Atriz conversou com o Entretetizei e comentou sobre o bom momento profissional que está vivendo e a nova geração de fãs que vem conquistando
Talentosa, profissional, carismática, bela e alto astral, esses são apenas alguns adjetivos que podemos dar para Carol Castro. Aos 40 anos, com uma carreira longeva, a atriz encontra-se em um dos seus melhores momentos como artista, interpretando Clarice, a mãe da protagonista e da antagonista da novela das seis, Garota do Momento (2024).
Com o hype da trama, Carol conquistou novos fãs de uma geração que não a conhecia e nem tinha ouvido falar de sua brilhante trajetória. Acompanhe a entrevista deliciosa que o Entretetizei teve com essa brilhante atriz.
Entretetizei: Você já tem uma carreira de mais de 20 anos e, neste momento, está conquistando uma base de fãs mais jovem, que está te vendo pela primeira vez. Como você lida com isso?
Carol Castro: Nossa, isso realmente me chamou atenção e me deixa completamente realizada e feliz! É muito forte perceber o quanto a novela está cativando corações de diversas faixas etárias. Até autógrafo para algumas crianças eu dei esses dias, e isso aqueceu meu coração!
Olhando para trás, prestes a fazer 41 anos, vejo que metade da minha vida foi na TV, fazendo novelas, especiais, programas ao vivo, dança… É muito tempo de uma vida compartilhada com o público, muitos anos entrando em suas casas.
Esse reconhecimento do meu trabalho, o carinho recebido da “plateia” e a missão de contar uma boa história, que emocione e transforme o outro, são o que alimentam a alma de um artista.
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E: Você entrou para o elenco nos minutos finais do segundo tempo. Foi um susto entrar “correndo”?
C: Ah, comigo sempre é com emoção! Passei minha infância em Natal-RN e, nos passeios de bugre — normalmente na beira de um “precipício” de duna —, sempre perguntavam: “Com emoção ou sem emoção?” Ou seja: (risos) entrei num bonde em movimento e ainda fui atropelada por ele logo no começo… Sinto que essa personagem chegou em um momento muito ímpar da minha vida, e tudo foi se encaixando de uma maneira quase surreal. Sou imensamente grata por tudo isso que está acontecendo, porque, de certa forma, a Clarice também me ajuda a preencher certas lacunas e lutos pelos quais venho passando. Arte cura. Reverbera.
E: A Clarice cativou o público desde a primeira semana da novela. Você imaginava que ela faria tanto sucesso?
C: Eu imaginava que haveria empatia por ela, por conta do seu arco histórico tão rico e emocionante. Mas, confesso, não esperava que fosse como está sendo! Mas ser pega de surpresa por algo assim tão especial é bom demais!
E: É emocionante poder ver o brilho nos seus olhos quando está atuando. Dá para perceber que você realmente ama o que faz. O que te faz manter esse brilho pela profissão?
C: Isso é muito curioso mesmo, porque não foi algo planejado a princípio. Foi acontecendo, e fui criando uma dualidade dentro da Clarice de 1958. Queria mostrar também a Clarice de 1942, a mãe, a mulher que teve seu passado, sua história, sua filha roubados… E isso mexe comigo em lugares que nem sei explicar.
Talvez a maternidade, o momento delicado da vida e, sim, o meu amor pelo ofício façam com que eu fique à flor da pele o tempo todo! Porque, de certa forma, as sensações e emoções se misturam… Somos nosso próprio instrumento de trabalho e isso, para mim, é sagrado.
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E: Vamos voltar um pouco no tempo? Você se lembra qual foi o seu primeiro papel na vida? Será que também lembra da sua primeira fala?
C: Lembro! Eu tinha nove anos. Foi numa adaptação de Frankenstein para o teatro. Eu era a menininha Maria, que fica “amiga” do Frank. Antes de sair de casa para ir brincar, com um mini buquê de flores na mão, eu oferecia uma flor para o ator que fazia meu pai (Mário Hermeto) e dizia: “Para você, papai.”
No primeiro dia, fiquei muito nervosa e, antes de entrar em cena, na coxia, disse para o Mário: “Eu não quero falar!” E ele respondeu: “Tudo bem, minha querida. Não precisa falar.” Então, ele me deu um “beijo de cabeça”, que era encostar uma cabeça na outra. Acho que ele ofereceu um abraço e eu, de tão nervosa, não consegui reagir.
Acabei entrando em cena e, na hora de falar, não falei… mas estendi a mão com a flor para ele. E todos do teatro fizeram: “Awwwww.” Como o grupo de teatro se chamava Terror na Praia (um cult dos anos 90 no Rio), o Mário e meu pai diziam que aquele foi o único momento de comoção da história do terror (risos). Só quem viveu sabe! Era muito irreverente e diferente de tudo. Foi uma grande escola para mim. Depois, já estava dando texto, escrevendo esquetes e escalando atores.
E: Ainda tem algum papel que almeja fazer?
C: Muitos!!! Amo biografias. Sonho em viver mulheres que existiram e fizeram diferença na história. Uma tragédia grega, um Shakespeare…São muitas possibilidades que ainda quero interpretar!
E: Qual livro, filme e série você pode indicar para os nossos leitores? Tem algum que esteja lendo ou assistindo no momento?
C: Eu amo o livro Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez, e todos os da Clarice Lispector! Filme: Ainda Estou Aqui! Sem dúvida!!! Série: vou indicar Desejos S.A., uma antologia que fiz para o Disney+ e que é muito interessante! As pessoas precisam ver essa série ousada e tão bem feita! No momento, estou vidrada em Ruptura e Silo.
E: Qual recado você poderia deixar para as jovens mulheres que sonham em conquistar seu lugar no mundo?
C: Confiem em si mesmas. Estufem o peito, ergam a cabeça e aprendam a dizer não. Temos que estar sempre comprovando nosso valor e reivindicando nossos direitos. Mas não é à toa que somos lobas tão fortes e potentes para encarar os desafios e obstáculos que — ainda — existem no nosso caminho. Mantenham sua essência intacta, mesmo quando tentarem derrubá-las ou abalar suas estruturas. Somos muito mais fortes do que imaginamos… e não estamos sozinhas.
O que acharam da nossa entrevista com a Carol Castro? Já conheciam mais sobre o trabalho da atriz brasileira? Contem pra gente! E não deixem de seguir o Entretetizei nas redes sociais – Instagram, Facebook e X – para acompanhar as novidades do entretenimento.
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Texto revisado por Kalylle Isse