulo como cenário da HQ. Por quê?

MH: São Paulo é o lugar do Brasil onde mais tem amarelo-brasileiros. Inclusive, foi onde a minha mãe morou quando imigrou para cá, porque ela veio da Coreia bem criancinha, com quatro anos. Meus avós vieram por conta da guerra de separação. Eles nasceram numa Coreia unificada, teve a separação, eles sobreviveram lá um tempo, mas estava muito complicado, muito difícil. A família ficou bem dividida, imigraram para procurar oportunidade. 

Eu não nasci lá, mas eu sempre ia para São Paulo. Meus avós moravam lá, então eu já tinha essa relação com a cidade. Percebia que era uma cidade onde tinham muito mais famílias coreanas, muito mais famílias japonesas e chinesas do que na cidade em que eu morava. Eu nasci em Manaus, fui criado no Rio de Janeiro, depois eu fui para Curitiba, mas eu sempre viajava para ver meus avós.

E São Paulo sempre foi a cidade amarela-brasileira na minha mente. Quando eu fiquei mais velho, eu entendi que, de certa forma, era uma realidade, porque lá tem uma população gigantesca. Eu queria representar amarelos-brasileiros como personagens na cidade brasileira onde eles têm a maior presença.

Então acho que também a maioria desse número de leitores amarelos-brasileiros vão se identificar porque são de São Paulo ou têm família lá. Também porque é uma cidade muito grande. Então eu acho que esse cenário bem urbano, é uma coisa que eu queria representar na história. Para a escala que eu queria que a trama tomasse, e eu achei que deveria acontecer numa capital um pouco maior, que não fosse uma cidade do interior.

E: E alguma coisa te inspira visualmente na hora de desenhar os personagens, criar os cenários? Tem algum artista ou estilo em particular que te inspire?

Olha, acho que é uma mistura de muita coisa. Quando eu comecei a desenhar, minhas principais referências eram os desenhos que eu usava para aprender, e eu aprendi a desenhar com mangá. Então, apesar de eu ter feito muitas coisas diferentes depois — eu sou designer gráfico, trabalhei com ilustração e ainda trabalho com isso até hoje — o meu trabalho não é necessariamente mangá, mas eu sei que tenho essa raiz. Eu ainda leio muito mangá, então trago um pouco disso para o traço.

Uma grande inspiração era o que Scott Pilgrim conseguiu fazer, e eu ainda não sei se consegui fazer isso exatamente, mas é essa coisa de claramente ter uma referência em mangá, tanto no estilo de desenho quanto na linguagem do quadrinho. Só que é um quadrinho que, quando você olha, parece mangá, mas não é feito no Japão. Ele tem essa coisa de ser canadense: uma história que se passa no Canadá, que fala sobre o Canadá. Eu queria fazer uma história assim, com referências de coisas que eu gosto, de fora, mas que fosse brasileira.

Então tem muita referência brasileira: os produtos que a gente usa, coisas culturais, transporte público, o senso de humor também. Tem muita influência da linguagem da Turma da Mônica. Sobre os artistas que me inspiram: são vários! Inclusive, o trabalho é feito em equipe. 

E: Se você pudesse adaptar a Daruma para outra mídia — animação, série, filme — como você imaginaria esse universo?

Eu sou um cara muito sonhador, né? Então já pensei em tudo: tipo, uma série na Globoplay seria incrível! Seria legal porque daria para envolver personagens amarelos de várias idades diferentes. A gente tá começando a ver brasileiros amarelos ganhando um pouco mais de espaço na mídia, mas ainda é muito pouco. Então, uma série live-action abriria muitas oportunidades.

O quadrinho brasileiro, lentamente, está se aproximando de algo que já é comprovadamente muito positivo lá fora. O mercado de quadrinhos é interessante por si só, mas ele também é uma forma muito mais econômica de você testar narrativas que podem virar série ou animação depois. Acho que assim que sair a primeira adaptação brasileira de quadrinho que der realmente certo, esse mercado vai explodir — tanto para os quadrinhos quanto para as outras mídias.

É uma fórmula que dá certo, é só olhar o que já acontece nos EUA, no Japão, na Coreia… Muita coisa lá também começou como quadrinho! Falta só o mercado nacional realmente começar a fazer isso. E eu sonho que Daruma possa fazer parte desse novo passo.

E: Como foi a reação do público com o lançamento de Daruma? Foi o que você esperava?

MH: Eu tenho muita dificuldade de medir expectativa, porque nunca bate. Com Daruma 1, eu já entrei nesse processo pensando: “Vou tentar não ter expectativa. Só vou fazer o meu melhor.” Também é uma forma de se concentrar no que realmente importa, que é a qualidade do trabalho. Mandei o quadrinho para várias amigas amarelas brasileiras, queria saber se elas se sentiam representadas. Também chamei estudiosos das ciências sociais para fazer uma leitura sensível.

E no lançamento, eu fiquei surpreso com várias coisas. Uma coisa que me surpreendeu muito é que o quadrinho esgotou quando eu levei na CCXP. Eu levei mais de duzentas unidades para vender — e vendeu tudo! O que nunca tinha acontecido comigo. 

E, assim, uma coisa que me deixa muito, muito feliz é quando as pessoas mandam mensagem falando o que acharam da história. Teve gente que falou isso — que chorou, nos momentos que são mais emocionantes. Fazer uma pessoa chorar com uma mídia, qualquer que seja, não é uma coisa fácil. Então, quer dizer que você realmente tocou ela num certo ponto. 

Eu tenho tentado praticar um pouco essa felicidade nessas coisas. Porque um adolescente mandar mensagem que gostou muito de um quadrinho, que se sentiu inspirado por Daruma, pela Yumi… ou um leitor mandar mensagem dizendo: “Eu, como irmão mais velho, fiquei muito emocionado ao ver a relação dos irmãos”. Eu botei meu coração na história, e as pessoas conseguem ver. 

E: Quais foram os principais desafios e o que você mais gostou no processo de criação de Daruma?

MH: Foi minha primeira história de ficção publicada. Já tinha escrito outras coisas, mas era a primeira a ser lançada de forma completa. E é diferente escrever um quadrinho ficcional de um autobiográfico. Também foi o primeiro quadrinho longo que fiz, então eu estudei muito antes de começar. Li bastante sobre narrativa, sobre estrutura em quadrinhos, e comecei a analisar mais tecnicamente as HQs que eu já lia.

Foi também a primeira vez que consegui trabalhar com uma equipe. A gente, quadrinista brasileiro, acaba tendo que trabalhar muito sozinho. Então, essa parte de trabalhar em equipe foi uma das que eu mais gostei e, ao mesmo tempo, ela gera um tipo de desafio que eu não tinha imaginado: que, além de ser o autor, estar fazendo os personagens, de fato trabalhando no quadrinho, tem a questão de fazer um certo gerenciamento da equipe. Ao mesmo tempo, eu acredito muito nisso na vida: a gente tem que achar que, quando vêm os desafios, é porque a gente está pronto. 

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Texto revisado por Simone Tesser

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