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Especial | Chloe Qisha: a voz por trás de um dos hits de Vale Tudo

Quem é a cantora do single I Lied, I’m Sorry, música tema de uma das vilãs da novela das nove

Se você é um noveleiro nato, com certeza vem acompanhando os capítulos do remake de Vale Tudo (1988), a novela da Globo que tem sido um dos assuntos mais comentados em todo o país. Assim como uma boa trama, a nova versão de Vale Tudo inclui uma trilha sonora marcante que consegue, com maestria, comunicar o que os personagens querem passar.

 Do tema de abertura até a música tema dos casais relevantes, muitas faixas chamam atenção. Uma delas é a música I Lied, I’m Sorry, que pode não ser muito reconhecida através do nome, mas é só passar alguma das cenas de Maria de Fátima (Bella Campos), uma das vilãs mais icônicas da novela, que o som aparece de fundo. Apesar do single envolvente, poucos conhecem a estrela pop por trás da voz que se assemelha a de Chappell Roan (que também está na trilha de Vale Tudo) e Olivia Rodrigo. 

Conheça Chloe Qisha

Cantora, compositora e multi-instrumentalista, Chloe Qisha nasceu e cresceu na capital da Malásia, em Kuala Lumpur, se mudando para o Reino Unido em 2014, onde se formou no ensino médio. 

Aos 16 anos, aprendeu sozinha a tocar violão, iniciando suas postagens de covers no SoundCloud e, em seguida, no Youtube, sem nenhuma pretensão de virar cantora. Foi assistindo a um de seus covers que um agente artístico de uma gravadora viu potencial em sua voz, entrando em contato com Chloe, que na época concluía o seu 3° ano na faculdade.

Capa EP – Chloe Qisha

Foto: reprodução/ Teco Apple

Formada em psicologia, Chloe debutou em sua carreira de cantora em julho de 2024, com a música VCR Home Video em parceria com o produtor Rob Milton, conhecido por trabalhos com Holly Humberstone e a banda The 1975.  Foi através dessa colaboração que em novembro de 2024, seu EP de estreia autointitulado veio ao mundo, com as faixas Sexy Goodbye inspirada na música Funkytown de Lipps Inc., muito conhecida por aqui como a música do Shrek –, Evelyn, VCR Home Vídeo, Scary Movie e, a mais famosa entre os brasileiros I Lied, I’m Sorry

Essa última, é citada por Qisha como uma das bases de suas próximas composições, tendo como inspiração a música de abertura da série The Buccaneers, cover de North American Scum, do LCD Soundsystem, como conta em entrevista ao site Bandwagon. 

Meses depois, em maio de 2025, a cantora lançou o seu segundo EP nomeado Modern Romance, contendo as faixas 21st Century Cool Girl  – sendo uma das músicas mais ouvidas da cantora –, Modern Romance, Sex, Drugs & Existential Dread, The Boys e A-Game. Todas elas contém clipes repletos de conceitos únicos e coreografias simbolicamente envolventes, representando ainda mais o estilo da artista.

Capa EP – Modern Romance

Foto: reprodução/ Bandcamp

Somando mais de 500 mil ouvintes mensais no Spotify ainda no início de sua carreira, Chloe descreve seu gênero musical como uma mistura de pop alternativo e uma atmosfera nostálgica dos anos 80. Suas inspirações passeiam entre Talking Heads, LCD Soundsystem, Chappell Roan, a banda francesa Christine And The Queens e Troye Sivan.

Com músicas envolventes e uma identidade visual marcante, a cantora já foi capa da revista Rolling Stone do Reino Unido como Future of Music, já teve suas músicas indicadas pelo vocalista da banda Coldplay, Chris Martin, e já possui datas marcadas para uma turnê europeia. Com certeza, Chloe Qisha é uma das artistas pop mais promissoras do momento – e vale tudo ficar de olho, hein?

 

Confira o clipe de I Lied, I’m Sorry 

 

E você, o que está esperando para acompanhar a carreira da artista pop? Comente o que achou sobre as músicas de Chloe Qisha nas redes sociais do Entretetizei — Insta, Facebook e X — e siga a gente para não perder as notícias do mundo do entretenimento e da cultura.

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Texto revisado por Angela Maziero Santana

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O espetáculo Solidão de Caio F. encerra temporada neste domingo, no Teatro Glauce Rocha

Com direção de Alexandre Mello, a obra homenageia o escritor Caio Fernando Abreu em uma reflexão sobre a solidão, a morte e a busca pelo amor nas metrópoles

A busca pelo amor verdadeiro nas grandes metrópoles e a poesia extraída da dor de se sentir só permeiam os textos do jornalista, dramaturgo e escritor gaúcho Caio Fernando Abreu (1948-1996), que deixou uma extensa obra, composta por contos, romances, novelas e peças teatrais. 

Com direção de Alexandre Mello e roteiro de Hilton Vasconcellos, o espetáculo Solidão de Caio F. põe um foco nesse recorte ao unir dois contos do autor sobre o tema (Uma praiazinha de areia bem clara, ali, na beira do sanga e Dama da Noite), além de cartas escritas entre 1987 e 1990. A peça encerra temporada neste domingo (27/07), no Teatro Glauce Rocha, no Centro do Rio de Janeiro. 

Em cena, imagens que evocam uma época de homofobia explícita, por conta da desinformação sobre a Aids e a grande dor existencial desta geração que viveu o golpe militar e a decadência das artes e da cultura no país. O projeto conta com apoio do Programa Funarte Aberta.

Na trama, um único homem, o escritor, desdobra-se em dois personagens, que estão em um mesmo ambiente, mas não se encontram por pertencerem a contos diferentes. Os atores Hilton Vasconcellos e Rick Yates são o cérebro e o coração do autor em um mesmo espaço-tempo, contracenando indiretamente. Quando um é o autor, o outro é o personagem e vice-versa. A encenação optou por explorar uma imagem bastante popular da famosa tela de Van Gogh, que retrata seu quarto, como suporte para a cena de Caio F. Os personagens habitam esse mesmo quarto, onde suas memórias e impressões do mundo e da vida se expressam através das imagens daqueles tempos.

Foto: reprodução/Felipe O’Neill

“Este monólogo-tributo foi escrito durante a pandemia, quando a palavra de Caio parecia ‘gritar pelos cantos’’. Suas crônicas e cartas nos anos 1990 denunciavam a ignorância em torno de um vírus, também desconhecido, e desmascaravam a covardia dos que usavam a epidemia para impor o ódio e o preconceito. O universo de Caio é o mesmo dos que insistem em continuar, dos que tentam não sucumbir às mazelas diárias”, descreve Hilton Vasconcellos que, em 2012, ficou oito meses em cartaz na peça Homens de Caio F., dirigida por Delson Antunes. 

“As palavras de Caio parecem ter sido feitas para as ações que nascem no coração. Tudo ali é à flor da pele e nos emociona. O que é descritivo nos seus textos é cinematográfico, gerando imagens que ativam todos os nossos sentidos. Minha paixão pela obra dele é de longa data”, acrescenta Rick Yates.

Caio Fernando Abreu é um dos mais importantes escritores brasileiros contemporâneos. Se estivesse vivo, completaria 77 anos em 2025. Inovador, Caio F imprimia em seus contos uma narrativa cinematográfica, detalhada, delicada e ácida. Ele integra uma geração que vai dos hippies, passando pelos punks e clubbers, e acaba devorada pela Aids nos anos de 1980/90. Seus contos têm imagens potentes, são histórias cinematográficas da solidão de seus personagens na selva urbana. 

“Caio surge como autor sob a censura moralista da decadente ditadura militar no Brasil. Embarca numa espiral de afã por liberdade e justiça, amor livre e luta contra a homofobia, mas sua obra segue uma ‘via negativa’. Seus personagens são anti-heróis urbanos, loosers. A obra de Caio F. responde com sensibilidade à demanda de liberdade de seu tempo e continua atualíssima”, reforça Alexandre Mello.

É fã do Caio Fernando Abreu? Corre que ainda dá tempo de assistir à peça. Conta pra gente o que achou da matéria e siga o Entretetizei nas redes sociais — Instagram, Facebook e X — para ficar por dentro de outras notícias do mundo do entretenimento.

Leia mais: Djavan — O Musical: Vidas para Contar celebra vida e obra do artista alagoano 

Texto revisado por Cristiane Amarante

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Últimas sessões: Fernanda Montenegro se despede dos palcos cariocas

As apresentações na cidade maravilhosa se encerrarão no próximo fim de semana e seguirão pelo Brasil a fora

Fernanda Montenegro encerra, no Rio de Janeiro, a temporada de apresentações do espetáculo em que lê textos de Nelson Rodrigues e Simone de Beauvoir. Com sua interpretação emblemática, a atriz deu vida às palavras desses dois autores tão distintos, explorando a intensidade da dramaturgia brasileira. O formato intimista, centrado na força da palavra e na presença da atriz no palco, foi celebrado pelo público carioca em sessões lotadas e carregadas de emoção.

Com o encerramento no Rio, Fernanda se prepara para levar o espetáculo em turnê pelo Brasil. As datas e cidades ainda não foram anunciadas, mas a atriz já confirmou a intenção de apresentar o projeto em diferentes regiões do país. O público de outras capitais aguarda, com expectativa, a oportunidade de assistir de perto a um dos maiores nomes do teatro brasileiro, em um espetáculo que celebra a literatura, o pensamento e o talento inquestionável da atriz.

Vamos falar de Nelson Rodrigues?

A fala de Nelson Rodrigues sempre chamou a atenção de Fernanda Montenegro, que organizou e costurou as leituras dramáticas baseadas na obra Nelson Rodrigues Por Ele Mesmo, de Sônia Rodrigues, livro que reúne o máximo do que o autor quis dizer sobre sua vida e obra. Respeita-se, inclusive, a sua posição  de que o memorialismo é um tipo de falsificação, e de que a ficção é autobiográfica. Nelson Rodrigues é hoje considerado o grande autor trágico do Brasil. Para muitos, é o único grande autor dramático do Brasil, mas, ele é, sobretudo, o descobridor de uma linguagem cênica, de uma linguagem essencialmente liberta de compromissos literários.

Foto: reprodução/Leila Fugii

Nelson Rodrigues considerava a época em que viveu trágica e épica. Nas crônicas que escreveu nos anos 60, Nelson carregou o século passado para fora do tempo, transformando o cotidiano óbvio em momentos transcendentais. Com sua obra, suas controvérsias e a própria biografia, Nelson Rodrigues inscreveu-se como um dos polemistas mais bem-humorados do país: o hiperbólico cronista do futebol, torcedor do Fluminense e nosso maior dramaturgo.

Nada intimidava Nelson; nenhuma sedução intelectual o fazia recuar da atitude de publicista e de intelectual não orgânico. Provavelmente, deve ter sido um dos últimos intelectuais não orgânicos do país. Ele não era de partido, não era de igrejas, não era de esquerda ou direita, não era da academia (nem a de Letras, nem a universitária). Não pertencia a grupos de opiniões, nem a “panelas” de nenhuma espécie. Achava-se no direito de expressar suas ideias sobre o que lhe pareciam ser os grandes temas de interesse público no país. 

Simone de Beauvoir não fica atrás

A leitura celebra os 80 anos de carreira de Fernanda Montenegro e aborda a visão libertária de Simone de Beauvoir (1908-1986) sobre o feminismo, além de sua ligação de vida com o filósofo Jean-Paul Sartre (1905-1980).

”Minha aproximação com a obra de Simone de Beauvoir vem desde quando eu tinha 20 anos. Essa fundamental feminista é uma personalidade referencial na minha geração. O espetáculo, baseado em uma de suas obras, proposto a mim em 2007 por Sérgio Britto, não se realizou”, conta Fernanda.

“A ideia permaneceu em mim através de outra criação de Simone de Beauvoir – A Cerimônia do Adeus. Organizei rigorosamente essa importante obra durante dois anos. Texto pronto, Bonarcado Produções Artísticas e Carmen Mello levaram à cena essa adaptação com o título de Viver Sem Tempos Mortos, continua.

“Em março de 2023, na Academia Brasileira de Letras, realizei a primeira leitura desse mesmo texto, organizado por mim. Seguiram duas apresentações no Teatro Poeira, já com aceitação total da plateia. Quando dessa leitura, trechos de outras obras dessa importante feminista e escritora já estavam incluídos nessas apresentações”, completa a atriz

“Ao ler, no palco, Simone de Beauvoir, nós nos conscientizamos da liberdade que essa Mulher se impôs e propôs a todas as gerações que a sucederam.” – Fernanda Montenegro

Já foi assistir a Fernandona no teatro? Conta pra gente o que achou da matéria e siga o Entretetizei nas redes sociais — Instagram, Facebook e X — para ficar por dentro de outras notícias do mundo do entretenimento.

Leia mais: Djavan – O Musical: Vidas para Contar celebra vida e obra do artista alagoano

Texto revisado por Kaylanne Faustino

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